Reflections

Afinal, eu

Descrever o aspecto de dentro de mim é uma questão de observação, também da normalização da luz ambiente, e do quase perfeito reconhecimento da minha forma, do volume, da eterna textura e da cor invisível. Já reparei mesmo assim que isso não é uma verdade generalizada, pois mesmo por forma, a percepção partilhada desenha-se diferente de humano para humano. O que eu vejo, pode ser compatível com o que tu vês, mas sem uma relação entre o entendimento comum e o contexto dessa leitura esse relatório não passa de uma fantasia perceptível. Por vezes partilhado, o denominador é meramente comum e não contraria a necessidade de opinião individual, indivisível.

Desde a visão exterior, externa, de fora, desde fora, formal, rotineira e repetida, vejo um homem excêntrico e raro. Um ser, por vezes humano e sempre relacional, pronto a dar sem esperar menos do que receber numa medida exponencial, dono de um ciclo (esse sim) inumano, de livre vontade onde exijo sempre mais do que ilusão. Um exercício constante de teste, erro, sucesso, hipótese e abrangência, assentes somente na eterna curiosidade da espécie. Um homem, presencial, dominante, vertical, vociferal, visceral, intenso, cada vez mais perto da pedra líquida, do som gutural da calma e da epítome do azul negro.

Por dentro habita uma massa cada vez mais tensa, menos densa e clarividente. Uma experiência onde as partículas que flutuaram nesse meio estão assentes na polímase mitocondrial do intelecto, do consciente e da transição da dúvida para o comum. Fica assim só a certeza humilde desse arrogante conhecimento consciente da matéria e do material político nessa ética de viver acordado. “Vivo em mim como de mim se tratasse”, não outro qualquer pois não seria possível tanta dedicação nem empenho, sobretudo integridade e cuidado a um ser estranho e externo. Essa galopante forma de estar desde a minha honestidade, vence sem qualquer remissão esta abstração deste estranho ser que habito. Por isso cuido de mim como se estivesse realmente a precisar, até porque os outros também me fazem assim e faz-lhes bem a eles, porque não…

Eu, afinal, também sei do exercício de olhar um pouco mais como me pedes, só não o faço em primeiro lugar. Tenho que o fazer mais vezes até porque assim vou ser um pouco melhor só por saber estar.

January 8, 2019

#reflections #reflex #mirror #selfie #selfish #container #wood #brick #dirt #rock #legs #window (at Porto, Portugal)

May 5, 2018

Raciocinar @ acionar o rácio entre a razão e a importância da paixão na intensidade do contexto, o que damos à nossa própria vida. A capacidade de gerir objectivos e ambições, desde o meu alcance ao pragmatismo objetivo, quanto, e até, ao mais íntimo empírico diário de ser como eu.

the MONSTRUKTOR

April 29, 2018

Raciocinar @ acionar o rácio entre a razão e a importância da paixão na intensidade do contexto, o que damos à nossa própria vida. A capacidade de gerir objectivos e ambições, desde o meu alcance ao pragmatismo objetivo, quanto, e até, ao mais íntimo empírico diário de ser como eu.

the MONSTRUKTOR

April 29, 2018

Há, um espaço entre as palavras. Um momento em que não se lê ou vê ou mede um significado. Existe, para ser possível questionar, nos, do ponto de vista que nos defrauda, e tolda a mente, com o tudo do nada. Todo o mundo sabe que é assim, mas nega. Eu vivo nesses espaços, intersticial, como só um homem do todo consegue gravitar por entre entendimentos.

the MONSTRUKTOR

March 17, 2018

Há, um espaço entre as palavras. Um momento em que não se lê ou vê ou mede um significado. Existe, para ser possível questionar, nos, do ponto de vista que nos defrauda, e tolda a mente, com o tudo do nada. Todo o mundo sabe que é assim, mas nega. Eu vivo nesses espaços, intersticial, como só um homem do todo consegue gravitar por entre entendimentos.

the MONSTRUKTOR

March 17, 2018

Custo

A bitola, na qual vivo, é-me imposta por mim, mas vivo num ponto onde o escrutínio radical das minhas capacidades pelos outros é considerado um alimento de interesse público. Esses, fazem de mim um macro aviso de nutrientes em distribuição gratuita, como se eu fosse uma instituição. Uma beneficência inesgotável de cariz social e aproveitam-se assim, do meu nome, da minha força, competência, disciplina, dedicação, intensidade, coerência, raciocínio, crítica e criatividade, talento puro, capacidade de processamento, trabalho, gosto e educação, perseverança, visão, valor nominal, em vão. O aproveitamento do meu bom senso sobre a partilha pura, é extravasado pela força exterior da vontade imposta. Reivindicada.

