plaka

Carta de motivação

A pedagogia em que habito foi, por mim, desafetada ( e desinfetada ) da instituição contaminante.
Sou um ser fundacional e dessa forma fundo a minha prática, numa sensibilidade que vai para além da crítica inovadora que me reconheço ser capaz de estruturar. Essa ecologia intelectual que alimento e que me retribui uma sustentabilidade possante de curiosidade e inquietação indexante, vive de modelos mensuráveis e reprodutíveis de hipótese, de teste e de constância – analítica, empírica, narrativa subjetiva e paisagem emocional pessoal – e de lugares :
. onde não posso ancorar a criação como construção ilusória, mas desiludida somente da sua pouca realidade prática;
. onde utopias podem ser de novo realidades.

EXTERNO

Love and Garbage, ou a expectativa em aceitar o amor e o lixo numa mesma frase, é em si um desafio provocatório, de crítica e autocomiseração sobre a matéria do mundo que resta para trabalhar.

É um argumento agressor, assente numa perspectiva picada sobre a instituição ocidental, secular, colonizadora de mentes, métodos e meios.

É um ponto de encontro condicional e tangente à própria noção crítica da visão pessoal, facilmente institucionalizada em processos de desmultiplicação da contemporaneidade, sempre intermináveis e por consequência inconsequentes.

É viver por isso no tempo definido pelo espaço intelectual do tema.

É viver no limiar da percepção e da dúvida do processo, tanto quanto na inovação da certeza da nova criação como a constatação da condição de incerteza e da curiosidade ínfima, cíclica e eterna. Uma curiosidade polimática, é nesse o território elementar de tangência onde me movo. Com a consciência do tempo decorrido e percebido, no contexto do que o imita e como o principal catalisador da prevalência da instituição, crio a oportunidade de escolher diferente, indexante, etimológico, semiótico e pleno de materialidades epistemológicas. Busco a frescura da leitura na forma de um externo, desconhecido e por isso livre do compromisso institucional.

É assim que vejo este grupo, corpo colectivo, estruturas que de novo promovem a assemblagem, montagem de paisagens de interesses e técnicos competentes na melhor disposição de fazer o presente que é passado e desse passado ainda presente, o que só por si não mudará o futuro.

INTERNO
A prevalência metodológica do processo, premente enquanto sistema ético e político de criação, mantém ancorada num contexto particular, singular e consequentemente universal a minha etnografia do lugar. Esta perspectiva progressista da forma de pensar e discutir coletivamente, garante o ( meu ) interesse pelo trabalho em cooperação, numa mesma conquista da alternativa aos processos sistematizados da arquitetura contemporânea.

Solidariedade, de apuro, de novas formas procedurais, de bases epistemológicas de criação e acima de tudo da construção de outros processos como as ferramentas desreguladoras das normas conhecidas, são inquietude que partilho, revoltando assertivamente novos actores numa simplificação peculiar de si próprios.

Esta abordagem literal decorrente de uma pedagogia radical, instruída a partir de proposições e processos físicos, sustentados, assentes no trabalho conjunto, colaborativo e laboratorial, corporizam a minha própria metodologia individual, testada em metodologia de grupo, na potência do ensemble e na ignição do lugar. A leitura cognoscente, cada vez mais próxima do átomo, ativando reciprocamente conceito, crítica e proposta de hipótese é o meu objetivo final : o mal afamado resultado.

Proponho uma interpolação derivante, seja do caráter do território, seja na justaposição da marca patrimonial, sempre na génese funcional, garantidamente pessoal e assente numa noção de percurso com história e relevo. Presencio uma arquitetura contemporânea em delírio galopante, um mero exercício de tentativa e erro na logística descomprometida do praticante do nada. Este processo demorado, capitalista e conformista, exige o prosperar de novos sistemas, a partir do sistema instalado, seja o do próprio lugar enquanto a alternativa aos processos da contemporaneidade, seja a da metodologia do próximo estilo, movimento ou denominação de caráter universal e determinista.

