monstruktor

August 3, 2020

contexto

Comunicar por exposição é o ato de equilibrar de uma forma coerente o tipo de conteúdo designado e a sua materialização mais capaz. Este contexto, conteúdo, formulação e forma são tão importantes em conjunto, que parte nenhuma do todo se pode esquecer de propor o seu significado ao novo todo que é assim publicamente apresentado. 

Comunicar é elaborar a mensagem correta no momento apropriado, ao público certo. Quase em falácia, propondo tudo o que é necessário ( e para efeito maior neste caso, na maior generalização possível ) criticamente direcionado à forma e ao conteúdo, que afinal tem tanto de original como de perfeitamente normal. 

Este é o tempo mais desperdiçado de sempre na leitura de um parágrafo escrito por alguém, na descrição obrigatória de algo, o mais genérica possível. Nem reparamos, sempre na busca da erudição do próximo mestre de tudo e afinal, encontramos somente o dono de nada. Este reino de moscas, infantil, mas ao invés da história original, indisponível para a perda da sua própria inocência, é em suma a apoteose do consumo digital, social e inumano em que vivemos atualmente. O instinto, o livre arbítrio, o deleite e a contemplação ficaram para trás, substituídos pela programação do gosto, da apreciação e aprovação pela ausência de uma contrição pessoal, íntima e purgante.

Por isso, adicionado o essencial, mergulhamos no loop da significância e do significado normalizado, e a interpretação da expressão que mais do que descreve um feitio com defeito é isso mesmo, um DEFEITIO.

A análise curatorial desenvolvida em torno do tema DEFEITIO, compromete com o contexto popular da atual sociedade ocidental, um discurso dedicado à percepção e ao significado. O interesse deste estudo sobre a forma como perdemos a autonomia intelectual pela experiência de repetição do gosto comum, recai sobre o comportamento humano individual dentro de um comportamento societário, de grupo portanto, marcado pela tal imitação cooperativa do gosto.

Perfeitamente capaz de gerar ações/reações generalistas ( até em quem lê neste preciso momento este texto pseudo erudito ) a experiência expositiva comunica a epítome da manifestação do discurso atual : aquele que é expectável e óbvio, mas também aquele que sabemos o que provoca e o que significa à partida sob a forma de um reagente pavloviano de aceno coletivo e afirmativo na maioria da minoria ignorante.

A possível experiência do exercício DEFEITIO, debruça-se provavelmente sobre os diferentes discursos estereotipados, talvez originados pelos elementos/atores/temas que compõem uma qualquer típica exposição : o artista, o curador, o comissário, a obra, o público-alvo e o comportamento do visitante. As hipotéticas dinâmicas, interações e criações dubiamente espontâneas de resultado crítico são alvo de uma manipulação obscena e satírica, ao jeito do costume, do valor e da moral do próprio público observador e par.

Este é DEFEITIO. Uma proposta expositiva, que regista o comportamento normalizado individual e coletivo que, pela sua simplicidade permite que o resultado em análise seja efetivo, cru, focado apenas na errática percepção humana sobre o conceito de conteúdo original. Uma experiência em que a exposição são os próprios visitantes na perspectiva crítica dessa mesma visita e da sua formação, informação e manipulação pelo artista e pela sua obra. 

Errática.
Programada.
Atual.
Crítica.
Voraz, sagaz, plena.

… é-me possível afirmar que : “… as pessoas procuram entretenimento porque não tem capacidade de se entreter a si próprias e preferem que seja o mundo a tomar conta delas, ao invés de dominarem o seu próprio conteúdo”. autor

conceito

Neste capítulo encontramos alguns textos que, inicialmente foram projetados para o concurso EXPO’98 no Porto promovido pela câmara municipal. No desenvolvimento da proposta ( que nunca foi submetida a análise ) foram escritos vários textos, frases e pensamentos sobre o tema da exposição e do comportamento humano perante a mesma.

defeitio

01. A designação DEFEITIO é em si um raciocínio abstrato de consolidação dos termos defeito, feitio, forma, significado. Uma palavra nova, estranha que considera desde sempre a necessidade de garantir a metamorfose do conforto, tornando-o num confronto com o pragmatismo linguístico do idioma português.

02. Palavras chave : default, normal, template, norma, standard

imagem resumo das intenções do autor mise en scéne

02.03.19 — defeitio

01. A ambiguidade do que pode ser na certeza do que tem que ser feito.

02. Demonstrar, por mapeamento, por tipologia e por normalização, uma abordagem universal ao design expositivo.

03. A técnica presente, propõe uma abordagem transversal às artes visuais onde os meios se misturam pelos diferentes suportes.

