É no Regresso que se figura uma oportunidade inquestionável de Reabilitar a relação humana com a escola.

Professores, alunos, famílias, agrupamentos, associações, direções e sindicatos devem ser assumir criteriosamente o seu papel individual neste assunto. É necessário Reposicionar a abordagem metodológica, reciclando o processo presencial e posicionando o meio digital. Desta forma é possível garantir como resultado um ensino eficaz, acessível e distribuído, ativando corretamente a comunidade implicada na pedagogia do amanhã.

Novas abordagens metodológicas e processuais podem ativar não só a curiosidade individual, mas também a política de criação coletiva, onde o local do costume, a escola, evoluiu para um novo lugar, ao jeito da casa de um povo, ao serviço da comunidade. É aqui que se pressupõe o lugar onde se ensina, se formam competências e se treinam certas habilidades. O poder deste local é imenso e deve acumular ainda a possibilidade da educação dos alunos, dos professores e de todos os envolvidos no processo.

Transformar a escola num lugar onde o estudo se pratica, tanto quanto a formação e o treino.

É necessário a ajuda dos professores, que precisam sair das lutas e das divisões sindicais e focar-se no bem mais precioso do nosso país, os jovens e o seu futuro. É necessário aproveitar as férias para mudar a forma de encarar a escola pelos alunos. É necessário implicar os professores e os pais, na abordagem e na renovação das ligações de cumplicidade alargada no apoio e na construção de uma comunidade participante e real.

É preciso aplicar a solução a partir da análise do problema.

April 6, 2021

A written description of the fundamental necessity to acknowledge the existence of a manifesto, without manifesting any conflicting intention, classification, while denoting partiality as an obvious human condition.

Being a clear and conspicuous stand on a given subject, visible and evident to the broadest range of every body of knowledge and cultural participation, this observation is clearly undeclaring a new set of motivational values and perspectives beyond the implicit principles of a positioned view on individual ethic, moral and value of political importance.

Through design education, design practice and the ecology of the field itself, one can interpolate anthropology within the social tools of engagement in a political position of relevance, not only in each individual absent position but also within the dynamics of the collective settlement.

This is an incitation to become and not a conditional text of what you should be by now.

March 1, 2021

Polinary state, June 8, 2020

” We are either for or against, pro or contra, agree or disagree…!
Consider this : you are 50% predictable and so is the other part.
Consider this : do something innovative, unexpected, arrogantly humble and simple.
Consider this instead of numerous predictable actions, mostly historically based point of views immediately obsolete from the start, in which you can only state the obvious. Everybody knows the outcome of our actions by now. We have sufficient data to know the result of most of our behaviours and yet we keep expecting a different result repeating over and over the same procedure…
For a moment, think on how you can stop racesexgender discrimination, inequality, privilege, patriarchy, etc… with something as simple as a whisper, inaction, color, overall kindness, rest, ecology, pedagogy and most of all with proper training!!! … An infinite number of advanced techniques of human and social engagement with one another instead of the usual escalation of despair and aggressiveness.
Take a step back, or even better, take a steep without any known direction and stop. Think ominously and reflect on that sensation of engulfing the energy from life itself just to give it all away! Once, to the ones who are not yet prepared to know how to receive it ( or achieve it ) and repeat till the day you become dust.
Rest, and become an agent of the unknown, of the absence of classification.
Binary is not enough to make it worth.
Evolve into the polinary state of your self.


#arbitrary#being#binary#Energy#evolution#life#polinary#positioning#State#thinking#Transitions

In this recent critical analysis about the states of the emitter/receptor/emotional message, one can >position< itself individually in a collective sphere of influence but also of absent creative participation. I propose through >recognition< that we find what we are searching for, interpolating individual and collective >expansions< embedded in the biological connection our ethics have with the Anthropocene. We have to achieve an amateur >pedagogical< context, by introducing core technical arguments such as heritage/ethnography/anthropology in our politics of commission and creation. Curation has fallen into the art of deception, hoarding states of perception and intellectual manipulation in a patriarchal state of ironic sympathy. Only by proposing new states, favourable unequivocally to integration-participation, can we refurbish our dissociation with the intrinsic value of art and culture, change. A solution can present itself in many different frameworks, but solving problems universally with new rules is not my preferred choice, but rather a universal toolkit for solving individual problems, unclassified and omnidirectional, without any given origin except the relation each individual has with himself, the problem and the collective.

This inherently translates my vision for the evolution of the politics of production, for not only the design community, but also to definitely propose the decision process as a >methodological system< of creation through decision, for all. I am asking for your knowledge in order to align these strategies of awareness into political tactics of activation.

An opportunity of re significance through this context of pandemics and global questioning is visible in the realms of art and culture that must be potentiated through the most important instrument of communication and design, our intellectual habitat.

February 28, 2021

Quando me recordo de alguém que não me é próximo, pela notícia da sua morte, sou invadido pela certeza da distância ser, em suma, o catalisador da falta de urbanidade e relação social entre humanos. Estar por estar não é critério, mas antes a leviandade de uma vida ausente e demente na sua forma insana de criar uma parte do nosso mundo.

Ligar mentes, com pontes de querer, bem e simples, não tem comparação com o muito, esse vazio que contrai. A falsidade, um defeitio comum aos tempos crus do agora, é um valor subliminar e presente, neste presente que nos desliga por muito mais que nos chamemos de amigos.

Por vezes, sinto-me próximo de quem não conheço em pessoa, e na música tenho muitos amigos.

February 12, 2021

Porque decidimos mentir?

Talvez seja porque queremos enganar, talvez seja por insegurança.
Ignorância ou desconhecimento também podem ser identificados nos termos da mentira, mas mais raramente.

O que mais identifico é sem dúvida o logro, o embuste, o desvio, a devassa da verdade, deliberada e consciente.

É uma clara falta de correspondência com a realidade, e aqui divide-se, nos que veem o que querem ver, sem contexto do ambiente, e nos que recusam ver e concordar com a óbvia falta de visão.

February 1, 2021

Quando tudo está mal, tudo é mau e só depende de nós.

Quando isto que nos rodeia é causado pelo mais simples descuidado, negado pela desatenção em quem o provocou sermos nós.

Quando o privilégio (?) do conforto em sequer viver, não é reconhecido à mesa farta, dessa falta de reconhecer que a liberdade é total.

Quando se grita por mais… quando se desperdiça o que já se tem.

Quando tudo é garantido, nada se considera, nada se conquista, tudo perde sabor.

Quando o argumento bacoco, ignorante, violento e criminal é o discurso fluído dos maiores e da sua maioria.

Quando achamos que estamos fora e afinal somos iguais. Diferentes mas iguais. Todos iguais não somos. Somos diferentes. Todos.

Quando nos focamos na critério de base e nem percebemos que isso é dado adquirido, universal e não pode ser comparado, é a base.

Quando paramos para pensar e não pensamos.

Quando tudo é exterior a nós e deixamos de nos posicionar a partir de dentro.

January 21, 2021

This year is the 42nd year since my birth, and I am, as we all are, having less than few reasons to acknowledge any type of celebration.

Recently ( as of the last half a dozen years) I have stopped looking at the day of my birth as a reason to commemorate, at least in a specific date, and together with the ones that are closer to me. It doesn’t mean I’m not close to them, or that I’m not having a sense of age, of maturity or all of the perks of a healthy prolonged existence but rather, that I have stopped looking at a Gregorian measure as a way to define age.

Celebrations became instead an open experience on perfectly random occasions that happen without any predicted chronological stamp and instead from the simple fortuitous way of the happenings happening as they happen. In this way, I can say I had more special occasions in my recent period as a celibate with those who are the ones really close to me, that in the years I’ve been celebrating my birth repeatedly within the yearly cycle – I can surely find one or two exceptions but that is not the point.

This approach, and I can share this uncompromisingly with you, is giving me an extra charge about the way I can summon my strength and resilience, facing these strange times of pandemic proportions. Expectations are dealt within a daily/possibility base, therefore removing the date as a compromise in the social equation. Only if possible, today or tomorrow, sometimes on weekends, but never in a medium/long term assumption of a reunion. Simple organic behaviours, steadily becoming procedural structures of new interactions, expectations and ambitions. On the plus side, these natural quarantine periods became a strong advocate for health & safety and even relational protection. It was my decision, initially taken as a disappointment to all who are part of my private and personal life – familiar or not – but this is just the way they know I’m living my life : according to my own free will and time.

They accept it ( choices and ways of living ) because they have reciprocity, random organic and always when ( safely ) possible. There’s still a strange balance in this that I’m trying to describe to myself, but it is as if I’m always available to be what others expect of me, without being always predictable and nonetheless, being cared and accepted as having this intermittent way of requesting organic engagements rather than periodic social commitment. Being single and having no children, gives me the opportunity to have this type of “life choice” and “social engagement” but also gives me the responsibility to cope with my own predicaments, alone. Living the pandemics alone is no easy task and I can assure you that I take the alone definition pretty seriously. My parents need me to and my view of being part of the solution strengthens my resolve.

I considered myself as being trained on how to be alone and therefore, able to face problems as the need to have simple and practical solutions, without disregarding complexity and awareness of topic and intelectual growth. I can face a crisis with my own personal tools and when I find myself in need I can find support in the realms of the social circle I described above. This call is rare, and mostly due to the need to share a broader spectrum of emotions than rather sharing any type of social weight in the form of a problem.

This system has a direct side effect on them by transforming my presence as if I am an unshakable pilar of strength when I’m not. At least that is how they act upon me when we keep celebrating life regularly with the openness, and kindness of acceptance, even when I ( rarely ) share my insecurities and existencial doubts.

Alone, but together, from afar and yet close enough to keep a private life socially healthy and available to prosper and evolve. This is been the key to consider this a bearable period in this unbearable pandemic times. It’s like as if we have been training to tackle individual needs as a strong social ensemble, embed in a time which blurs everything that each one of us needs as the motivation to continue life.

Analogically there is where fortytwode comes in and strengthens the word fortitude with my age : forty two.

Fortitude is there all along, deep in the relation I have with seclusion, distance, sacrifice and still being able to be a social and healthy human being, specially in face of pain and adversity. This courageous choice of mine has so many good consequences on me and on the ones around me ( proving how strong one can be when facing a challenge ) that by simply acknowledging and sharing it publicly is the best way to celebrate my life.
Strangely, around my 42nd birth day.

January 20, 2021

January 4, 2021

January 3, 2021

January 2, 2021

We are parasites, members of a dystopian social embankment, hoarding debris and forcing ourselves into the natural habitat, ordaining it’s destruction from the egomaniac collective being, residing comfortably inside our opinions.

We are gods, tyrant rulers of an infinite path of categorised predicaments as of their implicit destruction, lubricated by hypocrisy and disdain, envy, and all of those injustices we can think of, inflicted to the ones who gave their evolution for us to simply achieve conscience and be able to expresse our thoughts.

We are humans, when we propose to others the same way we have, by enforcing our individually achieved personal state, the one when we became a means to a productive end, a good of no capital but to the self and the previous reference cycle, acknowledging it, and still, (why..?) try to get it through.

We are dust, chemically active and physically possible. We are a sort of thing fiction cannot propose except when we define it as reality. We are beautiful, ugly and of all that at the same spacetime context. We are unable to escape a position we defined, by living our life inside this society, and also by consent to each of our ( supposedly given by chance ) ethnographic region.

so anthropologically advanced and still not being able to deflect the differences between wanting to be an indistinct mass of individuals or a specific set of individual connections

I am what I am and I dare to make no judgment. I have made the observation from my own perception and that’s what I am here to contemplate. I brag only on the fact that I see and that I am able to accept the opportunity to pay it forward, from the first intellect capable of being named that way, and into the next presumably functional intelligible one – in spite of their quandary.

We thrive, because we simply cannot stop. In this way, I’m sure there’s room for a purge of some sort, one in which we can accept all others and all things from deep within ourselves. This is made possible only if peace and understanding does not have to concur with any of those predicaments we established to ensure the easiest way to destruction. I find it invigorating to think of it as a peaceful process of slow but decided resolution – both of passed things and things from the past – in which we settle the bases for a better tomorrow.

This is not my wish, this is what I work for everyday, and will work for, as long as I have my strengths – when they leave me I’m sure you’ve read this already.

December 25, 2020

Lost among pages collected by Ana Willerding, the MONSTRUKTOR found a way to talk to others through a piece of paper taken by the rain, the wind or simply, by some man.

catarina rodrigues . curadora MONSTRUKTOR, the author

December 20, 2020

Houve um dia como todos os outros.
Mais a norte mas igual. Foi um dia passado onde quase já nem se distingue a fronteira da vila. É lá, onde se encontra uma âncora, como nessa palavra que trocamos desde sempre e entre nós, sobre o nosso vizinho. Por ali, trauteamos siempre unas piadas, rimos e gostamos.

Da chuva, podemos chamá-la de miudinha, de molha tolos. Do céu, veio um tom cinza e alguns medos; destes que não se sabe muito bem como lidar ( cheios de vírus e de receios do presente ). Mas mais do que um dia estranho de verão, estava um dia solto entre nós. Apesar disso, a atmosfera estava carregada. Era bem visível na expressão barométrica que cada um que cruzou connosco trazia. As caras não mentem, e nessa altura a nossa estava ligeira, quase alegre, por estarmos ali, juntos, só a passear.

Mesmo assim o tempo, foi na praia que o passeio começou.
Por um caminho que agora é fácil percorrer, e do qual já nem onde se sabe bem o fim, nem quem o faz. Começou limpo e direto, num passo calmo e sem destino. Pelo passeio, o da rua, o que pode ser visto ao longe, num tom bem marcado, num decoro urbano até propício. Obrigado pelos vidros de cor e alguns pontos de paragem que rematam a paisagem. Muito simples. Bom.

Contudo, o caminho não foi sempre assim.
Primeiro, porque há partes que afinal desaparecem. Depois, porque temos por hábito fugir do caminho traçado. Este dia não foi exceção, por culpa e de repente, fugimos da capela que se obriga na visita do caminho. Procuramos sempre pelos trilhos das cabras, na pista das suas caganitas ainda brilhantes. Encontramos um belo rebanho com duas separadas e às marradas. Com cheiro de animal e relva recém comida, deu-se uso às botas e como se de uma surpresa de tratasse o caminho faz-se bruma. Rola com o vento frio, que por acaso não estava assim tão contente e faz-nos sentir pequenos, como só o mundo sabe como cria condições de gente. Pedras, irregulares, fazem o caminho mais difícil. A chuva volta e negoceia com o danado casaco o insuportável calor do corpo na humidade da primeira hora de caminhada. O caminho reaparece e assim, decidimos aumentar o passo. Surge no horizonte o objetivo a ganhar para o almoço fora, bem merecido, neste dia de descanso estival. Vamos ao lado de lá, dizer olá do rio ao nuestro vizinho habitual.