Serei assim um situacionista inconformado, raptado do espetáculo mundano pela minha noção de criação e governança cooperativa da cidade, agindo a favor da lógica da essencial.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

ASSEMBLE (Tutores)

5 a 8 de dezembro Com Madelon Vriesendorp, Jasmine Padjak, Thomas Thwaites, Andrés Saenz de Sicilia, Richard Wentworth, Rainer Hehl and Jerszy Seymour

EN

The pedagogy in which I live now, was disaffected (and disinfected) by the contaminating institution.
I am a foundational being and in that way I anchor my own practice, within a sensitivity that goes beyond the innovative criticism that I recognise be able to structure myself. I also nurture an intellectual ecology of retribution, always repaying me with a sustainable curiosity powered mainly by an indexing restlessness, relying on measurable and reproducible models of hypothesis, trials and constancy – either analytical, empirical or narrative and subjective personal emotional landscape – and places:
. where I cannot anchor creation as an illusory construction, but instead disillusioned only with its insufficient practical reality;
. where utopias may become realities again.

External
Love and Garbage, or the expectation of accepting love and garbage in a one sentence, is in itself a provocative challenge of criticism and self-pity about the matter of the world that remains to work on.

It is an aggressive argument, based on a steep perspective on the Western, secular, coloniser institution of minds, of methods, and means of production.

It is a conditional meeting point, tangent to the very critical notion of personal vision, easily institutionalised in processes of contemporary demultiplication, always endless and consequently inconsequential.

It is to live for it in the time defined by the intellectual space of the theme.

It is living on the threshold of the perception and doubt of the process, as well as in the innovation of the certainty given by a new creation as the finding of the condition of undermost uncertainty and of the cyclical and eternal curiosity. A polymath curiosity, as the elemental territory of tangency where I move. With the awareness of elapsed and perceived time, in the context of what imitates it and as the main catalyst of the institution’s prevalence, I create the opportunity to choose different, choose etymological, semiotic and full of epistemological materialities. I seek a new reading, mainly in the form of an external, unknown and therefore free of institutional commitment freshness.

This is how I see this group, a collective body, structures that again promote the assembly, setting up landscapes of interests and of competent technicians, able to make present what is past and from that past still present, what in itself will not change the future.

Internal
The methodological prevalence of the process, pressing as an ethical and political system of creation, keeps anchored in a particular context, singular and consequently universal my ethnography of the site specificity. This progressive perspective on the way of thinking and discussing collectively guarantees (my) interest in this cooperative work, in a conquest of the alternative from the normalised processes of contemporary architecture.

Solidarity, of refinement, of new procedural forms, of epistemological foundations of creation and above all of the construction of other processes such as the deregulatory tools of known norms, are concerns I share, therefore assertively revolting new actors in a peculiar simplification of their own selves.

This literal approach stemming from a radical pedagogy, based on propositions and physical processes, sustained on collective work, collaborative and laboratorial, embodies my own individual methodology, tested in group methodology, in the power of the ensemble and in the ignition of the place. My cognisant reading, closer and closer to the atom, reciprocally activating concept, critique and the proposal of the hypothesis is my ultimate goal: the ill-known result.

I propose a derivative interpolation, whether of the character of the territory or in the juxtaposition of the heritage brand, always in the functional genesis, preemptively personal and based on a notion of a carved history. I witness a contemporary architecture in a rampant delirium, a mere exercise of trial and error in the uncompromising logistics of the practitioner of nothingness. This time-consuming, capitalist and conformist process demands the prosperity of new systems, from within the installed system, whether of the place itself as the alternative to the processes of contemporaneity, either of the methodology of the next style, movement or denomination of universal and deterministic character.

I will thus be a nonconformist situationist, kidnapped from the mundane spectacle by my own notion of creation and cooperative governance of the city, acting in favor of the logic of the essential.

December 5, 2019

Carta de motivação

Externo

Falar do pós é em si uma imposição clara da prevalência do antes ( seja ele formulado pelo pré, pelo proto ou por outro qualquer prefixo temporal ) numa noção de tempo determinado somente pelo espaço intelectual do seu tema. Este limite, o da percepção, domina a prática. Refiro-me a esse antes, o que persiste na dúvida da melhor abordagem de entendimento a ter : seja porque transportamos o que sempre soubemos ou porque nunca inovamos verdadeiramente qualquer tema. O pós não pode ser assim mais do que um novo nada, dependente sempre da condição de incerteza que só a curiosidade e a exploração intencional de alguém, podem reabilitar do oblívio total.