A pintura assume posição de destaque, dominante, desde as noções da escala aos valores da técnica, obrigatória. Representa por si as beau perdidas, muito diluídas e talvez em crise de auto aceitação pós moderna, disposta a sobreviver sem o determinismo de outrora.

A escultura, a dimensão do volume e da espacialidade, particularmente renegada a uma vitrine ou a uma deambulação entre a face do objeto e o seu alçado esquecido. Expositor ou instalação, ou vice versa, ou o contrário, ou o oposto, afinal o quê? Poucas certezas, isso sim.

O design gráfico, traduz uma necessidade, sendo correntemente o vassalo subjugado da leitura objetiva e universal do conteúdo mais peculiar e inacessível possível. É geralmente uma ponte, um meio de acesso entre arte, artista, curador, público, espaço e tempo.

O audiovisual, multimédia ou outros suportes.
Áudio e visual, múltiplos média, são eles outros suportes!

É isso, podemos acrescentar mais, quantidade.
Mapeamento, normalização e crítica.
Sensacional!

16.12.19 — achievements and distractions

Focusing on what I can complete, conclude, finalise. Deflecting distractions from the ambient surround and exterior context of insecurity and unfulfilled ambitions.

Nem tudo vem acabado para a exposição. Por vezes o produto real da criação é a procrastinação exagerada e levada a um limite que afeta a obra. Impensável declínio desde as jornadas decanas dos mestres renascentistas, hoje estamos prontos a receber qualquer rabisco como produto de admirável dedicação do artista, até porque comissão feita é preciso concordar com o resultado. Quase higiénico, este papel liberta os males de todas as caixas, os quais sobrevoam rebanhos de inocentes com todas as ambições falhadas do artista.

Este é o reflexo do momento peculiar em que o artista se redime ao mundo; em que o autor, afinal demonstra a sua capacidade, competência e atitude e por inúmeras vezes, falha. Mas ninguém nota que a mensagem vem incompleta, indecifrável, plena de insegurança e todos acenam que sim em uníssono, incluindo o primeiro aceno que parte do próprio artista.

11.12.19 — get a job, it’s called art.

I wonder : if I call myself an artist should I be given a wage to spend on probable creation and bohemian research conditions? Should  use a chunk of it for irresponsible spending, a piece of that sum for materials and what’s left of the stipend for printing an offer from a friend designer to guide all my ( other ) friends into the chosen venue…

Can artistic and cultural content production be a professional craft or is it fallen art?

Rise you all discussion and conflict makers, and face me. Maybe, instead of aggression and impeachment, why don’t you try something new and work independently, autonomously, producing a proper way of living through a critical perspective on art and on your place in this world. Disappointment and broken dreams are excuses for precarious jobs and cannibal misconducts to those who make it work decently, decentralized and autonomously.

30.10.19

Being humble is not a given state or an achievable goal, rather a way of balancing arrogance from the life form you have chosen to assume.

30.10.19

Media and representations are only relevant as the sub product of the process of decision-taking or of intentional review, otherwise, as consumption they are considered an absent form of creation forcing indulgent behavior.

24.10.19

Being humble is not a given state or an achievable goal, rather a way of balancing arrogance from the life form you have chosen to assume.

23.10.19

All arguments seem to evolve into complexification with more and more layers of questions on top of doubts and systemic insecurity. Recognising when they should be doing the opposite by focusing on probable cycles of irrefutable incremental decisions is the process of acknowledging simplicity.

22.10.19

I am pleased to announce that the International Arts Committee for Design and Pedagogy as selected me to develop an original body of work from my own personal reference to iterate with several international contact points in the Global South and Asia, arriving later in the year 2020 at some western institutions.

sem data — default

Por defeito mas mais como feitio, este default carrega se de vida e de experiência. Nada de base portanto. Uma exposição do universo reconhecido por todos nós quando nos vemos carneiros do “suposto”, quando nós próprios infligimos reconhecimentos natos, perspectivas comuns, encontros imediatos. Esse default mata, esse estado marástico corre como lama que mais uma vez nos encaminha para nada que não o conhecimento que nos foi proposto com anos e anos de semelhança. Não vejam este default como uma crítica canhota, tão virada às boas ascensões de mal dizer e arrogância do contraditório, pelo contrário, que o default seja a construção desinibida de amarras e ressurreições misteriosas do olhar atento. Este é um dos vários textos sobre a nossa exposição.

