criminal

A minha humildade deixa-me atónito, não devia. Sempre que me recuso à passividade, inoperância e quando deixo perceber o repúdio à arrogância de outros fico apático, comigo!

É de uma crueldade atroz, garantidamente criminal, para todos os que persistiram no evolução moral, valórica e ética, assistir à falta de participação no bem comum que se exalta entre círculos públicos e/ou privados.

Cultura do esperto, nada justifica o avanço do homicídio involuntário, perpetrado pelo mais próximo dos mais próximos, justificado pela ignorância sobre o exercício da cadeia de proteção coletiva.

Convicto da minha individualidade, no usufruto do direito de exercer a cidadania como um dever cívico e de responsabilidade coletiva, renego qualquer forma de escusa participativa, por qualquer humano, membro ou não membro de qualquer região administrativa global, em manter tais atitudes na minha definição de saúde preventiva.

Com isto justifico desde já muito do meu mau humor e a minha total falta de paciência com estes comportamentos criminais, irresponsáveis e deploráveis destes homicidas encapuzados. Esta não é sequer a minha verdadeira raiva, pois essa vai de encontro a todos os que acham que temos que dizer o que fazer, ao invés que esperar que cada um faça o que se espera de si.

A minha humildade deixa-me atónito. Percebo melhor o mundo desde que me deixo ficar assim. Páro, reflito e continuo. Nunca na defesa da minha moral mas na constituição da verdadeira sobrevivência da espécie humana: a prosperidade social e intelectual do ser coletivo.

April 27, 2020