Dou por mim a pensar, que sou uma tentativa de poeta que nunca quis ser arquiteto. E vice versa.

May 4, 2022

Para já, apetece-me reconhecer que há os que não se ouvem a falar, e os que só ouvem a si próprio a falar.

Para já, basta.

April 10, 2022

What is a fresh start, if not an opportunity in adversity to look at things differently and, perhaps from an entirely new perspective.

Reflecting on the way you’ve always done some things makes it easier to change.

April 4, 2022

Joy is becoming a banal feeling of completion and belonging. Joy is also assertively lacking on what makes an epiphany, the panorama of all things aligned in meaning. Simple things are therefore becoming rarer and pose themselves as singularities. Being ready for an epiphany is something one must practice, but to be able to behold and contemplate on an epiphany is certainly a superior achievement. Practice, achieve and only after, evolve.

April 3, 2022

Imagina que a relva já não é verde e o céu deixou de ser azul.

April 1, 2022

Há questões que por vezes nos assolam como lutas.

Por exemplo, recentemente, tento perceber qual é a versão mais recente de mim. Além da que os outros vêem, procuro aquela versão que eu ainda não sei ser totalmente sincero em admitir, comigo, dirigindo-me ao centro mitocondrial do meu âmago.

É uma alquimia que exige a noção de todos os componentes químicos perfeitamente identificados e não, não acontece como que por magia.

March 30, 2022

O sentimento que persiste, só porque vemos o mundo pela nossa lente.

Repetidamente, como só a agonia pode ser normal, percebo que há coisas difíceis de mudar. Não é de todo impossível, mas a raiz que me invade é essa: como, do mesmo pé, brotam corpos diferentes.

Até o trigo já foi outrora uma variação, uma anomalia, uma vontade (ou acaso) que se transformou em ação. Até eu já pensei diferente, e continuo, aos dias de hoje, a cuidar de certos enxertos que decidi encetar.

É uma agonia constante, esta, a da nossa própria realidade.

March 21, 2022

Stop war everywhere!

Reduce consumerism altogether.

Avoid gasoline, logistics, news.

Our individual position about these three political arguments can decrease the economic value of war drastically.

Think about it.

Public transportation, local goods & relevant information.

February 24, 2022

Não posso ser pós moderno, quando deixei de procurar as formas dos espaços e passei a procurar o tempo da proporção.

February 10, 2022

Infinite, never ending, post state of the previous level.

All started with the forward loop.

In the middle there were cycles.

Concurrently, I’m approaching the moving landscape from the adimensionality of time.

Like a post mannerist queer punk.

February 7, 2022

O ímpeto não é comunicar, é evitar estar só.

A vontade que move o ato de falar e partilhar a vida íntima com os outros, além dos nossos, os tais próximos, com todos os desconhecidos possíveis e acumuláveis, é a evidente incapacidade em aceitar o silêncio e a solidão.

Nada nestes termos é mau à partida. São estados transitórios que justificam modos e condições, caracterizam e influenciam muito mais do que a imagem irrefletida dos outros na nossa vida. São terapia e são a forma mais pura de saber manter a nossa sanidade.

Não são purga nem cura. São subaproveitados. Precisam de instruções.

February 6, 2022

Até um certo ponto, quem se dedica só a fazer aquilo em que é bom, é covarde.

É como se essa cobardia fosse uma traição ao erro, ao fracasso e à possível descoberta de uma alternativa pelo acaso. Nem tudo precisa ser racional, se houver outra parte dessa vida.

January 21, 2022

Com o tempo, talvez seja assim que tem que ser: a celebração passa a ser um estado e não uma condição isolada num dia particular. Presentes, ausentes, nós, na ordem da necessidade e nada mais.l

Que a hipocrisia seja agora, para que no resto do tempo, a redenção tenha lugar.

December 24, 2021

O poder da arquitetura não é o mesmo da arquitetura do poder.

December 16, 2021

Estou suspenso do uso da meta crítica e da minha densa forma de pensar.

Essa que me alimenta na análise do meu estado de ser, como a condição do mundo que me rodeia. Infelizmente, prevalece uma normalização silenciosa que a disciplina da arquitetura professa como sua e que me evita como seu membro excêntrico tanto quanto notável. A sociologia tem mediado este espaço de inquisição, mas a geografia dessa ágora imaginada, será sem dúvida o local de uma discussão pelo poder que uma política de virtude isenta da ética mais elementar. Essa suspensão temporária, por princípio, tem tudo para ficar, mas serei o seu guardião atento, para que possa escapar assim que as regras estejam de novo em causa.

