Society

Vivemos onde, no mesmo sítio que se fala da falta, se vende o excesso; onde, sinalizada a fome, a doença e a morte, permanece o egoísmo, a fantasia e o vício. A sociedade como sistema não tem mais surpresas, pelo menos daquelas que julgamos nem sequer existir e no final, são a rotina de todos, sem exceção.

Vivo e falo por mim, e mesmo assim, junto-me às regras do jogo para poder deixar algo melhor para alguém.

A mudança já não chega, revolução é temporária, violência nunca foi solução. É preciso uma nova posição.

Treinem.

July 26, 2021

“… Completa pela bagagem etnográfica da paisagem histórica e cultural de um território e das suas imagens, a representação tem além de todas as provas e camadas do conhecimento universal a leitura no tempo que afetam a noção do espaço onde nos reconhecemos humanos.”.

Sim, reconhecer a nossa posição exige reconhecer a firmeza coletiva dessa sociedade, dos seus valores e dos pescados. Reconhecer a posição é ainda a noção da percepção da forma, na geometria da observação indiciada pela distância relativa do coletivo ao emissor. Reproduzir o óbvio sem transitar para o valor patrimonial do futuro, é uma oportunidade perdida, em participação e humildade. Representar esse processo é a minha opus.

July 23, 2021

O enredo, o segredo, a contemplação. Seja o que for precisa ser contado para alguém, da forma correta, formalizando a política de produção num processo ético e onde a filosofia toma o seu lugar. Publicar, tornar público, sem ser escândalo ou acidente; uma definição reservada para a exclusiva presença dos argumentos da obra, na obra editorial, mais ou menos articulada de forma científica mas certamente intelectual e entendível. Mesmo sem formação há inúmeros exemplos do que agora raramente se faz. Ensaios, manifestos, registos, diários, novelas, dá trabalho escrever. Ninguém lê!

Para mim A exposição é o início e não o fim. Está é A política de produção que pratico. Esta É a obra que componho, e uso quem vê para ser A obra em si. Ciclos.

July 22, 2021

De olho na exposição. O artista, a produção, a vernissage. O clímax da vaidade e da energúmena vontade em mostrar. Voyeurs a postos e já está. Consome-se tudo! Quadros, bebidas, narrativas, aperitivos, instala-se uma narcolepsia, cataplexia, que me deixa a mim atónito, paralisado, no quadro alucinatório da obra. Momento medíocre, momento de dúvida, momento de insegurança, momento de julgamento… Momento, nunca epítome prolongada.

Pelo cariz da mesma, a exposição amplifica todas as práticas investigativas reunidas na manipulação da virtude, do pecado e da moral, numa ética de recolha de dados, num ciclo infinito de interação com o público observador.

July 21, 2021

A suprema importância da interação! O artista, a obra, os observadores. Quem serão os participantes? Momentos intermédios de trabalho, provam a importância de uma construção assente num processo de observação a partir de uma metodologia de perceção. Enquanto não houver método não haverá processo. Sem análise não há crítica. Sem conceito podem continuar a jorrar ideias. Sem onerar o público com a parte que lhe cabe, além do bilhete chato é claro, não é possível mostrar o que é a verdade da obra: o medo de ser recusado, negado, repudiado. Abnegação suprema!

July 20, 2021

Emoldurar desvios ilusórios em dilemas sociais: o exercício que fala da falha que falta aceitar: uma imagem repetida pelo espelho que reflete tudo menos sobre o paradoxo da imagem que podia ser vista na noção do tempo que a luz nos trás: os certos locais, que pela sua psicogeografia, demonstram que o espaço não se ausenta do nosso tempo, mas pelo contrário: são esses que nos explicam que somos nós quem descura o habitat que nos contextualiza:

July 19, 2021

Nem uma se faz bem, quanto mais tudo ao mesmo tempo. Complexidade versus a inepta competência de aprender concentrado, de apreciar e ser apreciado, de usar o tempo sem o vagar de outros tempos e mesmo assim atingir o significado que ele tem para todos, decorrer.