Vamos. E continuamos a andar.
Sem arfar, que de velhos estamos pouco, e seguimos num ritmo andante. Lá, fomos. Adoro fazer assim, sair e seguir, sem destino ou plano, sem compromisso que não a contemplar o meu mundo, que hoje se também se fez nosso. Pelo mar, junto, mas também a rodar pela linha de ferro. A ver nas curvas do trilho as histórias de quem por lá passa e de quem de lá vem. Mas também, as de quem de lá é ou de quem de lá gostava de ser. Marcantes, também estes encontros são como os passos : consecutivos e sempre numa direção original.

Hortas,
quintais,
fachadas
e assuntos fulcrais.
Humanidades,
que entre nós
são temas normais.

Neste tom quase dava para cancioneiro, mas até nisso às vezes jogamos, a dois. É só para desafiar e espicaçar a memória. Não seja assim, e perdemos a hipótese de cuidar, de manter a mente e o corpo num só músculo vivo.

Distraídos, damos pelo caminho dividido. Passado o sítio do banhista, acaba a ligação ao mar e temos que voltar à estrada para seguir o trilho do caminhante ou então voltar. Mas, aqui há caminho, pelo pinhal. Onde será que acaba? Óh!

Vamos.

Neste início, acabam os carros.
Mau era, se no pinhal há carros, mas há trilhos de outros assim. Um par, de volta ao urbano deixa-nos essa ideia para trás. Filha instalada no banco, a mala aberta de tralhas que tais e a saída para outro lugar de estar. Um schnitzel brinca vivaço por perto de um rapaz, por coincidência meu conhecido dos tempos de curso.

Seguimos normais e cedo deslumbrados, quase ofegantes, excitados, mas pelo cenário que sempre procuramos, o do tema natural. É por isto que sinto que sou de fácil agrado. Basta pouco e bom, natural e feito pelo tempo e estou em modo de gostar. Ahhhh. Parece mentira. Como viemos aqui dar. Olha, cheira, que maravilha. Que calor. Este casaco, agora à cintura. Sem vento. Raízes, caruma, os finos e afinal triângulos que caem aos nossos pés. Pássaros, barulhos típicos de conversas com tópico naturais. Um tónus da mente, essa massagem pela mensagem do olhar. Assoberbados, de novo, pelo génio do lugar.

Parámos.

Um assobio, um grito e aflito. Uma chamada, de homem. Um pedido de ordem. Passos em trote. Corrida desesperada. O que se passa? Pára. O radar faz a cabeça rodar. Um desafio! Oupa. Que se passa? Ouve! Schhhh. Psst, olha. Quem vem até nós? O que é? Ouve. Deve ser… É.

Anda cá! Schiu. Que imagem gravada em mim. Cheira. As costas da mão. Pára. Junto. Perna, perto. Agarrou. Colo. Protegeu. Acalmou. Parou. Lambeu. Afagou. Pronto…

Fiquei pura e simplesmente parado.
Extasiado e completo.
Esta mulher surpreendente, surpreendeu-me de novo.
Que coisa mais simples de ver e no entanto tão natural nela. Nunca me enganou, digo-lhe tantas vezes : tens tanto de mulher bela como de bela mulher. Naquele pinhal, naquele dia de verão, onde até o céu se abriu por momentos, e luziu até ao chão, vi o que não esperava ver mas que de surpresa teve só o momento.

Devolveu, e o rapaz nem percebeu, o que ali bem se passou.

A calma, o domínio da situação.
Um animal, em fuga, dissuadido pela elegância do seu poder, magnânimo. Que benevolência natural, um animal, desconhecido e possível de fazer mal. Um animal que encontrou nesta mulher o abraço do carinho sem pedir igual. Já nem sei se macho se fêmea, se raça sequer interessa, porte ou afins, mas por certo é, que fiquei na ideia da potência maternal. És mãe. És perfeitamente admirável. És um fenómeno natural.

Forte como só um forte no meio do mar.
Mesmo no centro, no pico da foz, fundeias pelas ancas rígidas de portento e semeias o teu poder ao vento. É nele que navega o teu cheiro e eu sorvo-o à distância,
pois nem só de vista te percebo
e sei como me desprotejo
da tua maresia
e me encanto.
Assim me deixas inanimado,

húmido e tolhido,
colhido pela tua beleza em ser,
só tu.

Ni.

Continuamos, para ganhar o farnel.
Até outra ponta, onde cheiramos o rio.
Decidimos andar, vimos os barcos,
mesmo sabendo não haver destino de estio.

Passamos no meio de gente
perfeitamente sozinhos,
nós não os outros,
e voltamos de comboio,
porque de vinte já ia a conta
e de memórias gostamos tanto.

Voltamos ao nosso dia,
que ganhamos só por existir.

November 13, 2020

Cada dia que passa o dinheiro toma diferentes formas para mim. Pensava eu que as realidades conhecidas de certos objetos, nomeadamente a forma reconhecível do dinheiro, não seriam nunca questionáveis no uso e função. Mas são.

Enganei-me, ou aprendi, não interessa, o que interessa é que a “forma” do dinheiro para mim, mudou. Deixou de ser uma única estrutura de matéria visível, representado as fronteiras e todos os outros limites impostos pela sua presença e passou a ser um conceito abstrato de relativa importância e uso.

Prefiro ter água comigo do que o bolso cheio de notas, pois dependo continuamente da primeira matéria, tanto quanto relativizo a necessidade e a intermitência da segunda.

O dinheiro é um conceito e não um bem, valor, ou comodidade. É um limite, uma condição e uma realidade incontornável para nos deslocarmos sequer no nosso mundo próximo. Mas é também possível de identificar e relativizar. É possível de evitar e propor alternar.

Será esta a primeira oportunidade em que desvendamos a imagem real do mundo. Sem a sua presença percebemos que é necessário somente para que não tem mais nenhuma opção disponível. É desnecessário numa proporção maior do que alguns vez imaginamos e quando assim é os valores maiores que o dinheiro assumem o seu papel individual.

Solidariedade, bondade, empatia e simpatia, cordialidade, urbanidade e cidadania, educação, formação e treino, humildade, dedicação e profissionalismo. Honestidade. Estes são alguns dos meus valores, os principais e impossíveis de comparar em valor com o dinheiro. São estes os meus bens, que guardo e faço render.

São estes os meus valores e a minha fonte de riqueza e que assim me considero e chamo de rico pois esta é a nossa verdadeira riqueza ò Júlia…

October 17, 2020

A realidade como simulação representa adequadamente a luta entre o presente cognitivo e o acontecimento futuro no passado efetivo. Esta relação de causalidades, ancorada na noção de limite da velocidade da luz e da sua inultrapassável constante de tempo, massa e energia, não me serve.

Para o mundo, esta evidência é um engarrafamento claro entre sinapses e as oportunidades credíveis de avanço e progressão.

Para mim é a ausência de posicionamento crítico, individual, onde o intelecto e a matéria convivem numa velocidade espacial de progressão constante entre a superposição quântica e o inimaginável cenário cosmológico.

A mim, interessa-me a interferência do meu corpo com o interface sensorial dessa realidade consciente e emocional.

Neste contexto mundano, sou relativo à minha massa e energia, sou dinâmico e movimento-me.

Estas regras satisfazem-se somente pelo meu corpo.

October 7, 2020

Saudade, melancolia, marasmo, taciturno, bucólico, romântico, são termos apropriados pela maioria para descrever o outono. Talvez seja pela luz, chuva, temperatura ou primeiras tormentas… Decididamente é pelo tempo que agora somos “obrigados” a passar em casa, dentro dos horários urbanos, abrigados e em preparação do pior que está para vir, o inverno. Racionalmente, percebo a questão, principalmente porque o precedente é o oposto, onde geralmente se usam termos como liberdade, atividade, exuberante, estival, alegria, frescura. Acho interessante a perspetiva negativa, depressiva e opressora do estilo de vida ideal que certos humanos têm desta altura do ano.

Essa transição comparativa é em si o grande catalista emocional da época : uma influência do meio, uma circunstância ritual onde identificamos que estamos a passar de um estado para o outro e onde o nosso conforto físico e mental vem instintivamente ao de cima. Também podemos observar o impacto ( bem menor ) que esta transição tem em ambiente urbano, onde até o clima parece regulado. O conforto desta vida ( urbana ) nem sempre é dependente da meteorologia : uma chuvita aqui e ali, um vento mais forte e tal mas, o passeio, a rua e o modo de habitar continua disponível e a funcionar, por isso, nada afeta ou muda.

Ora, fora do contexto urbano, o cenário é diferente. Em aglomerados médios a definição de urbano permanece, mas daqui para menos tudo muda.

A primeira diferença começa no verão, onde o desprestígio da sobrevivência animal ( humano/não ) não dura o tempo das férias normais.

Segundo, a reclusão acontece em grupo, de uma forma comunitária e preventiva.

Terceiro, esta hibernação forçada garante o tempo de purga que o humano urbano não se sabe proporcionar, e que tanta falta lhe faz. Este tempo para si, ti ou para o eu, é um tempo que garante a força necessária para receber a estação que está por vir e aí sim, garantir a preservação basilar da existência individual nesta certa realidade. Em ambiente urbano persiste o desprestígio desta realidade, principalmente pela garantia proporcionada pelo ambiente circundante, onde tudo é dado como adquirido e se na sua falta, basta passar a tema de revindicação para tudo se normalizar.

Já não sabemos sobreviver e isso é que é o nosso habitat natural. Obviamente que não comparo com o tempo de fugir das bestas para não sermos comidos, mas consigo afirmar que quem “come da terra” está a desaparecer. Falo então do ciclo, da doutrina, da rotina e da comunhão natural com o meio, do domínio do habitat pretendido, não pela subjugação do material e da técnica que só o humano impõe pelo engenho, mas pela ecologia do tempo, do ambiente e da necessidade proporcional ao esforço disponível. Tudo agora é demais, é exagerado, é feito para infligir dano, dolo e destruição.

A equação é esta : o contexto sazonal, a condição existencial, o ato convivial e a subjugação do meio, condição do habitat, pela razão da sobrevivência.

O resultado é um factor mínimo para muitos, com taxa de crescimento exponencial para todos e que certamente alguns vão musealizar neste texto num outono do próximo tempo. Vamos todos ser agricultores, trocar cereais entre nós e artesanato às noites, calmas pela ausência da informação digital! Claro que não, os tempos mudaram, e a nossa adaptação foi por adoração. Deixamo-nos ir nessa crença do progresso a qualquer custo. Passamos a notar menos porque tudo tem menos impacto neste ambiente urbano e social.

Basta sair da esfera da cidade para se perceber como isto é óbvio, claro e fundamental. Essa saída não precisa ser física, basta uma cidade capaz de pensar assim enquanto acompanha o raciocínio proporcionado pela dita equação.

Neste tom, significativamente nostálgico, posso cair na razão do que estou a argumentar diferente, mas se pensarem que as minhas férias se passam assim, talvez concordem com o que desperto e incito a rever. Deixem lá o verão passar porque o tempo de viver não escolhe estação, nem lugar, escolhe somente a ética do ser, na humanidade do querer, algo melhor para mim, que só assim pode ser para todos.

September 28, 2020

A oportunidade da evolução, não é a mesma da da mudança. Se por um lado surge a dita oportunidade e se aplica o termo de modo indiscriminado à forma como esta abertura a algo se permitir alterar é clara, por outro lado, evoluir ou mudar são termos relativamente diferentes.

Aplicados à conjuntura têm definitivamente abordagens diferentes na forma como se ajustam ao resultado esperado e como tal, logo à partida não serão termos complementares. Talvez isso não passe da dificuldade imediata em assumir que é preciso mais do que a simples definição para que a classificação correta da progressão coletiva possa ser percebida cognitivamente e irrefutavelmente. Evoluir é avançar algo existente. Mudar é alterar o curso de algo para outro processo idêntico – ou não.

Avançar algo pelo ajuste do seu trilho primário pode ser considerada uma transfiguração semântica dos significados cognitivos atuais, mas é impossível rejeitar a dificuldade em risco de assumir prevalência de resultado. Posto este risco em risco e novas oportunidades ( em si ) apresentam a força de uma nova cadeia de valor intelectual, coletivo e perseverante no domínio social da mudança pela evolução. Estamos focados nos termos individualmente e não no processo que a aglutinação de significados podem trazer disruptivamente ao resultado.

O país tem na sua história várias oportunidade em aplicar ambos os termos de maneira conveniente, mas, e por diversas condicionantes, as suas aplicações foram sendo subjugadas para um impacto diferente do possível ou até manipulativamente menor do que o esperado.

A forma como nunca fomos afetados pelo conflito em larga escala, como a nossa revolução se deu sem uma catarse violenta da ordem pública, como a(s) crise(s) económica(s) serviram unicamente para o fortalecimento do feudos políticos e industriais baseados na organizado financeira de interesses, ao invés da melhoria das condições de vida da população geral ou até, quem sabe, da criação de riqueza integrada na leitura do potencial instalado do país, defletiu a possibilidade de aproveitar sequer a noção da oportunidade básica então surgida entre tanto perdida.

Assim, nunca fomos de facto capazes de nos purgar e nivelar comparativamente com os outros (com iguais ou diferentes não interessa) com os externos (vizinhos, próximos ou distantes) e com os internos (passivos, agressivos ou corruptos). Fomos sempre aguentando a pressão da economia, da política e dos valores sociais (presentes ou em falta) com esta forma de vida pacata, submissa e boçal em que nos podemos reconhecer.

Os portugueses são assim, uma forma de estar permissiva, pacata e amistosa. São infundidos de um valor natural em perceber a taxa de esforço necessária para algo suficiente, perto da notabilidade mas sem necessidade exclusiva de o ser. É uma racionalidade instintiva que quando dissociada da culpa conservadora, do dogma boçal e aplicada um pouco como um treino de vida, irá ser deslumbrante perceber como algo perfeitamente singular. No dia em que os problemas desaparecem outros tomam o seu lugar mas existe em nós uma capacidade anormal em prosperar, aos poucos, nessa constante da existência em grupo.

Esta elegância natural, ineficiente e inconsciente no modelo Universal deixa-me últimas vezes em conflito. Se, por um lado, tenho em mim a inquietude que me constrói, por outro, fico consternado com a competência de relativização de alguns. Sem vulgaridade, é possível banalizar a grande parte do que me inquieta e a partir disso prosperar. Aceitar não é resignar e por isso um processo interno que implica o domínio dessa intenção, contrariando assim um pouco da pacatez em causa mas ao estudar a definição reparei na oportunidade de aceitar que um pouco de rebeldia também tempera esta forma de ser e coexistir entre a dimensão do termo e a sua aplicação individual.