Até lá, vivo sem respirar.

December 1, 2021

Sim, eu tenho uma predisposição para a articulação de raciocínios complexos. Complicados, estruturais e nem sempre inteligíveis, estes raciocínios são uma parte de mim. Há quem dispense tempo para os compreender e há quem os evite. De qualquer das formas, quero afirmar que apesar de tudo eles vão continuar a existir, nas suas formas exatas, sem condições adicionais que não a sua dinâmica, na minha cognoscência. Percebem agora?

November 29, 2021

A maior dificuldade é ouvir. A nós, ao corpo, aos outros, a tudo o que nos rodeia e ainda a esse mundo de saber que nunca teve a presença que desejo em mim.

Vou-me dedicar a ouvir e para isso tenho só que parar.

November 27, 2021

No more coal in Portugal.

Maybe we are the new classic, like in classical antiguity, starting with a progressive take on energy, despite politics and economics being a capitalist variable.

Perhaps this a turning point on how we should profit from our naiveté and ingenuity forming together from a strong sense of responsibility. This comes from the younger generations of people who became aware of how this place is special, immanent and transcendent while representative of the opportunities to evolve from crisis, as a global example.

November 21, 2021

The more we fail as a profession the more we succeed as “the” discipline.

By educating practices, we can perceive the necessary ethical positions to take, both individually and collectively, in regard to knowledge.

November 15, 2021

O cliente paga para ser cliente.

Pode emitir opiniões.

Pelas decisões, são eu o responsável.

November 5, 2021

A responsabilidade em mudar algo ou alguma coisa começa sempre nos outros, num qualquer processo exterior a cada um de nós, o qual só por ser necessário ou evidente, esse processo exterior, comprova a nossa posição estática e inoperante, como perfeitamente plausível… Os dogmas, estigmas e preconceitos são assim carregados de uma forma subliminar, ofuscando a necessidade de mudança, com a falta de estima e amor próprio e que, a existirem, são razões suficientes para a tal imediata regularização do equilíbrio virtuoso ou moral nesse tal contexto. Ninguém se mexe para nada se não tiver um ganho claro, incluindo ficar estático como o ganho da energia propulsora da ignorância.

November 2, 2021

Mais uma, sempre há mais uma, e todos querem é mais, não interessa se devemos ou não, só que há uma para ir e supostamente é para divertir. Nem interessam as imagens degradantes do fim, nem a culpa dos erros cometidos pela ébria forma de substanciar a existência coletiva, só que todos fomos e nos vimos ali, naquele local, onde se escondem os medos de todos na fantasia de nenhum. A euforia da festa é algo que me consome, pois também eu percebo o seu enredo, mas assim não.

November 1, 2021

É protocolo, quase obrigatório, para todos os que usufruem da viagem, demostrar o ecletismo das suas experiências privilegiadas, ao expor uma foto da sua benevolência para com os hábitos, as vistas, (enfim, qualquer predicado situacionista é suficiente), de tais exóticas paragens. É tipo, além fronteiras é um direito adquirido, não é, e da máxima humildade, partilhar publicamente a vida privada, ou será que não é?

October 31, 2021

Azul menino ou rosa menina… Há lá nada mais normativo, incontestado pelos 99% e acima de tudo, completamente desnecessário no mundo em que vivemos (seja o de agora ou o de sempre). Cor e sexo é uma noção capitalista que nem percebemos bem como persiste na mente do mundo moderno, com a força e a persistência do conceito. Poderia explicar como surgiu mas nada mais me interessa do que evitar essa análise, recontada, e assim, esperar (de esperança) que essa dúbia noção binária desapareça.

October 30, 2021

Brilhante, dourado, muito ou pouco, depende do gosto, mas a marcar a propriedade, o comprometimento, na sua maioria inconsequente, inconsciente, inconsistente, com a verdadeira realidade dos factos: de que vale o anel, se a relação é frágil ao ponto da mentira. Fidelidade, essa palavra em forma de logro.