July 18, 2021

Ahh… tão pouco é pensado além do pormenor: nem plano pequeno nem maior. A obra evidencia a falta capital: seja de parágrafo, capítulo ou índice nominal. Para quê, se arte se faz do improviso, da vontade, do ego, do que surge e se promete como novo? Método?! Pfff… Nah… Acumular num processo acessível a todos as bases, as que nos dão mais do que o resultado? Mas acima de tudo, propor que o resultado não seja extinto no momento da sua apresentação? E que tal um ciclo contínuo de produção, que ativa pelas suas políticas, uma nova forma de implicar a narrativa do artista no seu público? Eihn…

July 17, 2021

O desenho beaux não está ao alcance de qualquer um, e por isso divagam em supostas ilustrações naïf, como que a suprir a falta de coragem em investir na técnica. Anatomia, biologia, química, física, matemática, sociologia, coreografia, cinematografia, fotografia, enfim, um conjunto de campos que são a soma da tal dedicação… Dão trabalho, muito. São uma teologia, e retiram tempo ao deboche, aos pressupostos que outrora se regiam pela la fée verte líquida (e que agora se fuma). São uma alucinação, pela figuração, para ampliar o reconhecimento individual com os deuses do nada. Uma bande à part do tempo mas dentro do que se espera da moda, e da forma de acabar o golpe, numa glória que só os mesmos conseguem ver, sem uma história nova para contar.

July 16, 2021

Exige-se o contacto com a realidade, pela deambulação. Os espectros da cidade existem, sem sequer ser necessário um filtro paranormal. Basta olhar, mesmo, e ver. O canto, o recanto, a amplitude, a intimidade ou até a falta disto tudo, existe! Cada local faz a sua parte, no entanto, procuram-se sempre as excepções (as mais teatrais possíveis), e ignora-se desta forma o génio de cada lugar, naquilo que o espectro configura como meta momentos de reconhecimento espacial, temporal, cultural e social. Procura-se a foto perfeita e pede-se o encanto da fantasia, bem afastado da realidade da obra.

July 15, 2021

Treinar o exercício de base filosófica, inserido numa purga investigativa, posicionando desta forma, cada indivíduo, perante a sua imagem, em si, a obra. É assim tão difícil esta atividade extra corpórea ser uma prática comum, onde cada pretenso, emula uma visão além dos lugares comuns? O loop interminável de iguais afronta-me, aziado, na inquietude da forma desejada, seja desenho, figura ou bloco de cor…

July 14, 2021

Posicionar o que tende a ser manuseado como figurante. A estratégia infrutífera da ativação pela mensagem erudita, que termina no domínio do emocionalmente social. Sem outra tática que não este acenar descomprometido do outro lado do caminho, com as ferramentas afinadas para o esquecimento, o artista é vítima do que sugere ser o seu próprio dilema.

July 13, 2021

A mesma narrativa geométrica de sempre, onde as mentes quadradas andam em círculos e os ineptos pontos individualistas desenham o coletivo programado. É o desenho clássico pelo pecado, sem vetor pela virtude, com o bloco da marca, do objeto desejado, como o novo protagonista. Viver acordado é um ensaio dramático sobre a narrativa percepcionada.

July 12, 2021

Do macro para o micro, do maior para o menor, fora para dentro, baixo para cima, esquerda para a direita. Assumpção pressuposto, preconceito. Mecanismos compensatórios da falta de práticas pessoais de auto reflexão… Ilusórios desvios ou desvios ilusórios? Não interessa a ordem se não há critérios na prossecução consequente e obrigatória do após… Consumir coisinhas avulsas não.

July 11, 2021

Quão alta tem que ser a arrogância para ser percebida quão baixa é a desilusão? O desfasamento entre a arte e o artista é tão mais amplo quanto o mesmo entre o princípio e a moral. Pelo mesmo painel, a sociedade é equidistante do valor ausente da cultura e da vontade em ter/ser arte. Honestamente, quão baixo desceu o artista em princípios, valores e objetivos? Tanto quanto o seu público?

July 10, 2021

Será que pelos nossos desvios ilusórios em dilemas sociais podemos atingir na testa os ineptos cadáveres que transportam blocos de cor com marca pela rua? Quantos mais vetores serão precisos para aumentar a procura?

