life

Penso no que seria a minha vida se ela fosse como a imaginara.

September 19, 2022

Um dia teria que ser assim. Desde o momento em que começou, a vontade de saber como irrita o pôr do sol sempre foi algo que nunca me incomodou. Ele está lá, existe e serve para um ritual que não me lembro de precisar. Apesar de parco, este contato existe e funda a mente na certeza de um ciclo que nunca se fecha, o dia, a noite, o dia, a noite. Nunca igual.

Mas a progressão do tempo é uma constante exponencial, principalmente, e de acordo com a maturidade construída a partir da experiência. Reconhecemos facilmente como deixamos ter uma jovem longura ociante, para viver na adulta fugacidade ansiosa. Memórias, nostalgias e remorsos são a pedra desse templo de tempo perdido, saqueado aqui e ali por uma catarse imposta, quase terapêutica. Tudo se precipita em crescendo e é fácil sumir.

Viver na certeza da morte é, para mim, viver na certeza da vida. O inverso, não tem sentido. E ignorar um destes pontos, também não. Viver na certeza da manhã, do ocaso, da luz e da sua ausência, da presença, companhia e tudo o que nos rodeia é a minha obrigação. A certeza da nossa raça, diriam alguns, mas não será só assim.

Por isso, o como, importa. Nada faz mais sentido do que a certeza de tudo o que nos rodeia ser a parte mais importante do que “estamos aqui a fazer… De outra forma, será necessário partir, mudar, terminar, concluir, avançar e evoluir. Afinal de contas, é exatamente por esta incapacidade de resignação como resistência e resiliência que “estamos aqui”.

E eu “estou a fazer”.

June 17, 2022

How easy it is to break down in tears, as empathy is the most overwhelming emotion when human life is at risk. This can be felt through violence or wither but health, should be consequently the only inoperative control of our body – the only possible territory.

Aggression is not acceptable. Discrimination is not even admissible. War is never justifiable.

We, as a collective presence, have the responsibility to exempt our time from this inhuman experiences in a supposed modernity. We have sufficient knowledge and known cultural geographies to understand diversity as a positive allegory of our own individual story as a single group.

I celebrate the end of this ancestral and primitive manifestation of cultural destruction called war.

I celebrate how we as a collective opus, seize the opportunity to evolve in to the next moment in time, consolidating empathy as the base to thrive.

We are not enemies my friend. I just want you to help me with the time I need to be able to understand, us.

February 28, 2022

Pequenos ajustes, sempre em tandem. Como se a consequência do caos estivesse programada em cada movimento possível observar.

Não acredito que a ordem exista, seria demasiado para absorver, por nós, simples humanos.

No entanto, queremos esse poder. Controlar, impor, dominar, quando afinal são tudo compensações de uma percepção clara sobre o declínio.

Nós, humanos, não temos medo da morte, temos sim, medo de não viver até lá.

Assim, presos, condicionados, num rítmico bater de desilusão. Como se estivéssemos sobre carris, em direção a um destino inegociável.

Ou talvez não.

January 31, 2022

Pouco importa o que fazemos, excepto nascer.

Independentemente do que se venha a desenhar como vida, a morte, tal como a sombra, equilibra a noção de viver. Mesmo assim, prefiro arriscar aprender como o fazer, o desafio.

Imaginar viver sem morte é, em si, um ato desesperado. Sem precisar ser repúdio ou negação, imaginar sequer este cenário é deveras perturbador. Sem um fim, como significamos o durante? É um conceito extraordinário, que não pode ser confundido com a imortalidade. É como o estado das pessoas que não conseguem esquecer. Imaginem viver assim, a lembrar tudo, talvez sem conseguir perdoar, ou talvez em conflito com a maior alegria, a da nostalgia.

A patina da vida é em parte saber que esta tem fim e outra parte perder a noção da própria vida. Ao saber a noção do fim colaboramos com o tempo, de uma forma inquestionavelmente produtiva: por dedicação suprema ao percurso. Ao perder a noção da vida, damos atenção ao tempo após, o da ausência.

Esse tempo é fascinante. O que será de mim quando já não for uma presença? Serei uma memória ou uma lembrança? Serei nesse estado, proporcional à minha descendência biológica? Deixo algo para trás, ou fui só esse fluxo de energia que se transformou de novo?

Sim, essa energia sou eu. E pode ser cada um de nós. Somos uma troca temporária da matéria, entre a condição consciente da existência e a nova matéria da ausência. E é tão fácil aceder ao que somos, basta parar em frente a nós próprios. O que vemos é o que temos que ser. Se por acaso essa imagem não corresponde, o “fim” não será coerente.

Gosto da frase de um autor desconhecido que diz que “vive a aprender a morrer”. O que eu acho curioso, até porque todos aprendemos (sem alternativa) a viver. Uns melhor, outros pior, mas raramente dedicados ao futuro pós existência. Porque será?

January 4, 2022

O que faz alguém citar alguém, seja obra ou autor? Porque nos reduzimos ao que aprendemos ou ao que sabemos que aprendemos porque alguém já validou? É importante refletir sobre o que alguém pensou, enumerou ou até citou de um outro alguém, por forma a manter uma linha de pensamento ativa e clara, mas, será essa a nova forma de pensar? Pensar a partir de algo pensado? É esse o modo de operar do futuro? Se depender da instituição, sim. Principalmente por conforto, mas também por mera praticalidade da produção de agentes de uma qualquer disciplina, sim.

Se sim, o que seria dos antigos. Aqueles clássicos que deram o passo do desconhecido, em direcção a nada em particular, que não a vontade única de pensar. Esses seres isentos da liberdade que vivemos hoje em dia, a que não me interessa em nada viver.

Achamos nós que somos livres quando afinal somos agrilhoados. E somos nós os carrascos dessa vida! Oprimidos pela miragem do espelho que nos reflete por obrigação.

Oprimidos não. Oprimimo-nos!

Somos feitos de uma matéria comprometida com uma fantasia, uma ilusão, a da liberdade. A que afinal não queremos, até porque não sabemos viver com ela. A liberdade não é uma condição que se adquire, mas antes um estado que se atinge e isso, paternalisticamente falando, exige tudo, repito, tudo! de nós. É como um casamento, onde a falta de cuidado, manutenção e evolução, faz colapsar a base indivisível desse compromisso definido pelas partes…

Interessa-nos assim, mais do que ser algo, parecer algo, de preferência único e diferente. No final, é tudo igual. É como se a sugestão de alguma coisa fosse o argumento de partida para qualquer hipótese de solução social. De que me interessa ser, quando posso só parecer? É mais simples assim, pelo menos para a maioria. Os outros, são artistas, revolucionários ou inconformados. São estes os que validam os outros e nada contra este eterno equilíbrio. Os 99% precisam desse 1% para existir nessa forma, validados entre si, pela sua maioria. Quem é que acha que este não é o maior elogio possível ao pressuposto do original? Quem acha que vale a pena, que é preciso sequer, sermos todos iguais?