October 29, 2021

Pressão da resposta, sempre certa, sempre em cima, o daquele momento que é sempre mais útil se utilizado a pensar no que dizer, do que arrependido do que poderia ter sido dito. É uma mensagem automática a favor da mediocridade, sem questionar que o fórum se faz com calma, reunião e ponderação, dure o tempo que durar o compromisso individual de cada participante, sem necessidade de impor outra visão que não a melhor resposta a esse coletivo.

October 28, 2021

Público, como em transporte público, ou seja, livre de acesso, a todos, sem qualquer tipo de restrição que não a regra plural mais simples possível, o bilhete de entrada, que não garante a desresponsabilização do cuidado, da simpatia e da urbanidade.

October 27, 2021

Estreia, simplesmente a inauguração, de algo ou alguma coisa, que vai ficar em exibição e portanto com acesso, a todos, durante um certo período de tempo, além do dia inicial, seja um filme, uma exposição ou até uma promoção, conseguem provocar histeria e segregação, a partir do pseudo estatuto da presença ou do estreante.

October 26, 2021

Fila de trânsito, lenta, quase parada, várias faixas de rodagem e há sempre quem desespere por um metro de espaço, um meio segundo de tempo e a opulente ignorância da calma, da paciência e da consideração, sem pensar que, de facto só provoca ainda mais aquilo que, supostamente, pretende evitar.

October 25, 2021

Folha de avaliação, descendente, do melhor para o pior, de cima para baixo numa lista que claramente define (publicamente) o culto do resultado, excluindo da equação pedagógica a dificuldade individual, a necessidade de apoio e a ajuda como meio de sucesso coletivo.

October 24, 2021

“Thank you for the invitation” in academia is starting to feel like presumptuous snobbery. Pretentious. What about just an honest and private “thank you” ? Thanking publicly to the host (individuals, collectives and/or institutions) should not be the introduction to your invoked participation!

This “invitation concept” is wrongly applied when the majority of those occasions deal specifically with an “invocation” of some sort (surely epistemological, perhaps technical or even just an opinionated point of view). Considering a position without this initial proposition of status, hierarchy, superiority and privilege is not justifiable to the audience, to whom the invoked has the obligation to consider on a “equal degree of importance”.

Perhaps, if the “invited” part considered the true meaning of the participation itself beyond curriculum, peer pressure and faculty portfolio, some sort of a “deeper pedagogy” could appear and make “thank you for the invitation” obsolete.

October 23, 2021

Momentos, sublimes. A beleza do momento como o momento de si mesmo. A forma como há quem se atreve a ver tanto em tão pouco. Esse pouco que é demasiado em tantos que nos rodeiam. Que medo, não existem nem demónios, nem fantasmas, seja de nós próprios, até que nós próprios, os invocamos, incitamos até, ao nascimento.

Depois tudo acaba e a beleza que sempre foge, escapa-se. Definitivamente.

Corre.

October 21, 2021

A evolução é um mecanismo de sofisticação. Quão avançada nos demonstra a real crueza da nossa existência.

Deixemo-nos de apreciar a arte, a cultura, esse espaço temporal da história.

Vivamos da degradante política da ética ausente e da virtuosa forma de destruir tudo, a partir do todo incompleto de cada um de nós.

October 17, 2021

O futuro é com certeza ausente de pensamentos cartesianos.

Como no momento em que compreendes que o homem que suspiras ser e o homem que és convergiram num espectro de uma possível presença humana, sem forma.

Por isso, tudo no legado é a ponte para o todo análogo, seja ele biologia ou filosofias diversas.

October 11, 2021

We feel the urge to communicate. It gets larger everyday. In that process we tend to transmit unique anthropological concepts, using generalisation tools, as languages and words. Each individual culture is built upon specific semantics. We are “losing” it, quantumly, bit by bit, without even noticing the scale of loss. The unstoppable force of universalisation of knowledge leads me to write these words in English. Imagine what we may be doing without knowing. Bad, wrong, wright, good, it doesn’t matter. This entangled predicament continues to thrive in my mind.

Universal symbols are becoming less questioned by the 99%. A book, an appliance, a house, a street, a government, a practice, a border, a sea, a planet, a light, a fire.

September 26, 2021

We keep missing the opportunity to reconfigure our entire life, specifically the part connected with the way we spend our time alone.

September 7, 2021

I used to waste my time… I never had time… I have no time, to regret. I cannot live thinking about what I could have been, or how could things have been done.

