time

De certo que não serei diferente, e por isso tento pensar em algo tão semelhante.

Só assim posso evitar ser um velho queixoso e derrotado, com tanto pesar que carrego nas sombras dos olhos.

Mesmo ouvindo de mim o que sei ser capaz, resisto à dúvida de um controlo maior, dobrado nas costas do meu legado.

Mesmo dominando o dia, a cada dia que vem, há sempre uma forma do tempo nos invadir e ganhar a tutela, um pensamento de cada vez.

É impossível não pensar, que tudo o que somos, há-de sempre mudar.

Tenho melhor a noção do tempo que demora uma montra a desenhar um reflexo de mim.

É isto que nos pedimos quando nascemos, ter a noção do tempo, principalmente quando morremos.

November 1, 2022

Tudo o que fazemos só acontece uma vez.

October 8, 2022

Perante o impacto da mudança (a certeza de que algo estará disponível para se alterar ou ser alterado), podemos reagir ou com alusão ou com ilusão. Em último caso podemos decidir pela negação mas para já, simplifico.

A mudança implica a alteração de estado e de condição de um facto conhecido. Facto esse, não necessariamente estático, portanto possivelmente orgânico e dinamicamente ativo. Neste caso refiro-me especificamente a uma ideologia, uma forma de pensar, e na sua mudança.

Perante a mudança, iludemos então, sob a forma de fantasia, ambição e até de uma expetativa, o que se entende estar em processo de se alterar. A ilusão do que aí vem, pretendido ou não, precede de um processo que causou a tal alteração e a sua propagação, tanto no tempo corrente como no tempo futuro. É um ato contínuo onde o controlo sobre o procedimento é elaborado a partir de um conjunto de ajustes, com vista à obtenção de um determinado caminho. É geralmente uma ilusão, porque a quantidade de ajustes é de tal ordem, que no final, o ponto previsto de chegada nunca é o planeado. Ironicamente, diria que este resultado é o esperado. Representa um bom plano, onde a ilusão de um resultado se concretiza em fragmentos isolados e constantemente atualizados. Imaginem a democracia, onde nos iludimos infinitamente, sejam essas ilusões individuais ou coletivas.

Perante a mudança, aludemos então, sob a forma de valor, princípio e ética, o que se entende ser um processo de alteração. A alusão a um determinado conjunto de fatores elementares na abordagem a cultura intelectual de um ser ou de uma comunidade estabiliza, higieniza e purga um processo ritmicamente inconstante, com resultados inesperado e geralmente, emocionalmente insuportável. Sem fórmulas, exceto as condições de base formativa, individual ou coletiva, a forma do processo ao longo do tempo fica dependente única e exclusivamente do seu estado, quanto à sua percentagem de acabamento perante o ponto de início do processo. Imaginem algo para lá da democracia, onde paulatinamente nos implicamos como seres individuais que representam a saturação de todos os pontos de um panorama coletivo.

Será possível perceber, que perante a mudança, podemos agir ou reagir, ativar ou passivar, ator ou figurante, mas nada disso me interessa. Esta leitura de uma conformação (e posição) binária deixa de ter validade a partir do momento em que alguém a reconhece como uma alternativa. Por isso, perante o recurso à figura da ilusão ou da alusão no processo de mudança, a expetativa de uma alternativa adicional (diria até que a alternativa se reflete numa leitura cosmológica dimensional de ordem quântica) é uma possibilidade pouco explorada.

Ilusão ou alusão não são recursos errados, desajustados, mas antes escolhas. Considero ainda que são respostas práticas e válidas a problemas sociais modernos (a começar pela nossa posição, estatuto, etc.), mas não são suficientes para a evolução cultural da nossa sociedade. São hinos binários, conducentes a isto ou àquilo. Precisamos de mais.

Imaginemos a democracia, aliás, para além da democracia, onde a participação na mudança é garantida por tudo o que não achamos possível e racionalizado pela atenção ao imediatamente próximo. Imaginem que decidi atravessar uma rua, ou um rio, sabendo que a decisão formada inicialmente pode ser alterada e que a prevalência do resultado não depende do ímpeto ou da capacidade física, mas da leitura do interesse final dessa ação, desse provável resultado. Indeterminante, esta forma de entender o resultado como aleatório não existe, pois o tempo “seguinte” determina-se instantaneamente num novo resultado esperado, e ainda numa nova hipótese de mudança. Um loop, um ciclo, ramificação ou um paradoxo, a leitura do tempo que decorre numa mudança é infinita. É também a melhor opção de estudo para alterarmos o vício da nossa decadência presente.

August 25, 2022

Não posso ser pós moderno, quando deixei de procurar as formas dos espaços e passei a procurar o tempo da proporção.