September 23, 2020

Sinto-me a passar sobre o esperado.

Melhor, ultrapassar. Sim, porque passar é um acto previsível e não demonstra totalmente a superação que vivo. Este termo ( ultrapassar ) define bem o conceito de ultra, último, extremo, superior. Neste caso, superado. Ultrapassar é passar o extremo, e isso é exatamente onde me posso afirmar e situar. Acordado, dominante, vejo com clareza o que me importa e o que me implica. Dessa forma posso ser algo meu e ( aí sim ) passar para um outro estado de programação.

Programações tenho as minhas, relativas a mim e as que decididamente influenciam Outros. Também as tenho claras, as que aplicam ou impõe vontade e disso tratei em vida para que não reste dúvida de como quero viver após a minha morte. E aqui me situo. Aqui me ponho.

A minha abordagem neste ponto foi então perceber que essa singularidade, onde reconhecemos a posição individual que queremos ocupar perante este mundo, depende totalmente do contexto de originalidade, o que permite o que podemos prosperar. Sendo originalidade o ponto de origem de algo e não a diferença entre algo é também clara a distinção entre o que impomos e o que somos impostos.

Conscientes e inconscientes, por vezes misturam-se em termos e definições arrogantes da mais variada ordem, onde se demostram os limites desses termos comparativos sem qualquer valor adicionado. Um exercício social, naturalmente instintivo e sem programação original.

Originalidade é um estado programado, não é um estado natural, onde termos como vocação ou talento são as fantasias que gostamos de usar para nos afastar de o atingir. Programação é um processo original de posicionamento individual e por isso não depende de aptidões sugeridas ou outras demonstrações de arte ou ofício. Programar depende da origem, do processo e do ponto onde, a partir desse resultado, se aplicam novos processos de posicionamento e construção.

Nada disto importa noutros estados de domínio sobre certas matérias, mas para mim a metafísica impera. Quem sou e o que faço tem sido procedente sobre como sou e como faço e isso deve ser relativo também a esse estado. Para quem importa a forma, o processo não facilita, pelo contrário, impede, atrasa e por vezes não clarifica que ele existe como um ato consciente. Duração, intensidade, profundidade não podem ser evitadas para mim, a quem o processo é fundamental e o resultado é então uma evidência consequente e não o objetivo primário de qualquer acção ou atividade. É na esfera pessoal que temos menor domínio sobre este ponto, onde somente a epitome de qualquer relação é o resultado prático do momento, descurando assim o processo que o proporciona.

Neste estado em que vivo, Vivo de outra forma, procedo de origens em origens para a criação de percursos claros e evidentes do estado de ser original. Programo assim a minha vida em unidades de contacto e interações de duração, intensidade e profundidade originais, e isso é-me devolvido com a força misteriosa e clara da minha Morte.

September 18, 2020

Individuals are context. Even collectives are made from individual context(s), preceded by a notion of individuals collecting relations of individual recognition between them prior to a collective agreement.

This constant unification of fallacies is a simplification method that includes a deep rooted supremacist way of seeing only the macro picture. A normalisation process of the way we see the world as single race induced us to think precariously about ourselves while the globalisation and hegemonic practices of colonisation embedded in white practices were the lubricant that made it all possible.

Capitalism can be blamed, socialism too. So can global organisations and free trade, migrations and scientific exploration, war and peace have their place in this reduced argument as well. I can argue that every single thing that came after the hunter gatherer is an evolution into a common notion of collective predicaments. This is bad in a sense that the concept of the individual didn’t evolved property and should be revisited and revised.

Let’s us star by proper training, readying individuals for contextual positioning. This can be applied through experimentation of the individual decision as a process of observation from a methodology of perception. This has to be developed from a practice within the spectrum of design systems, social studies and anthropological behaviours in the perspective of the individual/collective engagement.

This is the methodologic system that proposes the individual decision as a commonality and not a universal good. This is the singular point of engagement between individual and collective engagement and not another normalisation of the spacetime I live on.

Values and practices are again an individual forward loop towards prosperity and not an achievement of the collective mind of some sort.

August 12, 2020

Vivo numa dinâmica de ciclos gravitacionais, que me impelem para lá de mim próprio. Estes são os eventos que me indicam também quem deixei ficar noutro lugar: o que me classifica provavelmente como inepto, tanto quanto como eminentemente perdulário de tudo o que (se) pode ser social.

Aliás é desta forma que afirmo que a minha velocidade aumenta relativamente e proporcionalmente à massa central numa razão de tempo percorrido e a percorrer. Expulso torrentes de relações em jactos de experiências que não deixo indiferente mas que também escolho purgar. É um cuidado próprio, uma saúde mantida pela perda consciente e salutar do avanço, da interação e da iteração.

Podia definir esta como a categoria de vida sobrante, mais como uma manutenção calma de um fim seguro, mas prefiro afirmar que do tumulto da inquietude vivo numa velocidade impossível de acompanhar, por quem já tentou e por quem ainda vai tentar.

August 10, 2020

A casa do menino azul tinha uma janela alta. Era alta porque ele tinha decidido que a queria assim. Não era grande em altura, era alta pelo sítio onde se punha a olhar para a frente. Podia ser porque podia ser ainda mais alta do que as das outras casas mas desconfio que só era alta porque a queria para se sentar no parapeito a ver as tais outras casas. A casa também era alta, tinha uma proporção desengonçada e aquela janela dava-lhe uma ar janota, interessante. Dependendo do ponto de vista a janela enquadrava a casa, tanto quanto a casa quase disputava o sítio da sua própria janela. Estranha mas interessante, era assim que ele a via, e sentava-se à tal janela a falar.

A casa era assim para o empinada, com um remate dourado em volta da janela, amarela e enquadrada por um mármore simples mas elegante. Por isto fazia pensar no valor que afinal a casa tinha, e bem que podia não ser afinal a janela a valer a casa, mas a casa a valer-se da sua própria janela. Poucos sabiam e até tinham pensado, para que servia tão alta, mas que até ali nunca tinha existido memória dela. Mas era bem bonita a janela. Dava à casa um ar convencido, dirigido, pretensioso mas humilde. Talvez existisse desde sempre, mas é certo que nunca ninguém reparou e só quando o menino decidiu que era altura de a mostrar é que todos se puseram a opinar. Fica a dúvida, na certeza que assim estava bem e que foi assim que a casa ficou melhor.

Falar nisto, faz-me pensar nessa primeira vez que fui lá e o menino azul se sentou comigo a falar, no parapeito dessa tal janela alta. Dava para ver muita coisa, não dava para ver tudo, mas dava para ver o que ele queria, e no início ele só queria falar e poder partilhar o que sabia.

– Sinto-me a mudar muito, talvez demasiado. Fico assim, angustiado. Sem susto, mas fico a pensar que mudar custa. Ando mesmo a mudar muito. Mais do que as marés mas não tanto como a lua. Mudo de tempos a tempos e sinto-o na pele. É um ritual, um ciclo que se sente na força da maré e na luz da noite. Parece um folclore pessoal, onde muda o cheiro, o toque e a noção de mim. Fico entusiasmado, mais atento que o normal e mudo. É assim.

Era desta forma que o ouvia falar de verdadeiras catarses! Às vezes nem dormia, a pensar no que seria, talvez verdade, talvez sugestão, mas que alguma coisa sentia, isso sim, não se podia negar. Ele bem tentava, até já se protegia e até afastava quem gostava, não fosse esse o modo de mudar demasiado. Via-se que se sentia diferente e isso é normal em gente mas ele não era gente assim. Trazia do início essa amargura mas mais à frente já não pensava na forma. Pensava no modo de mudar, de perder o sentido da direção e simplesmente abraçar o que sabia ser bom para si. Sim, chegou a desistir, a recusar, mas sabia que não podia negar que era assim que crescia.

August 3, 2020

I thrive in the relation of art, architecture and design. This relates with the core of my academic training and flourishes from authorship in a concentric structure of eccentric pluridimensional formations.

Positioning architecture and design is engineering and technology.

Positioning design and art is ethics and philosophy.

Position art and architecture is anthropology and politics of production.

Superpositioning all is space and the time I construKt for myself.

mind map

In the core you’ll find ingenuity.

July 28, 2020

A grande parte do design naïf é ingénuo e talvez seja por isso que resulta. É ingénuo porque é praticado por descomprometimento e puro prazer visual. Resulta porque a densidade é cíclica e traduz em moda a efemeridade da proposta. Em ambos os casos esta falácia propositada na tradução do conceito em termo próprio é uma mensagem também ela naïf, descomprometidamente exposta e que resulta bem em fonética, semântica e no ritmo do discurso.

Nada é acrescentado. Somente o tempo que levamos a ler este conjunto de signos é que pode de facto ser mensurado e traduzido em algo, seja perda seja ganho, mas medido. E por isso também é ingénuo que lê. Quem decidiu por bem, trazer para a sua vida a ocupação do tempo desnecessário. Filosofia, nem por isso, constatação, talvez.

Fazemos questão de ocupar o tempo com blocos de nada. Uns dedicam-se a entreter, outros a refutar perder esse tempo para banalidades e outros a escrever o que estás a ler. O interesse deste argumento não é distinguir, mas identificar a alternativa da própria hipótese inicial : até que ponto a ingenuidade faz parte da intenção clara da ingenuidade ou é apenas um movimento da massa comum, do coletivo temporário e cíclico purgante que se extingue assim que se produz?

Nem preciso responder, até porque mais uma vez não interessa o resultado (a mim) mas sim o ato reflexivo da minha própria ingenuidade. Repúdio a parte inocente deste termo pela sua simples e acrítica primitividade. Esta falta de sofisticação é ouro e por isso uma camada mais profunda do que intelectualidades avulsas e garantidamente cosmopolitas.

July 9, 2020

I am a “pair” of myself : as an artist I thrive on the intertwined vision of critique and constructive timeless denial. As a scientist I analyse methodologically the outcome of that position as a constant experiment on life itself.

But, as a human I am responsible to prosper and evolve. I have embedded my practice with the notion of procedural systems and of interacting bodies of decision and self awareness. As an author I consume those results with the liquid proposition that everything real is a construction of a historical chronological reality, binary and segregatory by nature.

As an amateur, I proclaim my main interest as relying on the biological rehabilitation of the border between heritage and ethnography + anthropology through the stopping motion of awareness. This is not done though any other living organism than ourselves but includes everything around us.

As a bohemian researcher I keep exploring the dependant states of humans beholding culture, self construction, in which we witness simple things as a collective become a unit and act within compulsory social replicancy, promoting the lack of will, opinion, critique all as a motive to decelerate evolution itself – Darwinistically opposed to regressive behaviours I aim at providing the tools to purge our own self from the anthropogenic reality in which we are supposed to embody human evolution. We can only change what happens to us when we acknowledge what happens around us.

June 16, 2020

We are either for or against, pro or contra, agree or disagree…!

Consider this : you are 50% predictable and so is the other part.

Consider this : do something innovative, unexpected, arrogantly humble and simple.

Consider this instead of numerous predictable actions, mostly historically based point of views immediately obsolete from the start, in which you can only state the obvious. Everybody knows the outcome of our actions by now. We have sufficient data to know the result of most of our behaviours and yet we keep expecting a different result repeating over and over the same procedure…

For a moment, think on how you can stop racesexgender discrimination, inequality, privilege, patriarchy, etc… with something as simple as a whisper, inaction, color, overall kindness, rest, ecology, pedagogy and most of all with proper training!!! … An infinite number of advanced techniques of human and social engagement with one another instead of the usual escalation of despair and aggressiveness.

Take a step back, or even better, take a steep without any known direction and stop. Think ominously and reflect on that sensation of engulfing the energy from life itself just to give it all away! Once, to the ones who are not yet prepared to know how to receive it ( or achieve it ) and repeat till the day you become dust.

Rest, and become an agent of the unknown, of the absence of classification.

Binary is not enough to make it worth.

Evolve into the polinary state of your self.

June 8, 2020

I don’t use this for any type of judgment than my own;

for any type of political discussion or informal intelectual engagement;

for any and specific sort of moral activism such as race/gender positioning and/or religious supremachismes;

for anything dealing with illegal activities such as the ones intending to disrespect/deflect even a millimeter from ALL rights dued to making and to planet earth noted on common known universal texts and ethical agreements;

for any type of ignorance, lie, pseudo intellectualism and mediocrity;

and finally, for anything that could impact the exponential prosperity of human culture as a whole.

Therefore I acknowledge rules, love, capitalism, sex and everything in between as perfectly relative to me and to everybody else.

June 7, 2020

What makes us a bit more aware of life isn’t the quantity of things we accomplish but the simplest moments of reflexion, in which we can sit back, enjoy and relax, life itself.

Almost redundant, this is a statement specifically adequate for these days, this dormant days when a game is being played but nobody knows the rules of engagement, and the half-part is nowhere near the peak of personal enlightenment.

Maybe I am overrating the need to know and be ( myself ), but I cannot foresee a more important time for that than now.

I can only digress myself from the present in order to evaluate/relate my own absence of union/realtion with humanity. And for that, I feel myself diverting from the bases and the truest chores of a nostalgic past… made from the simple moments alone, with a now unachievable notion of care and truth, a powerful inner competence to others.

You may call it whatever you prefer, I call it being ready to it all. I am ready and distractions don’t affect what I am, sense and do. I am compulsive in feeding my core with care for others giving them always my full attention. I am real, true and to myself in that way of giving everything I got to others. This is why I keep getting disappointed with people. The ones who are not, and just because they get easily distracted…

I am, therefore distractions are not.

June 2, 2020

O ato da criação, ou o reconhecimento existencial da criatividade é uma prática eminentemente social e exclusivamente humana; contacto por proximidade é algo relevante mas também relativo, sugerindo que a orientação, a supervisão e o desenvolvimento processual são actividades possíveis à distância, desde que propostas num quadro de autonomia individual e desempenho normalizado.

1. como preparar os profissionais para a normalização de base processual e metodológica por forma a garantir a avaliação à distancia do seu trabalho individual em ambiente de estúdio?

2. este processo aniquila ou amplifica o potencial criativo de cada indivíduo/colectivo?

3. inserido num sistema metodológico o criativo ganha ferramentas, processos e termos comparativos. Pode assim perder autonomia e potencial de investigação boémia?

4. qual a posição do cliente neste ecossistema?