Instead, I chose to be how I am today and I keep choosing this way everyday. Regret anchors you to the lowest possible outcome of any expectation you may consider as an alternative to an honest, humble and fulfilling life.

Considering the result of our decisions is a process of the utter most importance and is directly connected to the evidence of time. The closest and prior to the ignition point the better, as if it ignites past the moment of that specific action, it will be considered for sure, as regret. It’s critical to have an equilibrium about this proportion of before and after “the decision” as this tipping point can unbalance the process of self awareness, social relations and personal autonomy.

Don’t over rationalise and don’t neglect it either. Live thinking about you. Focus on ideas, people and events and deny conversations about anything except truth.

You will not regret it.

September 4, 2021

The perception can radicaly change from a different consideration and point of view but ( and there’s a big one ) I consider everyone’s jobs as essential.

The bin collector, the health worker, public servants, lawyers, economists, everyone, can have an essential part in our observation of a socially impactful job. But, ( and here comes the big one ) , people consider only the classification of that specific job while forget to consider the process embedded in course of the activity itself.

A profession and title needs to be more than only the surface of what is expected and still, we tend to oversimplify the importance of being accurate in our presumptions of the term essential. Take the global pandemic as an example, and we can for sure agree on what could be a superfluous activity and what was indispensable from our daily struggle to cope or even survive altogether.

My perception shows me how wrong we are: while I consider public health and adjacent services as essential during extremely uncertain times, I observed influencers on the rise and media consumption went abnormally high. And then there’s publicity, news and public announcements! Entertainment is in fact the self lobotomy of our times and is being delivery over the air…

Let’s put it this way: I know everything is relative and we shouldn’t impose anything to anybody but, respectfully, you are being pretty ignorant on this one if you don’t start purging current social affairs from your “timeline” and accept you instead live in a “lifeline” made of every essential molecule of our existence.

August 30, 2021

Ter que dizer que se gosta, é ter que aprender a gostar. Apreciar o que se gosta é sempre muito melhor quando não exige algo público. Sem serem precisos segredos mas também, sem nada menos do que essa cumplicidade natural que nutre uma relação com esse tipo de gostar.

August 22, 2021

Se até a hipocrisia está em crise, vamos ter que lidar com a realidade em breve. Evitar este mundo real implica distanciar a percepção da observação e, em todo o caso, assumir a ausência da holística como modo.

A percepção, a observação e a holística são os factores essenciais para a consolidação do conhecimento sobre a vida real, a presença e a existência.

Entendimento e compreensão sairão assim da crise! Talvez a seguir o mesmo aconteça com a humanidade.

August 16, 2021

Technology, isn’t the topic. Human behaviour is.

What to debate in a reward/cost predicament? Personal reward or collective cost?

What’s the motivation on destroying by excluding the long term vision?

Economists should learn from religions on how to force belief and stimulating responsability.

August 10, 2021

How can there be finesse in exuberance?

August 5, 2021

A man, a thinker, a writer, a poet, should always be a man of his own time.

Neglecting to acknowledge this, can disturb the peace of mind one need to observe and percept it’s surroundings. By no means I am imposing a topic as only being relevant if it reflects the characteristics of social space and time, but rather I am proposing that one should intent to broaden the range of argument to surpass all possible dimensions of intelligibility.

August 4, 2021

What’s the last thing you remember saying to yourself?

July 30, 2021

Vivemos onde, no mesmo sítio que se fala da falta, se vende o excesso; onde, sinalizada a fome, a doença e a morte, permanece o egoísmo, a fantasia e o vício. A sociedade como sistema não tem mais surpresas, pelo menos daquelas que julgamos nem sequer existir e no final, são a rotina de todos, sem exceção.

Vivo e falo por mim, e mesmo assim, junto-me às regras do jogo para poder deixar algo melhor para alguém.

A mudança já não chega, revolução é temporária, violência nunca foi solução. É preciso uma nova posição.

Treinem.

July 26, 2021

O que me interessa ter? Quem me interessa conhecer? Quantos mais posso juntar? Será que chegam estes? Em que ponto é demais? Quando posso acabar? No que podemos acordar?

Tudo é nada. Tudo, impede a vontade indómita.