February 10, 2022

Talvez seja por hábito, ou então porque é simplesmente incontornável, mas sem a menor dúvida, estamos sempre à beira do colapso. Em todos os tempos, geografias e estados, há quem sinta a necessidade de apregoar o cataclismo maior possível, o fim. É como se estes profetas nascessem diariamente em cada um de nós, assim que ouvimos falar de algo menos que ótimo, maravilhoso ou menos fácil.

Para mim, esta gente é primeiro, uma cambada de preguiçosos, que prefere que tudo acabe para todos do que fazer parte de uma construção comum, mesmo sabendo que, efetivamente tudo acaba para todos. Preguiçosos e invejosos, portanto… Talvez não seja isso em que acredito mas é possível ser assim.

Acredito que é mais a improvável noção do tempo. Sempre a contar, sempre a seguir, sem esperar por nada e por ninguém. Sem regras, sem método, sem dimensão humana que não a que nós conseguirmos fazer senso entretanto. Sendo assim, essa entidade abstracta comanda subliminarmente a vida de todos, pressionando a realidade individual a fazer parte de uma contagem imparável. Ninguém tem voto na matéria e tudo alinha pelo tempo de todos. É a verdade mais democrática do universo, seja qual for a galáxia, pelo menos ao nível cosmológico (do quântico não falo).

Não nego que me fascina a incontrolável atração dos humanos para o drama, o enredo, a vitimização como uma profissão exigente. A minha atração não é mórbida como quem pára para ver um acidente ou ouvir uma discussão mas tem dias em que também eu páro. Geralmente faço-o para observar. Tentar a percepção de algo. Não precisa ser erudito ou avançado, pode ser tão simples como uma basura, um contentor, num determinado local, como hoje.

O contentor, mobiliário urbano, público, disponível sem qualquer entrave e significando sobretudo a incapacidade humana de gerir os seus próprios excessos. É um símbolo de uma questão de educação, a da falta de formação.

Posso ensaiar, a partir dos menos óbvio, tanto quanto a filosofia, a sociologia, a geografia, o design, a ética e a política mo permitem, mas hoje vou simplificar. O caixote do lixo mais vulgar do mundo permite-me olhar para o colapso mais recente: a desresponsabilização total do homem consigo próprio na incapaz gestão de resíduos, na forma como lida com o seu consumo e como tal, como violenta publicamente o meio ambiente com a anuência política geral. Tenho dito.

Como o tempo não pára, está na altura de deixar de ser lixo. Lúcidos.

December 31, 2021

Fila de trânsito, lenta, quase parada, várias faixas de rodagem e há sempre quem desespere por um metro de espaço, um meio segundo de tempo e a opulente ignorância da calma, da paciência e da consideração, sem pensar que, de facto só provoca ainda mais aquilo que, supostamente, pretende evitar.

October 25, 2021

We keep missing the opportunity to reconfigure our entire life, specifically the part connected with the way we spend our time alone.

September 7, 2021

O normal morreu, desapareceu.

Pelo menos até ao novo se instalar.

June 16, 2021

It never was anxiety, it was, unquestionably, restlessness.

I have faced death, loss, violence, sadness, despair, drama and obsoletion.

Looking back, I can identify a common definition of anxiety but, giving it a second look, I can now see and translate those events in a deeper view of the moment: I never stopped.

Never got stranded, ever got immobilised in more than a fraction, a protective synapse, and this changes everything! It’s not anxiety. Anxiety incapacitates, and I never felt stronger than during the event (obviously sensing the adrenal/hormonal decay immediately after) but I always fell into a mature acknowledgement of my own personal strengths and weaknesses.

I’m not an alien, I just have built the tools to look at things in spacetime differently.

March 2, 2021

O tempo perdeu o tempo de estar e assim me segue, sem tempo, sequer, para eu ver esse tempo a passar.

February 15, 2021

May 26, 2020

If I was born 100 years in the past I would probably be an architect. If I was born 100 years into the future ( ! ) I would probably be a designer. Presently I am an author.

May 8, 2019

I expect to learn from and experience my life until I have swallowed all the time I have to fulfill the act of biological notability.

May 7, 2019

A estrutura do ponto de contacto, desde o território humano ao território natural, desde a presença à ausência, desde a observação à intervenção, livre mas condicional : desde a origem, pela interferência, na exposição e comunicação, esse entendimento que nunca é cosmológico e nunca é quântico. Só uma física expressiva da oposição material entre o imaterial, numa dinâmica intangível que não na esteira do que me reuni até este ponto, na oportunidade do momento singular em que domino o tempo enquanto ele se revela nas camadas opostas de contacto.