Todos, mas todos, querem essa parte boa. Limpa, perfeita, saciante, saborosa. Não há nada que não se aproveite, e se por um acaso algo não sabe como o pedaço anterior, eu corto e substituo-o numa sangria colorida, mas curativa. Sou o principal dissecante de mim próprio, uso de um brio profícuo em rigor e qualidade da matéria-prima, sou pouco benevolente com material que não o notável, aprovado, biologicamente são.

Sirvo para tudo, e todos sabem disso, pois dependem da minha existência para essa validação individual da sua candidatura a humano. Sirvo de tudo, e todos fogem disso, pois mostro por reflexo a diferença entre a textura da mente que alimenta e o prato que vem servir-se de mais.

February 10, 2018

Custo

A bitola, na qual vivo, é-me imposta por mim, mas vivo num ponto onde o escrutínio radical das minhas capacidades pelos outros é considerado um alimento de interesse público. Esses, fazem de mim um macro aviso de nutrientes em distribuição gratuita, como se eu fosse uma instituição. Uma beneficência inesgotável de cariz social e aproveitam-se assim, do meu nome, da minha força, competência, disciplina, dedicação, intensidade, coerência, raciocínio, crítica e criatividade, talento puro, capacidade de processamento, trabalho, gosto e educação, perseverança, visão, valor nominal, em vão. O aproveitamento do meu bom senso sobre a partilha pura, é extravasado pela força exterior da vontade imposta. Reivindicada.

Todos, mas todos, querem essa parte boa. Limpa, perfeita, saciante, saborosa. Não há nada que não se aproveite, e se por um acaso algo não sabe como o pedaço anterior, eu corto e substituo-o numa sangria colorida, mas curativa. Sou o principal dissecante de mim próprio, uso de um brio profícuo em rigor e qualidade da matéria-prima, sou pouco benevolente com material que não o notável, aprovado, biologicamente são.

Sirvo para tudo, e todos sabem disso, pois dependem da minha existência para essa validação individual da sua candidatura a humano. Sirvo de tudo, e todos fogem disso, pois mostro por reflexo a diferença entre a textura da mente que alimenta e o prato que vem servir-se de mais.

February 10, 2018

#fafe #marp #reflections #filter #experiment (at Fafe)

February 4, 2018

Pacto

Vivo num despudor de aceitação, mas nem de acordo com a mentira que vive dentro dos outros! Só, porque me deixo usar pela bondade e gratidão que emano, a que só, eu dou.

A retribuição não existe. Essa forma plena de obrigado é uma miragem concreta na cabeça de quem a profere, mas em mim… nem a sinto. Essa mentira contada a eles próprios aflige-me, pois de alguma forma pactuei com esta falta de carácter ao longo destes anos. Devia ter sido ainda mais direto, menos respeitador dessa demência que incapacita, mais eu – assertivo e inconvenientemente carrasco da falta de verdade – até porque, no final, quem sente a deficiência, sou eu.

Agora, que mostro da minha forma adulta o que não posso aceitar por cada um que me rodeia, sou um tirano. Sou desmedido e exagerado, demasiado intenso, demasiado sério. Pedem-me que mude, me mude. Que altere a forma rigorosa e assertiva de ser notável. Ser, rigoroso, exigente, disciplinado. Sagaz.

Quando posso ser visionário, sou finalmente eu. Livre, para criar dentro de todas as regras, sistemas e normas que alimentam a visão de excelência e notabilidade de onde nasci. Visualizo-me, e a eles, e nesse duplo reflexo ajo como o espelho da verdade. Assim vêem-se momentaneamente, miram-se incapazes. As pernas tremem da verdade incontornável, pública, despudorada, essa sim, algo em que aceito viver. São mesquinhos, mentem por pouco, até aceitam o roubo de uma carica por ser só isso, uma carica. São indecentes comigo, mas primeiro com eles. Escolhas.