July 24, 2021

“… Completa pela bagagem etnográfica da paisagem histórica e cultural de um território e das suas imagens, a representação tem além de todas as provas e camadas do conhecimento universal a leitura no tempo que afetam a noção do espaço onde nos reconhecemos humanos.”.

Sim, reconhecer a nossa posição exige reconhecer a firmeza coletiva dessa sociedade, dos seus valores e dos pescados. Reconhecer a posição é ainda a noção da percepção da forma, na geometria da observação indiciada pela distância relativa do coletivo ao emissor. Reproduzir o óbvio sem transitar para o valor patrimonial do futuro, é uma oportunidade perdida, em participação e humildade. Representar esse processo é a minha opus.

July 23, 2021

O enredo, o segredo, a contemplação. Seja o que for precisa ser contado para alguém, da forma correta, formalizando a política de produção num processo ético e onde a filosofia toma o seu lugar. Publicar, tornar público, sem ser escândalo ou acidente; uma definição reservada para a exclusiva presença dos argumentos da obra, na obra editorial, mais ou menos articulada de forma científica mas certamente intelectual e entendível. Mesmo sem formação há inúmeros exemplos do que agora raramente se faz. Ensaios, manifestos, registos, diários, novelas, dá trabalho escrever. Ninguém lê!

Para mim A exposição é o início e não o fim. Está é A política de produção que pratico. Esta É a obra que componho, e uso quem vê para ser A obra em si. Ciclos.

July 22, 2021

O silêncio que ensurdece, pela falta de uma distinção clara do que entendi. Não é o silêncio que nos ensurdece, mas antes a falta de saber ouvir.

July 21, 2021

De olho na exposição. O artista, a produção, a vernissage. O clímax da vaidade e da energúmena vontade em mostrar. Voyeurs a postos e já está. Consome-se tudo! Quadros, bebidas, narrativas, aperitivos, instala-se uma narcolepsia, cataplexia, que me deixa a mim atónito, paralisado, no quadro alucinatório da obra. Momento medíocre, momento de dúvida, momento de insegurança, momento de julgamento… Momento, nunca epítome prolongada.

Pelo cariz da mesma, a exposição amplifica todas as práticas investigativas reunidas na manipulação da virtude, do pecado e da moral, numa ética de recolha de dados, num ciclo infinito de interação com o público observador.

July 21, 2021

A suprema importância da interação! O artista, a obra, os observadores. Quem serão os participantes? Momentos intermédios de trabalho, provam a importância de uma construção assente num processo de observação a partir de uma metodologia de perceção. Enquanto não houver método não haverá processo. Sem análise não há crítica. Sem conceito podem continuar a jorrar ideias. Sem onerar o público com a parte que lhe cabe, além do bilhete chato é claro, não é possível mostrar o que é a verdade da obra: o medo de ser recusado, negado, repudiado. Abnegação suprema!

July 20, 2021

Emoldurar desvios ilusórios em dilemas sociais: o exercício que fala da falha que falta aceitar: uma imagem repetida pelo espelho que reflete tudo menos sobre o paradoxo da imagem que podia ser vista na noção do tempo que a luz nos trás: os certos locais, que pela sua psicogeografia, demonstram que o espaço não se ausenta do nosso tempo, mas pelo contrário: são esses que nos explicam que somos nós quem descura o habitat que nos contextualiza:

July 19, 2021

Nem uma se faz bem, quanto mais tudo ao mesmo tempo. Complexidade versus a inepta competência de aprender concentrado, de apreciar e ser apreciado, de usar o tempo sem o vagar de outros tempos e mesmo assim atingir o significado que ele tem para todos, decorrer.

July 18, 2021

Ahh… tão pouco é pensado além do pormenor: nem plano pequeno nem maior. A obra evidencia a falta capital: seja de parágrafo, capítulo ou índice nominal. Para quê, se arte se faz do improviso, da vontade, do ego, do que surge e se promete como novo? Método?! Pfff… Nah… Acumular num processo acessível a todos as bases, as que nos dão mais do que o resultado? Mas acima de tudo, propor que o resultado não seja extinto no momento da sua apresentação? E que tal um ciclo contínuo de produção, que ativa pelas suas políticas, uma nova forma de implicar a narrativa do artista no seu público? Eihn…