sem data — no name and no shame

Uma crítica criativa é aquela que se expande para lá dos seus próprios limites. É ela uma análise focada nos modelos existentes e nos modelos projetados, projetores de luz incandescente. Essa metáfora expositiva do que é, do que existe e do que realmente vemos define a forma de todas as coisas. Como fragmentos de um espectro mudo olhamos de vez, de frente e de uma forma perfeitamente sagaz. Perfuramos o conhecido, o desconhecido e a descoberta como se de uma saga violenta se tratasse, porque a atividade de quem vai à frente define se também na violência do ímpeto. E então que nome é este que me dão, ou que forma é esta que se define por números, por matemática ou por senso comum? Neste silêncio purgante da pergunta nasce essa vontade de apagar o vazio e torná lo na pura certeza de que não existe. São olhos fechados que um dia se abrem e levam de forma clara uma matéria de pertença para a frente. Este é um dos vários textos sobre a nossa exposição.

sem data — defeitio ou default

Feita desde o senso e do feitio do autor. Feita desde a perceção do que é realmente ser exposição. Um ato ativo, um ato consciente ou a mera repetição dos sistemas, métodos, objetivos e até censuras?

Hoje exposição é diferente de ontem exposição e nós, nós queremos mesmo é a de amanhã exposição. Esse tempo que parece que está longe mas que reflete de facto os atos e as memórias do condicionamento crítico que nos fazem quando qualquer curador, artista ou comissário define aquilo que os olhos irão guardar, a memória recordar ou esquecer num ápice de delinquência ou sobrevivência emocional de nós, gente, tanta falta fazem à atividade cultural.

sem data — acervo

Pela contemplação do objeto-resultado dá-se o desgaste das peças expositivas. Esse olhar sobre o olhar, sobre o olhar seguinte de cada visitante representa a multiplicidade de resultado que definem o sucesso ou não da exposição. Camadas infinitas de observação, de análise, de uhmmm e de tantas outras considerações mais ou menos mudas. Pensar na conservação, no arquivo, no conjunto de objetos-à-vista que são agredidos por todo e qualquer visitante, significa assumir que qualquer ato de mostra é também um ato de desgaste, de envelhecimento da obra.

O acervo faz parte do contexto da exposição, ou pelo menos do léxico reconhecido pelos autores, artistas, curadores (…) nada menos do que isto devemos propor à ação da nossa proposta : reconhecer tanto a obra no ativo como a obra em reserva. Se por um lado é fundamental que possamos reconhecer a obra #01, a obra #mural, etc por outro, é importantíssimo garantir que também o arquivo é alvo de tema expositivo.

sem data — sem nome #01

Apesar da democratização do acesso à cultura, aos equipamentos culturais e à exposição popular, universalizada, os humanos procuram sentir se especiais na hora e no minuto em que se cruzam com uma eventual obra alheia, como um misto de curiosidade, inveja puro desconhecimento da realidade.

sem data — sem nome #02

Defeitio pela forma clara e expressa em que as palavras, os locais, os participantes e o discurso se unem como a verdade histórica de ser exposto e de consagrar uma imagem curada em si e nos outros.

sem data — sem nome #03

Defeitio na estranheza de ser uma hipótese, uma criação, uma linguagem e uma imagem universal, gratificante para o autor mas ainda mais para quem inveja uma não realidade.

sem data — sem nome #04

To be default is to be empty.

referências

Existem algumas referências quanto ao tipo de projeto em causa. Um deles, visto recentemente comprova a forma “templificada” como podemos analisar uma exposição ou um objeto em exposição.GAME, SET, MATCH
TRÊS CONCEITOS DO LIVRO DE ARTISTA

O livro de artista não é um livro de arte.
O livro de artista não é um livro sobre arte.
O livro de artista é uma obra de arte.

Guy Schraenen

A coleção de livros de artista do Museu de Serralves, orientada por Guy Schraenen até à sua morte em 2018, é uma das mais importantes da Europa. Nela estão representadas todo o tipo de tendências deste género artístico que surgiu em finais dos anos 1950, quando os artistas inventaram o conceito de “livro de artista”, uma nova e revolucionária forma de lidar com o espaço do livro para a difusão de ideias e obras.

Por ocasião do 20º aniversário do Museu, a exposição em três capítulos Game, Set, Match apresentará as mais destacadas publicações de artistas visuais em todas as áreas, analisando os três campos principais de investigação dentro do universo dos livros de artista: se no primeiro capítulo da exposição estará em foco a noção tautológica do livro de artista enquanto livro, o segundo capítulo irá refletir sobre o livro de artista como obra de arte de direito próprio, equivalente a uma pintura ou escultura; o terceiro capítulo centrar-se-á em trabalhos que se situam na interface entre livro e objeto. Em conjunto, os trabalhos apresentados são exemplos de como os artistas metamorfoseiam os aspetos correntes do livro: não destruindo as suas ideias-chave, mas antes dando-lhe nova vida e novas perspetivas.