5. onde estão as ameaças? Perdas? Uso o termo com muita relutância…

6. qual o papel da academia na formação de base do arquiteto na metodologia do processo de trabalho? Considerar o factor de decisão, autonomia e delegação de competência.

May 25, 2020

A presciência, seja ela sobre a vida ou da própria morte é um exercício fugaz, com um impacto residual, prontamente substituído pelo destino incontrolável.

Eu não me sinto ao volante de nada que não da própria sensação de controlo.

Determinismos em perspectiva, tudo o que faço pode ser então determinado a partir do meu ponto de origem, interligado com o meu grupo direto de relações e influenciado pelo nosso grupo alargado e global de elementos orbitais. Cientificamente possível, haja potência suficiente para o estudar, este caso é possível. Relacionar a minha vida com a minha vivência na forma em como o indivíduo se insere no processo coletivo.

Eu sou o que serei amanhã. Eu sou o que sei depois. Eu sou o que ainda não sei.

Nada do que eu possa antever será verdade, tudo depende da próxima interação concluída, intrinsecamente dependente do nada. Volátil, inesperada, espontânea, fatal. Sem qualquer regra possível, nem sequer afeta pela mecânica quântica do próprio significado de aleatória. A vida sem destino é afinal um sonho ou a própria vida explicada pela realidade?

Por um lado explicamos tudo, por outro nada se pode explicar. O binómio bi polar prevalece na nossa demagogia ocidental. É aqui que o limite da nossa compreensão segue pela linha do conforto e da resignação. Há mais hipóteses, sejam extremas, híbridas ou complementares mas há mais hipóteses.

A solução binária encaixa perfeitamente na política de supremacia e divisão segregatária da sociedade humana. A favor ou contra, connosco ou convosco, preto ou branco. Esta definição exige a leitura de uma barreira, um lado, uma convicção, um poder. E basta falar sobre o assunto, apenas identificar os pressupostos para sentir o erro, a falta e a inadequação desta proposição. Uma parte, só.

No entanto, quando penso no indivíduo, a parte, só esse ser, o ponto singular da existência ( e do tal ponto de origem ) penso na definição de unitário. Só essa unidade faz o conjunto e não precisa de mais partes para ser o que é. Precisa do coletivo para prevalecer e prosperar é certo, mas de todos os pontos possíveis com quem se pode relacionar, pode ser o que é com um mínimo de um. Ou dois, se pensarmos na génese biológica do próprio ser animal.

Não pretendo relacionar temas tão díspares como causais, mas não consigo deixar de pensar que precisamos de mais alternativas a partir do ser individual. O que vejo provado e inalterado é o oposto do que descrevo : cada vez menos hipóteses e cada vez mais a diluição da unidade.

A escolha deixou de fazer sentido ou então será aleatóriamente a causa da nossa perdição coletiva. Binário de novo este reacionário viral, contamina demasiado tanto a decisão individual como a coletiva.

Precisamos saltar fora deste ciclo interminável de destruição intelectual. Preciso de uma nova ordem de nada, responsável pela leitura correta das postilhas fundacionais da humanidade que nunca serão escritas, preciso viver nas suas múltiplas aplicações e degenerações positivas ou não, aceitando nada menos que uma construção procedural, genética e sem necessidade de catalogação de todos os envolvidos nesta visão da humanidade.

É assim que antecipo a minha própria liberdade, não porque alguma vez estivesse preso mas porque decidi ver diferente do que me mostraram passado, presente e futuro.

Vivo assim os meus dias, plenos de tudo o que posso e tenho ao redor, vivo assim com a gente que adoro, e no seio do seu amor.

May 22, 2020

Sempre que eu tentava ela tinha uma desculpa pronta. Parecia um arranjo teatral, ora um ora outro, numa dinâmica miserável entre a vontade e a falta de ânimo. Deixava a impressão que se falava do fim. Sugestões disto, sugestões daquilo, na tentativa de exaltar algum repúdio pela situação em que estava a viver. Era claro o desafio que se impunha, mas ela nunca o assumiu como tinha feito antes.

Tenho memórias de garra e luta que me foram gravadas pela clara atenção à sobrevivência, à prevalência e à minha própria superação pela mesma pessoa que agora me estava a fazer confrontar o oposto.
Não em mim, mas na atitude dela.
Não como desistência, mas como resignação.

O caso nunca se agravou demasiado, manteve-se como uma tendência de lamúria constante. Proveitoso para qualquer situação, como uma ferramenta poderosa a favor do declínio auto infligido, – o qual sabemos, não poder ser invertido. Este caminho inclinado, pende para o irrefutável momento em que nos opomos a nós, à nossa própria existência e dele só podemos definir a gravidade da inclinação. É variável, sempre consoante o momentum que pretendemos após esse fim, após o nosso tempo presente. Por isso lutei, no início.

Também eu me resigno, não por mim mas pelo respeito que tenho pelos outros e ela tem tudo o que é meu. Ou será o oposto? Orgulhoso e teimoso, mantendo a minha inquietude sobre o assunto, mantive-me firme na decisão de acompanhar alguém que merece o meu respeito e não me exige obrigação ao cuidado. Mais do que impor a suposta normalização do bem estar, posso, podemos, ajudar a manter a sanidade dessa decisão por muito que nos ferva o sangue ter que o aceitar.

Este paradigma do respeito é uma mensagem difícil de passar. Como aceitar e respeitar? Como absorver a abordagem de alguém que na nossa perspetiva está no caminho oposto às nossas próprias decisões e conselhos? O que fazer e que posição tomar? O extremo, reacionário e agitado pode resolver realmente algo ou define somente a inevitável ruptura ao escalar os termos de uma decisão que nunca foi nossa à partida?


Para muitos as respostas são simples, mas quando o caso é a nossa própria mãe, desafio qualquer um a ter o sangue frio de dizer que sim, que são simples. Não são, e aceitar isso fez-me respeitar a mim próprio. Esta transição permitiu que a calma e a ponderação me invadisse com a magnanimidade benevolente de um carinho singular, o da construção pessoal como um ser, humano que sou.

Agora sim, estou em paz com a minha vontade de ajudar.
Agora sim posso cuidar como sei, do que sei ser importante cuidar.
Agora sei que não cuido do corpo de alguém na tentativa de prolongar essa existência egoísta para mim.
Agora sei que o que tenho de volta me constrói como o filho que sou e ainda mais como o homem que se prolongará após o tal caminho inclinado.
E comigo levo a minha mãe, e não somente a memória, mas a essência da mulher que foi e sempre será, quem me permitiu ser assim.

May 21, 2020

The adequate time for a global leap forward, concerning connection, awareness and solidarity. Made from the opportunity of our own available time to reflect, this peculiar event impacted the deepest core of the egocentric capitalist society and provided an insight on alternative paths to perseverance, prevalence and prosperity.

By any means short of humanistic values, my argument surely applies the rule of survival, instinct and evolution by reflecting on less, better and enough. People can decide (rather than be forced into), to practice the application of more, best, or in some cases luxuriously opulent ways of life.

This is innovation in its purest form and it’s being directed undifferentially at the global society as an homogenous mob of individual humans. Children, adults and elderly are being given differentials to deal with but the choice is not made by another human and that changes everything.

This common, resilient factor of union, brings us the presence of enlightenment in quantum states of etymological significance, and therefore must be united with our collective will to ensure equity, elegance and above all, dignity.

When the great depression brought us the viral spread of capitalism, almost a century ago, it would not foresee how this was an appropriate solution but nevertheless a temporary answer to a bigger conundrum of human proportions: how to thrive on adversity.

We, as a race, kind, generous and singular in each mitochondrial iteration for this centuries in which we are our own gods should stand still, enjoying the pendular momentum that brought us here, to this precise space time spark of history, and ignite our future with you, ourselves, in the broadest convocation of all of us. This must be made together, in all the different ways we have learned how to live, and live we must, learning how to die.

Thank you to those that came before me to enlighten my way of empowering awareness from deep inside my real core.

May 17, 2020

A minha humildade deixa-me atónito, não devia. Sempre que me recuso à passividade, inoperância e quando deixo perceber o repúdio à arrogância de outros fico apático, comigo!

É de uma crueldade atroz, garantidamente criminal, para todos os que persistiram no evolução moral, valórica e ética, assistir à falta de participação no bem comum que se exalta entre círculos públicos e/ou privados.

Cultura do esperto, nada justifica o avanço do homicídio involuntário, perpetrado pelo mais próximo dos mais próximos, justificado pela ignorância sobre o exercício da cadeia de proteção coletiva.

Convicto da minha individualidade, no usufruto do direito de exercer a cidadania como um dever cívico e de responsabilidade coletiva, renego qualquer forma de escusa participativa, por qualquer humano, membro ou não membro de qualquer região administrativa global, em manter tais atitudes na minha definição de saúde preventiva.

Com isto justifico desde já muito do meu mau humor e a minha total falta de paciência com estes comportamentos criminais, irresponsáveis e deploráveis destes homicidas encapuzados. Esta não é sequer a minha verdadeira raiva, pois essa vai de encontro a todos os que acham que temos que dizer o que fazer, ao invés que esperar que cada um faça o que se espera de si.

A minha humildade deixa-me atónito. Percebo melhor o mundo desde que me deixo ficar assim. Páro, reflito e continuo. Nunca na defesa da minha moral mas na constituição da verdadeira sobrevivência da espécie humana: a prosperidade social e intelectual do ser coletivo.

April 27, 2020

De repente, podemos evitar escolhas. Seja porque alguém, ou até algo nos substitui ou, porque não, ao invés de optar por tomar decisões posso defletir esse processo conflituoso da escolha. Escolha essa, uma reconhecida sentença binária entre umas quaisquer partes, pode ser um subterfúgio para evitar mais decisões, ou é somente o processo da escolha a voltar à cena?

Este ciclo fechado, falacioso pela forma como implica um poder que não é dado, sugere que a liberdade de escolha existe e depende das decisões pessoais de cada entidade em arbítrio. No entanto, deleito-me com a semântica procedural e perfeitamente inorgânica que a sociedade contemporânea impõe subrepticiamente a todos os que a copiam. Esta liberdade presunçosa de muito pouco valor é um dos maiores pregões da nossa história, concorrendo somente com a evolução teológica da espécie e a sua conglomeração racial em estados, nações e ideologias.

Primitivo, embora apelativo, não é a resposta. Progressivo, depende da margem de conflito político (ecológico, ideológico, e até biológico) e que seja possível mitigar. Binário decididamente não.

Um sistema binário é reduzido, insuficiente. A própria definição não se permite evoluir para um contraditório ou antónimo conveniente. Propõe somente o não. Ou é binário ou é não-binário. Isto em si é estranho, num termo de tamanha amplitude filosófica e comportamental.

Quando me confronto com este dilema penso sempre na surpresa que será descobrir o sistema de mais do que duas parte que o conceito e a definição definem como não-binário – e não me refiro a um sistema simplificado ou de uma só parte. Penso assim em singularidades. Um sistema de múltiplas decisões, feitas a partir de escolhas simples, onde um estado de posicionamento relativista apoia (sem repudiar) a característica lógica actual binária, ao propor uma parceria de escolhas e estratégias de distribuição comum. Complexo, até complicado, mas extremamente simples. Mesmo assim, à primeira vista o sistema ativa o pressuposto de que as decisões evitam escolhas e que por sua vez permitem essas escolhas e levam a novas decisões e novas escolhas…

Assim é possível descrever este ponto como o ponto que nos trouxe até aqui. Simples e robusto este sistema é um ciclo perpétuo dedicado a uma espécie de seres simplificados, onde tudo é truncado a partir de um precedente histórico e temporal, e assim dogmático porque é necessariamente antropológico.

Agora sim, aplico eu um sistema binário, ao negar o que descrevo. Imagino a negação de tudo o que conhecemos, imagino como será ser influenciado pelo tempo que há-de vir, pelas decisões que não tomei e pelas escolhas que adiei. Imagino esse caos alternativo na minha cabeça só para justificar o que defendo neste raciocínio : há outras formas de abordar o positivo; não é caindo vezes e vezes sem conta no sistema de onde pretendo prosperar; não é evitando o sistema e no entanto, no que proponho, é tudo.

Um fluxo contínuo, omni sensorial e orgânico, de base procedural, mitocondrial e cosmologicamente quântico.

Basta abster a própria existência como sobrevivência para preparar imediatamente tudo o resto. Prevalecer nessa existência é somente a forma de explicar a morte como o fim de algo, ao invés de justificar a vida pela energia que flui mesmo após esse evento e nos termos que conseguimos explicar, inconsequentes, ao mundo atual.

April 1, 2020

Sem se anular, o argumento que se reproduz em ciclo, por vezes circular, por vezes linear, por vezes pontual e até por vezes numa forma aleatória e incompreensível de se enquadrar numa leitura binária, é capaz de ser aplicado indiscriminadamente a uma qualquer escala de valor.

Seja positivo e construtivo e a vantagem visível é o progresso; seja negativo e destrutivo e a oportunidade que surge é a purga. Em qualquer outro cenário não se satisfaz a condição básica da minha existência : criar e construir, e isso é um ponto crítico do qual não abdico.

Quem se apresenta no seu próprio ciclo pode ainda cruzar esta noção, no entanto, a ausência do argumento individual prevalece. Na maioria das vezes sobra a cópia, uma mímica pantomineira plena de esperança que altera a posição desse sujeito : o que ele se propõe a copiar, por forma a imitar e assim propor o que sente falta em si, acaba por se revelar uma repetição imediatamente extinta no momento em que este a produz.

Nada é acrescentado, não há progresso visível, não há valor acumulado. O seu devido valor é igual a zero, não há adição. Mas isso não significa que ficamos iguais nesse resultado e que somos incólumes a este comportamento, pelo contrário, somos efetivamente influenciados por essa falta de originalidade e a orientação que recebemos desse momento é um vector negativo que anula todos os outros esforços, os de outros possíveis argumentos em contato.

Entre membros da espécie, com outras espécies, entre o mero conhecimento, pela falta de comunicação e de relacionamento, em qualquer que seja o contexto, percebemos esta dinâmica de construção e ligação inata na nossa realidade. Constato porém, que nos tempos de agora o vetor contrário contagia de tal forma esta direção, que até os promotores de outros tempos ( os que se dedicavam à propriedade global em prevalecer pela prosperidade ) estão a ser sugados para uma menor incidência de ciclo e diminuição do devido valor acrescentado.

A promiscuidade tomou conta de tudo e é a escala de valor de qualquer argumento. A necessidade de relacionamento entre cada um de nós foi substituída por uma dependência voraz de reconhecimento comportamental e é um estado temporário e descartável, infelizmente descomprometido da nossa existência individual. Por não sermos capazes de olhar para o nosso, usamos o espelho dos outros para justificar a falta de ser que somos. E gostamos.