Mesmo assim, continuamos a reivindicar a liberdade como algo pessoal. Achamos nós que o custo de não a ter é maior do que parecer não a ter, quando afinal, não sabemos muito bem o que ser, sequer. Oportunidades não faltam, e já nem sequer as desperdiçamos, porque nem sequer nos dedicamos, às tentar aproveitar.

Bom ano, mais um, do resto das vossas vidas, aquelas que seriam iguais à minha, não fosse eu existir.

December 30, 2021

Quando me interesso é por amor. Aquele amor amoroso não, o outro, o de amador. Amar é um ciclo que revejo facilmente, talvez por isso esteja a escrever perto do fim, o do ano. Amar é também ser curioso, na medida em que se é especial e também, especialmente incapaz de preencher cabalmente a vontade de ver mais e melhor. Curioso e curioso, portanto, um sinónimo de alguém inquieto, insatisfeito mas plenamente capaz de amar. É curioso.

Escrever agora tem o potencial acrescido do tipo do resumo ser do interesse comparativo. Quem lê, talvez espere perceber onde falhou e onde pode copiar para ser melhor. Possivelmente, talvez seja só como o gato, curioso. Duvido, até porque estou habilitado a falar de gatos, agora que sou parte da vida de um (há outros que me visitam, mas este vive cá em casa). Curiosos, há assim muitos, mas nem todos se movem pelo tempo constatado, mas antes pelo tempo que acham ter perdido. E comparam-se a mim, não ao gato. OttáriOs!

Aos que não sabem escrever por si, e aos que são curiosos de mim, aqui vai:

– amigos, menos, cada vez melhores. Conhecidos, alguns, talvez futuros amigos, mas nunca piores.

– gente nova, gente velha e a certeza de que a realidade que te conforma é a mesma que se muda num ápice. Nem tempo tens para pensar o que perdeste, por nem pensar em amar o que tiveste.

– mais do que desafios, a motivação em desafiar.

– desenho, livros e não só, com mais intenção do que pensava ser capaz, e sou!

– um ano… espera lá, um ano porquê? 365 dias, a começar em janeiro, porquê? A astronomia a reger o mundo dos perdidos não implica nada aos ciclos de cada um. Primeira lição.

Até já, ao próximo.

December 29, 2021

O momento em que a vida se inverte no conjunto de experiências e passa a ser a experiência da vida individual no conjunto.

November 6, 2021

Blue is stable, throughout the day, the year and before every submission to light.

This is the colour of truth, of magnanimity and, of the correct balance between benevolence and discipline just as the world condones.

My blue is affected by my black. It’s something that I control and impose to the way I want people to know how I am able to live and train, to die. This is my tool to shift between the states of human consequence and those of an utterly undimensional scale.

In this medium I thrive, and through thought, perception and observation I create an object, that while absent of a real definition, keeps appearing in all the episodes of the narrative. This token, is not real. This is not a key, a tool. It’s a process of continuous construction. Critical and conscious. It ignites concepts, contemplations and creates life, intrinsically linked to death.

The concept of death is somehow conditioned by the concept of mortality and, both seem to direct our understanding to the physical end. The end of the body, the end of the presence. My blue dimensions keep me focused on the process of production, the one who is related to live learning how to die and to a definitive ambition of eternity.

How can we compare, then? How can we talk about and for the same predicaments of reality and sociality? How can we be equal in the seized opportunities to prevail, prosper and maintain continuity beyond the supposed end?

No religion can gives us answers. Not a single doctrine, definition or miraculous motivation. Just life. Life lived with the responsability of a never ending cycle of energy.

My cycle is blue. Stranded in time and space by the contemplations of a simple self.

September 12, 2021

A perda é dor? Porquê? Talvez porque não sabemos designá-la de outra forma, ou então é mesmo isso, dor. E se essa dor for como o amor: um sentimento genérico, proposto na convergência de emoções, próspero na sobreposição de estados ilusórios?

A dor da perda é real. Perder é real. Deixar de ter. Mas ter algo é diferente de ter alguém. Mesmo assim, na sua maioria, perder alguém significa que ancoramos a nossa dor no sentimento de posse ou propriedade dessa perda. Talvez seja isso que perdemos: o direito declamado de limitar o uso a alguém que tem algo nosso, e nós, algo desse alguém.

Esta manifestação da posse sentimental ou emocional é demasiado primitiva para ser entendida e aceite nos dias que correm… Baseia-se na dor, a forma mais primária de sentir, inibir, limitar, controlar, dominar, etc. que podemos reconhecer como ferramenta de uso do poder e posse. E é assim que queremos aceitar a perda? Com este tipo de dor?

Sou um insensível. Perder um ente querido é doloroso. Sentir a sua ausência no imediato não se compara sequer com a realidade do futuro, onde a amplificação da distância no tempo da perda só pode crescer.

Cala-te. Já viste bem o que é sentir a dor da perda décadas a fio?

Sem impor, quero assumir que há outras formas de sentir a perda, a ausência e a distância no tempo, pela falta de alguém.

Começa pela perda. Nunca perderei ninguém. O seu corpo, sim. A sua presença, não.

A ausência, depende da forma como a companhia se proporcionou, pois uma relação convivial pode ser também procedural. Como aquelas pessoas que completam as frases umas das outras por tão bem se conhecerem no tempo que tiveram juntas. Lembro-me e crio, ensinamentos partilhados por e com, pessoas ausentes, como se estivessem ao meu lado.

A distância depende da escala e da direção que lhe queremos aplicar. O tempo que passou desde, ou o tempo que passa enquanto, são conceitos básicos que podem ser relativos à dor. Uma perda de 20 anos pode ser entendida como completamente diferente de uma perda de 02 meses e nenhuma tem prevalência sobre outra qualquer. A nossa incapacidade em processar o tempo dessa distância, sim.

Perder alguém significa que algo é mau, porque o sentimento resultante é a dor. E se em vez da perda, a tristeza que nos invade pelo fim físico de alguém, fosse substituída pela celebração da sua vida, das suas experiências, e do seu legado herdado em nós?

Há povos que celebram a morte, discutem a ausência de forma diferente, e festejam esse fim carnal. Mas, na verdade, substituem a existência da realidade atual por uma outra, consecutiva a esta, apoiada numa mitologia qualquer, mais apropriada a este medo que nos invade e se coliga, numa única forma coletiva de ser humano.

Se há quem sofra, quem celebre, quem pare e quem avance, com tantos exemplos da forma, talvez assim se explique melhor porque sentimos a dor na perda. O que sentimos é o presságio, o futuro, numa mensagem clara e inquestionável, irrefutável e universal: também nós vamos deixar este corpo. E isso é inegociável com o instinto diário da sobrevivência.

