Death

Sei que busco uma morte por transição, linda. Um momento de reflexão final, calmo e simples, cheio de uma vontade que nunca deixou de existir de dentro de mim, desde bem fundo na minha curiosidade em viver assim. Sei que muitos não precisam de entender essa vontade de morrer, mas para mim é assim que me sinto vivo.

Procuro que esse seja o mote para a celebração, não desse momento conclusivo de todos os outros que afinal passaram, mas de tantas outras ignições que ainda promovo, principalmente não estando cá.

É nesse momento que tudo se resume quando nada mais somos do que a soma final do que fizemos, mas não é isso que busco. O que eu quero é que a palavra não seja dita, que o ato não seja pedido e que a eficiência do que não é necessário referir, do concretamente evitável, seja de facto evitado. Aprender a viver, simplesmente ter uma vida longa e cheia, define um novo léxico de escolhas, decisões e ações. Mais do que isso representa para nós, alimento-me do impacto que isso tem para os outros, sem a mínima influência do altruísmo, pelo contrário, num egoísmo que transcende a filosofia banal do estado humano presente.

Construí uma vida onde a transição dessa ligação com tudo não passa do ato normal de cessar a mera presença entre nós.

August 20, 2019

Quero morrer da lucidez, quando viver da falta dela.

. MONSTRUKTOR

January 29, 2019

A verdade é que sem pensar não faz sentido, e consentido obriga a pensar. Por isso apoio-me na pausa, na consideração, e detenho-me somente no carinho que tenho por mim próprio como a maior dádiva aos, e para os outros. É este narcisismo educado, consciente e produtivo que constrói a imagem que têm de mim os poucos que sabem que vivo invertido; que sentem a ausência do pedido na pele e que, pelo tempo, serão monumentos de perda, pranto e de uma posteridade póstuma. Posso pedir agora?

the MONSTRUKTOR

November 25, 2018

A verdade é que sem pensar não faz sentido, e consentido obriga a pensar. Por isso apoio-me na pausa, na consideração, e detenho-me somente no carinho que tenho por mim próprio como a maior dádiva aos, e para os outros. É este narcisismo educado, consciente e produtivo que constrói a imagem que têm de mim os poucos que sabem que vivo invertido; que sentem a ausência do pedido na pele e que, pelo tempo, serão monumentos de perda, pranto e de uma posteridade póstuma. Posso pedir agora?

the MONSTRUKTOR

November 25, 2018

Bendita seleção, quando eu não sou mais do que um belo ser, a quem a natureza não DEU o que precisa, para só, viver.

the MONSTRUKTOR

October 30, 2018

Bendita seleção, quando eu não sou mais do que um belo ser, a quem a natureza não DEU o que precisa, para só, viver.

the MONSTRUKTOR

October 30, 2018

Apetece-me abraçar a morte e mostrar-lhe o que tenho; só para dizer, o quanto lhe vai custar, a isso, ser melhor e maior do que a minha forma de viver.

the MONSTRUKTOR

May 7, 2018

Apetece-me abraçar a morte e mostrar-lhe o que tenho; só para dizer, o quanto lhe vai custar, a isso, ser melhor e maior do que a minha forma de viver.

the MONSTRUKTOR

May 7, 2018

Todos os dias a morte aproxima-me da verdade.

the MONSTRUKTOR

January 18, 2018

Hoje são 39

Desafio : escreve como se escrevesses para uma criança, depois um adolescente, depois um adulto, depois para ti, depois para um velho.

– Tenho saudades de mim, de ser só um espectro de força e vontades. De ter o ímpeto do vento pelas costas, e sair. Sem compromissos e sem entraves. Já nem me lembro porque deixei de o fazer, mas sei que o fiz. Sabia sempre que deixava algum alvoroço, mas voltava, forte, renovado, a sorver a casa. Era tão bom sair como era chegar, e com o passar dos anos isso mudou. Já não saía, tinha as âncoras do outros amarradas aos meus pés. Estavam em fio do Norte, mas era uma guita forte…

– Cortei com uma faca.

– Aprendo muito! …muitíssimo, mucho, molto, trés, much… Vamos sempre a sítios bons e divertidos. Sem animais, que esses são para ver ou na TV, nos desenhos ou na natureza. Eu gosto do zoo mas não devemos ir, por causa deles. Porquê? Onde é que está?

– Eu?! Ainda não consigo falar… ele disse-me sempre para me rir, mas não é humano isso… Também me dizia sempre “ainda”, por isso deixa-me estar. Queria muito poder sentir outra vez aquela inquietude como minha. Aquele calor azul.

– Como é que eu vou fazer agora? Eu sei que quando não sei o que fazer, não posso fazer nada antes de parar e pensar, mas as respostas que ele me dava sem dar… São tudo. Eram tudo… Não. Não quero saber de mais nada, nem de fotos nem de fotografias, só me apetece escrever e falar com ele…

– Bem… Rir não, mas não estou triste. Nunca lhe fiz as vontades todas mas nunca deixei de fazer algumas. Esta custa-me a mim, que percebo a ironia, mas… pensando bem… só é bom partir, porque é melhor voltar… Uh, por isso, não estou triste. Uhh… Ele sempre voltou, onde e quando quis, mesmo mais tarde, mas foi quando se sentiu preparado. Uhhhh…. E nunca o viste fazer diferente.

– Eu sei, mas não consigo. Eu não… Ainda…

January 16, 2018

Hoje são 39

Desafio : escreve como se escrevesses para uma criança, depois um adolescente, depois um adulto, depois para ti, depois para um velho.