Sem recurso à necrofilia, assumo que me interesso por esta matéria decomposta ( ou em constante processo de decomposição ) que é a leitura do tempo. Interesso-me pela textura dessas fibras batidas pela química da instituição, coloquiais e assim mais favoráveis à deglutição de grandes pedaços de conhecimento. Por experiência, proponho este consumo com o lubrificante adequado, na indexação etimológica e eminentemente em meio dominado pela semiótica, dessas materialidades epistemológicas. Não é obrigatório, mas em cursos como este é o que se espera : um especialista capaz de deglutir a putrefação endémica do meio de produção académico ocidental.

Este tema, se verdadeiramente trabalhado em grupo, que pela sua experiência, partilha o que tem/sabe/detém no presente do agora, pode desmaterializar o tempo do espaço que se propõe trabalhar. Tanto em curso como em oficina, faça-se Porto em Campanhã ( ou até campanha noutros portos como Gdansk ) e assim as não só parecenças nucleares serão expostas tanto quanto as diferenças de estilo, antropológicas e materiais do curso e dos seus participantes.

Interessa pois, ver e praticar a nostalgia da crítica, na partilha do que ainda não sei sobre um lugar. Acompanhado e acompanhando mais do que o óbvio, na sua transição do antes para um pós que merece ser criticado, pelo menos, quanto ao seu futuro.

Interno

A metodologia de trabalho proposta, a duração e a composição desse plano de trabalhos, o local e a potência do grupo, motivam-me na participação sacramental do tema e do lugar. Desde tempos que me inscrevo na topologia de Campanhã, cada vez mais próximo do problema e sempre na proposta de solução. Desde o curso que estudo, crítico e proponho solução para esta região. Planeio, projeto e estudo, participando e por vezes especulando, mas sempre consciente do potencial instalado e da forma potencial do resultado.

Derivo conscientemente de tema em tema, interpolando o que inusitadamente se sobrepõe pelo carácter essencial do território, na sua marca patrimonial e na sua génese industrial. Apelo a esta consciência e génio do lugar e ao que tudo isto significa para mim. Com a marca de autor reúno experiências variadas, desde a estratégia e criação em contexto patrimonial industrial ( C.E. Lionesa ) até ao plano e projeto da Fábrica e terrenos circundantes da Praça da Corujeira.

Detenho-me somente pelo sonho acordado em participar, na prosperidade deste velho novo lugar.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

ANETA SZYLAK, INÊS MOREIRA (Tutores)

28 de setembro a 4 de outubro Águas do Porto – Central Elevatória de Nova Sintra Com Anton Kats, Elena Lacruz, Jonas Žukauskas, Jorge Ricardo Pinto, Solvita Krese

September 18, 2019

Carta de motivação

Externo

Desde a presença à participação, ativando outros olhares para a cultura e para o seu manifesto na sociedade contemporânea Este é o legado pós colonial, ruinosamente ocidental e deturpado de virtude livre do seu site specificity, que ainda reúne num protocolo de artistas e intelectuais, a eterna discussão desde a arte, a crítica, a curadoria, a produção, a história e a representação.


Interessa pois, e a partir destes termos, explorar a visão pessoal, cultural, social e sempre institucional que o indivíduo representa neste grupo de trabalho. Interessa ainda sugerir, pela contaminação de novos critérios de análise e sugestão, que o mesmo indivíduo se transforme num ativo universal, proclamando mais e mais camadas descolonizadoras, no sentido possível da noção de contemporaneidade.

Interno

Nunca abafado pelo grito persistente do legado, o processo deve seguir o caminho do reconhecimento desavergonhado dum novo sistema de ética e política de criação : antropológica enquanto lógica; cultural enquanto manifestação universal do tempo e do lugar etnográfico.


Material e imaterial, este procedimento deve abarcar metodologicamente as formas de repressão, tanto quanto as epistemologias de interação crítica com os processos de criação. Só assim é possível garantir as ferramentas assertivas para identificar as instituições originárias de tais sistemas de produção.
Desde o processo, ao método, em perspectiva com o sistema de informação, quero aprender e desaprender as práticas formativas para garantir a minha consciência e presença egossencial.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

CLAIRE BISHOP, NUNO CRESPO (Tutores)

10, 11, 12 e 13 de julho 2019 Com Dora García, Emanuel Lopes (Coletivo Cadjigue), Filipa César, Françoise Vergès, Kader Attia e Marinho de Pina