A diferença está em quem transforma a sobrevivência em vivência e constrói o seu futuro estado de ausência, distância e perda implícita. Em quem vive a aprender a morrer.

September 10, 2021

We keep missing the opportunity to reconfigure our entire life, specifically the part connected with the way we spend our time alone.

September 7, 2021

I used to waste my time… I never had time… I have no time, to regret. I cannot live thinking about what I could have been, or how could things have been done.

Instead, I chose to be how I am today and I keep choosing this way everyday. Regret anchors you to the lowest possible outcome of any expectation you may consider as an alternative to an honest, humble and fulfilling life.

Considering the result of our decisions is a process of the utter most importance and is directly connected to the evidence of time. The closest and prior to the ignition point the better, as if it ignites past the moment of that specific action, it will be considered for sure, as regret. It’s critical to have an equilibrium about this proportion of before and after “the decision” as this tipping point can unbalance the process of self awareness, social relations and personal autonomy.

Don’t over rationalise and don’t neglect it either. Live thinking about you. Focus on ideas, people and events and deny conversations about anything except truth.

You will not regret it.

September 4, 2021

Money is the most accepted currency and happiness is the only possible state of mind.

Well then, let’s happiness be bought!

I’m sure by now people can recognise that “the life” they are living is directly connected to suppressed emotions, and fantasious events. People aspire to live in perfect scenarios, where nothing contradicts the reality of a real life. Everybody is happy, everything is the best possible, everywhere is the most exclusive and original. Entire families are painted masterpieces of canonical perfection.

These people, places and faces ( going Agnès Varda on the topic ) don’t exist.

I repeat: these people, places and faces don’t exist. This contagious way of seeing the world through the screen of a never ending happiness fantasy is not real!

Why? Because we do not erradicate parts of the human natural emotional habitat without acknowledging the consequences of the newly established unbalanced ecosystem. We are not acknowledging the lack of sustainability in training, experience and education people suffer from in this new setting of possible cultural standards. We cannot avoid anthropological arguments our ancestors carried through cultural space-time relating their habits with individual characters, collective environments and social relations.

I can understand the temptation of this life style but we are not even close to being ready for the demands ( and to a certain point the nobility ) this way of existence expects from us. I can see a real world where happiness prevails and money is not an obstacle but everything else should exist also. Sadness, melancholia, mourning, introspection are all possible too, because humans are free to feel them and no-one should impose the lack of that to anyone…

August 29, 2021

We have to enjoy a full time occupation. We have to start with being human.

January 1, 2021

We are parasites, members of a dystopian social embankment, hoarding debris and forcing ourselves into the natural habitat, ordaining it’s destruction from the egomaniac collective being, residing comfortably inside our opinions.

We are gods, tyrant rulers of an infinite path of categorised predicaments as of their implicit destruction, lubricated by hypocrisy and disdain, envy, and all of those injustices we can think of, inflicted to the ones who gave their evolution for us to simply achieve conscience and be able to expresse our thoughts.

We are humans, when we propose to others the same way we have, by enforcing our individually achieved personal state, the one when we became a means to a productive end, a good of no capital but to the self and the previous reference cycle, acknowledging it, and still, (why..?) try to get it through.

We are dust, chemically active and physically possible. We are a sort of thing fiction cannot propose except when we define it as reality. We are beautiful, ugly and of all that at the same spacetime context. We are unable to escape a position we defined, by living our life inside this society, and also by consent to each of our ( supposedly given by chance ) ethnographic region.

so anthropologically advanced and still not being able to deflect the differences between wanting to be an indistinct mass of individuals or a specific set of individual connections

I am what I am and I dare to make no judgment. I have made the observation from my own perception and that’s what I am here to contemplate. I brag only on the fact that I see and that I am able to accept the opportunity to pay it forward, from the first intellect capable of being named that way, and into the next presumably functional intelligible one – in spite of their quandary.

We thrive, because we simply cannot stop. In this way, I’m sure there’s room for a purge of some sort, one in which we can accept all others and all things from deep within ourselves. This is made possible only if peace and understanding does not have to concur with any of those predicaments we established to ensure the easiest way to destruction. I find it invigorating to think of it as a peaceful process of slow but decided resolution – both of passed things and things from the past – in which we settle the bases for a better tomorrow.

This is not my wish, this is what I work for everyday, and will work for, as long as I have my strengths – when they leave me I’m sure you’ve read this already.

December 25, 2020

1920, não havia testes, nem pagos.

2020, os testes são o bem mais precioso, e são pagos.

2120, que desumanidade pensar que só se tem acesso a pagar pela tecnologia do bem comum.

2220, e pensar que à bem pouco tempo ainda se precisava de dinheiro para sequer viver.

November 15, 2020

Vive a pandemia, vive na pandemia ou sobrevive à pandemia.

October 29, 2020

Life is not a binary implementation of a past vision, of values and hysterical societies. Life is a multiple set of layers, opportunities and experimental at its core, in which individuals positions fundamental decisions about existence and absence.

September 27, 2020

Vivo numa dinâmica de ciclos gravitacionais, que me impelem para lá de mim próprio. Estes são os eventos que me indicam também quem deixei ficar noutro lugar: o que me classifica provavelmente como inepto, tanto quanto como eminentemente perdulário de tudo o que (se) pode ser social.

Aliás é desta forma que afirmo que a minha velocidade aumenta relativamente e proporcionalmente à massa central numa razão de tempo percorrido e a percorrer. Expulso torrentes de relações em jactos de experiências que não deixo indiferente mas que também escolho purgar. É um cuidado próprio, uma saúde mantida pela perda consciente e salutar do avanço, da interação e da iteração.

Podia definir esta como a categoria de vida sobrante, mais como uma manutenção calma de um fim seguro, mas prefiro afirmar que do tumulto da inquietude vivo numa velocidade impossível de acompanhar, por quem já tentou e por quem ainda vai tentar.

August 10, 2020

The ability to create a machine that endures time beyond a lifetime is not proportionally enough to the sanity of the creator of that machine. That predicament, sanity, remains connected to the scale of that same mind and related to the finite sins of the creator, the father. This special connection between time, work and labour, dictates a special place to be taken as the place of birth, our earth, this home.

My work will endure time and will be relative to the places in which I engaged life as a creator. Still, people will prefer to connect with me in the medium of the afterlife.

July 28, 2020

Passei anos à minha procura. Agora ando há anos a descobrir-me. Uma vida destas levará um homem a inscrever-se na sua própria história, demostrando para além de qualquer dúvida que o compromisso com a vida depende do laço íntimo e pessoal com a razão e forma de ser quem sou.

July 16, 2020

Se algum dia me disserem para parar eu corro, corro…

July 9, 2020

The acknowledgment of a finite time gives me the meaning of an infinite life.