Neste claro momento de mim, só, porque ninguém me acompanha, devo assumir essa solidão? Só, porque os carrego comigo, vou resignar-me a ser um ser, só? Só porque eles não são capazes eu tenho de abrandar? Há quem diga que temos que ajudar o próximo, há quem clame que nós somos o primeiro momento de ajuda aos outros, eu afirmo que me prefiro, só.

Vou continuar, mais adentro. Ninguém que eu conheço tem a capacidade de me ignorar, de ser indiferente ou que eu o seja a si. Sou marcante pela minha excentricidade humilde; pela minha intensidade que humedece os olhos aos amigos e as pernas ás que me cobiçam. Deixo sempre uma marca, sem cicatriz visível, mas com o tempo, transforma-se numa marca destruidora de normalidades. 

Sou só, este monstro humano, tirano, que é tão dócil como os poucos que me conseguiram afagar.

February 1, 2018

Pacto

Vivo num despudor de aceitação, mas nem de acordo com a mentira que vive dentro dos outros! Só, porque me deixo usar pela bondade e gratidão que emano, a que só, eu dou.

A retribuição não existe. Essa forma plena de obrigado é uma miragem concreta na cabeça de quem a profere, mas em mim… nem a sinto. Essa mentira contada a eles próprios aflige-me, pois de alguma forma pactuei com esta falta de carácter ao longo destes anos. Devia ter sido ainda mais direto, menos respeitador dessa demência que incapacita, mais eu – assertivo e inconvenientemente carrasco da falta de verdade – até porque, no final, quem sente a deficiência, sou eu.

Agora, que mostro da minha forma adulta o que não posso aceitar por cada um que me rodeia, sou um tirano. Sou desmedido e exagerado, demasiado intenso, demasiado sério. Pedem-me que mude, me mude. Que altere a forma rigorosa e assertiva de ser notável. Ser, rigoroso, exigente, disciplinado. Sagaz.

Quando posso ser visionário, sou finalmente eu. Livre, para criar dentro de todas as regras, sistemas e normas que alimentam a visão de excelência e notabilidade de onde nasci. Visualizo-me, e a eles, e nesse duplo reflexo ajo como o espelho da verdade. Assim vêem-se momentaneamente, miram-se incapazes. As pernas tremem da verdade incontornável, pública, despudorada, essa sim, algo em que aceito viver. São mesquinhos, mentem por pouco, até aceitam o roubo de uma carica por ser só isso, uma carica. São indecentes comigo, mas primeiro com eles. Escolhas.

Neste claro momento de mim, só, porque ninguém me acompanha, devo assumir essa solidão? Só, porque os carrego comigo, vou resignar-me a ser um ser, só? Só porque eles não são capazes eu tenho de abrandar? Há quem diga que temos que ajudar o próximo, há quem clame que nós somos o primeiro momento de ajuda aos outros, eu afirmo que me prefiro, só.

Vou continuar, mais adentro. Ninguém que eu conheço tem a capacidade de me ignorar, de ser indiferente ou que eu o seja a si. Sou marcante pela minha excentricidade humilde; pela minha intensidade que humedece os olhos aos amigos e as pernas ás que me cobiçam. Deixo sempre uma marca, sem cicatriz visível, mas com o tempo, transforma-se numa marca destruidora de normalidades. 

Sou só, este monstro humano, tirano, que é tão dócil como os poucos que me conseguiram afagar.

February 1, 2018

Eficiência e eficácia são as principais diferenças de desempenho entre todos os que ambicionam reconhecimento. Seja auto infligido ou dependente do ambiente próximo, esta perniciosa bipolaridade de forma é o fundamento primordial de carácter profissional que reconheço em muitos.