July 7, 2019

É na plena continuidade dos coletivos PLÁKA, que me encontro presente, no acionamento da cidade, e pela comunidade que a promove. Sinto a ação formativa, estruturante e pioneira que a cada passo toma controlo sobre a decisão de ser mais, não só alguma coisa, e como isso passou a comandar em cada participante o tempo da sua própria contemporaneidade. Como passei eu, a ser a ferramenta de contexto além da minha abordagem pessoal com o meu outro mundo.
A vivência desde a resistência da política da sobrevivência, uma aposta na perspetiva da ética, filosófica e sedimentada na base do conhecimento como observação do alheio, adjetivou cada participante com a relação dentro do seu ecossistema particular, como a garantia de acesso à camada mais comum.
E agora a prática, o acionamento da rotina pela experiência que suja, ensina, limpa e repete. Metodologicamente, a dissecação de objetivos, competências e responsabilidades, numa taxonomia tutorial de filosofia aplicada, prática. Mesmo temporária, e desde a leitura da escola oficina, pretendo criticar-me na posição que ocupo e dessa forma implicar o contexto que se cruza tangencialmente comigo; como poderá intersetar uma nova realidade aumentada, mais competente e consciente, feita não só de mim como dos outros que também se debatem para nunca parar de aprender.

Carta de motivação MONSTRUKTOR

PARA A ESCOLA E FORA DELA, a relação direta entre o que aprendemos e ensinamos, entre o que dou e recebo.

June 26, 2019

Aguardo uma derrapagem de sentido onde o espírito de um lugar, enquanto um movimento sem novo resultado, não será mais do que uma simples rotação de soslaio no teorema ecológico do momento em que suspiramos, desde as nossas ambições de futuro, uma incerta enquanto sóbria reflexão. Composto pelos fluxos piroclásticos, implícitos aos movimentos intelectuais e geradores de massa crítica, conto com o novo conteúdo – iluminista; com os novos contextos – paradoxos acelerados por um efeito Venturi renovador e lancinante; com as novas propostas – inflamadas pela interminável dúvida do pensador incomum.
Desejo um criterioso controlo da metodologia, procedural, uma execução magistral, na demonstração e/do domínio da forma e/do modo ( acima de tudo do modo ), pela partilha e experiência de atravessamento inter corpóreo, dos tutores e dos seus selecionados, na transmissão do tema proposto. Um rigor analítico, uma discussão revigorante, um registo horizontal que extravasará a performance individual deste grupo, transportado pretensiosamente para os novos horizontes intelectuais urbanos da cidade, além do contexto e da sua história.
Proponho uma seleção de consciência, de nível mitocondrial, onde não só os espaços mas também os sujeitos são acionadas como momentos expectantes, num desígnio estaminal que somente o resultado pela necessidade influenciará a formação definitiva do ato.

Carta de motivação MONSTRUKTOR

A interpretação das POLÍTICAS DE SOBREVIVÊNCIA no contexto do tempo, espaço, matéria e modo.

June 26, 2019

Looking for the fantasy attic in Brussels #tsos #plaka #sessions #porto #iritrogoff #benjaminseroussi #oliviermarbeouf #curating #myself #egocentric #politics #structural #ethics #bohemian #researcher #hard #work #headache #thankyou #beautiful #mind #conjuntural #procedural #tessellation #contact #ines #see #you #soon #startinthemiddle (at Palácio dos Correios)
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December 16, 2018

Looking for the fantasy attic in Brussels #tsos #plaka #sessions #porto #iritrogoff #benjaminseroussi #oliviermarbeouf #curating #myself #egocentric #politics #structural #ethics #bohemian #researcher #hard #work #headache #thankyou #beautiful #mind #conjuntural #procedural #tessellation #contact #ines #see #you #soon #startinthemiddle #intellectual #brothel (at Palácio dos Correios)
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December 15, 2018

Carta de Motivação selecionada

Externo

É na plena continuidade dos coletivos PLÁKA, que me encontro presente, no acionamento da cidade, e pela comunidade que a promove.

Sinto a ação formativa, estruturante e pioneira que a cada passo toma controlo sobre a decisão de ser mais, não só alguma coisa, e como isso passou a comandar em cada participante o tempo da sua própria contemporaneidade. Como passei eu, a ser a ferramenta de contexto além da minha abordagem pessoal com o meu outro mundo.

A vivência desde a resistência da política da sobrevivência, uma aposta na perspetiva da ética, filosófica e sedimentada na base do conhecimento como observação do alheio, adjetivou cada participante com a relação dentro do seu ecossistema particular, como a garantia de acesso à camada mais comum.

