System

Como é possível com decisões binárias ( e portanto absolutamente factuais ) garantir a autonomia autoral a partir do sistema metodológico? Com decisões superiores à desambiguação do óbvio, do estilo e da razão identificável nos outros. Por fim, assumindo a capacidade e a sagacidade do intelecto no equilíbrio quântico da expressão pessoal nesse tempo que ainda não é registo. Essas decisões são só os pontos que marcam o trilho no percurso do processo e da inten(x)ão.

August 23, 2019

Vivo envolto numa pedagogia muito própria desde há demasiado tempo : nunca pela institucionalização da minha prática, mas sempre pela sensibilidade crítica da minha abordagem. Para a sustentabilidade dessa ecologia pessoal preciso de modelos de hipótese, de teste, e de análise, lugares onde a minha criação fundacional se iluda e desiluda da sua realidade prática, e ainda, onde as utopias possam dar lugar a novas considerações evolutivas e factuais. 

Esta construção é praticada em ambiente controlado de crítica e criação, modelando a estranheza da abordagem com a minha assertividade, própria de um crítico inquieto. Abraço quotidianamente ( a partir de um estruturalismo imaginado e autoral ) um sistema de sistemas que me permite abordar a universalidade polidisciplinar da minha decisão : criativa, procedural, administrativa, operacional, estratégica e também legal. Este sistema enquanto processo de atividade procedural, age como uma composição de argumentos rasos, envoltos no contexto da decisão e da irrefutabilidade. Desde as propostas e interações provenientes da arquitetura de informação – através das entidades conceptuais criticamente selecionadas – é possível delimitar um plano visionário, que se materializa num conjunto rigoroso de técnicas quantitativas e qualitativas, obrigatoriamente públicas e autoriginais.

O tempo deste sistema é o meu, e por isso comporta um universo de experiências pessoal. Para libertar a análise e a dependência do resultado desse ambiente condicional, proponho a prática da auto verificação e da irrefutabilidade. Este é um dos fatores de maior importância, em falta, nos sistemas de criação, nas práticas de produção e desde as instituições de formação. É por isso necessário discutir uma ética de remoção do ego académico, endogámico e obsoleto. É necessário encaminhar essa política capitalista perante o processo de criação para a extinção, favorecendo a progressão evolutiva do indivíduo criador ao invés da substituição pseudo curativa dos mesmos conceitos pelos mesmos conceitos.

Este ecossistema, prevalece unicamente numa relação de interdependência, entre as suas partes numa leitura antropocêntrica desta entidade autónoma, mas sempre relativa à sua relação humanizada – a garantia da realidade concreta do exercício que outrora ficcional, desde a mente de partida, agora promove a metodologia de modo a evitar propor soluções, propor em substituição a seleção do método, da prática e dos processos enquanto construção e percurso iterativo.

Do estúdio que domino, do design enquanto abordagem estruturalista, e do exercício prático tanto quanto real, pretendo ativar tanto o espaço de contacto ficcional, quanto o visitante real, numa participação pedagógica provocadora, onde até o tutor será tentado pela minha abordagem.

Porto Design Biennale 2019

— workshop 4 | 23–27 setembro 2019 [exposição 28 setembro]
DESIGN AS LEARNING: RE-EDIT
Por Jan Boelen e Vera Sacchetti

Porquê fazer design? Qual é o propósito do design? Estas são questões prospetivas para uma disciplina criativa que, mais do que nunca, se afigura esquiva a definições. Num mundo de recursos naturais depauperados, sistemas políticos e sociais exauridos, submetido a uma sobrecarga de informação, há muitos motivos urgentes para repensar a disciplina do design e uma necessidade crescente de nos focarmos na formação em design. Aprender e desaprender deveriam tornar-se processos integrantes de uma prática educativa contínua. Precisamos de novas propostas de organização social e de estruturação governativa, novas formas de viver com – e não contra – o planeta, de aprender a separar factos de ficções e de nos relacionarmos com cada um e, sinceramente, de simplesmente sobreviver. Este workshop toma como ponto de partida a publicação Design as Learning: A School of Schools Reader, produzida aquando da 4.ª Bienal de Design de Istambul, A School of Schools. Através de uma série de leituras coletivas, discussões e visitas in situ, vamos olhar para a formação em design através de diversos prismas, considerando de que modo diferentes modelos pedagógicos educativos têm sido implementados ao longo do tempo. Estas leituras, visitas e reflexões serão repensadas e reeditadas para dar forma a novas reflexões e caminhos alternativos para o design, a educação e a formação em design.