June 14, 2020

We are either for or against, pro or contra, agree or disagree…!

Consider this : you are 50% predictable and so is the other part.

Consider this : do something innovative, unexpected, arrogantly humble and simple.

Consider this instead of numerous predictable actions, mostly historically based point of views immediately obsolete from the start, in which you can only state the obvious. Everybody knows the outcome of our actions by now. We have sufficient data to know the result of most of our behaviours and yet we keep expecting a different result repeating over and over the same procedure…

For a moment, think on how you can stop racesexgender discrimination, inequality, privilege, patriarchy, etc… with something as simple as a whisper, inaction, color, overall kindness, rest, ecology, pedagogy and most of all with proper training!!! … An infinite number of advanced techniques of human and social engagement with one another instead of the usual escalation of despair and aggressiveness.

Take a step back, or even better, take a steep without any known direction and stop. Think ominously and reflect on that sensation of engulfing the energy from life itself just to give it all away! Once, to the ones who are not yet prepared to know how to receive it ( or achieve it ) and repeat till the day you become dust.

Rest, and become an agent of the unknown, of the absence of classification.

Binary is not enough to make it worth.

Evolve into the polinary state of your self.

June 8, 2020

In the end there’s dust, and on that dusk some of us will become ghosts.

June 7, 2020

Quanto mais só estás contigo, mais próximo estás de quem gostas, quando estás realmente acompanhado.

May 10, 2020

Esta morbidez, moderna, tele transmitida, atualizada em tempo real, estatística e logarítmica, fruto de uma psicose induzida à escala planetária, pode e deve ser objeto de ponderação, quem sabe, repúdio. Escolho manter a distância que a sanidade informada exige.

April 15, 2020

Alto, não exagerado, mas como se fosse fora da sua própria época. Uma voz grave exagerada, projectada talvez pela audição menos presente. Cabelo raro e feições marcadas a cinzel. Olhos escavados pela vida plena de experiências e feitos da cor da sua personalidade. Umas vezes, calmo, outras vezes, uma tempestade.

Sempre a pensar em construir, montar, destruir, desmontar, melhorar por vezes até, sem ser preciso mudar. Era assim que projetava as ações para tudo e era assim que acabavam os processos, em vícios de imaginar a nunca parar por nada.

Dono de coisas boas, com mais ou menos rodas, janelas, velas ou telas, é certo que não interessam mais agora, mas as que haviam, não serviam somente o ego, serviam também essa rosa de gente, que orientou pela vida fora.

Palavrões e tropeções, isso, sempre prontos a dar, distribuídos equitativamente, numa forma muito pouco democrática, de incluir toda a gente.

É assim o homem que conheço, a quem reconheço a parte que partilhou comigo, por isso não choro porque parte, mas celebro o seu novo começo, num horizonte de memória e muito apreço, um homem que eu também considerei amigo.

December 2, 2019

October 24, 2019

After a life, everything unfolds.

August 19, 2019

Por vezes a inquietação tem uma calma reflectida, aquela centelha de génio, aquela estranheza de forma, de ser, de ver.

Por vezes a inquietação não se chama inquietação, mas vida.

Aguardo que me vejas assim, não pela imagem que sou mas pelo que vi quando abri os olhos ao mundo.

June 5, 2019

I expect to learn from and experience my life until I have swallowed all the time I have to fulfill the act of biological notability.

May 7, 2019

Enemies are the ultimate external sign of a developed stature. Friends are the prevalent state of infinite scale, from within. Dissidents are the ones in the middle, occupying a dimensional space between those antipodes.

These three territories are a part of my theory conjuring the outer shell ( defensive attacks ) the inner depth ( critic and creationism ) and the obsolete social medium ( unequal procedural structures ).

Exhaling keeps the focus on the personal body ecosystem, inhaling subtracts the politics from the ethical conundrums of the past while breathing proficiently can make up for all the inefficient time spent living as a human.

May 5, 2019

My ambitions are simple : eternity, self awareness, a recognized evolutionary step in a polymatic human form, my own curated simplicity, and the acknowledgement of beauty as an ethical strand of kapital.

. MONSTRUKTOR

March 15, 2019

Escrever a desenhar por palavras o que nos inquieta a vida.
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#siza #faup #textos #desenho #salaplana #life #achievement (at Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto)
https://www.instagram.com/p/Bu3VTmIlfes/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=1ricul8rqt9dx

March 11, 2019

#restless #drawing #life #create (at Faculdade de Belas Artes da Universidade do Porto – Institucional)
https://www.instagram.com/p/BuhBU9wlUbH/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=uvpohdpsd7es

March 2, 2019

Atenção [ a dependência do estado de outros e o trauma da falta de tempo para a vida ]

. MONSTRUKTOR

February 17, 2019

Quero morrer da lucidez, quando viver da falta dela.

. MONSTRUKTOR

January 29, 2019

Os apologistas são desnecessários, só dependem da existência da culpa e da punição. Seres inatos, passivos e destruidores de intenções puras, naturais e sem expetativas. Verdadeiras presunções ambulantes sobre o status quo, que nunca irão refletir a não ser no acumulado, nessa pilha de ninharias e inseguranças humanizadas. Inversores, da polaridade da verdade e da intenção simples que nunca será entendimento vulgar. Fúria sobre o &¡

the MONSTRUKTOR

December 15, 2018

Os apologistas são desnecessários, só dependem da existência da culpa e da punição. Seres inatos, passivos e destruidores de intenções puras, naturais e sem expetativas. Verdadeiras presunções ambulantes sobre o status quo, que nunca irão refletir a não ser no acumulado, nessa pilha de ninharias e inseguranças humanizadas. Inversores, da polaridade da verdade e da intenção simples que nunca será entendimento vulgar. Fúria sobre o &¡

the MONSTRUKTOR

December 15, 2018

Sentir e reescrever>esse carinho que se constrói da empatia natural de ser_só isso-ser#Disforme na latência que incomoda até ao olhar_no desconforto de saber que esse tempo de dois não será a ganhar_na evidência dessa dança bailada que arrasta o peso da distância e do desejo_na solicitude em anexar um novo tempo e em descompasso e tão exigente_! Por isso vejo, inspiro o maior obrigado e continuo a ser vivo, só para aprender a morrer~•×

the MONSTRUKTOR

December 12, 2018

Sentir e reescrever>esse carinho que se constrói da empatia natural de ser_só isso-ser#Disforme na latência que incomoda até ao olhar_no desconforto de saber que esse tempo de dois não será a ganhar_na evidência dessa dança bailada que arrasta o peso da distância e do desejo_na solicitude em anexar um novo tempo e em descompasso e tão exigente_! Por isso vejo, inspiro o maior obrigado e continuo a ser vivo, só para aprender a morrer~•×

the MONSTRUKTOR

December 12, 2018

A supremacia da descoberta constante é em si uma secreção efémera, que expele este paradigma dos nossos tempos em pepitas de ouro que derretem à vista. A falta de cuidado pelo trato é a regularidade na pseudo descoberta da realidade efémera. Saltitamos de opinião em vontade, de pessoa em atividade, tudo pelo bom nome do acumular e do falsamente chamado: a viver.