E agora a prática, o acionamento da rotina pela experiência que suja, ensina, limpa e repete. Metodologicamente, a dissecação de objetivos, competências e responsabilidades, numa taxonomia tutorial de filosofia aplicada, prática. Mesmo temporária, e desde a leitura da escola oficina, pretendo criticar-me na posição que ocupo e dessa forma implicar o contexto que se cruza tangencialmente comigo; como poderá intersetar uma nova realidade aumentada, mais competente e consciente, feita não só de mim como dos outros que também se debatem para nunca parar de aprender.

Interno

Admito-me um ser profundamente epistemológico, e vivo dessa filosofia da ciência e do conhecimento. Divido as minhas metodologias e abordagens, sistemas e processos, enquanto rotinas diárias de criação e hipótese. Nesse contexto, muito raramente sou acompanhado por tutoria que não a decisão do gosto comercial de outros. Por isso criei um conjunto de ferramentas, verificações e auto análises de ato, modo e resumo que me infligem uma auto curadoria em simbiose com essa tutoria auto curada, que me distanciam cada vez mais da realidade medíocre do mercado – práticas que precisam de teste, mais teste. Exploro desde sempre os limites da encomenda comercial com a autoriginalidade, a de um ser como eu : um monstro crítico, em frente ao espelho, a flutuar na busca do eterno COMO? É desta forma que penso, seja no meu contexto de iguais, seja separado pelo tempo e pelo espaço em tantos outras dimensões cosmológicas, as quais, sem perda de nexo, rumam para mim, em mim, como instituição.

CV Abreviado

Sérgio Miguel Magalhães, autor, também conhecido como o MONSTRUKTOR, o autor, desenvolve atividade de explorador crítico e curador de pessoas e mentes no Porto. Formado em Arquitetura, interpolando profissionalmente desde 2002 o Design Gráfico e Web com o Design de Produto e a Curadoria e Estratégia de Marcas.

ANA ROCHA, ANDRÉ SOUSA (Tutores)

20-24 de Novembro 2018 + 11-15 de Dezembro de 2018 + 14-19 de Janeiro de 2019 Com Adrian Heathfield, Benjamin Seroussi, Catarina Saraiva, Fadwa Naamna, Irit Rogoff, Markus Miessen, Olivier Marbouef, Pedro G. Romero e Stephan Dillemuth

November 18, 2018

Carta de Motivação selecionada

Externo

Aguardo uma derrapagem de sentido onde o espírito de um lugar, enquanto um movimento sem novo resultado, não será mais do que uma simples rotação de soslaio no teorema ecológico do momento em que suspiramos, desde as nossas ambições de futuro, uma incerta enquanto sóbria reflexão.

Composto pelos fluxos piroclásticos, implícitos aos movimentos intelectuais e geradores de massa crítica, conto com o novo conteúdo – iluminista; com os novos contextos – paradoxos acelerados por um efeito Venturi renovador e lancinante; com as novas propostas – inflamadas pela interminável dúvida do pensador incomum.

Desejo um criterioso controlo da metodologia, procedural, uma execução magistral, na demonstração e/do domínio da forma e/do modo (acima de tudo do modo), pela partilha e experiência de atravessamento inter corpóreo, dos tutores e dos seus selecionados, na transmissão do tema proposto.

Um rigor analítico, uma discussão revigorante, um registo horizontal que extravasará a performance individual deste grupo, transportado pretensiosamente para os novos horizontes intelectuais urbanos da cidade, além do contexto e da sua história.

Proponho uma seleção de consciência, de nível mitocondrial, onde não só os espaços mas também os sujeitos são acionadas como momentos expectantes, num desígnio estaminal que somente o resultado pela necessidade influenciará a formação definitiva do acto.

Interno

A oportunidade de partilhar a dúvida, na busca da questão própria e irresolúvel do que fazemos e porque sequer estamos aqui.

Uma noção agnóstica de tempo, que nunca se repetirá em nenhum espaço que não o da intimidade partilhada nos momentos solenes da assembleia crítica que Politics of Survival adivinha. Um pregão de espírito, matéria e modo que me interessa explorar metodologicamente, na busca epistemológica da autoria pela irrepetibilidade da minha existência. A cura do contexto, de onde parte o meu ser e de onde decidi influenciar com a força dimensional do conhecimento que transmito, equilibrando num vórtice de progressiva gravidade cosmológica o que dou e o que posiciono para outros receberem.