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April 6, 2019

Combinações. Azáfama de técnicas que servem unicamente o contacto. Tal como um membro funcional se alonga em partes, também a forma de olhar o tempo se compõe de estratos : misturados milímetro a milímetro têm mais impacto. Captar pela fotografia, produzir pelo desenho e literar pela escrita são uma forma de conexão desde uma linguagem que trava o tempo com a eficácia da velocidade gravítica.

. MONSTRUKTOR

April 5, 2019

O registo exige observação. Essa meditação consciencial, processa o decurso do tempo no estado humano e organiza a noção de continuidade. Há alguma disrupção e distopia pela simples contaminação da presença, mas há de tudo que o ponto de contacto com a realidade ( o ponto de observação ) se permita. Há intensidade, sempre, e velocidade de acordo com a observação; por isso o tempo do registo é indicador de decisão escrita, desenhada ou captada.

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April 5, 2019

Registos manuais desde a fonte do tempo ao quadro meandro do espaço. Captar a fotografia é desenhar a ação sináptica do tempo mais longo que o humano pode perceber + produzir um desenho alonga ainda mais a porta dimensional entre o tempo desse presente. Esse é o que se torna passado por quem o vê criar e será sempre uma leitura no futuro de alguém que não esteve lá, nesse tempo. É assim que viajo, nas técnicas do tempo, pelo veículo que me permite olhar o mundo da luz, a mente.

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April 5, 2019

Time goes to the person you are when you are a presence in time.

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March 26, 2019

Pop culture does not reflect objectively the concepts of authorship and authorization and rather the way creatives contribute ( intentionally or not ) to the autonomous structure of a new view of the world from the time specific present.

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March 23, 2019

Pop culture is defined by two complementary rhythms of time, one being the short strident stroke of seasonal hits and wonders and the other the long deep resonation of large reflections about acceptance/rejection and ironic cynicism.

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March 21, 2019

Pop culture is built upon public visibility, provides universal access and is defined in a common time accepted indifferently by all.

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March 19, 2019

Pop culture is not about the statement of the future but about the understatement of the present.

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March 17, 2019

Pop culture is not about inventing breakthroughs and rather about progression from cyclic formal time notions.

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March 17, 2019

Quando era miúdo pensava ser graúdo mas o facto é que nunca fui realmente miúdo. Sempre fui espigadote, mais forte, atento e sedento. Um pouco ocioso, gostava de ter sido menos mas agora que sei mais não deixo que o remorso tome conta de mim, só por prazer. Faço por isso. Sou ativo e quero ser mais velho, por ser mais sábio e sagaz, perspicaz como bem gosto de diferir. Inteligente não, isso é para quem gosta de saber coisas comuns, as respostas certas, solvidas na massa geral do conhecimento e da informação. Eu quero fazer perguntas, como procurar novos problemas e os devidos processos e soluções, por mim e com os outros bem perto. E quero ver para a frente, e por isso agora entendo que nunca quis ser mais velho. Mesmo agora, nem é bem isso que quero, não é isso que digo, porque o que eu sou de facto é um viajante dos tempos futuros e por isso é quero sempre o que vem a seguir.

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March 12, 2019

Escaping time in a limited space
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#awcat #portrait #smile #diffraction #glass #water #plant #float #poem #fabric #traveler #time (at Studium . creative studio & gallery)
https://www.instagram.com/p/BtNf_sqlEGA/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=11v62cq03kup5

January 29, 2019

A moment when dimensionism becomes what I am and there is no longer a theory of everything connected in space time but a practice of awareness within inhuman fluids.

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January 1, 2019

Custo

A bitola, na qual vivo, é-me imposta por mim, mas vivo num ponto onde o escrutínio radical das minhas capacidades pelos outros é considerado um alimento de interesse público. Esses, fazem de mim um macro aviso de nutrientes em distribuição gratuita, como se eu fosse uma instituição. Uma beneficência inesgotável de cariz social e aproveitam-se assim, do meu nome, da minha força, competência, disciplina, dedicação, intensidade, coerência, raciocínio, crítica e criatividade, talento puro, capacidade de processamento, trabalho, gosto e educação, perseverança, visão, valor nominal, em vão. O aproveitamento do meu bom senso sobre a partilha pura, é extravasado pela força exterior da vontade imposta. Reivindicada.

Todos, mas todos, querem essa parte boa. Limpa, perfeita, saciante, saborosa. Não há nada que não se aproveite, e se por um acaso algo não sabe como o pedaço anterior, eu corto e substituo-o numa sangria colorida, mas curativa. Sou o principal dissecante de mim próprio, uso de um brio profícuo em rigor e qualidade da matéria-prima, sou pouco benevolente com material que não o notável, aprovado, biologicamente são.

Sirvo para tudo, e todos sabem disso, pois dependem da minha existência para essa validação individual da sua candidatura a humano. Sirvo de tudo, e todos fogem disso, pois mostro por reflexo a diferença entre a textura da mente que alimenta e o prato que vem servir-se de mais.