July 17, 2021

O desenho beaux não está ao alcance de qualquer um, e por isso divagam em supostas ilustrações naïf, como que a suprir a falta de coragem em investir na técnica. Anatomia, biologia, química, física, matemática, sociologia, coreografia, cinematografia, fotografia, enfim, um conjunto de campos que são a soma da tal dedicação… Dão trabalho, muito. São uma teologia, e retiram tempo ao deboche, aos pressupostos que outrora se regiam pela la fée verte líquida (e que agora se fuma). São uma alucinação, pela figuração, para ampliar o reconhecimento individual com os deuses do nada. Uma bande à part do tempo mas dentro do que se espera da moda, e da forma de acabar o golpe, numa glória que só os mesmos conseguem ver, sem uma história nova para contar.

July 16, 2021

Exige-se o contacto com a realidade, pela deambulação. Os espectros da cidade existem, sem sequer ser necessário um filtro paranormal. Basta olhar, mesmo, e ver. O canto, o recanto, a amplitude, a intimidade ou até a falta disto tudo, existe! Cada local faz a sua parte, no entanto, procuram-se sempre as excepções (as mais teatrais possíveis), e ignora-se desta forma o génio de cada lugar, naquilo que o espectro configura como meta momentos de reconhecimento espacial, temporal, cultural e social. Procura-se a foto perfeita e pede-se o encanto da fantasia, bem afastado da realidade da obra.

July 15, 2021

Treinar o exercício de base filosófica, inserido numa purga investigativa, posicionando desta forma, cada indivíduo, perante a sua imagem, em si, a obra. É assim tão difícil esta atividade extra corpórea ser uma prática comum, onde cada pretenso, emula uma visão além dos lugares comuns? O loop interminável de iguais afronta-me, aziado, na inquietude da forma desejada, seja desenho, figura ou bloco de cor…

July 14, 2021

Posicionar o que tende a ser manuseado como figurante. A estratégia infrutífera da ativação pela mensagem erudita, que termina no domínio do emocionalmente social. Sem outra tática que não este acenar descomprometido do outro lado do caminho, com as ferramentas afinadas para o esquecimento, o artista é vítima do que sugere ser o seu próprio dilema.

July 13, 2021

A mesma narrativa geométrica de sempre, onde as mentes quadradas andam em círculos e os ineptos pontos individualistas desenham o coletivo programado. É o desenho clássico pelo pecado, sem vetor pela virtude, com o bloco da marca, do objeto desejado, como o novo protagonista. Viver acordado é um ensaio dramático sobre a narrativa percepcionada.

July 12, 2021

Do macro para o micro, do maior para o menor, fora para dentro, baixo para cima, esquerda para a direita. Assumpção pressuposto, preconceito. Mecanismos compensatórios da falta de práticas pessoais de auto reflexão… Ilusórios desvios ou desvios ilusórios? Não interessa a ordem se não há critérios na prossecução consequente e obrigatória do após… Consumir coisinhas avulsas não.

July 11, 2021

Quão alta tem que ser a arrogância para ser percebida quão baixa é a desilusão? O desfasamento entre a arte e o artista é tão mais amplo quanto o mesmo entre o princípio e a moral. Pelo mesmo painel, a sociedade é equidistante do valor ausente da cultura e da vontade em ter/ser arte. Honestamente, quão baixo desceu o artista em princípios, valores e objetivos? Tanto quanto o seu público?

July 10, 2021

Será que pelos nossos desvios ilusórios em dilemas sociais podemos atingir na testa os ineptos cadáveres que transportam blocos de cor com marca pela rua? Quantos mais vetores serão precisos para aumentar a procura?

July 9, 2021

Descobrir a cidade pelos fragmentos da moral ausente da virtude, em pequenos painéis que incitam ao colecionismo obsessivo da história completa, é em si o tempo perdido na leitura sobre esse espaço que rodeia essa mesma chamada de atenção. Se ao menos essa prática fosse possível na esfera pessoal, o artista não precisava elaborar esse tamanho escândalo.

July 8, 2021

A coerência é o maior desafio do artista, que mesmo sem entendimento, narrativa ou audiência credível continua a procurar a oportunidade em um dia ser ferramenta e capital em leilão.

July 7, 2021

Everything new is immediately past.

July 4, 2021

A felicidade do cansaço que me imponho, que domino e que aceito.

June 23, 2021

Encontrar a oportunidade ou criar a oportunidade?