DIREÇÃO
Jan Boelen é diretor artístico da Z33 House for Contemporary Art em Hasselt, na Bélgica, um espaço dedicado à experimentação e inovação e à organização de exposições inovadoras de design e arte contemporânea, e do Atelier LUMA, um laboratório experimental de design em Arles. É curador da 4.ª Bienal de Design de Instanbul (2018). Dirige o departamento de Social Design na Design Academy Eindhoven, na Holanda.
Vera Sacchetti é curadora e crítica de design. Faz diversos trabalhos de curadoria, investigação e edição. Integra a iniciativa curatorial Foreign Legion e é cofundadora da agência de consultoria editorial Superscript. Foi curadora associada da 4.º Bienal de Design de Instamblul e conselheira curatorial da Bienal de Design de Liubliana, na Eslovénia. Os seus textos têm sido publicados na Disegno, Metropolis e na Avery Review, entre outras publicações.

July 16, 2019

Sejam coisas, ações, verbos e sobretudo adjetivos tudo cabe à partida. Mas há também aquilo que não, e segue no porão. Vistas, listas, pontos de eleição, paragens, paisagens lendárias e outros momentos futuros imaginários, são a carga pesada que é levada a sério. Ou serão apenas um #checkpoint a assinalar numa qualquer #bucketlist, numa demanda em forma de missão que nos obriga, pelos outros, a normalizar a nossa própria viagem? São estes nossos hábitos habitantes.

Mas será que voltamos ainda mais carregados? Será que o peso é maior à chegada do que foi à partida? Será que o que transporta vem afinal carregado de coisas novas, ou tem só o pó superficial deste agora?

Esta procissão de relíquias sagradas tem um propósito claro, eu é que ainda não sei qual é. Talvez no futuro saibamos olhar para trás e entender estes fluxos migratórios temporários ( como fazem os pássaros para sobreviver, ou os gafanhotos para viver ) , numa expectativa de aprender, se o que procuramos quando por aí andamos são recursos, ou é só a humanidade de querer encher relicários andantes. Uma vaidade de quem se cultiva ou a vaidade de outro #milestone alcançado?

Na ironia entre quem parte e quem chega, entre quem se adapta e quem se impõe, vejo muito clara a forma desvendada dos caixões que se passeiam pela rua acima, rua abaixo, cheios de um pouco de todos nós.

Qual a religião deste momento? quais as crenças que nela habitam? quais os deuses a quem se reza? qual o perdão final de quem carrega relicários, cheios de ouro e novidade? Chamar-se-á Economia Turística a deusa que guia essa mesma procissão?

Relicarium 2019 @SharedInstitute – Porto, Portugal

O conteúdo real é afinal uma amálgama de intenções, e não pode ser mais do que isso. Falsetes pessoais que definem uma fraca saúde mental e social, quase sempre comparativa pelos media que tanto impressionam. O indivíduo consciente dissociado do objeto e dependente da experiência para validar-se perante o mundo. Quem comanda quem? Onde está o controle?

Os comerciantes de relíquias e objetos sagrados pessoais traficam a nossa matéria invisível, aquela que se esconde em nós. Cedemos : na oportunidade de vender uma memória conservada para sempre; no futuro possível do argumento egoísta de uma conversa centrada em nós; muitas vezes autista; numa partilha que guarda sem vergonha esta viagem como mais um elo do percurso assoberbante que já não é a vida.

“Hoje eu sou isto e muito devo ao que colecionei.”

Serão muitas as vozes assim, tantas quantas as que deambulam porque sim, sem mais sentido, porque a vida ( económica ) lhes permite essa forma boémia de andar por aí. Afinal esse capital será sempre a carga que chega e a carga que parte.

Porto Design Biennale após,

workshop 1 | 10–12 maio 2019
DESIGN SYSTEMS: IMPOSSIBLE METHODS
Por Luiza Prado & Pedro Oliveira ( A Parede )

July 3, 2019

I am an old designer while and still a young architect.