A primeira diferença traduz produção competente, habilidade, organização e em casos especiais, a proficiência. Apregoa ser capaz de adjectivar a forma como o percursor se debruça sobre a tarefa e mede, em relação ao emissor, a capacidade e utilidade da ação. A segunda depende do resultado final, na perspectiva do qual e do quando se atinge. Sendo a eficácia uma unidade de medida quantificável, pela obtenção de um fim, define um espectro demasiado contextual à ação e ao seu receptor para ser possível uma generalização homogénea e de acordo com a universalidade desse mesmo entendimento.

É nesta relação que o ratio do binómio eficiência/eficácia não deve ser uma média obtida pela divisão algébrica de valores, mas inquestionavelmente uma adição de critérios, conscientes e instruídos, acumulada sem género e sem qualquer tipo de constrangimento e contexto. A relação entre termos é para mim, o fruto de uma progressão exponencial, natural e evolutiva.

Por muito que muitos apregoem serem capazes deste domínio, sei bem como, em consciência, e em auto análise, cada um desses muitos dirá que o resultado obtido é geralmente diferente do esperado. Este factor pronuncia de forma inexorável o engano em que a maioria se inflexibiliza pela falta de capacidade de adaptação ao desenvolvimento progressivo exponencial.

Juntas, estas diferenças são a última arma da excelência, pois fundem intensidade e conhecimento com perseverança e foco num valor final que designo de performance, o resultado final de tanta equação. Separadas, são somente a explicação do quanto a maioria não percebe nem saberá porque não me consegue acompanhar.

November 19, 2017

Ratio

Eficiência e eficácia são as principais diferenças de desempenho entre todos os que ambicionam reconhecimento. Seja auto infligido ou dependente do ambiente próximo, esta perniciosa bipolaridade de forma é o fundamento primordial de carácter profissional que reconheço em muitos.

A primeira diferença traduz produção competente, habilidade, organização e em casos especiais, a proficiência. Apregoa ser capaz de adjectivar a forma como o percursor se debruça sobre a tarefa e mede, em relação ao emissor, a capacidade e utilidade da ação. A segunda depende do resultado final, na perspectiva do qual e do quando se atinge. Sendo a eficácia uma unidade de medida quantificável, pela obtenção de um fim, define um espectro demasiado contextual à ação e ao seu receptor para ser possível uma generalização homogénea e de acordo com a universalidade desse mesmo entendimento.

É nesta relação que o ratio do binómio eficiência/eficácia não deve ser uma média obtida pela divisão algébrica de valores, mas inquestionavelmente uma adição de critérios, conscientes e instruídos, acumulada sem género e sem qualquer tipo de constrangimento e contexto. A relação entre termos é para mim, o fruto de uma progressão exponencial, natural e evolutiva.

Por muito que muitos apregoem serem capazes deste domínio, sei bem como, em consciência, e em auto análise, cada um desses muitos dirá que o resultado obtido é geralmente diferente do esperado. Este factor pronuncia de forma inexorável o engano em que a maioria se inflexibiliza pela falta de capacidade de adaptação ao desenvolvimento progressivo exponencial.

Juntas, estas diferenças são a última arma da excelência, pois fundem intensidade e conhecimento com perseverança e foco num valor final que designo de performance, o resultado final de tanta equação. Separadas, são somente a explicação do quanto a maioria não percebe nem saberá porque não me consegue acompanhar.

November 19, 2017

Pure beauty, in a purely melodic way of “say you must become an animal, for the animal to protect us, the good good animal and so we go to war.”
Accordingly and as acronym of innocence and undoubtedly” in the little bit of my young years of tasting fruits of fear in the depths of my own sorrows : love is all I need to give although it clearly hasn’t been dear to me. “

Oh, how full of solitude I am going to exhale the deference of existence and your own belief.

September 19, 2017

Quintessential human melancholy

Pure beauty, in a purely melodic way of “say you must become an animal, for the animal to protect us, the good good animal and so we go to war.”
Accordingly and as acronym of innocence and undoubtedly" in the little bit of my young years of tasting fruits of fear in the depths of my own sorrows : love is all I need to give although it clearly hasn’t been dear to me. “

Oh, how full of solitude I am going to exhale the deference of existence and your own belief.

September 19, 2017

Landsliding and the careful discovery of the deeper layers of intervention in anything around me.

the MONSTRUKTOR

May 7, 2016