CAPÍTULO I
O LIVRO COMO LIVRO
O livro é desde sempre uma presença constante na obra de arte, quer de forma direta, quer indiretamente. Conhecemos inúmeras pinturas em que o livro tem um papel de destaque.
Escritores e filósofos também dedicaram a sua atenção à criação literária, ao papel do escritor, ao papel do leitor e ao ato de ler.

CAPÍTULO II
O LIVRO COMO OBRA DE ARTE
A obra-chave deste segundo capítulo da exposição é Un coup de dés jamais n’abolira le hasard (1897), de Stéphane Mallarmé, em que o autor liberta o texto da sua disposição tradicional na página. Pela primeira vez na história, já não há página da esquerda e página da direita, mas antes uma cascata de palavras sem esquema definido.

CAPÍTULO III
O LIVRO COMO OBJETO
Os livros escolhidos para este capítulo escapam ao conceito e ao material convencional do livro.
Em vez disso, a sua aparência, conteúdo ou finalidade habituais são usados como modelo; de forma similar a quando, por exemplo, um corpo serve de modelo para uma pintura ou escultura.

projeto

palavras/conceitos-chave :

design, philosophy, science, method, methodologies, process, theory, decolonisation, institution, western, global, north/south, academia, decision, power, democracy, object, result, produce, labour, designer, creative, practice, group, individual, routines, post present, future, opportunity, alternative, proposal, absolute – imposing or not the methodology, generic – imposing or not the methodology, specific free – imposing or not the methodology, indigenous practices, filosofia is a visual despite practice, designing by process or choosing not to design as a process, a methodological system

as figuras da exposição

o artista
A egocência do artista, aquele cuja obra é exposta é o centro das atenções.

Define-se pela criação do material artístico apresentado de forma a todos os participantes ou visitantes da exposição. É sobre ele que recai a expectativa do sucesso e a crítica do insucesso e de tudo o que isso implica. Falo da egocência do artista, o estado de equilíbrio entre o ego ( enquanto mecanismo de auto-conhecimento ) e a sua essência ( o que o define, motiva e move ). Essa expressão define a personalidade, intensidade e criatividade atribuída ao criador em exposição. A DEFEITIO tem como artista o não artista, o anónimo, o incognito, o oculto, o não reconhecido, o artista template mas não o rebelde.

o curador
O papel de quem se dedica a compreender, a selecionar, a ver, a permitir o acesso de todos a uma parte do trabalho do artista. O curador é afinal o cortador? o castrador? ou é na verdade a alma classificada que cria a linguagem da exposição? Que decisor último é este que pelo conhecimento, estética, análise de tendência e objetivo decide encaixar o artista num contexto específico?

O curador é por vezes tido como o herói e outras tantas como a pedra que impede a expressão livre e descomprometida de resultado que não a mera consagração da livre vontade artística. O curador é por vezes descrito ou reconhecido pelo seu exagerado ego que engole vivo o artista, invertendo o foco da atenção. Nesse desentendimento e chatisse consensual, as visões turvam-se e entre guerras de quem é quem não sei quem sai vencedor.

A visão do curador
Quando a exposição já não é sobre a obra ou sobre o artista.
Ah o ego do curador!
Já se chatearam… afinal o artista discorda
Curador, curador, cortador
Afinal quem é o artista?

os suportes de comunicação
Criado de sala
Folha de sala
Entrada de sala
Luz da sala
Pessoal de sala
Sala aberta
Sala fechada
Salinhas no meio da sala
Salas do nada

os componentes da exposição
a obra #01
Pequena obra de contexto, dita o ritmo e demonstra a direção, sinalética pura onde se pode ver o génio do artista mas somente pelos olhos do curador. Geralmente esta obra reflete alguma dúvida, intenção comercial e marketing expositivo (…).

a obra #mural
A obra de grande escala, o momento apoteótico e provinciano de espanto e admiração, ele é boçal, imposto, é distante e quase urbano.

a obra #vídeo do artista
Registo na primeira pessoa do artista com fragmentos de fotogramas ininteligíveis e sem nexo, geralmente de fraca qualidade para aumentar a porosidade do momento com o público. Ligação com o público para o fazer refletir sobre a humanidade do artista e sobre o tema da exposição. Fragmentos do processo de atelier e se ainda vivo, tolices propositadas, como mexer nos óculos, cabelo e demonstrar a sua falta de higiene para o dia a dia.

a obra #performance
Modernices, o artista e a sua performance.
Os senhores da sala já são performance, por isso basta sinaliza-los que temos o problema resolvido.