the MONSTRUKTOR

November 29, 2018

A supremacia da descoberta constante é em si uma secreção efémera, que expele este paradigma dos nossos tempos em pepitas de ouro que derretem à vista. A falta de cuidado pelo trato é a regularidade na pseudo descoberta da realidade efémera. Saltitamos de opinião em vontade, de pessoa em atividade, tudo pelo bom nome do acumular e do falsamente chamado: a viver.

the MONSTRUKTOR

November 29, 2018

A verdade é só uma

Aos que afecto – aos que deixo ficar – a essa horda de inadaptados – quais humanos – meio acordados ou já completos – aos que nunca vão perceber – aos que sentem ao de leve o meu toque – aos que fogem da minha inquietude – a todos os que mentem a partir da minha tranquilidade – aos que dependem de mim para existir – aos que existem para mim sem eu perceber nunca porquê – aos que são tudo o que eu nunca esperei – aos que são sãos – aos que me dão sanidade – aos que me exigem respostas – aos que eu ignoro, admiro ou sou pura curiosidade – aos que sobram – aos que nem tocam – aos comentários de sobriedade, seriedade, sem idade – a todos que cuido, a todos – esses que recebem sem ter que pedir – aos que acolho – aos que me deixam ver – aos queridos – aos molhos – aos amados – a ti meu amor – até outros que nunca te vou conseguir evitar – aos que perguntaram sempre – aos que tiveram medo de mim – aos que olharam de frente – aos que fugiam no fim – a elas – às desculpas, medos e receios – aos dias da noite e noites em mim – ao sol – e á estrada – sem anseios, na descoberta – ao acento errado – á estranheza – ao pacto – há vontade infinita, insólita, criadora – há e haverá sempre comigo uma estranha forma de ver, dever que exijo aos outros, de viver a aprender a morrer.

November 26, 2018

A verdade é só uma

Aos que afecto – aos que deixo ficar – a essa horda de inadaptados – quais humanos – meio acordados ou já completos – aos que nunca vão perceber – aos que sentem ao de leve o meu toque – aos que fogem da minha inquietude – a todos os que mentem a partir da minha tranquilidade – aos que dependem de mim para existir – aos que existem para mim sem eu perceber nunca porquê – aos que são tudo o que eu nunca esperei – aos que são sãos – aos que me dão sanidade – aos que me exigem respostas – aos que eu ignoro, admiro ou sou pura curiosidade – aos que sobram – aos que nem tocam – aos comentários de sobriedade, seriedade, sem idade – a todos que cuido, a todos – esses que recebem sem ter que pedir – aos que acolho – aos que me deixam ver – aos queridos – aos molhos – aos amados – a ti meu amor – até outros que nunca te vou conseguir evitar – aos que perguntaram sempre – aos que tiveram medo de mim – aos que olharam de frente – aos que fugiam no fim – a elas – às desculpas, medos e receios – aos dias da noite e noites em mim – ao sol – e á estrada – sem anseios, na descoberta – ao acento errado – á estranheza – ao pacto – há vontade infinita, insólita, criadora – há e haverá sempre comigo uma estranha forma de ver, dever que exijo aos outros, de viver a aprender a morrer.

November 26, 2018

A verdade é que sem pensar não faz sentido, e consentido obriga a pensar. Por isso apoio-me na pausa, na consideração, e detenho-me somente no carinho que tenho por mim próprio como a maior dádiva aos, e para os outros. É este narcisismo educado, consciente e produtivo que constrói a imagem que têm de mim os poucos que sabem que vivo invertido; que sentem a ausência do pedido na pele e que, pelo tempo, serão monumentos de perda, pranto e de uma posteridade póstuma. Posso pedir agora?

the MONSTRUKTOR

November 25, 2018

A verdade é que sem pensar não faz sentido, e consentido obriga a pensar. Por isso apoio-me na pausa, na consideração, e detenho-me somente no carinho que tenho por mim próprio como a maior dádiva aos, e para os outros. É este narcisismo educado, consciente e produtivo que constrói a imagem que têm de mim os poucos que sabem que vivo invertido; que sentem a ausência do pedido na pele e que, pelo tempo, serão monumentos de perda, pranto e de uma posteridade póstuma. Posso pedir agora?

the MONSTRUKTOR

November 25, 2018

É assim, que de repente, tudo o que é, desaparece. Um instante de nada muda tudo, desde a parte ao todo e parte-me todo. Desmonto do pedestal de humano e continuo só a pé o caminho que me leva a ensinar o que aprendi, a pôr em palavras o que sinto na pele das marcas de homem, que de livre tem somente a marca do ferrolho.

the MONSTRUKTOR

November 23, 2018

É assim, que de repente, tudo o que é, desaparece. Um instante de nada muda tudo, desde a parte ao todo e parte-me todo. Desmonto do pedestal de humano e continuo só a pé o caminho que me leva a ensinar o que aprendi, a pôr em palavras o que sinto na pele das marcas de homem, que de livre tem somente a marca do ferrolho.

the MONSTRUKTOR

November 23, 2018

Bendita seleção, quando eu não sou mais do que um belo ser, a quem a natureza não DEU o que precisa, para só, viver.

the MONSTRUKTOR

October 30, 2018

Bendita seleção, quando eu não sou mais do que um belo ser, a quem a natureza não DEU o que precisa, para só, viver.

the MONSTRUKTOR

October 30, 2018

Por vezes encerramos para descansar… Mas é só para voltar ainda mais intensos! #studium #unbuilt #series #exhibition #gallery #bw #gate #door #closed #open #porto #architecture #design #graphicdesign #webdesign #productdesign #studio #life #work (at Studium . creative studio & gallery)
https://www.instagram.com/p/BopC97agK6T/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=16jjwduidf7tj

October 7, 2018

Por vezes encerramos para descansar… Mas é só para voltar ainda mais intensos! #studium #unbuilt #series #exhibition #gallery #bw #gate #door #closed #open #porto #architecture #design #graphicdesign #webdesign #productdesign #studio #life #work (at Studium . creative studio & gallery)
https://www.instagram.com/p/BopC97agK6T/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=16jjwduidf7tj

October 7, 2018

Só quando me perdem é que me sentem.

the MONSTRUKTOR

September 28, 2018

Só quando me perdem é que me sentem.

the MONSTRUKTOR

September 28, 2018

Even a blind man can see.

the MONSTRUKTOR

August 27, 2018

Thinking about how many times I’ve been through something and came out of it alive. Counting.