Aproveitar a oportunidade ou gerir a oportunidade?

Feita para os outros ou será esta a minha?

June 22, 2021

O normal morreu, desapareceu.

Pelo menos até ao novo se instalar.

June 16, 2021

Today I found myself to be a vague entity.

Limits, boundaries and conditions seem to fade with the paradox of knowledge, either acquired or built.

I’m not ceasing to exist in any inevitable manner, but every contradiction I am able to cope with, (con)/eludes me onto a new and much simpler theory.

We are absent of a non binary option.

June 15, 2021

I do not want to return to normal. I am coherently demanding everybody to step further ahead of the last known position.

May 28, 2021

Dentro ou fora do erro, não interessa.

Antes olhar pela minha janela de oportunidade, aberta, e nesse arejamento para um novo jardim, é claro. Que frescura matinal a que me invade, despe e enamora. É tanto quanto a carícia que devolvo por somente a sentir. É um toque subtil que nem sempre sinto, que por vezes admito e que desejo, tanto quanto possível, mas que nem sempre consigo alcançar. Sinto-me um fruto, pronto a ser colhido.

Importa manter o comportamento que me constrói, e por isso, mesmo errático, deambulo, derivo e divirjo.

May 19, 2021

Living within the boundaries of fiction, conjuring the heist of reality, an utopia, mostly drugged on capitals…

A fictional tale, about a fictional tale, incepted, provisioned by the only kleptomaniac one cannot accuse of, a reflex of our own demise.

May 3, 2021

A exceção não confirma a regra, pois se não, a exceção arrebata a normalidade, seja pela derrota, seja pela vitória.

Há dias assim, onde a normalidade é a regra dos comuns, é pessoal, mas não representa a excêntrica forma de ser e estar de alguns, só evita decifrar o amparo de mente, que esses mesmos, rejeitam ao renascer.

April 26, 2021

It’s what I am, it’s why I do it, it’s how I know myself to be who I am, wherever I may roam.

April 4, 2021

O mundo chegou ao limite do que é possível entender da humanidade. Resta-nos avançar para uma nova etapa, assente no que ainda temos por descobrir, a partir da solidariedade, respeito e admiração cultural.

April 1, 2021

Como proteger as pessoas de si próprias?

Polícia, lei ou formação?

O treino pode resolver as lacunas individuais com uma perspectiva correctiva e coletiva.

March 27, 2021

Todos temos mecanismos de defesa: uns mais, outros menos, uns mais fortes, outros menos, mas todos temos.

Por isso nos dedicamos a atacar.

March 24, 2021

I feel the transition of our anthropological sense migrating to a digital world, where we can be a functional human being, while being completely fictional.

March 24, 2021

Há quem aceite, quem negue, quem reduza, quem aumente; há até quem ache bem o que acontece em tanto mal…

Há quem se prepare para o fim do mundo e, há quem espere voltar ao normal.

Há pouco quem aproveite a oportunidade para melhorar a todos a visão do amanhã.

March 22, 2021

Estamos prontos para mudar. A altura é a certa, o momento da evolução é este. Prosperar implica a realização mais profunda da vida de cada um, emagrecer…

Gordos.

March 19, 2021

Um título não me serve de nada, excepto na douta paradoxia de alguém que no mesmo do mesmo, as condições para resolver a existência de tais contradições.

Colocado, inquieto, feliz por mais um desafio.

March 15, 2021

The amount we waste on nothing, when all we need is time.

Usually spent on frivolous entertainment, without any visible result, uncompromising and disposable informational sessions of pure nothing.

Spend more time on your self, your close family and friends, on your education, training and position.

March 11, 2021

It never was anxiety, it was, unquestionably, restlessness.

I have faced death, loss, violence, sadness, despair, drama and obsoletion.

Looking back, I can identify a common definition of anxiety but, giving it a second look, I can now see and translate those events in a deeper view of the moment: I never stopped.

Never got stranded, ever got immobilised in more than a fraction, a protective synapse, and this changes everything! It’s not anxiety. Anxiety incapacitates, and I never felt stronger than during the event (obviously sensing the adrenal/hormonal decay immediately after) but I always fell into a mature acknowledgement of my own personal strengths and weaknesses.

I’m not an alien, I just have built the tools to look at things in spacetime differently.