Que diria a mesma mulher que se mostra somente para constatar atributos e assim demover a concorrência que a copia em inverter esse raciocínio, com a partilha cabaz da sua condição com alguém que não se pode reduzir a imitar? Que diria o homem que pela sua força se impõe a alguém que nunca se deveria ter que medir em comparação, mas que o faz? E que tal olharmos em volta e relacionar tudo o que o nosso meio natural nos ensina em silêncio? Que tal percebermos a humildade arrogante do que estamos a tentar destruir e que vai prevalecer mesmo após a nossa própria extinção?

Por isso, somente em ciclo conseguimos prevalecer enquanto espécie, apesar de estar cada vez mais difícil progredir em conjunto, os argumentos precisam ser ainda mais valiosos. Disse : “…seja negativo e destrutivo…” e daí surge em nós a oportunidade de formar o tal conteúdo. Sem blindagem, antes fortalecidos, estes argumentos, ciclos e membros desse processo, podem enfim prosperar.

February 9, 2020

A few, not many, but still a measurable account of things in me, have changed. Nothing new, nothing of any sort unique and specially nothing irregular. Some may even sound familiar, others may not but, this is something to declare, identify publicly and share.

The biggest one I can speak of right now is the evident and clear moment in which I have myself in a given context and realize my approach ( all actions and reactions, even the expected outcome of previous interactions and experiences ) have definitely changed, others. The inputs, the players, the value, the argument, every single factor is the same but, I, have changed them. I’m the same, they have changed. I’m doing things exactly in the same way, be it by routine or practice – even by acknowledgement of the fact I’m unable to deal with things I do not know anything about until the moment I have experience them in some sort – and then, if not me, they share and act as if they have purely changed.

Taking the appropriate place in the alignment they always had, keeping shape and conformity within my beliefs, being an indisputable characteristic of my character, defining a human as they always have, those things, didn’t changed, categorically.

I’m exactly where I standed before, only older and in control of a slightly adjusted self awareness. Of course, somethings in me progressed accordingly, therefore, I have changed, but the biggest change was the time and the experience I provided to others, thus changing them through my proximity and influence.

I, but irrefutably them, changed.

January 8, 2020

Is it preferable to get paid for something or to get something free of charge? How to finance research and keep your integrity intact – regarding privilege or precarity? How to build a notable mass of research/publication without institutional sin and influence? Which should be the correct approach to academic production and participation in paper development? Do Western society and academia accept this naive bohemian tactics?

I can argue that: if money is involved, either 1. the paper isn’t good/cientific/dogmatic enough or 2. the global capitalist ecossystem took the place of morally safe cientific and altruist act of share among peers…

Being sarcastic doesn’t solve a problem but if this is your problem you should, and according to preposition: 1. chill, change life and work somewhere else doing something different, maybe pursue a career in arts or even music (tcharammm) 2. strategically impose a set of unquestionable ecology standards in your own ecossystem of production and dictate unquestionable tactics of research from a self sustainable commercial practice.

Add institutional freedom to the equation and 99% of you will choose the 3rd way …

January 4, 2020

Plain, ignorant, intelectual, absent, religious, vain, followers, destructive, … All of them need to be judged, not morally as would be expected, but rationally : given an insight on themselves. Self centered, ego centric and dedicated to awareness as their own insight on how disturbing this words can be when we invert their applicability.

We are used to the words “think of/for the next…” but these are not fair words anymore as they keep denying the current evolutionary status of human kind : a new collective made of individuals.

We are no more a mob of mobs, identifiable either by race, color or creed. We are present as is the time we can identify as living in, unrepeatable, peculiar, singular – one of a kind. Why do we keep trying to compare ourselves to others and become an identifiable mass again and again? Even forcing others to become a part of our mass?!

I’m not proposing eremitage, absence or even reclusion, I’m just stating the obvious and condoning all those acts of togetherness, without a specific and clear egotistic goal as the motivation to those same actions. We simply cannot deal with ourselves in the first place and try to influence others in our insecure way of being.

People are not able to be alone anymore because that means being alone with themselves and this is the only theological conundrum to discuss, not the prevailing groups.

People lie. First to themselves, then to all who choose to hear them, therefore the problem isn’t the result of the lie but the behaviour prior to the event. I don’t believe in prevention, I believe in culture and education, social training ( if you can cope with the definition ) then if one can be truthful to himself he will not promote any type of lie to others.

In a perfect world I would be just another human, a egossencial and simple one.

January 3, 2020

Hoje pediram-me para escrever.

Nunca mo tinham feito, achei estranho, quase premeditado, mas porque sei quem o fez, não posso negar o pedido. Nem tema, nem nada, só me foi pedido escrever : ” – Escreve! ” E assim fiz, faço, aliás, que este pedido é presente, não é passado e como bem me conheço, dou sempre aos outros o tempo que me mereço, antes mesmo de o ter para mim. Por isso …

Sem saber bem o que escrever, escrevo sobre esse pedido, sem grandes descrições, pois foi assim que foi feito. Pragmatismo é coisa que não falta e cada vez mais há mais objetividade, por isso não vale a pena pensar, vindo de quem vem o pedido, nem vou questionar, simplesmente acedi. Sem resignação, pelo contrário, com a convicção de que esse pedido me era dirigido a mim por consideração ao que sou e ao que querem de mim.

Sem mais sentido do que este que tenho, escrevo as mais simples palavras de apreço, e sou grato, claro no que digo, sem bajular ninguém, tenho que dizer meu amigo, que quem me pede sabe bem, eu conheço.

Faço assim questão de dizer que aqui está o meu acordo, remetido bem sabes a quem e porque mo pediste fazer, sem voluptas de estilo e sem grandes meios, simples como o homem que sou, a falar de coisa nenhuma, e sem medos ou outros receios.

December 31, 2019

I wonder : if I call myself an artist should I be given a wage to spend on probable creation and bohemian research conditions? Should use a chunk of it for irresponsible spending, a piece of that sum for materials and what’s left of the stipend for printing an offer from a friend designer to guide all my ( other ) friends into the chosen venue…

Can artistic and cultural content production be a professional craft or is it fallen art?

Rise you all discussion and conflict makers, and face me. Maybe, instead of agression and impeachment why don’t you try something new and work independently, autonomously, producing a proper way of living through a critical perspective on art and on your place in this world.

Disappointment and broken dreams are excuses for precarious jobs and cannibal misconducts to those who make it work decently, decentralized and autonomously.

December 11, 2019

Carta de motivação

A pedagogia em que habito foi, por mim, desafetada ( e desinfetada ) da instituição contaminante.
Sou um ser fundacional e dessa forma fundo a minha prática, numa sensibilidade que vai para além da crítica inovadora que me reconheço ser capaz de estruturar. Essa ecologia intelectual que alimento e que me retribui uma sustentabilidade possante de curiosidade e inquietação indexante, vive de modelos mensuráveis e reprodutíveis de hipótese, de teste e de constância – analítica, empírica, narrativa subjetiva e paisagem emocional pessoal – e de lugares :
. onde não posso ancorar a criação como construção ilusória, mas desiludida somente da sua pouca realidade prática;
. onde utopias podem ser de novo realidades.

EXTERNO

Love and Garbage, ou a expectativa em aceitar o amor e o lixo numa mesma frase, é em si um desafio provocatório, de crítica e autocomiseração sobre a matéria do mundo que resta para trabalhar.

É um argumento agressor, assente numa perspectiva picada sobre a instituição ocidental, secular, colonizadora de mentes, métodos e meios.

É um ponto de encontro condicional e tangente à própria noção crítica da visão pessoal, facilmente institucionalizada em processos de desmultiplicação da contemporaneidade, sempre intermináveis e por consequência inconsequentes.

É viver por isso no tempo definido pelo espaço intelectual do tema.

É viver no limiar da percepção e da dúvida do processo, tanto quanto na inovação da certeza da nova criação como a constatação da condição de incerteza e da curiosidade ínfima, cíclica e eterna. Uma curiosidade polimática, é nesse o território elementar de tangência onde me movo. Com a consciência do tempo decorrido e percebido, no contexto do que o imita e como o principal catalisador da prevalência da instituição, crio a oportunidade de escolher diferente, indexante, etimológico, semiótico e pleno de materialidades epistemológicas. Busco a frescura da leitura na forma de um externo, desconhecido e por isso livre do compromisso institucional.

É assim que vejo este grupo, corpo colectivo, estruturas que de novo promovem a assemblagem, montagem de paisagens de interesses e técnicos competentes na melhor disposição de fazer o presente que é passado e desse passado ainda presente, o que só por si não mudará o futuro.

INTERNO
A prevalência metodológica do processo, premente enquanto sistema ético e político de criação, mantém ancorada num contexto particular, singular e consequentemente universal a minha etnografia do lugar. Esta perspectiva progressista da forma de pensar e discutir coletivamente, garante o ( meu ) interesse pelo trabalho em cooperação, numa mesma conquista da alternativa aos processos sistematizados da arquitetura contemporânea.

Solidariedade, de apuro, de novas formas procedurais, de bases epistemológicas de criação e acima de tudo da construção de outros processos como as ferramentas desreguladoras das normas conhecidas, são inquietude que partilho, revoltando assertivamente novos actores numa simplificação peculiar de si próprios.

Esta abordagem literal decorrente de uma pedagogia radical, instruída a partir de proposições e processos físicos, sustentados, assentes no trabalho conjunto, colaborativo e laboratorial, corporizam a minha própria metodologia individual, testada em metodologia de grupo, na potência do ensemble e na ignição do lugar. A leitura cognoscente, cada vez mais próxima do átomo, ativando reciprocamente conceito, crítica e proposta de hipótese é o meu objetivo final : o mal afamado resultado.

Proponho uma interpolação derivante, seja do caráter do território, seja na justaposição da marca patrimonial, sempre na génese funcional, garantidamente pessoal e assente numa noção de percurso com história e relevo. Presencio uma arquitetura contemporânea em delírio galopante, um mero exercício de tentativa e erro na logística descomprometida do praticante do nada. Este processo demorado, capitalista e conformista, exige o prosperar de novos sistemas, a partir do sistema instalado, seja o do próprio lugar enquanto a alternativa aos processos da contemporaneidade, seja a da metodologia do próximo estilo, movimento ou denominação de caráter universal e determinista.

Serei assim um situacionista inconformado, raptado do espetáculo mundano pela minha noção de criação e governança cooperativa da cidade, agindo a favor da lógica da essencial.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

ASSEMBLE (Tutores)

5 a 8 de dezembro Com Madelon Vriesendorp, Jasmine Padjak, Thomas Thwaites, Andrés Saenz de Sicilia, Richard Wentworth, Rainer Hehl and Jerszy Seymour

EN

The pedagogy in which I live now, was disaffected (and disinfected) by the contaminating institution.
I am a foundational being and in that way I anchor my own practice, within a sensitivity that goes beyond the innovative criticism that I recognise be able to structure myself. I also nurture an intellectual ecology of retribution, always repaying me with a sustainable curiosity powered mainly by an indexing restlessness, relying on measurable and reproducible models of hypothesis, trials and constancy – either analytical, empirical or narrative and subjective personal emotional landscape – and places:
. where I cannot anchor creation as an illusory construction, but instead disillusioned only with its insufficient practical reality;
. where utopias may become realities again.

External
Love and Garbage, or the expectation of accepting love and garbage in a one sentence, is in itself a provocative challenge of criticism and self-pity about the matter of the world that remains to work on.

It is an aggressive argument, based on a steep perspective on the Western, secular, coloniser institution of minds, of methods, and means of production.

It is a conditional meeting point, tangent to the very critical notion of personal vision, easily institutionalised in processes of contemporary demultiplication, always endless and consequently inconsequential.

It is to live for it in the time defined by the intellectual space of the theme.

It is living on the threshold of the perception and doubt of the process, as well as in the innovation of the certainty given by a new creation as the finding of the condition of undermost uncertainty and of the cyclical and eternal curiosity. A polymath curiosity, as the elemental territory of tangency where I move. With the awareness of elapsed and perceived time, in the context of what imitates it and as the main catalyst of the institution’s prevalence, I create the opportunity to choose different, choose etymological, semiotic and full of epistemological materialities. I seek a new reading, mainly in the form of an external, unknown and therefore free of institutional commitment freshness.

This is how I see this group, a collective body, structures that again promote the assembly, setting up landscapes of interests and of competent technicians, able to make present what is past and from that past still present, what in itself will not change the future.

Internal
The methodological prevalence of the process, pressing as an ethical and political system of creation, keeps anchored in a particular context, singular and consequently universal my ethnography of the site specificity. This progressive perspective on the way of thinking and discussing collectively guarantees (my) interest in this cooperative work, in a conquest of the alternative from the normalised processes of contemporary architecture.

Solidarity, of refinement, of new procedural forms, of epistemological foundations of creation and above all of the construction of other processes such as the deregulatory tools of known norms, are concerns I share, therefore assertively revolting new actors in a peculiar simplification of their own selves.

This literal approach stemming from a radical pedagogy, based on propositions and physical processes, sustained on collective work, collaborative and laboratorial, embodies my own individual methodology, tested in group methodology, in the power of the ensemble and in the ignition of the place. My cognisant reading, closer and closer to the atom, reciprocally activating concept, critique and the proposal of the hypothesis is my ultimate goal: the ill-known result.

I propose a derivative interpolation, whether of the character of the territory or in the juxtaposition of the heritage brand, always in the functional genesis, preemptively personal and based on a notion of a carved history. I witness a contemporary architecture in a rampant delirium, a mere exercise of trial and error in the uncompromising logistics of the practitioner of nothingness. This time-consuming, capitalist and conformist process demands the prosperity of new systems, from within the installed system, whether of the place itself as the alternative to the processes of contemporaneity, either of the methodology of the next style, movement or denomination of universal and deterministic character.

I will thus be a nonconformist situationist, kidnapped from the mundane spectacle by my own notion of creation and cooperative governance of the city, acting in favor of the logic of the essential.

December 5, 2019

Alto, não exagerado, mas como se fosse fora da sua própria época. Uma voz grave exagerada, projectada talvez pela audição menos presente. Cabelo raro e feições marcadas a cinzel. Olhos escavados pela vida plena de experiências e feitos da cor da sua personalidade. Umas vezes, calmo, outras vezes, uma tempestade.

Sempre a pensar em construir, montar, destruir, desmontar, melhorar por vezes até, sem ser preciso mudar. Era assim que projetava as ações para tudo e era assim que acabavam os processos, em vícios de imaginar a nunca parar por nada.

