Beauty

Momentos, sublimes. A beleza do momento como o momento de si mesmo. A forma como há quem se atreve a ver tanto em tão pouco. Esse pouco que é demasiado em tantos que nos rodeiam. Que medo, não existem nem demónios, nem fantasmas, seja de nós próprios, até que nós próprios, os invocamos, incitamos até, ao nascimento.

Depois tudo acaba e a beleza que sempre foge, escapa-se. Definitivamente.

Corre.

October 21, 2021

É possível mostrar a paz, a ordem e a participação pela beleza, pela contemplação e pela simples presença do indivíduo.

Na posição mais simples de um indivíduo perante todos os outros, podemos encontrar, o que podemos idealizar, ser a escala de um suprimento. A vontade individual é sempre o fator de posição individual e nunca deveria ser questionada a liberdade de escolha das coordenadas de cada um de nós. No entanto, consecutivamente, prevalece uma vontade coletiva universal em achar que falta algo aos outros para estarem naquilo que consideramos o nosso “bem”. O problema começa exatamente aqui : em porque devemos presumir que a vontade individual, na posição individual, é a falta de algo?

Se continuamos a achar que o standard é o nosso, o melhor, ou até o universal, vamos com certeza impor a esse mesmo indivíduo algo que o pode radicalizar a si próprio!

Imagine-se alguém que não concorda com algo. Pois bem, respeite-se a sua opinião, quer se aceite ou não a sua posição. O problema em relativizar as escolhas dos outros está novamente na forma como as sociedades se organizaram desde sempre, propondo identificadores comuns que se transformaram em rituais de pertença, o que levou a aceitação de standards como fatores de classificação e avaliação do indivíduo. Se não há um reconhecimento do indivíduo no coletivo este não nos pertence. Se o indivíduo quer pertencer há exigências de base para a sua avaliação.

Podemos discutir a segurança ( a desse indivíduo e a de todos os outros caso a sua posição seja agressiva ) mas mesmo assim a força da autoridade e do poder judicial ao punir, vai com fracas chances de reabilitar, e o problema de base mantém-se : é imposta uma posição que não a individual.

Outro exemplo, pode ser o de ensinar uma criança a usar uma bicicleta, o que implica um humano capaz de informar a função correta e não a forma da competência mecânica motriz. A técnica é uma competência adquirida pela destreza e como tal independente de um racional individual, onde a “prática” da atividade exige uma posição do indivíduo perante os outros. Posso até ir mais longe e afirmar que de nada servem as regras de trânsito implícitas na competência da atividade, se a criança não se sabe contextualizar perante o seu cumprimento e em alguns casos a sua correta manipulação. Pernicioso, eu sei, mas a diferença entre um humano passivo e cumpridor e um ser ativo e possivelmente manipulador.

Os valores mais elementares da nossa existência foram evoluindo de algo orgânico, procedural e estranhamente universal ( mesmo em extremos do planeta há paralelismos nas civilizações mais relatadas ) para algoritmos antropológicos rígidos e extremamente condicionantes. O uso do telemóvel é o exemplo mais recente desta forma de estabilização na sociedade pelos valores mais interessantes a promover por entidades a quem não interessa a posição individual mas a massa coletiva social, dócil e conformada. O telemóvel é o veículo, a ferramenta e a manifestação da dependência clara de entidades normalizadoras que suprem a necessidade da posição individual com propostas de posição coletiva.

A maioria prevalece neste estado débil, atrofiante e decadente. Vivem na pútrida conquista dos outros e chafurdam felizes com isso nas suas vidas ausentes.

A apatia dos resignados é pois consternante. As oportunidades perdidas seguem-se imediatamente a qualquer tentativa de manter o estado das coisas no conforto do passado. O futuro fica condicionado ao acaso, ou à força da imposição de algo novo, nem sempre melhor.