July 20, 2020

July 17, 2020

July 16, 2020

July 15, 2020

July 13, 2020

May 26, 2020

O ato da criação, ou o reconhecimento existencial da criatividade é uma prática eminentemente social e exclusivamente humana; contacto por proximidade é algo relevante mas também relativo, sugerindo que a orientação, a supervisão e o desenvolvimento processual são actividades possíveis à distância, desde que propostas num quadro de autonomia individual e desempenho normalizado.

1. como preparar os profissionais para a normalização de base processual e metodológica por forma a garantir a avaliação à distancia do seu trabalho individual em ambiente de estúdio?

2. este processo aniquila ou amplifica o potencial criativo de cada indivíduo/colectivo?

3. inserido num sistema metodológico o criativo ganha ferramentas, processos e termos comparativos. Pode assim perder autonomia e potencial de investigação boémia?

4. qual a posição do cliente neste ecossistema?

5. onde estão as ameaças? Perdas? Uso o termo com muita relutância…

6. qual o papel da academia na formação de base do arquiteto na metodologia do processo de trabalho? Considerar o factor de decisão, autonomia e delegação de competência.

May 25, 2020

MONSTRUKTOR, the author

May 14, 2020

MONSTRUKTOR, the author

May 6, 2020

MONSTRUKTOR, the author

April 22, 2020

March 31, 2020

March 31, 2020

Evoking ontological habitats

Crossing places, spaces and time, a curious woman reflects on her own habitat. Is she alone?

Tentatively replacing the definition of habitare in an hysterical journey, a character experiences one timeline within a specific narratorial critic aimed at inverting the process of curation; another “character” enacts a contagion with propositions for a subliminar occasion on constructing new strategies deriving the projects into divergent naive tactics. Physically experiencing timelines, they are able to consolidate a cumulative result gathered from crossings and habitats. By visiting key contexts as pivoting moments on the story, a character is tangential to her reflection on habitats and infers organic connections between concurrent timelines (story, characters, projects). The result is a pedagogical insight about the manipulation of the methodological approach, where 6 chapters are subverting ontologically the unpredictable outcome from the contagion and a 7th chapter is the epistemological moment of contribution to any impact in such a queer future.

An ontological insight in to spatial existence from the internal dialogue of a curious woman leaving her own theological habitat + explosion: the death of mystery and engulfing other primitive shadows + stranded in time: this present loop as a conjecture of past epistemologies, discussing brutalism and postmodernism.

A detour nonetheless + subverting the known provenance of the inputs – in a six part symbiotic dialogue between the chapters of the book and the selected projects – the author navigates visibility ( taking part of the narrative, being the narrative and proposing a subliminar narrative ) inconspicuous even to the known characters of this story.

The house that feminism built: a classical habitat, manifestation of privileged modernism and the current inducing state of absent democracy + decolonization and the politics of creation within the ethics of being human and conditional relations.

Connecting time will not change the outcome of the future : her letter to Vitruvius + she’s not alone. She’s a physical result of the intersecting timelines, characters, habitats, works and uses her journey to engage a broader audience. She’s also the catalyst ( through her restless inconsequence ) that allows a definitive seventh chapter, presenting the bases for a future new liber to follow up on this story, provided from her letter to “ancient times”.

The constraints of dimensional thinking: libre in a time after the experiment, Earth + 10. Ego and me 09. Privately public and politics 08. On commissions and other ethical things 07. The ecology of briefing humans 06. Inherit heritage and techniques on knowledge 05. The process as an evolutionary system and methodology of indexation 04. On materials and sites, territories and one landscape 03. The ontology of spaces and dimensional things 02. On emotional Synaesthesia 01. Glossary of practices

January 27, 2020

December 19, 2019

December 19, 2019

December 19, 2019

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December 18, 2019

December 17, 2019

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December 16, 2019

December 16, 2019

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December 13, 2019

December 13, 2019

December 13, 2019

December 13, 2019

December 13, 2019

December 13, 2019

December 11, 2019

December 11, 2019

@serralves

December 6, 2019

December 6, 2019

November 22, 2019

November 20, 2019

November 1, 2019

October 31, 2019

October 31, 2019

October 31, 2019

October 31, 2019

October 31, 2019

A biografia descreve as ações, os pontos notáveis do espectro temporal que defino como meu ou, que o meu contexto selecionado prefere. É a narração da história ou das fantasias em que um Homem pode assentar as suas decisões, tanto quanto as suas ocasionalidades. A tua biografia nunca se esgota entre números, datas, ações, acontecimentos e ainda assim, dela, todos estes temas fazem parte. Uma biografia cheia de tempos, de espaços e tantos há ainda por criar, desenhar, pensar, fazer. Essa é a mordomia que auto-biograficamente a vida acena todos os dias. Em todos os tempos em que decides existir.