I subject myself to that subjective classification only to find and draw what is meant to be built, imposing a systematic approach to either analogue or digital products of a so called imagination, with a procedural mind within an irrefutable process.

May 6, 2019

Em meio solúvel, em oficina, estúdio ou gabinete é onde a densidade do criativo do design melhor se enquadra e onde este participa com a marca, a estratégia, o tema e o suporte numa convergência de interesse tão real quanto pessoal e efémero. Em solubilidades diluídas como as de agência ou até de consultoria ( em contexto interno ou externo à equipa de projeto ), a produção do design é um paradoxo de aceitação e canibalismo intelectual, uma sodomia criativa e sobreposição da competência pela técnica e nunca pelo conteúdo.

Em qualquer dos casos, raramente alguém sabe bem o que fazer a partir do como fazer e não do quem fez o quê. Vale tudo e fica bem desde que a prevalência seja a da novidade, a nova. Fazem-se coisas que soam bem, parecem bem e não se garantem irrefutáveis : seja pelo profissionalismo criativo seja pelo incontestável processo de trabalho. Obviamente que a afetação irresponsável da criação a um profissional idealista e sem escrúpulos de si próprio para si próprio não ajuda e claro, deturpa a imagem do processo a quem detém o poder da comissão.
A culpa do design é dos designers e o estado atual dos meios de produção a estes dizem respeito, exclusivamente : senão exigimos o respeito a nós próprios e à profissão, nunca seremos prendados por ninguém ( mercado, academia, outros sectores ) com nada menos do que isso. A este cenário devemos afetar a própria definição de meios de produção : plena de sarcasmo e ambiguidade, voltada aos media, confundindo tudo e todos nos canais e nas ferramentas, desprestigiando os suportes e os conceitos basilares de aplicabilidade, legibilidade e de acesso universal, como se fosse demasiado difícil integrar e mesmo assim, o trabalho ficar com bom aspeto. Preguiça, falta de capacidade, ou pura e simplesmente a banalização do ensino da arte e do design.
São estes meios de produção que me interessa discutir, aprioristicamente e na base fundamental das gerações de criativos que são despejados em mercados de produção sem meios reais de criação. Propor novos sistemas metodológicos, desbloqueadores do acesso pela compreensão e entendimento do verdadeiro papel do criativo no design de comunicação seja ele mais ou menos gráfico.

Porto Design Biennale

April 29, 2019

Ferramentas : pessoas, instrumentos e paisagens, coisas que têm sentido juntas tanto quanto separadas por mim. O conjunto ou a parte por si não têm a formulação do autor : é preciso autorar ! Arte, criação no verbo curar. Me a mim que junto sou um todo.

. MONSTRUKTOR

April 5, 2019

Viver na obsessão pela compulsão visual, popular e folclórica, essa das imagens efémeras relativas ao influxo do trauma intelectual de hoje, na construção cíclica do presente POP, enquanto meio cultural ( ? ). Afinal é nesta presença global das imagens que se refletem em nós os conceitos de contemporaneidade para os futuros olhos da história passada; é ainda neste limbo entre a realidade sentida e a realidade inventada, que nos deixamos manipular desde a fonte da informação, até ao mais íntimo e ínfimo detalhe ficcional que nos impõe como verdade e até estilo de vida.

Onde assenta então a crítica? Individual ou coletiva? A prevalência do meio ou da mensagem? Paradigma dos tempos ou paradoxo da própria espécie? O antropocénico ou a egocência? Perguntas ou dúvidas?

As marcas, os pontos notáveis e as inflexões de raciocínio, assentes na epítome do singular ou do coletivo, fluem no diálogo do contacto inter dimensional, virtual e por vezes, também irreal. Os pontos de contato, as marcas entre os humanos que necessitam de ligação efetiva à linha temporal global, como se a sua sanidade dependesse disso mesmo – do tempo que acham que partilham com os outros. A alternativa não é dada pelo contato com a realidade mas antes pela leitura e interação interpretativa que temos com a território mental que construímos como paisagem cultural. Este conceito, determinista e constitutivo de uma construção individual, nunca foi a verdade. Apetece-me identificar os fatores que nos posicionam a todos perante a noção concreta de tempo e espaço cultural, só para os distorcer ao limite da sua própria razoabilidade e aí, refletir numa sobrevisão omnisciente como num legado para esse grupo de humanos com os quais ainda partilho a minha linha temporal.