the MONSTRUKTOR

August 17, 2018

O silêncio preenchido pela presença ausente; o ruído inaudível do temor na fatal intuição de vidas.

the MONSTRUKTOR

August 3, 2018

O silêncio preenchido pela presença ausente; o ruído inaudível do temor na fatal intuição de vidas.

the MONSTRUKTOR

August 3, 2018

My goal is to live beyond my physical presence within the people and minds I have rationally accessed and enlightened…

the MONSTRUKTOR

July 23, 2018

Life is a simple matter of living.

the MONSTRUKTOR

July 19, 2018

Focusing on your age is a limiting factor that is not relative to a conditional context but to an answer, made of dogmas, built to destroy self initiave, tolerance and evolution. A meaningful path will be a timeline made of adequate moments, realisations of true appeal for myself and of the dissemination from the benefits of it to all those who live around me.

the MONSTRUKTOR

June 26, 2018

Apetece-me abraçar a morte e mostrar-lhe o que tenho; só para dizer, o quanto lhe vai custar, a isso, ser melhor e maior do que a minha forma de viver.

the MONSTRUKTOR

May 7, 2018

Apetece-me abraçar a morte e mostrar-lhe o que tenho; só para dizer, o quanto lhe vai custar, a isso, ser melhor e maior do que a minha forma de viver.

the MONSTRUKTOR

May 7, 2018

A cathartic life is made of the simplest moments.

the MONSTRUKTOR

May 7, 2018

Past doesn’t exist anymore. I live in the present expectation of the future. Punishment or success, whatever it may be, it must be continuous with time and the notion of the illusion of mortality. This is me, I define who I am and what I am known for. Please forgive me, all those who don’t understand me and I am not able to do so. I have already forgave myself.

the MONSTRUKTOR

April 26, 2018

Persistence @ an ambitious, while fair, delirious pervasive persuasion of eternity and a remarkable brand. A simple thought thriving on the way I live learning how to engage in the advancement of a bigger percentage of use of my brain into the life of all.

the MONSTRUKTOR

April 22, 2018

Slown down, to the point of the unrecognizable motion of life. Observe and align intentions with the natural roam of the remains of our time. Take your part of the way.

the MONSTRUKTOR

April 18, 2018

A perfect life is just, life. Perfectly imperfect.

the MONSTRUKTOR

April 17, 2018

Sofrer é um hábito, é uma rotina que não se pode explicar a todos, nem fazer desaparecer com a vontade. É uma virtude que se não for de vítima dá algo mais, algo que a mera palavra não consegue explicar. É um âmago de coragem que não depende desse resultado pontiagudo que geralmente se recusa, e pelo contrário intensifica o contornos de todas as formas. Ou então, estou em negação e preciso de ajuda para identificar-me como agressor.

the MONSTRUKTOR

April 5, 2018

Sofrer é um hábito, é uma rotina que não se pode explicar a todos, nem fazer desaparecer com a vontade. É uma virtude que se não for de vítima dá algo mais, algo que a mera palavra não consegue explicar. É um âmago de coragem que não depende desse resultado pontiagudo que geralmente se recusa, e pelo contrário intensifica o contornos de todas as formas. Ou então, estou em negação e preciso de ajuda para identificar-me como agressor.

the MONSTRUKTOR

April 5, 2018

Travão

Apetece-me muito mas sei que não posso, ainda. Há essa vontade de ser e fazer ser como ninguém, em mim, mas não a há dentro de quem me interessa. Erro, pois primeiro, interesso-me por toda a gente, e isso não está bem.

Eu sei o que quero, como quero e quando quero, mas nos outros há um limite que não se ultrapassa. É ócio, mais preguiça que dúvida, uma facilidade que se permito, erro, eu, pois dou sem pensar, eles não.

Erro. Não posso. Não devo, não tenho sequer que aligeirar a proximidade que permite essa usurpação da minha vontade de estar presente por mim só.

Eu sei que sou mais. Tudo. Mas também sou fácil, útil, perto, ductil. Sou e dou o que tenho na expectativa da execução, sempre gorada nas múltiplas vezes que repito o que digo até à exaustão.

Erro. Aprendo. Protejo-me pouco e os espertos vêem bem isso. São astutos na forma como se encavalitam em mim. Usam e abusam da minha infinita vontade de melhor, nunca mais.

Parar, porquê? Pelos outros, mais uma vez, ou por mim, de facto?

Sim, talvez, parar agora num sinal de força e reunião de ainda mais força. Juntar a visão à forma, ao discurso e ao foco. Simplesmente, prever orientar-me nesse labirinto de sucção humana para usar a solução à partida.

Sim, parar para avançar.

March 27, 2018

Travão

Apetece-me muito mas sei que não posso, ainda. Há essa vontade de ser e fazer ser como ninguém, em mim, mas não a há dentro de quem me interessa. Erro, pois primeiro, interesso-me por toda a gente, e isso não está bem.

Eu sei o que quero, como quero e quando quero, mas nos outros há um limite que não se ultrapassa. É ócio, mais preguiça que dúvida, uma facilidade que se permito, erro, eu, pois dou sem pensar, eles não.

Erro. Não posso. Não devo, não tenho sequer que aligeirar a proximidade que permite essa usurpação da minha vontade de estar presente por mim só.

Eu sei que sou mais. Tudo. Mas também sou fácil, útil, perto, ductil. Sou e dou o que tenho na expectativa da execução, sempre gorada nas múltiplas vezes que repito o que digo até à exaustão.

Erro. Aprendo. Protejo-me pouco e os espertos vêem bem isso. São astutos na forma como se encavalitam em mim. Usam e abusam da minha infinita vontade de melhor, nunca mais.

Parar, porquê? Pelos outros, mais uma vez, ou por mim, de facto?

Sim, talvez, parar agora num sinal de força e reunião de ainda mais força. Juntar a visão à forma, ao discurso e ao foco. Simplesmente, prever orientar-me nesse labirinto de sucção humana para usar a solução à partida.

Sim, parar para avançar.