Os últimos tem sido de afirmação autoral, de uma voz segura do seu conteúdo e ainda mais da sua forma. E a linha? é mesmo preciso uma linha para definir os passos, um a um que compõe 40 anos de mil a descobrir?

20 de estudo, de prática, de pausa, de estudo outra vez, de perdas e ganhos convencionais, outros 10 de investigação pura, de formalização de metodologias e de formas de olhar as profissões, as ações, os nomes, a seriedade e a abjeção ao ignóbil formato de discussão definida por outro alguém, esses que nos formas e desviam. Mais 10, estes numa intensidade máxima de investimento em descendência — eu.

Essa década de voltar a olhar esperança, de forçar as frustrações até à descoberta de novos estudos, de novos olhos, agora orgulhosos do autor.

És autor.

És o autor polímata.

Uma definição difícil para quem não a entende, fácil, e isso é tudo o que importa — a percepção fiel de um Homem, agora com nome MONSTRUKTOR que escreve, desenha, pensa, forma, forma-se, cria. Cria a uma velocidade de outro lugar que este todo é muito pequeno.

Mais 10 e falamos outra vez.

awcat
curadora MONSTRUKTOR

September 9, 2019

After some insight over colors named after people there was this immediate urge to write about MONSTRUKTOR’s own identity. It’s characteristic black and blue hues have always been the most notable features and is indeed the deepest visual and intellectual representation of the author besides the name itself — the MONSTER that builds up creative content.

The mesh and the ambience that results from black and blue is a sensitive and very personal interpretation for the author. The blue ( to be more specific ) has such a big impact on the identification of this MAN that is already treated as the MONSTRUKTOR blue. It represents the purest form of a pigment that seeks and finds beyond any doubt the richness of its visuals.

From Klein’s synthetic ultramarine pigment we felt in love for this sort of mangetic color hues that look too odd, too beautiful, too brighter for our human perception. So, how deep is BLAUSTRUKTOR?

azurite . mineral copper via wikipedia

MONSTRUKTOR’s blue has the right amount of texture, deepness, density, equilibrium, madness, calmness, respect, form, meaning and so it goes like this :

through the night i found all colors combined as one
millions of spectrums revealed as an octopus to me
an open shell that still feels like a black hole
a place for my name, for my form, for my understanding, for my authorship
this is the blue in which i painted all my body and all my soul

awcat
curator MONSTRUKTOR

MONSTRUKTOR’s blue . 072C via studium

texto de awcat . Catarina Rodrigues . curadora

August 21, 2019

August 16, 2019

August 13, 2019

August 7, 2019

August 2, 2019

July 31, 2019

July 26, 2019

Vivo envolto numa pedagogia muito própria desde há demasiado tempo : nunca pela institucionalização da minha prática, mas sempre pela sensibilidade crítica da minha abordagem. Para a sustentabilidade dessa ecologia pessoal preciso de modelos de hipótese, de teste, e de análise, lugares onde a minha criação fundacional se iluda e desiluda da sua realidade prática, e ainda, onde as utopias possam dar lugar a novas considerações evolutivas e factuais. 

Esta construção é praticada em ambiente controlado de crítica e criação, modelando a estranheza da abordagem com a minha assertividade, própria de um crítico inquieto. Abraço quotidianamente ( a partir de um estruturalismo imaginado e autoral ) um sistema de sistemas que me permite abordar a universalidade polidisciplinar da minha decisão : criativa, procedural, administrativa, operacional, estratégica e também legal. Este sistema enquanto processo de atividade procedural, age como uma composição de argumentos rasos, envoltos no contexto da decisão e da irrefutabilidade. Desde as propostas e interações provenientes da arquitetura de informação – através das entidades conceptuais criticamente selecionadas – é possível delimitar um plano visionário, que se materializa num conjunto rigoroso de técnicas quantitativas e qualitativas, obrigatoriamente públicas e autoriginais.

O tempo deste sistema é o meu, e por isso comporta um universo de experiências pessoal. Para libertar a análise e a dependência do resultado desse ambiente condicional, proponho a prática da auto verificação e da irrefutabilidade. Este é um dos fatores de maior importância, em falta, nos sistemas de criação, nas práticas de produção e desde as instituições de formação. É por isso necessário discutir uma ética de remoção do ego académico, endogámico e obsoleto. É necessário encaminhar essa política capitalista perante o processo de criação para a extinção, favorecendo a progressão evolutiva do indivíduo criador ao invés da substituição pseudo curativa dos mesmos conceitos pelos mesmos conceitos.