March 2, 2021

Também eu, me entrego, a ser lembrado pela ternura, pela dedicação e na elegante forma de me inquietar.

February 17, 2021

O tempo perdeu o tempo de estar e assim me segue, sem tempo, sequer, para eu ver esse tempo a passar.

February 15, 2021

Love is blind, and sometimes it should be a little bit deaf.

February 14, 2021

Stop talking about sex and gender, male and female and start seeing humans, that have to be respected (and respect back), even if you don’t accept their choices. It’s not your business to decide other people’s life, that should be intimate and private, tho…

Refrain yourselves.

February 12, 2021

“Liberdade para todos.
Liberdade de escolha e decisão!!!

… pandemia.

“Estão doidos???!
Liberdade para as pessoas?!?!?
Elas não sabem, nem querem tomar decisões!

Pessoas…

“Digam lá o que é para fazer, para as pessoas decidirem se vão cumprir o que é melhor para elas…

February 2, 2021

Quando tudo está mal, tudo é mau e só depende de nós.

Quando isto que nos rodeia é causado pelo mais simples descuidado, negado pela desatenção em quem o provocou sermos nós.

Quando o privilégio (?) do conforto em sequer viver, não é reconhecido à mesa farta, dessa falta de reconhecer que a liberdade é total.

Quando se grita por mais… quando se desperdiça o que já se tem.

Quando tudo é garantido, nada se considera, nada se conquista, tudo perde sabor.

Quando o argumento bacoco, ignorante, violento e criminal é o discurso fluído dos maiores e da sua maioria.

Quando achamos que estamos fora e afinal somos iguais. Diferentes mas iguais. Todos iguais não somos. Somos diferentes. Todos.

Quando nos focamos na critério de base e nem percebemos que isso é dado adquirido, universal e não pode ser comparado, é a base.

Quando paramos para pensar e não pensamos.

Quando tudo é exterior a nós e deixamos de nos posicionar a partir de dentro.

January 21, 2021

People are dying. People are buying bitcoin. People are planning the next trip. People are spending online. People are divorcing. People are bending the system. People are lazy. People…

January 5, 2021

We have to enjoy a full time occupation. We have to start with being human.

January 1, 2021

Há uma altura em que o especialista não chega. Este, afetado pelas visão de túnel do seu próprio campo de especialidade, esquece inocentemente que o mundo tem variáveis além do (seu) horizonte conhecido, por vezes até insuspeito ou subliminar, e que isso afeta a raíz da solução tanto quando a leitura do problema.

December 28, 2020

Bragging is like having pity on self esteem.

People deserted silence while searching for peer pressure when they don’t need it. Calm, confident and assured individuals are getting harder to find because their vocabulary is coming from an exterior voice that resonates only the group acceptance.

December 8, 2020

Uma vez ou as vezes restantes…? Cada um escolhe por si.

December 4, 2020

Aceitei a saga do pensamento, resoluto e destemido, como se só da minha coragem pudesse existir. Como se de uma fé irónica se tratasse, destacada pela realidade em querer pertencer aos demais.

Esta viagem pessoal, encadeia tempo e espaço, pessoal e coletivo, numa noção de cultura em constante construção e faz-me pensar em todos os modernos ignorantes que agora são urbanos, muito mais que os provençais.

Que os há, há.

December 2, 2020

1920, não havia testes, nem pagos.

2020, os testes são o bem mais precioso, e são pagos.

2120, que desumanidade pensar que só se tem acesso a pagar pela tecnologia do bem comum.

2220, e pensar que à bem pouco tempo ainda se precisava de dinheiro para sequer viver.

November 15, 2020

A técnica do desenho não prevalece sobre o desenho da técnica.

Espaços, precisam de técnica, é certo, mas a arquitectura faz-se do desígnio, na mais profunda sensibilidade do habitat. Faz-se a partir desse estudo cultural do signo antropológico em permanente evolução.

November 15, 2020

Voltar à normalidade ou aproveitar a oportunidade para começar de novo? Nem sei porque há dúvidas.

November 3, 2020

Vive a pandemia, vive na pandemia ou sobrevive à pandemia.

October 29, 2020

Discuss unbuilt projects, methodologic systems, research in a commercial practice environment, polymathic practices, decolonising architectural training, contextual positioning, architect’s ego, architecture turn/exit and perspectives about the future of the profession.

October 26, 2020