February 10, 2018

Custo

A bitola, na qual vivo, é-me imposta por mim, mas vivo num ponto onde o escrutínio radical das minhas capacidades pelos outros é considerado um alimento de interesse público. Esses, fazem de mim um macro aviso de nutrientes em distribuição gratuita, como se eu fosse uma instituição. Uma beneficência inesgotável de cariz social e aproveitam-se assim, do meu nome, da minha força, competência, disciplina, dedicação, intensidade, coerência, raciocínio, crítica e criatividade, talento puro, capacidade de processamento, trabalho, gosto e educação, perseverança, visão, valor nominal, em vão. O aproveitamento do meu bom senso sobre a partilha pura, é extravasado pela força exterior da vontade imposta. Reivindicada.

Todos, mas todos, querem essa parte boa. Limpa, perfeita, saciante, saborosa. Não há nada que não se aproveite, e se por um acaso algo não sabe como o pedaço anterior, eu corto e substituo-o numa sangria colorida, mas curativa. Sou o principal dissecante de mim próprio, uso de um brio profícuo em rigor e qualidade da matéria-prima, sou pouco benevolente com material que não o notável, aprovado, biologicamente são.

Sirvo para tudo, e todos sabem disso, pois dependem da minha existência para essa validação individual da sua candidatura a humano. Sirvo de tudo, e todos fogem disso, pois mostro por reflexo a diferença entre a textura da mente que alimenta e o prato que vem servir-se de mais.

February 10, 2018

The equal difference of humans, a treaty on collective progression as a species and the manipulated states of the world in between.

the MONSTRUKTOR

January 12, 2018

People aggressively defend their argument as if that is needed to validate the opinion they have chosen to characterise themselves. A waste of time and a prejudice of the act of simple shared opinions.

the MONSTRUKTOR

November 30, 2017

Fragments of time and work #fragments #time #WORK #expectations (at studium)

October 21, 2017

Start the day with the simplest action possible and it will end, at least, with that task completed.

By the end of that day, this will fuel your encouragement to rest until the next.

Change the world by changing what is around you and compromise only with the constant of time and space, for now.

the MONSTRUKTOR

August 24, 2017

In the future of 1979.

the MONSTRUKTOR

August 19, 2017

In a time infiltrated by the ignorance of the result i see myself coping with formation and formats just to become readable enough for others to recognize my shape.

the MONSTRUKTOR

May 11, 2017

Time is of the essence and the fact that I am not giving more to it than I do makes me a lost traveler in the route to nowhere.

Time spent, used, lost, taken, from me and by me, doing nothing more than being the passive passenger within this physical body, achieving only the threshold of inept and dull existence, must not be the regret of the last breath.

Time is not the measurable dimension of life, but the scale on which I stand to claim immortality.

the MONSTRUKTOR

December 4, 2016

It’s been a while since I’ve been too busy imagining trees burning, animals disappearing, the earth engulfing humans, anger taking over. Watching me destroy everything in my path, just because I needed no cause to cause destruction than my own fatality.

I live in a different time. I have earned time from time itself and made a wand from will and my own magic.

December 2, 2016

The tenacity of overcoming the frustrating feat. The need to prove I will, by will alone, and that will is the key to overcome.

I want to enjoy every second of pain, frustration and commitment to me and to the help I have. I deserve and I am obliged to comply to the resentment of achievement.

No will may fail while never is only too late.

September 28, 2016

Either you are followed or you’re following.

One is right, both can be correct or none of the above applies. *

* disregard when the question may be crossing species (humans included)

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August 5, 2016

Only a simple and amazing man can live after his death.

the MONSTRUKTOR

May 5, 2016

Cohesion through discussion and alignment from forfeiting egos is possible from the open wounds of the catalyst.

How to change the ignited part of the equation is something everybody asks me to change but nobody knows how to do, myself included.

the MONSTRUKTOR

April 22, 2016

the seer

February 4, 2016

Everyday, every single day, every single fucking day, I respect, construct, dedicate myself to everyone I care about, but people still prefer to point the errors than to enjoy the rest.

the MONSTRUKTOR

January 23, 2016

Choose what you want to see until there’s no space left for bullshit.

the MONSTRUKTOR

January 15, 2016

Travelled forward enough to see my way in time.

the MONSTRUKTOR

September 17, 2015

Faded memories are selective traces of our own personality.

the MONSTRUKTOR

September 1, 2015

Time is the scarcest resource.

the MONSTRUKTOR

July 24, 2015

When the gradients of memory blur time, fragments of the future become reality.

the MONSTRUKTOR

June 19, 2015

Time is the only commodity in the universe.

the MONSTRUKTOR

April 23, 2015