July 9, 2021

Descobrir a cidade pelos fragmentos da moral ausente da virtude, em pequenos painéis que incitam ao colecionismo obsessivo da história completa, é em si o tempo perdido na leitura sobre esse espaço que rodeia essa mesma chamada de atenção. Se ao menos essa prática fosse possível na esfera pessoal, o artista não precisava elaborar esse tamanho escândalo.

July 8, 2021

A coerência é o maior desafio do artista, que mesmo sem entendimento, narrativa ou audiência credível continua a procurar a oportunidade em um dia ser ferramenta e capital em leilão.

July 7, 2021

O egoísmo consumista, supérfluo, superficial, recorrente e transversal, ausentou do espírito o sacrifício.

Perante o novo normal, o sacrifício é só a forma de cuidar, proteger e garantir a liberdade de todos pelo nosso próprio exercício consciente e individual.

Reivindica-se a liberdade pelo barulho dos inconsequentes criminosos que levarão essa virtude à podridão, decadência e morte do princípio básico da vida social, o respeito do meio pelo meio em que nos inserimos e prosperamos.

Assim o prejuízo é maior.

October 11, 2020

Corruption is a predicament when you try to conflict yourself with reality. Any other moment is called a virtue of our time and goes through the unstrict rules of normality without prejudice.

the MONSTRUKTOR

October 10, 2018

The universal truth about social interactions is now ruled by algorithms of engagement and endearment, seemly preferable to the almost septic touch of humanhood. Why this, instead of the natural and real behaviour? 

When you see people spending their time alone, curved, in front of a gate to a fantasy world, you know this new order of relations is probably not a good moment in evolution. Or is it?

Historically, there were always a specific moment of darkness, a pronounced lack of faith in core values in the human known timeline, before a major advancement occurred. The retributed, and mainly written facts were always of distinction, directed into either a new or a renewed core, intrinsically value based, theologically focused and even more intrusive in the way it ruled consciously dogmas an ancient norms. Aiming at a cleaner and clearer way to see the group as a whole this equilibrium of dissertions were assembled at the will of a few, and rather than to characterise a strong belief of humans into humans were merely a conditional demonstration of specific interests and deterrent ideas of the so called common good.

This was also a common denomination to a particular renovation of power, since a very long time now, repeating itself from a tighter cyclic chronological renewal to another. The prosecutors of this have been balancing the result into a more individual or more group/cult centric composition, making this range a possibility meant for, we, as a specie, to have an impetuous momentum forward in anthropological and social evolution.

What about now? Are we there yet? 

I see people neglecting, by choice, the presence of others, in a meal, at the same table! Parents lobotomising their own children with an electronic device, with the excuse of a much needed, completely egotistical, time for themselves. I know people who rant furiously behind a set of keys because they think they have to be a part of an angry digital mob about the tiniest subject of interest or importance. I have witnessed, in presence, people, side by side, having a digital interaction, rather than simply talking to each other. I see people, +90% everyday, looking down onto a small master of nothing, with the excuse of connectedness and of sharing life with strangers. This strange reality doesn’t affect me as it should, in the way i keep looking, aiming, to find the reflex of my next oblivion in me, and not in others.

This is simply when you look at the others looking at you. As if you were not strange enough by not being curved as they are. As if i am the only one, except the ignorants of age, generation, and instruction, not dominated by the call to be modern, as they are. As if my eccentricity of reserve was not enough for them to deny my presence as the lack of rapport i provide. As if i am not of their world. I feel like i am, but they do not. I am more aware of their reality, than themselves are of their own heartbeat. They sense and know it, instinctively, and run, denying.

This is the opportunity to be a part of the last part of the momentum. This one forcing society forward, the summit of the agnostic decadence transformed into the enlightened face of the descent. I am one of those parts, a real one, one of the ones descending into the group who is gathering the dogmas of evolution into the doubts of the next questions. Unanswering society’s disbeliefs and ethnocentric waste with the arrogant disdain of humility, brought from the responsibility of being aware, alive.

January 12, 2018

Living among others needs to be felt first when living among yourself.

the MONSTRUKTOR

September 11, 2015

Today, I saw a picture about death used as triviality.

the MONSTRUKTOR

September 4, 2015

I need to be restrained as a wild animal In a city zoo.

the MONSTRUKTOR

January 14, 2015