Este ecossistema, prevalece unicamente numa relação de interdependência, entre as suas partes numa leitura antropocêntrica desta entidade autónoma, mas sempre relativa à sua relação humanizada – a garantia da realidade concreta do exercício que outrora ficcional, desde a mente de partida, agora promove a metodologia de modo a evitar propor soluções, propor em substituição a seleção do método, da prática e dos processos enquanto construção e percurso iterativo.

Do estúdio que domino, do design enquanto abordagem estruturalista, e do exercício prático tanto quanto real, pretendo ativar tanto o espaço de contacto ficcional, quanto o visitante real, numa participação pedagógica provocadora, onde até o tutor será tentado pela minha abordagem.

Porto Design Biennale 2019

— workshop 4 | 23–27 setembro 2019 [exposição 28 setembro]
DESIGN AS LEARNING: RE-EDIT
Por Jan Boelen e Vera Sacchetti

Porquê fazer design? Qual é o propósito do design? Estas são questões prospetivas para uma disciplina criativa que, mais do que nunca, se afigura esquiva a definições. Num mundo de recursos naturais depauperados, sistemas políticos e sociais exauridos, submetido a uma sobrecarga de informação, há muitos motivos urgentes para repensar a disciplina do design e uma necessidade crescente de nos focarmos na formação em design. Aprender e desaprender deveriam tornar-se processos integrantes de uma prática educativa contínua. Precisamos de novas propostas de organização social e de estruturação governativa, novas formas de viver com – e não contra – o planeta, de aprender a separar factos de ficções e de nos relacionarmos com cada um e, sinceramente, de simplesmente sobreviver. Este workshop toma como ponto de partida a publicação Design as Learning: A School of Schools Reader, produzida aquando da 4.ª Bienal de Design de Istambul, A School of Schools. Através de uma série de leituras coletivas, discussões e visitas in situ, vamos olhar para a formação em design através de diversos prismas, considerando de que modo diferentes modelos pedagógicos educativos têm sido implementados ao longo do tempo. Estas leituras, visitas e reflexões serão repensadas e reeditadas para dar forma a novas reflexões e caminhos alternativos para o design, a educação e a formação em design.

DIREÇÃO
Jan Boelen é diretor artístico da Z33 House for Contemporary Art em Hasselt, na Bélgica, um espaço dedicado à experimentação e inovação e à organização de exposições inovadoras de design e arte contemporânea, e do Atelier LUMA, um laboratório experimental de design em Arles. É curador da 4.ª Bienal de Design de Instanbul (2018). Dirige o departamento de Social Design na Design Academy Eindhoven, na Holanda.
Vera Sacchetti é curadora e crítica de design. Faz diversos trabalhos de curadoria, investigação e edição. Integra a iniciativa curatorial Foreign Legion e é cofundadora da agência de consultoria editorial Superscript. Foi curadora associada da 4.º Bienal de Design de Instamblul e conselheira curatorial da Bienal de Design de Liubliana, na Eslovénia. Os seus textos têm sido publicados na Disegno, Metropolis e na Avery Review, entre outras publicações.

July 16, 2019

© awcat

July 15, 2019

© awcat

July 12, 2019

Sejam coisas, ações, verbos e sobretudo adjetivos tudo cabe à partida. Mas há também aquilo que não, e segue no porão. Vistas, listas, pontos de eleição, paragens, paisagens lendárias e outros momentos futuros imaginários, são a carga pesada que é levada a sério. Ou serão apenas um #checkpoint a assinalar numa qualquer #bucketlist, numa demanda em forma de missão que nos obriga, pelos outros, a normalizar a nossa própria viagem? São estes nossos hábitos habitantes.

Mas será que voltamos ainda mais carregados? Será que o peso é maior à chegada do que foi à partida? Será que o que transporta vem afinal carregado de coisas novas, ou tem só o pó superficial deste agora?

Esta procissão de relíquias sagradas tem um propósito claro, eu é que ainda não sei qual é. Talvez no futuro saibamos olhar para trás e entender estes fluxos migratórios temporários ( como fazem os pássaros para sobreviver, ou os gafanhotos para viver ) , numa expectativa de aprender, se o que procuramos quando por aí andamos são recursos, ou é só a humanidade de querer encher relicários andantes. Uma vaidade de quem se cultiva ou a vaidade de outro #milestone alcançado?

Na ironia entre quem parte e quem chega, entre quem se adapta e quem se impõe, vejo muito clara a forma desvendada dos caixões que se passeiam pela rua acima, rua abaixo, cheios de um pouco de todos nós.

Qual a religião deste momento? quais as crenças que nela habitam? quais os deuses a quem se reza? qual o perdão final de quem carrega relicários, cheios de ouro e novidade? Chamar-se-á Economia Turística a deusa que guia essa mesma procissão?