March 27, 2018

Obrigado aos meus modelos! @studiumpt @monstruktor @all_ways_cat @tiagonogueira21 @hugom4rtins @catiatpereira #studio #life (at studium)

March 23, 2018

Afasta-te das pessoas, desse sentimento que te contamina e te seduz. Deixa que a perda as invada e até eu sinta que é injusto. Faz com que a dúvida se dissipe, imediatamente após a descoberta dessa luz. Agonia é viver nesse estado, não é mudar para o meu patamar, que por ser elevado, não justifica, nunca, como, eu sou sempre magoado.

the MONSTRUKTOR

March 22, 2018

Hei-de morrer com um único remorso na minha vida: não ter tido remorsos de nada.

the MONSTRUKTOR

March 9, 2018

Hei-de morrer com um único remorso na minha vida: não ter tido remorsos de nada.

the MONSTRUKTOR

March 9, 2018

Restrictions will always create more freedom.

the MONSTRUKTOR

March 7, 2018

A serenidade, solene, em equilíbrio com tudo o que é necessário à minha volta. Sensível, sem dúvida do que ser humano significa para todos estes outros que vivem de mim.

the MONSTRUKTOR

March 3, 2018

A serenidade, solene, em equilíbrio com tudo o que é necessário à minha volta. Sensível, sem dúvida do que ser humano significa para todos estes outros que vivem de mim.

the MONSTRUKTOR

March 3, 2018

Pacto

Vivo num despudor de aceitação, mas nem de acordo com a mentira que vive dentro dos outros! Só, porque me deixo usar pela bondade e gratidão que emano, a que só, eu dou.

A retribuição não existe. Essa forma plena de obrigado é uma miragem concreta na cabeça de quem a profere, mas em mim… nem a sinto. Essa mentira contada a eles próprios aflige-me, pois de alguma forma pactuei com esta falta de carácter ao longo destes anos. Devia ter sido ainda mais direto, menos respeitador dessa demência que incapacita, mais eu – assertivo e inconvenientemente carrasco da falta de verdade – até porque, no final, quem sente a deficiência, sou eu.

Agora, que mostro da minha forma adulta o que não posso aceitar por cada um que me rodeia, sou um tirano. Sou desmedido e exagerado, demasiado intenso, demasiado sério. Pedem-me que mude, me mude. Que altere a forma rigorosa e assertiva de ser notável. Ser, rigoroso, exigente, disciplinado. Sagaz.

Quando posso ser visionário, sou finalmente eu. Livre, para criar dentro de todas as regras, sistemas e normas que alimentam a visão de excelência e notabilidade de onde nasci. Visualizo-me, e a eles, e nesse duplo reflexo ajo como o espelho da verdade. Assim vêem-se momentaneamente, miram-se incapazes. As pernas tremem da verdade incontornável, pública, despudorada, essa sim, algo em que aceito viver. São mesquinhos, mentem por pouco, até aceitam o roubo de uma carica por ser só isso, uma carica. São indecentes comigo, mas primeiro com eles. Escolhas.

Neste claro momento de mim, só, porque ninguém me acompanha, devo assumir essa solidão? Só, porque os carrego comigo, vou resignar-me a ser um ser, só? Só porque eles não são capazes eu tenho de abrandar? Há quem diga que temos que ajudar o próximo, há quem clame que nós somos o primeiro momento de ajuda aos outros, eu afirmo que me prefiro, só.

Vou continuar, mais adentro. Ninguém que eu conheço tem a capacidade de me ignorar, de ser indiferente ou que eu o seja a si. Sou marcante pela minha excentricidade humilde; pela minha intensidade que humedece os olhos aos amigos e as pernas ás que me cobiçam. Deixo sempre uma marca, sem cicatriz visível, mas com o tempo, transforma-se numa marca destruidora de normalidades. 

Sou só, este monstro humano, tirano, que é tão dócil como os poucos que me conseguiram afagar.

February 1, 2018

Pacto

Vivo num despudor de aceitação, mas nem de acordo com a mentira que vive dentro dos outros! Só, porque me deixo usar pela bondade e gratidão que emano, a que só, eu dou.

A retribuição não existe. Essa forma plena de obrigado é uma miragem concreta na cabeça de quem a profere, mas em mim… nem a sinto. Essa mentira contada a eles próprios aflige-me, pois de alguma forma pactuei com esta falta de carácter ao longo destes anos. Devia ter sido ainda mais direto, menos respeitador dessa demência que incapacita, mais eu – assertivo e inconvenientemente carrasco da falta de verdade – até porque, no final, quem sente a deficiência, sou eu.

Agora, que mostro da minha forma adulta o que não posso aceitar por cada um que me rodeia, sou um tirano. Sou desmedido e exagerado, demasiado intenso, demasiado sério. Pedem-me que mude, me mude. Que altere a forma rigorosa e assertiva de ser notável. Ser, rigoroso, exigente, disciplinado. Sagaz.

Quando posso ser visionário, sou finalmente eu. Livre, para criar dentro de todas as regras, sistemas e normas que alimentam a visão de excelência e notabilidade de onde nasci. Visualizo-me, e a eles, e nesse duplo reflexo ajo como o espelho da verdade. Assim vêem-se momentaneamente, miram-se incapazes. As pernas tremem da verdade incontornável, pública, despudorada, essa sim, algo em que aceito viver. São mesquinhos, mentem por pouco, até aceitam o roubo de uma carica por ser só isso, uma carica. São indecentes comigo, mas primeiro com eles. Escolhas.

Neste claro momento de mim, só, porque ninguém me acompanha, devo assumir essa solidão? Só, porque os carrego comigo, vou resignar-me a ser um ser, só? Só porque eles não são capazes eu tenho de abrandar? Há quem diga que temos que ajudar o próximo, há quem clame que nós somos o primeiro momento de ajuda aos outros, eu afirmo que me prefiro, só.

Vou continuar, mais adentro. Ninguém que eu conheço tem a capacidade de me ignorar, de ser indiferente ou que eu o seja a si. Sou marcante pela minha excentricidade humilde; pela minha intensidade que humedece os olhos aos amigos e as pernas ás que me cobiçam. Deixo sempre uma marca, sem cicatriz visível, mas com o tempo, transforma-se numa marca destruidora de normalidades. 

Sou só, este monstro humano, tirano, que é tão dócil como os poucos que me conseguiram afagar.

February 1, 2018

Celebrar!? Sim, para mim, por mim, no meu dia, à minha maneira e gosto, a significar e sugerir aquilo que me identifica bem e saudável, um processo pessoal, singular, próximo do ser que emana de mim. Simples.

the MONSTRUKTOR

January 17, 2018

Celebrar!? Sim, para mim, por mim, no meu dia, à minha maneira e gosto, a significar e sugerir aquilo que me identifica bem e saudável, um processo pessoal, singular, próximo do ser que emana de mim. Simples.

the MONSTRUKTOR

January 17, 2018

Por quem

Nas vezes que definho em palavras, sinto que nem progrido por mim.

Faço-o descriminado pelo tempo que me dão, as pessoas que desfilam no seu tempo, por mim.

Nesse ponto atemporal de pensar em mim não penso, sinto.

Muito pelos outros e muito pouco por mim.

Tenho que o fazer mais, e faço, sinto que sim.

Estou a fazê-lo agora, mas nem assim me sinto assim tanto em mim.

Mesmo a desfilar pelos poucos outros, alguns que me pedem mais que o faça, por mim, sinto que dou o que posso e não posso mais dar de mim.