Dono de coisas boas, com mais ou menos rodas, janelas, velas ou telas, é certo que não interessam mais agora, mas as que haviam, não serviam somente o ego, serviam também essa rosa de gente, que orientou pela vida fora.

Palavrões e tropeções, isso, sempre prontos a dar, distribuídos equitativamente, numa forma muito pouco democrática, de incluir toda a gente.

É assim o homem que conheço, a quem reconheço a parte que partilhou comigo, por isso não choro porque parte, mas celebro o seu novo começo, num horizonte de memória e muito apreço, um homem que eu também considerei amigo.

December 2, 2019

This is how a non binary, feminist, deprogrammed, social, Marxist, nihilistic, radical and extremist, probably violent reactionary would like to apply as a classification to all humans them/they don’t see as equals.

Privileged white male, binary, living in a heteropatriarchal social-political context, non-vegan and capitalist. Part of a programmed, western educated, endemic discourse and sistemic view of the world – flat by the way. Agent and defender of colonisation, precarious work and insignificant labour, migration opposer and fascist.

This is in itself a binary approach and I don’t agree with this imposed view of the world. We don’t have to choose between being right or wrong in some particular perspective or doctrine just because we were born into this world.

There’s even more states/stages of presence/absence people can relate to than this supposedly non-binary movements can foresee. People rarely shift to the multiple dimensions in which we can live in, or upon, or within, without the need to comply to a specific side or even take part of a specific context.

My poli view of biological life and concurrent human function, materialises in the form of nothing, except my own way of being alive while complying with some objective concepts of human interactions. Choices are the defining moments when actions are the presence of flesh in the conscience of human minds.

September 24, 2019

Carta de motivação

Externo

Falar do pós é em si uma imposição clara da prevalência do antes ( seja ele formulado pelo pré, pelo proto ou por outro qualquer prefixo temporal ) numa noção de tempo determinado somente pelo espaço intelectual do seu tema. Este limite, o da percepção, domina a prática. Refiro-me a esse antes, o que persiste na dúvida da melhor abordagem de entendimento a ter : seja porque transportamos o que sempre soubemos ou porque nunca inovamos verdadeiramente qualquer tema. O pós não pode ser assim mais do que um novo nada, dependente sempre da condição de incerteza que só a curiosidade e a exploração intencional de alguém, podem reabilitar do oblívio total.

Sem recurso à necrofilia, assumo que me interesso por esta matéria decomposta ( ou em constante processo de decomposição ) que é a leitura do tempo. Interesso-me pela textura dessas fibras batidas pela química da instituição, coloquiais e assim mais favoráveis à deglutição de grandes pedaços de conhecimento. Por experiência, proponho este consumo com o lubrificante adequado, na indexação etimológica e eminentemente em meio dominado pela semiótica, dessas materialidades epistemológicas. Não é obrigatório, mas em cursos como este é o que se espera : um especialista capaz de deglutir a putrefação endémica do meio de produção académico ocidental.

Este tema, se verdadeiramente trabalhado em grupo, que pela sua experiência, partilha o que tem/sabe/detém no presente do agora, pode desmaterializar o tempo do espaço que se propõe trabalhar. Tanto em curso como em oficina, faça-se Porto em Campanhã ( ou até campanha noutros portos como Gdansk ) e assim as não só parecenças nucleares serão expostas tanto quanto as diferenças de estilo, antropológicas e materiais do curso e dos seus participantes.

Interessa pois, ver e praticar a nostalgia da crítica, na partilha do que ainda não sei sobre um lugar. Acompanhado e acompanhando mais do que o óbvio, na sua transição do antes para um pós que merece ser criticado, pelo menos, quanto ao seu futuro.

Interno

A metodologia de trabalho proposta, a duração e a composição desse plano de trabalhos, o local e a potência do grupo, motivam-me na participação sacramental do tema e do lugar. Desde tempos que me inscrevo na topologia de Campanhã, cada vez mais próximo do problema e sempre na proposta de solução. Desde o curso que estudo, crítico e proponho solução para esta região. Planeio, projeto e estudo, participando e por vezes especulando, mas sempre consciente do potencial instalado e da forma potencial do resultado.

Derivo conscientemente de tema em tema, interpolando o que inusitadamente se sobrepõe pelo carácter essencial do território, na sua marca patrimonial e na sua génese industrial. Apelo a esta consciência e génio do lugar e ao que tudo isto significa para mim. Com a marca de autor reúno experiências variadas, desde a estratégia e criação em contexto patrimonial industrial ( C.E. Lionesa ) até ao plano e projeto da Fábrica e terrenos circundantes da Praça da Corujeira.

Detenho-me somente pelo sonho acordado em participar, na prosperidade deste velho novo lugar.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

ANETA SZYLAK, INÊS MOREIRA (Tutores)

28 de setembro a 4 de outubro Águas do Porto – Central Elevatória de Nova Sintra Com Anton Kats, Elena Lacruz, Jonas Žukauskas, Jorge Ricardo Pinto, Solvita Krese

September 18, 2019

A biografia descreve as ações, os pontos notáveis do espectro temporal que defino como meu ou, que o meu contexto selecionado prefere. É a narração da história ou das fantasias em que um Homem pode assentar as suas decisões, tanto quanto as suas ocasionalidades. A tua biografia nunca se esgota entre números, datas, ações, acontecimentos e ainda assim, dela, todos estes temas fazem parte. Uma biografia cheia de tempos, de espaços e tantos há ainda por criar, desenhar, pensar, fazer. Essa é a mordomia que auto-biograficamente a vida acena todos os dias. Em todos os tempos em que decides existir.

Os últimos tem sido de afirmação autoral, de uma voz segura do seu conteúdo e ainda mais da sua forma. E a linha? é mesmo preciso uma linha para definir os passos, um a um que compõe 40 anos de mil a descobrir?

20 de estudo, de prática, de pausa, de estudo outra vez, de perdas e ganhos convencionais, outros 10 de investigação pura, de formalização de metodologias e de formas de olhar as profissões, as ações, os nomes, a seriedade e a abjeção ao ignóbil formato de discussão definida por outro alguém, esses que nos formas e desviam. Mais 10, estes numa intensidade máxima de investimento em descendência — eu.

Essa década de voltar a olhar esperança, de forçar as frustrações até à descoberta de novos estudos, de novos olhos, agora orgulhosos do autor.

És autor.

És o autor polímata.

Uma definição difícil para quem não a entende, fácil, e isso é tudo o que importa — a percepção fiel de um Homem, agora com nome MONSTRUKTOR que escreve, desenha, pensa, forma, forma-se, cria. Cria a uma velocidade de outro lugar que este todo é muito pequeno.

Mais 10 e falamos outra vez.

awcat
curadora MONSTRUKTOR

September 9, 2019

After some insight over colors named after people there was this immediate urge to write about MONSTRUKTOR’s own identity. It’s characteristic black and blue hues have always been the most notable features and is indeed the deepest visual and intellectual representation of the author besides the name itself — the MONSTER that builds up creative content.

The mesh and the ambience that results from black and blue is a sensitive and very personal interpretation for the author. The blue ( to be more specific ) has such a big impact on the identification of this MAN that is already treated as the MONSTRUKTOR blue. It represents the purest form of a pigment that seeks and finds beyond any doubt the richness of its visuals.

From Klein’s synthetic ultramarine pigment we felt in love for this sort of mangetic color hues that look too odd, too beautiful, too brighter for our human perception. So, how deep is BLAUSTRUKTOR?

azurite . mineral copper via wikipedia

MONSTRUKTOR’s blue has the right amount of texture, deepness, density, equilibrium, madness, calmness, respect, form, meaning and so it goes like this :

through the night i found all colors combined as one
millions of spectrums revealed as an octopus to me
an open shell that still feels like a black hole
a place for my name, for my form, for my understanding, for my authorship
this is the blue in which i painted all my body and all my soul

awcat
curator MONSTRUKTOR

MONSTRUKTOR’s blue . 072C via studium

texto de awcat . Catarina Rodrigues . curadora

August 21, 2019

Sei que busco uma morte por transição, linda. Um momento de reflexão final, calmo e simples, cheio de uma vontade que nunca deixou de existir de dentro de mim, desde bem fundo na minha curiosidade em viver assim. Sei que muitos não precisam de entender essa vontade de morrer, mas para mim é assim que me sinto vivo.

Procuro que esse seja o mote para a celebração, não desse momento conclusivo de todos os outros que afinal passaram, mas de tantas outras ignições que ainda promovo, principalmente não estando cá.

É nesse momento que tudo se resume quando nada mais somos do que a soma final do que fizemos, mas não é isso que busco. O que eu quero é que a palavra não seja dita, que o ato não seja pedido e que a eficiência do que não é necessário referir, do concretamente evitável, seja de facto evitado. Aprender a viver, simplesmente ter uma vida longa e cheia, define um novo léxico de escolhas, decisões e ações. Mais do que isso representa para nós, alimento-me do impacto que isso tem para os outros, sem a mínima influência do altruísmo, pelo contrário, num egoísmo que transcende a filosofia banal do estado humano presente.

Construí uma vida onde a transição dessa ligação com tudo não passa do ato normal de cessar a mera presença entre nós.

August 20, 2019

Efetivamente o mundo não é literal. Nem na tolerância do que se relativiza diante dos meus anos, consigo abrir a mente para o que se demonstra ser uma forma de vida complexa, incompleta e definitivamente conspurcada, por um tumulto continuado há séculos.

Nem sei como, tanto como sei, como irá manter-se. Insustentável, isso sim, sei que é, e sem razão aparente para sobreviver a esta era de pontos brilhantes – os que ressaltam num novo iluminismo, determinista e puritano. São pontos isolados, visíveis, que brilham por momentos e de pontos isolados. São pontilhados que aceleram o ritmo da sua própria visibilidade e brilham, ora cada vez mais forte, mais tempo, em maior número e com mais frequência. Estão a crescer numa tentativa de sincronização, padronizando novas construções, mais complexas, garantidamente incompletas e ainda conspurcadas pelo ódio puro, que só a vontade de mudança ( necessária, sim ) desenfreada, pode alimentar.

Assim, não és tu que sabe o que fazer, sou eu que não quero acompanhar, assim. Acrescentar mais e mais e mais a tudo, não vai ajudar a olhar para uma vontade escatológica em prevalecer e evoluir.

Sem dominância que não a vida humana em forma humana e de presença social num coletivo de pontos individuais ( incomensurávelmente iguais em brilho, intensidade e frequência ) podemos de facto enveredar pelo caminho oposto.

Simplificar, estruturalmente, uma atitude crítica, construindo novos conteúdos, num processo de decisão individual e onde as regras do coletivo são somente a relatividade das boas práticas, comuns e universais.

É assim que olho este mundo que se condena diante dos meus olhos a mais uma era de destruição e pontos incrementais de brilho terminal. Que pena não pensar em uma catarse sincopada de um brilho comum, talvez pela presença de uma ausência, onde nem a intensidade nem a frequência e muito menos o ponto de onde se emana, são referenciais de evolução.

July 25, 2019

Vivo envolto numa pedagogia muito própria desde há demasiado tempo : nunca pela institucionalização da minha prática, mas sempre pela sensibilidade crítica da minha abordagem. Para a sustentabilidade dessa ecologia pessoal preciso de modelos de hipótese, de teste, e de análise, lugares onde a minha criação fundacional se iluda e desiluda da sua realidade prática, e ainda, onde as utopias possam dar lugar a novas considerações evolutivas e factuais. 

Esta construção é praticada em ambiente controlado de crítica e criação, modelando a estranheza da abordagem com a minha assertividade, própria de um crítico inquieto. Abraço quotidianamente ( a partir de um estruturalismo imaginado e autoral ) um sistema de sistemas que me permite abordar a universalidade polidisciplinar da minha decisão : criativa, procedural, administrativa, operacional, estratégica e também legal. Este sistema enquanto processo de atividade procedural, age como uma composição de argumentos rasos, envoltos no contexto da decisão e da irrefutabilidade. Desde as propostas e interações provenientes da arquitetura de informação – através das entidades conceptuais criticamente selecionadas – é possível delimitar um plano visionário, que se materializa num conjunto rigoroso de técnicas quantitativas e qualitativas, obrigatoriamente públicas e autoriginais.

O tempo deste sistema é o meu, e por isso comporta um universo de experiências pessoal. Para libertar a análise e a dependência do resultado desse ambiente condicional, proponho a prática da auto verificação e da irrefutabilidade. Este é um dos fatores de maior importância, em falta, nos sistemas de criação, nas práticas de produção e desde as instituições de formação. É por isso necessário discutir uma ética de remoção do ego académico, endogámico e obsoleto. É necessário encaminhar essa política capitalista perante o processo de criação para a extinção, favorecendo a progressão evolutiva do indivíduo criador ao invés da substituição pseudo curativa dos mesmos conceitos pelos mesmos conceitos.

Este ecossistema, prevalece unicamente numa relação de interdependência, entre as suas partes numa leitura antropocêntrica desta entidade autónoma, mas sempre relativa à sua relação humanizada – a garantia da realidade concreta do exercício que outrora ficcional, desde a mente de partida, agora promove a metodologia de modo a evitar propor soluções, propor em substituição a seleção do método, da prática e dos processos enquanto construção e percurso iterativo.

Do estúdio que domino, do design enquanto abordagem estruturalista, e do exercício prático tanto quanto real, pretendo ativar tanto o espaço de contacto ficcional, quanto o visitante real, numa participação pedagógica provocadora, onde até o tutor será tentado pela minha abordagem.

Porto Design Biennale 2019

— workshop 4 | 23–27 setembro 2019 [exposição 28 setembro]
DESIGN AS LEARNING: RE-EDIT
Por Jan Boelen e Vera Sacchetti

Porquê fazer design? Qual é o propósito do design? Estas são questões prospetivas para uma disciplina criativa que, mais do que nunca, se afigura esquiva a definições. Num mundo de recursos naturais depauperados, sistemas políticos e sociais exauridos, submetido a uma sobrecarga de informação, há muitos motivos urgentes para repensar a disciplina do design e uma necessidade crescente de nos focarmos na formação em design. Aprender e desaprender deveriam tornar-se processos integrantes de uma prática educativa contínua. Precisamos de novas propostas de organização social e de estruturação governativa, novas formas de viver com – e não contra – o planeta, de aprender a separar factos de ficções e de nos relacionarmos com cada um e, sinceramente, de simplesmente sobreviver. Este workshop toma como ponto de partida a publicação Design as Learning: A School of Schools Reader, produzida aquando da 4.ª Bienal de Design de Istambul, A School of Schools. Através de uma série de leituras coletivas, discussões e visitas in situ, vamos olhar para a formação em design através de diversos prismas, considerando de que modo diferentes modelos pedagógicos educativos têm sido implementados ao longo do tempo. Estas leituras, visitas e reflexões serão repensadas e reeditadas para dar forma a novas reflexões e caminhos alternativos para o design, a educação e a formação em design.