Relicarium 2019 @SharedInstitute – Porto, Portugal

O conteúdo real é afinal uma amálgama de intenções, e não pode ser mais do que isso. Falsetes pessoais que definem uma fraca saúde mental e social, quase sempre comparativa pelos media que tanto impressionam. O indivíduo consciente dissociado do objeto e dependente da experiência para validar-se perante o mundo. Quem comanda quem? Onde está o controle?

Os comerciantes de relíquias e objetos sagrados pessoais traficam a nossa matéria invisível, aquela que se esconde em nós. Cedemos : na oportunidade de vender uma memória conservada para sempre; no futuro possível do argumento egoísta de uma conversa centrada em nós; muitas vezes autista; numa partilha que guarda sem vergonha esta viagem como mais um elo do percurso assoberbante que já não é a vida.

“Hoje eu sou isto e muito devo ao que colecionei.”

Serão muitas as vozes assim, tantas quantas as que deambulam porque sim, sem mais sentido, porque a vida ( económica ) lhes permite essa forma boémia de andar por aí. Afinal esse capital será sempre a carga que chega e a carga que parte.

Porto Design Biennale após,

workshop 1 | 10–12 maio 2019
DESIGN SYSTEMS: IMPOSSIBLE METHODS
Por Luiza Prado & Pedro Oliveira ( A Parede )

July 3, 2019

June 27, 2019

É na plena continuidade dos coletivos PLÁKA, que me encontro presente, no acionamento da cidade, e pela comunidade que a promove. Sinto a ação formativa, estruturante e pioneira que a cada passo toma controlo sobre a decisão de ser mais, não só alguma coisa, e como isso passou a comandar em cada participante o tempo da sua própria contemporaneidade. Como passei eu, a ser a ferramenta de contexto além da minha abordagem pessoal com o meu outro mundo.
A vivência desde a resistência da política da sobrevivência, uma aposta na perspetiva da ética, filosófica e sedimentada na base do conhecimento como observação do alheio, adjetivou cada participante com a relação dentro do seu ecossistema particular, como a garantia de acesso à camada mais comum.
E agora a prática, o acionamento da rotina pela experiência que suja, ensina, limpa e repete. Metodologicamente, a dissecação de objetivos, competências e responsabilidades, numa taxonomia tutorial de filosofia aplicada, prática. Mesmo temporária, e desde a leitura da escola oficina, pretendo criticar-me na posição que ocupo e dessa forma implicar o contexto que se cruza tangencialmente comigo; como poderá intersetar uma nova realidade aumentada, mais competente e consciente, feita não só de mim como dos outros que também se debatem para nunca parar de aprender.

Carta de motivação MONSTRUKTOR

PARA A ESCOLA E FORA DELA, a relação direta entre o que aprendemos e ensinamos, entre o que dou e recebo.

June 26, 2019

Aguardo uma derrapagem de sentido onde o espírito de um lugar, enquanto um movimento sem novo resultado, não será mais do que uma simples rotação de soslaio no teorema ecológico do momento em que suspiramos, desde as nossas ambições de futuro, uma incerta enquanto sóbria reflexão. Composto pelos fluxos piroclásticos, implícitos aos movimentos intelectuais e geradores de massa crítica, conto com o novo conteúdo – iluminista; com os novos contextos – paradoxos acelerados por um efeito Venturi renovador e lancinante; com as novas propostas – inflamadas pela interminável dúvida do pensador incomum.
Desejo um criterioso controlo da metodologia, procedural, uma execução magistral, na demonstração e/do domínio da forma e/do modo ( acima de tudo do modo ), pela partilha e experiência de atravessamento inter corpóreo, dos tutores e dos seus selecionados, na transmissão do tema proposto. Um rigor analítico, uma discussão revigorante, um registo horizontal que extravasará a performance individual deste grupo, transportado pretensiosamente para os novos horizontes intelectuais urbanos da cidade, além do contexto e da sua história.
Proponho uma seleção de consciência, de nível mitocondrial, onde não só os espaços mas também os sujeitos são acionadas como momentos expectantes, num desígnio estaminal que somente o resultado pela necessidade influenciará a formação definitiva do ato.

Carta de motivação MONSTRUKTOR

A interpretação das POLÍTICAS DE SOBREVIVÊNCIA no contexto do tempo, espaço, matéria e modo.

June 26, 2019

June 26, 2019

June 25, 2019

June 24, 2019

June 23, 2019

June 22, 2019

June 21, 2019

June 20, 2019

June 19, 2019

June 5, 2019

June 5, 2019

June 4, 2019

June 3, 2019