Mas é assim que me sentem, esses outros que me pedem, que falam e devem tanto a eles, e ainda mais a mim. A dívida cresce, num retrato de mim, por isso retribuo para sempre em quadros de ser, até que…

A obra se mostra, cresce e robusta, vence o pudor do poder e deslumbra quem a vê ver. Afirma-se na frase que extinta, se faz sentida e impera desde esse fim. Um mural de estrela, feito da cidade que o viu nascer, essa obra, prima, que em mim nunca se irá mais ter.

Enfim.

January 3, 2018

I’m not afraid of my own death, I fear living unaware of death.

the MONSTRUKTOR

January 3, 2018

… even smiles can be overrated when people cannot distinguish the real importance of life.

the MONSTRUKTOR

December 24, 2017

Preciso perder o medo de desenhar.

the MONSTRUKTOR

December 23, 2017

When life’s asymmetry begs to settle.

the MONSTRUKTOR

December 22, 2017

The quantification of my life is, more, now!

the MONSTRUKTOR

December 3, 2017

Tyrant

Once I saw a little and fragile girl, leaning on her confounded side of awareness. She was envisioning a life of achievements, goals, usually, easily obtained by conformity and the clear presumption of the end result, happiness.

She was tactile, still and sensing the disturbances, thus synesthetic on the absorption of reality, and deeply committed to be more than her inherent legacy, but… She was compromised, within herself, with her family, around friends and inside lovers. She was a miscellaneous vulture, a cumbersome form of residue, latent, wrongly grinding desire from the flow of cope and flow again.

Normal, but abnormal in spectrum. Lasciviously laying on lies. Her. Without me. Just her, her world and her surroundings. Her.

I saw her, by the time I needed more of me. The time I had though of having, was entirely spent on her, this way I lost the time I had envisioned for me, but I take it as just a choice, never a regret, never. It’s preventative, as a diffuse understatement, and usually misunderstood (this way I can be more of me trough the ones that are unreasonably selfish about selfishness and altruism) but I can fulfill my needs from the inversion of care. I can feed my eyes from the sights of their success and her’s was, and still is, particularly satisfying. Still today, the pride of both of us tyrants, comes from the acknowledgement of self construction and premeditated evolution, self inflicted by her and inner felt from me. This is also the genesis of a conundrum, a fate of eternity among perennials. A mixed manner of saying a lot.

An osmosis, between entities and factual as of scientific evidence, and broader, and more intrusive into mundanes than ever. The clarity, of dedication and determination is surpassed only by the baffles of arrogance that bristles the cheeks of the privileged and satisfyingly nude audience. The gain, is even distorted by the gravity of the phenomenon and affects the world in the axis of homogenic alignment, with the strength of oddity and desire, for a delapidated consistent destruction. The proportions, are unmeasurable in every known distance of competence, interaction and result. The terror, resides in truth and is not enough to comply with the validation of the dimensional singularly in which both of us are aware of what we are aware of, and each other… And more, way more, including levels of engaging experiences, shared essentials and legacies of all the new tyrants in the form.

This is and can be described as descendance. This is and can be found in the depths of history as superiority. This is not a state of anthropological layers and absurd structures of mere humans. This is not arrogance and small decoys as most desire it to be. This is humble and pure, a pack of selected horde of performers, misunderstood in the beginning but revolving the facts of suffering and classification onto the power of strength and tokens of choices. The frey.

She is the first born from herself. A generated continuous cycle, a gravitic, forward and accelerating loop of consistent theorems and research of inhumanity. Her, simply a her. Powerfully pulling matter, spitting galaxies into chaos by care, exultation, disdain from and beyond reasons why. Vibrant, beaming.

I’m caught in a beam, that beam. Maybe I am the beam? Maybe I am the initial tractor beam that polarized her belief in change! Surely, I was the guidance of question… The retribute of many, many questions and focus, and orientation and true North. Nothing more. The job was done as it needed to start, by herself. And did. I saw it. Day after day, night, success, failure, defeat, win, small, new, big, strange, bitter, sweet, mine.

Now I know, engulfed by the shadow she projects to protect me from myself, that I will fade into the oblivion of talent and foreseable disruption she and her’s alike condoned me to live. In my own search for the best way to obsolescence, I am the old tyrant she thinks she is and more are forging themselves to the legion of their own sight. They are here to her, not me.

@catarinaplr

November 29, 2017

Day 1. 2. 1.

No more “days” likes these. The branded 120.

I don’t need anymore remarks, and specifically about a prominently found normality made of my life of achievements. All those findings are made possible by determination and pure choice: my determination and my choices.

I don’t feel obliged by no one but me, to live my life to the full extent of it, therefore, I am obliged by design to become a remarkable man in the coherence of my own existence.

I am made of me and of my own ambitions.

I design my choices, my solutions and every new problem I find with and within myself. I have creative and operational control. I am the strategist and the enforcer. The supervisor of my beliefs, reliefs and of everything that lies in this calling of theological proportions for as long as I want, and to aid who I want.

Welcome, Sérgio and… swim, bike, run.

October 23, 2017

Day 1. 2. 1.

No more “days” likes these. The branded 120.

I don’t need anymore remarks, and specifically about a prominently found normality made of my life of achievements. All those findings are made possible by determination and pure choice: my determination and my choices.

I don’t feel obliged by no one but me, to live my life to the full extent of it, therefore, I am obliged by design to become a remarkable man in the coherence of my own existence.

I am made of me and of my own ambitions.

I design my choices, my solutions and every new problem I find with and within myself. I have creative and operational control. I am the strategist and the enforcer. The supervisor of my beliefs, reliefs and of everything that lies in this calling of theological proportions for as long as I want, and to aid who I want.

Welcome, Sérgio and… swim, bike, run.

October 23, 2017

Even when my voice ceases to exist by myself it will still be heard from the ones singing the talent I have amplified in all of them.

the MONSTRUKTOR

October 21, 2017

Fragments of the last year #fragments #life #health #care (at Porto, Portugal)

October 17, 2017

Fragments of many women #fragments #visions #women #theatre #play #Porto #portugal #noaudience #audience #spectator #true #life (at Praça Gen. Humberto Delgado, Porto)

October 15, 2017

Finding contemplation is to allow your mind to rest at peace with the natural cycle of life. Being able to produce a contemplating life is to remarkably evolve my specie and insure the path to eternity among the crowd.

the MONSTRUKTOR

September 17, 2017

I grew up thinking I was smarter than others, and mostly relating to older people, to cope with that social dilemma so soon in my life. I’ve seen that look in her eyes and today she will start to formally cope with it.

the MONSTRUKTOR

September 12, 2017

Your truth is a lie you tell humanity until the day you don’t need it anymore. In that extinguishing moment, regret takes the place of gravity and the ascension to eternity its just a mere weight of loss. I am weightless.

the MONSTRUKTOR

September 10, 2017