DIREÇÃO
Jan Boelen é diretor artístico da Z33 House for Contemporary Art em Hasselt, na Bélgica, um espaço dedicado à experimentação e inovação e à organização de exposições inovadoras de design e arte contemporânea, e do Atelier LUMA, um laboratório experimental de design em Arles. É curador da 4.ª Bienal de Design de Instanbul (2018). Dirige o departamento de Social Design na Design Academy Eindhoven, na Holanda.
Vera Sacchetti é curadora e crítica de design. Faz diversos trabalhos de curadoria, investigação e edição. Integra a iniciativa curatorial Foreign Legion e é cofundadora da agência de consultoria editorial Superscript. Foi curadora associada da 4.º Bienal de Design de Instamblul e conselheira curatorial da Bienal de Design de Liubliana, na Eslovénia. Os seus textos têm sido publicados na Disegno, Metropolis e na Avery Review, entre outras publicações.

July 16, 2019

– território um :

Este é o que vivo desde dentro, desde um foco interior ( talvez pessoal ), e admito que está sempre voltado para fora, onde vivo ultrapassando as minhas próprias fronteiras: físicas, tais como resíduos do meu património ou então, imensas coletâneas de um pensamento exportador, comunicante e expositivo de uma forma de ser e estar. A presença do meu corpo em estado público, é admissível como prova de contato real com outros seres, e prova que este conteúdo territorial existe, em meio social e na direção da construção de uma imagem exterior, a partir do âmago que a emite.

– território dois :

De dentro para a infra escala do autoconhecimento e para a noção egocêntrica do indivíduo interior. Talvez dialogante com nada mais do que a proposição de essência, é assim que a construção pessoal, violenta e revoltante tanto quanto inquieta e deslumbrante, se propõe autista. Atingir este lugar implica preparar tanto a paz como a guerra e no meu caso, saio desse campo sangrento vitorioso com o resultado, mas derrotado por não ter sabido evitar a disputa de mim próprio.

– território três :

Sobreviver entre dois pontos antagónicos no espaço, entre dois polos que relativizam o tempo entre eles : pela ausência da presença ou pela presença da ausência. Por isso são complementares, na leitura do corpo que habita tanto o tempo quanto o espaço e se delimita como um volume de fisicalidade e intelecto. Como exemplo, posso referir a distância como um ponto de outro lugar, seja para me refletir nesse espaço disponível para habitar ou então referir um tempo que espera por mim; posso apontar num acontecimento que depende da presença, e na ausência desse tempo afirmar pela leitura de uma memória, que revivo um espaço. Este território mais complexo, de consciência e emulação de uma suposta vida, é perigoso e sintomático. É traumático e inflige mais dogmas do que dores – isto se o reduzirmos a este corpo d@ ágora.

De dentro para fora, de dentro para dentro e entre dois polos reais da memória, são os territórios que habito, e às vezes aflito, atento em como a surdez da realidade comum nos transforma e constrói em grãos de nada, mesmo sabendo o que sei, só para nos devolver à história, como novas tentativas de vida.

Oportunidades.

July 9, 2019

“Instead of moving on, we should be moving forward.”

That’s what I have learned in a recent talk/podcast – with some examples being given on how humans are kept from certain alternatives – about surpassing pain when they face loss or any type of adversity.
I learned that this type of conditional behaviour has to do more with the expected outputs people have on how to deal with some types of emotional stresses, than from finding a true meaningful solution for each one’s way of dealing with the “problem” at hand.

People keep a specific type of r(e)actional consistency at hand. It’s useful and practical for a broad range of problems. It solves all kinds of doubts about how to deal with death, dispair and parting love ones. Still it’s just a general solution, generic and absolute, unrelated to a specific context and engagement of any sort.

I see myself in a specific context about age, mental health and social interactions. I am now an older guy, attracting younger people, who find intellectual development ( and of course, some sort of physical connection ) as an attractive biological characteristic. Those sapiosexual beings, man and woman, are coherently dealing with my existence, between self atonement and dazzled admiration. That’s how they move on, not forward, from the interaction that changes their view of themselves forever, from the relative interaction with me.

Moving on, relates to a time-space event from which you separate yourself when building a nostalgic memory. Moving forward, relates to the learning experience from that same context while carriyng it forward, almost like a rite of some kind.

Neither is acceptable, in my view of a simplified human existence. Whe don’t need to stand on something as much as we don’t need to carry our construction with us as a record of experience. Then…

Thriving is that simplification! From whatever the experience we might have we should thrive. Meaning, we are insightful enough to enlight our own existence, and therefore able to contaminate the view others have of our life and supposed experience. This is always a polar condition of acceptable relational continuum : they either keep close for more or run away from fear of that unknown simplicity and misunderstanding.

In the end, they all fall in love, with my simplified view of life learning how to die. That’s why I’m a vague conundrum for some and a stranded man for the ones who see the beauty about thriving into conditions and not out off them.

July 7, 2019

Carta de motivação

Externo

Desde a presença à participação, ativando outros olhares para a cultura e para o seu manifesto na sociedade contemporânea Este é o legado pós colonial, ruinosamente ocidental e deturpado de virtude livre do seu site specificity, que ainda reúne num protocolo de artistas e intelectuais, a eterna discussão desde a arte, a crítica, a curadoria, a produção, a história e a representação.


Interessa pois, e a partir destes termos, explorar a visão pessoal, cultural, social e sempre institucional que o indivíduo representa neste grupo de trabalho. Interessa ainda sugerir, pela contaminação de novos critérios de análise e sugestão, que o mesmo indivíduo se transforme num ativo universal, proclamando mais e mais camadas descolonizadoras, no sentido possível da noção de contemporaneidade.

Interno

Nunca abafado pelo grito persistente do legado, o processo deve seguir o caminho do reconhecimento desavergonhado dum novo sistema de ética e política de criação : antropológica enquanto lógica; cultural enquanto manifestação universal do tempo e do lugar etnográfico.


Material e imaterial, este procedimento deve abarcar metodologicamente as formas de repressão, tanto quanto as epistemologias de interação crítica com os processos de criação. Só assim é possível garantir as ferramentas assertivas para identificar as instituições originárias de tais sistemas de produção.
Desde o processo, ao método, em perspectiva com o sistema de informação, quero aprender e desaprender as práticas formativas para garantir a minha consciência e presença egossencial.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

CLAIRE BISHOP, NUNO CRESPO (Tutores)

10, 11, 12 e 13 de julho 2019 Com Dora García, Emanuel Lopes (Coletivo Cadjigue), Filipa César, Françoise Vergès, Kader Attia e Marinho de Pina

July 7, 2019

O génio seguiu com vontade de ir.

Subiu, subiu e começou a sorrir.

O que via era diferente do que a menina trazia,

pois é real o que agora sentia.

Assim viu que tinha aprendido,

mais do que pensava ser possível ganhar.

Esta é a história da menina,

que afinal ensinou o adulto a voar.

July 1, 2019

The hand, approachable at arms length – a natural and regular distance from the mind – resolved a series of necessary tools to express our presence as humans. From those early insights at Lascaux, I question myself on how the finger, the mind and the medium connected. Most of all how this provided us a reasonable definition of art.

Inventing nothing is the expression that only a master would use – and acutely disdain from his own creations. As a matter of fact everything we can appreciate from that enlightened moment on, is nothing but the eternal proclamation on how to propose authorship and originality over and over again.

Art is itself a proclamation, a statement, no matter how bold or how discrete and can relate only to the position of the productive being, in contact with the normalised world.

That’s why our present take on intelligence and awareness is a dichotomous anecdote we keep telling and pushing as an example of creation – to art students, other artists and even ourselves – without compromising on the responsibility of art as a production, still repeating itself from the initial enlightened expression at the cave.

I condone the expressive and apparently free artist, who creates and influences without responsibility and even self awareness.

Liability is art’s biggest power, critic, curator and artist.

June 29, 2019

O engenho do nosso tempo é uma figura de estilo perdida. Achamos nós, espécie dominante, que arcamos a responsabilidade com a facilidade do controlo virtual, sobre tudo o que é matéria conhecida : tangível ou intangível.

Sobrepomos a ordem natural, a biodiversidade racional, a ecologia emocional e até espiritual com a relação perfeitamente devassada entre existência e contacto. Garantimos (?) que a narrativa do grupo nunca ultrapassa o campo individual e que a singularidade é um facto presente, mas esse tempo é normal, é imposto, e aceitamos. Somos meros passageiros, sem influência, onde o tempo faz a sua ceifa e onde nós geramos mais um grão de nada, como sempre.

O engenho é do tempo ( nunca é teu ) e essa certeza compadece muitos, mas há outros que além do presente sabem que esse engenho tem uma parte de acesso. É onde esse conceito dual se apresenta na sua forma tangível ( esse instrumento auxiliar de viagem) , delimitada por um intervalo proporcional à consciência individual de quem o comanda.

Por isto me acusam, de ver no tempo, nesse intervalo que aumentou há bem pouco tempo. É pesada a injúria, custa por dois, pois a quem mostro o engenho não sabe como manipular o instrumento, e magoa-se sempre que tenta; fico curioso quando o mostrar a mais. Vai doer tanto, mas a quem? Por mim não vai ser, que aprendi a dominar a instrução e esse elemento do tempo, mas sei que muitos se vão alarmar.

Mulher, homem, próximo, distante, conhecido, ou ainda não, todos se apercebem do engenho do tempo, mas só da forma como não o conseguem dominar. Vou mostrar.

June 9, 2019

É por critério, mas há quem seja por falta de motivação, também acredito que possa ser por ansiedade, dificuldade de entendimento ou até uma outra forma de incompreensão.

Dificilmente sabemos explicar porque fazemos certas coisas e outras deixamos andar. Gosto, vontade ou porque simplesmente somos forçados a encarar algo com a única hipótese de a acabar.

De qualquer das formas ainda não sei muito bem o que dizer, quando há coisas que faço e outras que nunca chegava a fazer. Por isso mudei o que fazia em parte por ter que ser e só organizo em vista o que faço por prazer.

May 19, 2019

Hypocritical is acting in a manner conducent to a perceived view of a champion of strong and noble beliefs while (s)he is lying about the true goals and ambitions (s)he’s trying to achieve.

A hipocrisia não passa da desculpa dos fracos sobre a incapacidade em manter a personalidade erecta nos princípios que supostamente defendem.

Hypocrysis is a tensional moment between the acknowledgement ( by the sentient one ) and the uncovering ( of the thief of those valuable human interactions ) ,

Controlar a hipocrisia é como tentar educar humanos a serem reais.

I excell at both.

May 14, 2019

Sou somente uma peça de um significado maior. Esse que atravessa a existência do termo e do conceito mental racional que se explica pelo entendimento entre iguais, os demais. A vida é assim para mim uma definição sem género biológico, político, social ou cultural mas uma comunhão de intenções, ambições e partilhas entre esses seres menos normais.

Vivo nessa assertividade entre o ético e o natural, assente na epistemologia do conhecimento pela indexação do ecossistema proveniente da nossa cultura global e dos seus ativos notáveis; vivo assim com o respeito pela aceitação e pela aceitação de nada menos do que o respeito. Se assim vivo, tenho nas minhas intenções também a forma da morte. Precoce não, cheia sim, plena e marcante, para mim e para os demais a quem eu seja capaz de cruzar o tempo que nos distancia a mente.

May 8, 2019

Enemies are the ultimate external sign of a developed stature. Friends are the prevalent state of infinite scale, from within. Dissidents are the ones in the middle, occupying a dimensional space between those antipodes.

These three territories are a part of my theory conjuring the outer shell ( defensive attacks ) the inner depth ( critic and creationism ) and the obsolete social medium ( unequal procedural structures ).

Exhaling keeps the focus on the personal body ecosystem, inhaling subtracts the politics from the ethical conundrums of the past while breathing proficiently can make up for all the inefficient time spent living as a human.

May 5, 2019

Em meio solúvel, em oficina, estúdio ou gabinete é onde a densidade do criativo do design melhor se enquadra e onde este participa com a marca, a estratégia, o tema e o suporte numa convergência de interesse tão real quanto pessoal e efémero. Em solubilidades diluídas como as de agência ou até de consultoria ( em contexto interno ou externo à equipa de projeto ), a produção do design é um paradoxo de aceitação e canibalismo intelectual, uma sodomia criativa e sobreposição da competência pela técnica e nunca pelo conteúdo.

Em qualquer dos casos, raramente alguém sabe bem o que fazer a partir do como fazer e não do quem fez o quê. Vale tudo e fica bem desde que a prevalência seja a da novidade, a nova. Fazem-se coisas que soam bem, parecem bem e não se garantem irrefutáveis : seja pelo profissionalismo criativo seja pelo incontestável processo de trabalho. Obviamente que a afetação irresponsável da criação a um profissional idealista e sem escrúpulos de si próprio para si próprio não ajuda e claro, deturpa a imagem do processo a quem detém o poder da comissão.
A culpa do design é dos designers e o estado atual dos meios de produção a estes dizem respeito, exclusivamente : senão exigimos o respeito a nós próprios e à profissão, nunca seremos prendados por ninguém ( mercado, academia, outros sectores ) com nada menos do que isso. A este cenário devemos afetar a própria definição de meios de produção : plena de sarcasmo e ambiguidade, voltada aos media, confundindo tudo e todos nos canais e nas ferramentas, desprestigiando os suportes e os conceitos basilares de aplicabilidade, legibilidade e de acesso universal, como se fosse demasiado difícil integrar e mesmo assim, o trabalho ficar com bom aspeto. Preguiça, falta de capacidade, ou pura e simplesmente a banalização do ensino da arte e do design.
São estes meios de produção que me interessa discutir, aprioristicamente e na base fundamental das gerações de criativos que são despejados em mercados de produção sem meios reais de criação. Propor novos sistemas metodológicos, desbloqueadores do acesso pela compreensão e entendimento do verdadeiro papel do criativo no design de comunicação seja ele mais ou menos gráfico.

Porto Design Biennale

April 29, 2019

Entendimento, sobre o território. 1. a noção pela presença habitada, diária e rotineira, quase displicente do que é essa realidade emocional – levada ao extremo da ignorância da paisagem dada como certa. 2. a noção imediata, realidade sensorial, razoável mas extremamente sectária de quem visita e como entende o território – a presunção reina sobre a ínfima capacidade de poucos, emular entendimento. 3. a noção induzida, numa psicose de grupo, onde a mente coletiva prevalece, não pela missão tida em conjunto, mas pela expetativa da realidade normalizada – sem destaque, sem liderança e onde somente a orientação educada e culturalista poderá assumir o papel criador.