– Tenho saudades de mim, de ser só um espectro de força e vontades. De ter o ímpeto do vento pelas costas, e sair. Sem compromissos e sem entraves. Já nem me lembro porque deixei de o fazer, mas sei que o fiz. Sabia sempre que deixava algum alvoroço, mas voltava, forte, renovado, a sorver a casa. Era tão bom sair como era chegar, e com o passar dos anos isso mudou. Já não saía, tinha as âncoras do outros amarradas aos meus pés. Estavam em fio do Norte, mas era uma guita forte…

– Cortei com uma faca.

– Aprendo muito! …muitíssimo, mucho, molto, trés, much… Vamos sempre a sítios bons e divertidos. Sem animais, que esses são para ver ou na TV, nos desenhos ou na natureza. Eu gosto do zoo mas não devemos ir, por causa deles. Porquê? Onde é que está?

– Eu?! Ainda não consigo falar… ele disse-me sempre para me rir, mas não é humano isso… Também me dizia sempre “ainda”, por isso deixa-me estar. Queria muito poder sentir outra vez aquela inquietude como minha. Aquele calor azul.

– Como é que eu vou fazer agora? Eu sei que quando não sei o que fazer, não posso fazer nada antes de parar e pensar, mas as respostas que ele me dava sem dar… São tudo. Eram tudo… Não. Não quero saber de mais nada, nem de fotos nem de fotografias, só me apetece escrever e falar com ele…

– Bem… Rir não, mas não estou triste. Nunca lhe fiz as vontades todas mas nunca deixei de fazer algumas. Esta custa-me a mim, que percebo a ironia, mas… pensando bem… só é bom partir, porque é melhor voltar… Uh, por isso, não estou triste. Uhh… Ele sempre voltou, onde e quando quis, mesmo mais tarde, mas foi quando se sentiu preparado. Uhhhh…. E nunca o viste fazer diferente.

– Eu sei, mas não consigo. Eu não… Ainda…

January 16, 2018

I’m not afraid of my own death, I fear living unaware of death.

the MONSTRUKTOR

January 3, 2018

Eschatological

September 13, 2017

Instead of having all the answers and everything explaining in life I prefer to have the access to the certainty of the simple way to accept and see things as they are.

the MONSTRUKTOR

July 2, 2017

Today, is just another date to forget.

Today I remember that clear moment, past and true, when the story took a decisive and enlightening stroke of awareness and energy towards a glorious reflection. I saw nothing but the wrongful choices of a possible and brighter future and therefore I acted accordingly.

That direction, the one established to my greatest ambition, could not be proven in that observed path of self and acknowledgeable destruction. Eternity must be achievable while I am alive and can enjoy the glory of life, learning how to die.

I still have to endure this times of final change, this times when a mature and improved self is ready to take part of the grand take.

I am writing a story with the thinnest and lightest calligraphy health can provide. I am what I eat, what I drink and what I can achieve physically, through and into myself.

Today is the day I remember my future.

June 8, 2017

No meu dia, ai de quem não chorar de alegria.

the MONSTRUKTOR

January 14, 2017

No meu dia, ai de quem não chorar de alegria.

the MONSTRUKTOR

January 14, 2017

My unitary answer of omen proportions will reveal binary else as a pure excision of death related waste of time and space.

the MONSTRUKTOR

January 6, 2017

A morte não é difícil, é por isso a grande solução para todos os homens.

the MONSTRUKTOR

October 8, 2016

A morte não é difícil, é por isso a grande solução para todos os homens.

the MONSTRUKTOR

October 8, 2016

Nobody knows what’s on this boy’s mind, nobody sees what he’s been picturing.

the MONSTRUKTOR sees Benjamin translucency

July 28, 2016

Cry of joy when the time comes, enticing others on the path i have found to be mine and mine alone.

the MONSTRUKTOR

July 24, 2016

I take care of my tomb while alive as it is not made of wood, stone or ash but made of me.

the MONSTRUKTOR

January 16, 2016

Entering the realm of truth, within the inept depth of darkness, blind of the prosaic eyes of humans, i can prevail with my sight, made of a thousand eyes.

Empty as a spore of life, conscious of the surrounding matter and flesh, embracing the landscape as if air was not enough, searching for nothing more than everything, I see.

Do not confuse me with one of the holy, or with a sacred answer to a mystery of enlightenment or even to a miracle of proneness among humans. I am a simple man. This is my power – and the same can be said of my visions – a built one, not made of a dark mystery beyond reason or understanding, but made of and from my truth. The truth that comes to surface in the eyes of the others, from the inner core of all this doubt, searched and found from the infinite radius of curiosity that surrounds my life, and makes them discomfortable in my presence.

This is power and is also a punishment of my earthly mistakes. The ones that make me functional to all of you, but keep me from rest from the common cure. The only exit to cure, is to continue to infect myself with more and more and rearrange the order of pain. I don’t fear the pain, as I learned to identify the symptoms of faith that keep the others safe but I still need to reassure self control.

I’m walking towards the sage, i know. This entity that resides inside you all and yet, exists bravely, only within a few of the aware. This is present in me as if a self reflection in a lightless mirror, the same who resembles the far side of the darkest moon and breaks reality in the engulfing light that cures and cares. Dissonant as a perished sound I continue my quest for light through dark.

The track of my life is never set and the disdain for the end is a respectful one. I keep grabbing life without fear of death. I live life learning how to die. This path is a free gift from me, to all who crossed my anger, care, friendship or even love.

I’m not blind, i just chose to see more with my eyes closed.

the MONSTRUKTOR

December 29, 2015

There’s always a before and an after to everything.

the MONSTRUKTOR

August 3, 2015

A lion can eat a butterfly.

the MONSTRUKTOR

January 5, 2015

Near the end of the altruistic self you find room for the infinite compassion and supreme understanding of the truth: nothing matters if you are not you.

the MONSTRUKTOR

January 3, 2015