Capitalismo, socialismo, e outros ismos que tais, trouxeram a obrigação coletiva para o dia a dia da mediocridade, sem que com isso, aproveitassem a posição individual como a alavanca para o progresso, a prosperidade e a evolução da cultura humana. Duvido até que se mantenha equilibrada a relação das pessoas com os seus objetos, implicando desta forma uma subserviência do ser à tecnologia inimaginável até há bem poucos anos atrás. Mesmo no início da industrialização, o bucólico, a nostalgia e a própria interpretação da vida podiam ser relacionadas com a forma como o indivíduo queria participar do prosperidade económica comum ( apesar de rapidamente convencidos do contrário pelos valores económicos das sociedades ocidentais ). Era interessante ver a deslocação individual para o local coletivo na tentativa de participar na construção de uma vida melhor, e nós como oportunistas que somos, perdemos todas as possíveis em melhorar efetivamente a linha da história.

Será mesmo que sim? Será que a minha expetativa do melhor é de tal ordem contaminada com uma visão fantasiada do bem, que me esqueço que há perda, fracasso e sofrimento em tudo que nos rodeia? Será que estou mais uma vez a contemplar o universo perfeito e erro como todos antes de mim? É fácil justificar o estado das coisas com analogias naturais, com utopias e fantasias literárias, dramáticas e até litúrgicas, mas relativizar e aceitar tudo? Nem pensar!

Consigo, tal como vem sendo provado pelos eruditos clássicos, extrapolar desde a minha excentricidade um conjunto de argumentos e coordenadas que serão considerados basilares, muito antes de uma carta universal dos direitos humanos. É possível encontrar este código em cada um de nós, só temos que melhorar o acesso e praticar a norma.

Praticar a “norma”, e voltamos à estaca zero…! Ao zero não, mas a hipótese de reset, de reposicionamento, de repensar caso a caso, é algo que nos foge sempre que é preciso que alguém escreva sobre a mais elementar premissa da nossa existência: o indivíduo.

August 27, 2021

O amor é uma desculpa filosófica: há quem saiba como se traduz e há quem viva num conceito banal. De todos os tipos manifestados em texto e imagem só um me deixa curioso ( além dos constantes ensaios sobre a sua possível tradução ) e ainda hoje me leva tempo a enquadrar o cenário: o amor pa/maternal.

Será mesmo “amor”, tanto quanto uma gata cuida das suas crias? Será responsabilidade, preservação e continuidade, mascarados das formas mais humanas possíveis, com narrativas emocionais de apego e carinho misturadas com a realidade da sobrevivência? Será que assim, racionalizando a ligação familiar direta, se explica porque há relações familiares falhadas?

Em todos os outros “tipos” há uma racionalidade implícita, imposta, traumática ou de grande desejo, mas na relações dos progenitores com a prole, o tema vai além do comportamento imposto/proposto.

Começa pela própria relação dos progenitores, onde o cenário é cada vez mais abrangente e sugestivo, dentro dos limites da procriação e da criação de um ambiente familiar, o que implica uma posição cada vez mais ampla para a condução de uma família além do ímpeto da procriação.

Talvez puro egoísmo, ou até puro altruísmo, ainda não me decidi… nem tenho que o fazer! Cada um faz o que a sociedade permite, pela sua própria interpretação da relação biológica entre a vontade pessoal em querer ter descendência e a missão biológica reprodutiva. Reproduzir é para mim um termo odioso, onde por definição existe uma tentativa de impor um feitio desde a base. Até se buscam parecenças! E que as há, há, mas daí a serem procuradas como sinal de sucesso… Há ainda quem o faça por acolhimento, entrando no espectro do altruísmo pela beneficência, solidariedade e humanidade. Quem o faz teologicamente pode ou não ser sucedido.