. MONSTRUKTOR

April 6, 2019

Viver na obsessão pela compulsão visual, popular e folclórica, essa das imagens efémeras relativas ao influxo do trauma intelectual de hoje, na construção cíclica do presente POP, enquanto meio cultural ( ? ). Afinal é nesta presença global das imagens que se refletem em nós os conceitos de contemporaneidade para os futuros olhos da história passada; é ainda neste limbo entre a realidade sentida e a realidade inventada, que nos deixamos manipular desde a fonte da informação, até ao mais íntimo e ínfimo detalhe ficcional que nos impõe como verdade e até estilo de vida.

Onde assenta então a crítica? Individual ou coletiva? A prevalência do meio ou da mensagem? Paradigma dos tempos ou paradoxo da própria espécie? O antropocénico ou a egocência? Perguntas ou dúvidas?

As marcas, os pontos notáveis e as inflexões de raciocínio, assentes na epítome do singular ou do coletivo, fluem no diálogo do contacto inter dimensional, virtual e por vezes, também irreal. Os pontos de contato, as marcas entre os humanos que necessitam de ligação efetiva à linha temporal global, como se a sua sanidade dependesse disso mesmo – do tempo que acham que partilham com os outros. A alternativa não é dada pelo contato com a realidade mas antes pela leitura e interação interpretativa que temos com a território mental que construímos como paisagem cultural. Este conceito, determinista e constitutivo de uma construção individual, nunca foi a verdade. Apetece-me identificar os fatores que nos posicionam a todos perante a noção concreta de tempo e espaço cultural, só para os distorcer ao limite da sua própria razoabilidade e aí, refletir numa sobrevisão omnisciente como num legado para esse grupo de humanos com os quais ainda partilho a minha linha temporal.

É este o verdadeiro paradoxo : entre a vida real individual e o cenário coletivo que nos é imposto; entre a noção de participação induzida e a completa passividade autoral; entre os meios de produção regimentados e as políticas da criação ética; entre a linha temporal da história ( antropológica, biográfica e etnográfica ) e o tempo cultural da massificação capital deformada em estória ( historieta ); é aqui que situo a cultura POPular, onde procuro reconhecer cada vez mais como um ciclo interminável de um tempo presente que se extingue no momento em que é identificado.

Porto Design Biennale

April 2, 2019

#light #color #landmark #reflection #proportions #morning #street #urban #porto (at Studium . creative studio & gallery)
https://www.instagram.com/p/Bvqk0IEFP8-/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=dtxg7jlotv1w

March 31, 2019

#light #stone #window #spain #awareness #road #trip (at Baiona, Galiza)
https://www.instagram.com/p/BvqkoYTlihW/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=roomxergl76q

March 31, 2019

Once I said that : the secret of simplicity is living with the essential ; but now I have to evolve that into : the essential simplicity is living truthfully.

. MONSTRUKTOR

March 31, 2019

Pop culture relies on self indulgence, instant gratification, it’s peer relevant and instructs consumers with negligent codes of happiness.

. MONSTRUKTOR

March 31, 2019

Pop culture is the ultimate delusional collective state of loneliness and stimulated craving.

. MONSTRUKTOR

March 30, 2019

A prática do processo e da criatividade implicam urgentemente uma revisão do sistema metodológico corrente. Denso, pesado e complexo, sem a exatidão que garante processo até ao resultado, apoia-se demasiado na gratificação do produto final, da estética insustentável da moda e do efémero. É perante a curadoria interpretativa dos modelos de pensamento institucionalizados ( tanto quanto da pedagogia estratificada pelo público orgânico, pelo tema e pela mensagem ) que os conjuntos de linguagem devem formar os novos atores do campo do design e da criação. A prática curatorial é um intento auto infligido, que não se treina ou se adquire sem a noção concreta de que esse estilo de vida afeta não só a nossa visão imediata, como também influencia os nossos contatos inter sociais.

Só pela autoria é possível delinear o caminho equilibrado entre a comissão e o processo auto iniciado : esta abordagem pode assim seguir livre pela resistência do eficaz e no ganho da eficiência pela irrefutabilidade e nunca do gosto descartável. E é este significado social descentralizado desde a academia que importa entender, seja pelo sentido mais lato da palavra, seja pela epistemologia do entendimento abrangente ao acesso universal e coletivo. A suficiência da narrativa é implicitamente medíocre e não responsabiliza os participantes da mesma forma – seja quem forma ou seja quem se forma – em mar de iguais ninguém vai querer assumir a diferença.

A responsabilidade da construção ( pessoal, profissional, singular ou coletiva ) deve começar pela base estruturante da desconstrução e veementemente criticar os modelos, pelos dogmas e pela leitura colonizada dos sistemas de produção ocidentais. Para suprir esta falta de crítica consciente e da prática curatorial como razão profissional, o fator de interesse inicial é o que deve ser dedicado ao fator decisão. As tensões visíveis entre os meios de produção bissectam o mundo atual entre as práticas ininteligíveis, próximas do domínio artístico do design e entre a massificação comercial de mensagens estéticas obsoletas e irresponsáveis. Seja qual for o meio, o público, a instituição, a aposta no fator decisão deve simplificar o real acesso ao significado, à promoção consciente do uso necessário, tanto quanto de outros termos mais imediatos.

Esta é uma falha de base que somente a revisão processual, tanto quanto das políticas de criação, pode evoluir e fazer avançar pelo movimento cíclico da decisão, do ímpeto, da iniciativa e da investigação, da inquietude e da infinita vontade cruzada na ambição do discurso notável e responsável metodologicamente.

Porto Design Biennale

March 28, 2019

Pop culture is a featured presentation of ephemeral concepts that only sediment if you anchor taste in ambiguous aesthetics.

. MONSTRUKTOR

March 27, 2019

Time goes to the person you are when you are a presence in time.

. MONSTRUKTOR

March 26, 2019

Pop culture is in itself a form of continuity, renewing in every cycle the message, the language toolkits and the organic targets. These, as the fundamental parts of any communication system are brought in pop culture to an epitome of visual indexation by a larger group than the initial target. This is a result based on a relation of inversed proportions in which the biggest and unselected group is hit fist only to naturally select the best capital to participate in the time left in each cycle.

. MONSTRUKTOR

March 26, 2019

Pop culture does not reflect objectively the concepts of authorship and authorization and rather the way creatives contribute ( intentionally or not ) to the autonomous structure of a new view of the world from the time specific present.

. MONSTRUKTOR

March 23, 2019

Pop culture considers iconic representations, literal meanings within figurative language and the direct connection between what we see and what we should be seeing imposed by self built, organic, global trends.

. MONSTRUKTOR

March 23, 2019

Convido > Inauguração – sábado 23 16H00 @studiumpt exposição, portográfica – adequada a adultos acompanhados por adultos. (at Studium . creative studio & gallery)
https://www.instagram.com/p/BvTTx2NlmUj/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=1qxowslpsx1j0

March 22, 2019

Pop culture is defined by two complementary rhythms of time, one being the short strident stroke of seasonal hits and wonders and the other the long deep resonation of large reflections about acceptance/rejection and ironic cynicism.

. MONSTRUKTOR

March 21, 2019

Sistema, visão, assertivo, rigor, paixão, estranheza, pai e nascimento, lua, primavera, luz, futuro, universal, dar, ambição eterna, viver a aprender a morrer.

. MONSTRUKTOR

March 20, 2019

Pop culture gets old when you stop understanding repetition from reprodution and infinite, continuous copies.

. MONSTRUKTOR

March 20, 2019

Dia 20.03 dou uma aula @escolaartisticadesoaresdosreis sobre o tema : Processo de Decisão aos futuros criativos deste país. >>> Responsabilidade acrescida pelo público tão novo <<< Este é o primeiro passo da universalização do #sistemametodologico pela comunicação e formação académica. (at Studium . creative studio & gallery)
https://www.instagram.com/p/BvMhunclt5I/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=b2sywdbbctbr

March 19, 2019

Dia 20.03 dou uma aula @escolaartisticadesoaresdosreis sobre o tema : Processo de Decisão aos futuros criativos deste país. >>> Responsabilidade acrescida pelo público tão novo <<< Este é o primeiro passo da universalização do #sistemametodologico pela comunicação e formação académica. (at Studium . creative studio & gallery)
https://www.instagram.com/p/BvMhn_ilOq3/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=um9xyinmlese

March 19, 2019

Pop culture is built upon public visibility, provides universal access and is defined in a common time accepted indifferently by all.

. MONSTRUKTOR

March 19, 2019

Populating culture, insightfully.

. MONSTRUKTOR

March 18, 2019

Nothing special, unique.

. MONSTRUKTOR

March 18, 2019

Why search for solutions when I can eliminate the problem.

. MONSTRUKTOR

March 17, 2019

Pop culture is based on small increments with general participatory visions and one big disrupter every other decade.

. MONSTRUKTOR

March 17, 2019

Pop culture is the foundation of the former truth in an ongoing postulation.

. MONSTRUKTOR

March 17, 2019

Pop culture is not about the statement of the future but about the understatement of the present.

. MONSTRUKTOR

March 17, 2019

Pop culture is not about inventing breakthroughs and rather about progression from cyclic formal time notions.

. MONSTRUKTOR

March 17, 2019

Quality is a tool to progress.

. MONSTRUKTOR

March 17, 2019

The thoughtest walls to fall are the ones we didn’t erected by ourselves.

. MONSTRUKTOR

March 17, 2019

3,000 posts! It’s time to move on.

March 16, 2019

My ambitions are simple : eternity, self awareness, a recognized evolutionary step in a polymatic human form, my own curated simplicity, and the acknowledgement of beauty as an ethical strand of kapital.

. MONSTRUKTOR

March 15, 2019

Sentir é por mim demonstrar pela humanidade que se relaciona com o meu estado transitório a forma de refletir o que me rodeia sem qualquer filtro · sofro por isso do mal da entrega, essa dádiva constante de querer receber pela forma mais pura da troca inesperada de elogios em colóquios silenciosos • continuo a disposição para qualquer esclarecimento adicional que necessitem de mim, principalmente os que me pedem que iniba o meu estado natural de ser °

. MONSTRUKTOR

March 12, 2019

Quando era miúdo pensava ser graúdo mas o facto é que nunca fui realmente miúdo. Sempre fui espigadote, mais forte, atento e sedento. Um pouco ocioso, gostava de ter sido menos mas agora que sei mais não deixo que o remorso tome conta de mim, só por prazer. Faço por isso. Sou ativo e quero ser mais velho, por ser mais sábio e sagaz, perspicaz como bem gosto de diferir. Inteligente não, isso é para quem gosta de saber coisas comuns, as respostas certas, solvidas na massa geral do conhecimento e da informação. Eu quero fazer perguntas, como procurar novos problemas e os devidos processos e soluções, por mim e com os outros bem perto. E quero ver para a frente, e por isso agora entendo que nunca quis ser mais velho. Mesmo agora, nem é bem isso que quero, não é isso que digo, porque o que eu sou de facto é um viajante dos tempos futuros e por isso é quero sempre o que vem a seguir.

. MONSTRUKTOR

March 12, 2019

Escrever a desenhar por palavras o que nos inquieta a vida.
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#siza #faup #textos #desenho #salaplana #life #achievement (at Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto)
https://www.instagram.com/p/Bu3VTmIlfes/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=1ricul8rqt9dx

March 11, 2019

Desire and ambition, from the spectrum of who is powerful enough to be relevant, not without imposing a will and specially a way, and always without regret, always free, larger.

. MONSTRUKTOR

March 11, 2019

Só me interessa como faço aqui ( o que faço, já eu sei ) . Desta premissa parte o meu modo, nesse ataque inquieto á vossa humanidade e à vida que me cobro. Por isso prescindo de muito mas nunca do meu essencial, e é aí que afirmo o meu capital – com K para ser mais forte : saber não é tudo, usar é muito mais, dar é um gesto eterno que nenhuma retribuição poderá igualar sem ser na medida da dádiva.

. MONSTRUKTOR

March 9, 2019

allwayscat:

O mais estranho em ti

O mais estranho em ti é o tempo e a percepção dele

O mais estranho em ti é o mais fascinante em ti

Essa fome do tempo finito

Essa noção de estar e existir

Essa noção de ser maior do que qualquer gigante montanha

Essa estranheza de quem vê o tempo passar é uma percepção tua e única, respeitável e audível

Eu vejo te diferente, vejo o tempo como algo que te pertence

Eu vejo o tempo a ser uma mera migalha no homem grande que és

Esse lado humano violenta se a si mesmo numa ambição de titã e como eu admiro te

awcat

March 9, 2019

I cannot follow the path of clarity. I have in my writing the hability to impose overlays and symbolical language deep within the meaning and the underlying semiotic structure of the message. Why mess with it? Why make it easier and approachable to all? Why give it universal easyness and ( a correct (?) ) simplification? Unless I want to became a dull and normalised human, picturing ideals and idyllic treats to pavlovian likes. No, at least for this life, no.

. MONSTRUKTOR

March 7, 2019

#matthewrangel #fbaup #sierra #codex (at Biblioteca Pública Municipal do Porto)
https://www.instagram.com/p/Busw4aDlZ3L/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=gzed8odl5yk8

March 7, 2019

Enough to displace curiosity from the other side of the world.
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Between the open speach and the mystical words of drawing, design and art exhibition, Matthew brought to my class a considerate experience from his life. It’s relative to a pilgrimage enlightening not only the man, but overlaying the landscape, the historical feature, the environmental context, the ecological conundrum. I am still digesting the hability we have as humans to destroy our surroundings and the tenacity nature, as an entity, has about prevailing.
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#mathewrangel #fbaup #sierra #codex (at Biblioteca Pública Municipal do Porto)
https://www.instagram.com/p/BuswZaJlBp6/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=1qkqsfkvetrjo

March 7, 2019

Central as a hub, a station, a system of categorical proportions.
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The man, erecting knowledge, sharing and caring a territory. Landmarks as marks and remarks of the land. Old stories, new views. New stories and old views. This dichotomy, curated and intentional, brought by infinite milles of treks, hikes and survival thoroughly organised.
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#matthewrangel #fbaup #sierra #codex (at Biblioteca Pública Municipal do Porto)
https://www.instagram.com/p/BuriJu8lpvW/?utm_source=ig_tumblr_share&igshid=16p989dm4eku1

March 6, 2019