É este o verdadeiro paradoxo : entre a vida real individual e o cenário coletivo que nos é imposto; entre a noção de participação induzida e a completa passividade autoral; entre os meios de produção regimentados e as políticas da criação ética; entre a linha temporal da história ( antropológica, biográfica e etnográfica ) e o tempo cultural da massificação capital deformada em estória ( historieta ); é aqui que situo a cultura POPular, onde procuro reconhecer cada vez mais como um ciclo interminável de um tempo presente que se extingue no momento em que é identificado.

Porto Design Biennale

April 2, 2019

A prática do processo e da criatividade implicam urgentemente uma revisão do sistema metodológico corrente. Denso, pesado e complexo, sem a exatidão que garante processo até ao resultado, apoia-se demasiado na gratificação do produto final, da estética insustentável da moda e do efémero. É perante a curadoria interpretativa dos modelos de pensamento institucionalizados ( tanto quanto da pedagogia estratificada pelo público orgânico, pelo tema e pela mensagem ) que os conjuntos de linguagem devem formar os novos atores do campo do design e da criação. A prática curatorial é um intento auto infligido, que não se treina ou se adquire sem a noção concreta de que esse estilo de vida afeta não só a nossa visão imediata, como também influencia os nossos contatos inter sociais.

Só pela autoria é possível delinear o caminho equilibrado entre a comissão e o processo auto iniciado : esta abordagem pode assim seguir livre pela resistência do eficaz e no ganho da eficiência pela irrefutabilidade e nunca do gosto descartável. E é este significado social descentralizado desde a academia que importa entender, seja pelo sentido mais lato da palavra, seja pela epistemologia do entendimento abrangente ao acesso universal e coletivo. A suficiência da narrativa é implicitamente medíocre e não responsabiliza os participantes da mesma forma – seja quem forma ou seja quem se forma – em mar de iguais ninguém vai querer assumir a diferença.

A responsabilidade da construção ( pessoal, profissional, singular ou coletiva ) deve começar pela base estruturante da desconstrução e veementemente criticar os modelos, pelos dogmas e pela leitura colonizada dos sistemas de produção ocidentais. Para suprir esta falta de crítica consciente e da prática curatorial como razão profissional, o fator de interesse inicial é o que deve ser dedicado ao fator decisão. As tensões visíveis entre os meios de produção bissectam o mundo atual entre as práticas ininteligíveis, próximas do domínio artístico do design e entre a massificação comercial de mensagens estéticas obsoletas e irresponsáveis. Seja qual for o meio, o público, a instituição, a aposta no fator decisão deve simplificar o real acesso ao significado, à promoção consciente do uso necessário, tanto quanto de outros termos mais imediatos.

Esta é uma falha de base que somente a revisão processual, tanto quanto das políticas de criação, pode evoluir e fazer avançar pelo movimento cíclico da decisão, do ímpeto, da iniciativa e da investigação, da inquietude e da infinita vontade cruzada na ambição do discurso notável e responsável metodologicamente.

Porto Design Biennale

March 28, 2019

#arqout #oasrn #exposicao #exhibition #gallery #studio #studium #unbuilt #series #production #shelf #post #exhibitor #structure #dexion #systems #system #scale #proportions #rule #arrangement #bw #lightweight #outubro #ordem #arquiteto #arquitetura #2018 #openning (at studium)
https://www.instagram.com/p/BnwcQx1Fyon/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=14dcx1isuzkkz

September 15, 2018

Resonance @ fortuitous assembly of a background, made by, and for, a finite system of action, in which the actionable content can be measured in several spectrums, wave lengths and dimensions. Assertiveness, rigour, vision, passion and a very specific oddity.

the MONSTRUKTOR

May 3, 2018

The components of a system deflect the contextual participants of it’s reality.

the MONSTRUKTOR

May 2, 2018

May life bring me something better than this precarious existence of abuse.

the MONSTRUKTOR

June 21, 2016

The apprentice.

April 21, 2015

A line can become a cross that lives in the infinite square of plus.

the MONSTRUKTOR

April 17, 2015