Então, em que penso quando penso no amor? Penso na beleza do seu silêncio. Deixo-me inundar pela sua presença e não o tento explicar. Evito até pensar e sigo o caminho proposto até ao céu mais próximo… Pois… Isto é exatamente o que não faço em todas as minhas experiências com expetativa de definição do termo amor…

Talvez um filho mude a minha visão do tal amor, mas até lá, reproduzir é uma responsabilidade que terei somente em preparar-me para acolher a nossa decisão, até porque não estou sozinho nesta equação!

August 26, 2021

Buy less

Value everything

Absorb all the nutrients

Be positive

Change the provenance

More plants

Stranded by beauty.

June 30, 2019

About the relations of mutual admiration between inately relative minds, this particular moment in a letter from Albert to Mileva set apart a contrasting insight on the ability to become closer to the intellectual human, conforming a partnership through the body in witch we exist.

“I long terribly for a letter from my beloved witch… only now I see how madly in love with you I am!”

While…

“I’ve been studying a good deal, mainly Kirchhoff’s notorious investigations of the motion of the rigid body. I can’t stop marveling at his great work.”

Stranded by beauty.

LEVENSON, Thomas “Einstein in Berlin”

June 30, 2019

June 1, 2019

May 29, 2019

May 7, 2019

Experience beauty, routinely, daily, and those desperate days of everyone’s life will not affect my longevity.

. MONSTRUKTOR

March 4, 2019

Amor [ a única posição inevitável entre o ódio, a guerra e a beleza ]

. MONSTRUKTOR

February 17, 2019

Thinking about how many times I’ve been through something and came out of it alive. Counting.

the MONSTRUKTOR

August 17, 2018

Beauty is either attained or achieved and is not dependent of any manipulation from outer sources of resentment.

the MONSTRUKTOR

July 13, 2018

Terminal beauty, a jubilee of ecstasy in the supreme profanation of zeal.

the MONSTRUKTOR

July 9, 2018

The intrinsic fear of sublime beauty.

the MONSTRUKTOR

July 9, 2018

Beauty is not recognisable as a fact to the most, but instead, a mere perception of something larger, viewed only when in presence of the relation of our own humanity, ignorance and filth. I have directed my life at detaining the constraints of those limits, always presented as dogmas, and as fruitful rejections of an arbitrary freedom. These strong statements are imposed by the kinds of so few, largely ignorants, not me, and read prosaically as rules to the common men. I have in this way, critically recognised ugliness in present beauty: it’s an imposing character of nothing, formed from no virtue and serving ego etno centric obsolescence. By self debate i was able to consider, therefore, myself as a brave, a man, recognisable and undissolved from the achievements of my humble arrogance and life, learning how to die without limits, cathartic and in the adhesion of beauty as an individual state of mind. (at Porto, Portugal)

May 27, 2018

Only someone truly beautiful can accept the ugliness of everything else while also being ugly with itself.

the MONSTRUKTOR

October 26, 2016

Out on my own,
Living time as time can be found,
Loving, as nothing,
living,
falling into time, itself.
Believing in what I see, ahead.

Hard times are made of scars,
marks of me are deep around.
Taking space.
Healing a ground,
Never fake.
Being sound.
Someday I’ll not be awake.
Anymore…

This is when,
I search for more,
and you can get to see,
deep inside of you. Not me.

Stop believing the mirror,
while you search for the truth in light,
the same it’s absent from the shadows,
that makes everybody so bright.
Don’t neglect that I,
the carrier of a different sound,
can portray the entanglement of the fray,
In every single way,
until you dim your own light.

I am a wonderer of me and you,
I am a pilgrim of light,
still I live in the shadow,
for my shadow is so powerful,
it can only balance itself so bright.

October 2, 2016

Finding beauty in imperfection isn’t resignation resounding from mediocrity but the ability to find the singular uniqueness of reality.

the MONSTRUKTOR

July 11, 2016

Beauty as an illusion is an illusion that destroys the ointment of truth in those who are in doubt.

the MONSTRUKTOR

May 15, 2016

If Beauty lies in every soul why am I so ugly?

the MONSTRUKTOR

January 20, 2015