CV Abreviado

Sérgio Miguel Magalhães, autor, também conhecido como o MONSTRUKTOR, desenvolve atividade de explorador crítico e curador de pessoas e mentes no Porto. Formado em Arquitetura, interpolando profissionalmente desde 2002 o Design Gráfico e Web com o Design de Produto e a Curadoria e Estratégia de Marcas.

CARLOS COSTA, GABRIELA VAZ-PINHEIRO, JORGE PALINHOS (Tutores)

5, 10, 13, 17, 24 e 31 de outubro de 2018 Com Aliki Kylika & Kyveli Anastasiadi, Álvaro Domingues, Camille Louis, João Luis Fernandes, Jorge Leandro Rosa, Lia Carreira, Margarida Mendes, Mariana Pestana, Marjetica Potrč, Marta Alvim, Matilde Seabra, Rui Matoso

November 5, 2018

The last… #politicsofsurvival #plaka #porto #modes #talk #urban #art #curation #cmp #cultura #critica #discussion #bullshit #pessimism #dumb #people #agression #defocus #long #view #pseudo #intellectualism #anthropocene #architecture #design #built #environment #land (at Palácio dos Correios)
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November 4, 2018

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November 4, 2018

A brigada da perna cruzada… #politicsofsurvival #plaka #porto #modes #talk #urban #art #curation #cmp #cultura #critica #discussion #bullshit #pessimism #dumb #people #agression #defocus #long #view #pseudo #intellectualism #anthropocene #architecture #design #built #environment #land (at Palácio dos Correios)
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October 25, 2018

A brigada da perna cruzada… #politicsofsurvival #plaka #porto #modes #talk #urban #art #curation #cmp #cultura #critica #discussion #bullshit #pessimism #dumb #people #agression #defocus #long #view #pseudo #intellectualism #anthropocene #architecture #design #built #environment #land (at Palácio dos Correios)
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October 25, 2018

Quando não tens pila, referencias outra.

the MONSTRUKTOR

October 24, 2018

Quando não tens pila, referencias outra.

the MONSTRUKTOR

October 24, 2018

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October 18, 2018

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October 18, 2018

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October 14, 2018

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October 14, 2018

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October 14, 2018

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October 14, 2018

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October 14, 2018

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October 13, 2018

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October 13, 2018

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October 13, 2018

Carta de motivação selecionada

Externo

Despertar o próximo passo, pela participação, mas acima de tudo pela ativação do momento inquestionável do renovado apoio municipal à prática contemporânea, na assunção do curador como o último degrau evolutivo da espécie artística. É este o momento em que a convergência Darwiniana, determinista e epistemológica se refunda na doutrina de Descartes e Spinoza numa nova idade de razão e consciência.

Presenciar o fatal afunilamento de artistas ao encontro do seu dever, na constatação da sua pivotação desde o palco iluminista, o mesmo que os consome e os conceptualiza, dando lugar aos mestres que curam e protegem as práticas infantes, e essa enorme onda de futuras desilusões individuais.

Sobrevisionar do fluxo migratório, desde já presencial e substancial, dos que buscam as luzes deste porto de cinza e ouro por entre a neblina do valor próprio, auto infligido, descartável e popular, social.

Interno

O tempo na dicotomia do seu domínio e irrepetibilidade; o espaço do Porto enquanto porto da próxima volta de curiosidade universal. O osmótico duo, os catalistas que me motivam a deixar uma prática inerentemente profissional, por um percurso evoluído da consciência do despertar.

Dar e receber, aprender e ensinar, dos e com os exemplos de quão forte é esta espécie que agora se apresenta, é o passo óbvio para accionar este momento. Sintetizar, descodificar e simplificar desde dentro o ato da criação, da investigação e da mediação entre a cultura e a postura.

Preparar o Porto, exige preparar-me para o Porto.

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CV Abreviado

Sérgio Miguel Magalhães, autor, também conhecido como o MONSTRUKTOR, desenvolve atividade de explorador crítico e curador de pessoas e mentes no Porto. Formado em Arquitetura, interpolando profissionalmente desde 2002 o Design Gráfico e Web com o Design de Produto e a Curadoria e Estratégia de Marcas.

CLAIRE BISHOP, NUNO CRESPO (Tutores)

24, 25, 26 e 27 de julho 2018 Com Isabel Lewis, Flávio Almada, Joana Gorjão Henriques e Tania Bruguera

September 30, 2018