Vivemos onde, no mesmo sítio que se fala da falta, se vende o excesso; onde, sinalizada a fome, a doença e a morte, permanece o egoísmo, a fantasia e o vício. A sociedade como sistema não tem mais surpresas, pelo menos daquelas que julgamos nem sequer existir e no final, são a rotina de todos, sem exceção.

Vivo e falo por mim, e mesmo assim, junto-me às regras do jogo para poder deixar algo melhor para alguém.

A mudança já não chega, revolução é temporária, violência nunca foi solução. É preciso uma nova posição.

Treinem.

July 26, 2021

O que me interessa ter? Quem me interessa conhecer? Quantos mais posso juntar? Será que chegam estes? Em que ponto é demais? Quando posso acabar? No que podemos acordar?

Tudo é nada. Tudo, impede a vontade indómita.

July 24, 2021

“… Completa pela bagagem etnográfica da paisagem histórica e cultural de um território e das suas imagens, a representação tem além de todas as provas e camadas do conhecimento universal a leitura no tempo que afetam a noção do espaço onde nos reconhecemos humanos.”.

Sim, reconhecer a nossa posição exige reconhecer a firmeza coletiva dessa sociedade, dos seus valores e dos pescados. Reconhecer a posição é ainda a noção da percepção da forma, na geometria da observação indiciada pela distância relativa do coletivo ao emissor. Reproduzir o óbvio sem transitar para o valor patrimonial do futuro, é uma oportunidade perdida, em participação e humildade. Representar esse processo é a minha opus.

July 23, 2021

O enredo, o segredo, a contemplação. Seja o que for precisa ser contado para alguém, da forma correta, formalizando a política de produção num processo ético e onde a filosofia toma o seu lugar. Publicar, tornar público, sem ser escândalo ou acidente; uma definição reservada para a exclusiva presença dos argumentos da obra, na obra editorial, mais ou menos articulada de forma científica mas certamente intelectual e entendível. Mesmo sem formação há inúmeros exemplos do que agora raramente se faz. Ensaios, manifestos, registos, diários, novelas, dá trabalho escrever. Ninguém lê!

Para mim A exposição é o início e não o fim. Está é A política de produção que pratico. Esta É a obra que componho, e uso quem vê para ser A obra em si. Ciclos.

July 22, 2021

O silêncio que ensurdece, pela falta de uma distinção clara do que entendi. Não é o silêncio que nos ensurdece, mas antes a falta de saber ouvir.

July 21, 2021

De olho na exposição. O artista, a produção, a vernissage. O clímax da vaidade e da energúmena vontade em mostrar. Voyeurs a postos e já está. Consome-se tudo! Quadros, bebidas, narrativas, aperitivos, instala-se uma narcolepsia, cataplexia, que me deixa a mim atónito, paralisado, no quadro alucinatório da obra. Momento medíocre, momento de dúvida, momento de insegurança, momento de julgamento… Momento, nunca epítome prolongada.

Pelo cariz da mesma, a exposição amplifica todas as práticas investigativas reunidas na manipulação da virtude, do pecado e da moral, numa ética de recolha de dados, num ciclo infinito de interação com o público observador.

July 21, 2021

A suprema importância da interação! O artista, a obra, os observadores. Quem serão os participantes? Momentos intermédios de trabalho, provam a importância de uma construção assente num processo de observação a partir de uma metodologia de perceção. Enquanto não houver método não haverá processo. Sem análise não há crítica. Sem conceito podem continuar a jorrar ideias. Sem onerar o público com a parte que lhe cabe, além do bilhete chato é claro, não é possível mostrar o que é a verdade da obra: o medo de ser recusado, negado, repudiado. Abnegação suprema!

July 20, 2021

Emoldurar desvios ilusórios em dilemas sociais: o exercício que fala da falha que falta aceitar: uma imagem repetida pelo espelho que reflete tudo menos sobre o paradoxo da imagem que podia ser vista na noção do tempo que a luz nos trás: os certos locais, que pela sua psicogeografia, demonstram que o espaço não se ausenta do nosso tempo, mas pelo contrário: são esses que nos explicam que somos nós quem descura o habitat que nos contextualiza:

July 19, 2021

Nem uma se faz bem, quanto mais tudo ao mesmo tempo. Complexidade versus a inepta competência de aprender concentrado, de apreciar e ser apreciado, de usar o tempo sem o vagar de outros tempos e mesmo assim atingir o significado que ele tem para todos, decorrer.

July 18, 2021

Ahh… tão pouco é pensado além do pormenor: nem plano pequeno nem maior. A obra evidencia a falta capital: seja de parágrafo, capítulo ou índice nominal. Para quê, se arte se faz do improviso, da vontade, do ego, do que surge e se promete como novo? Método?! Pfff… Nah… Acumular num processo acessível a todos as bases, as que nos dão mais do que o resultado? Mas acima de tudo, propor que o resultado não seja extinto no momento da sua apresentação? E que tal um ciclo contínuo de produção, que ativa pelas suas políticas, uma nova forma de implicar a narrativa do artista no seu público? Eihn…

July 17, 2021

O desenho beaux não está ao alcance de qualquer um, e por isso divagam em supostas ilustrações naïf, como que a suprir a falta de coragem em investir na técnica. Anatomia, biologia, química, física, matemática, sociologia, coreografia, cinematografia, fotografia, enfim, um conjunto de campos que são a soma da tal dedicação… Dão trabalho, muito. São uma teologia, e retiram tempo ao deboche, aos pressupostos que outrora se regiam pela la fée verte líquida (e que agora se fuma). São uma alucinação, pela figuração, para ampliar o reconhecimento individual com os deuses do nada. Uma bande à part do tempo mas dentro do que se espera da moda, e da forma de acabar o golpe, numa glória que só os mesmos conseguem ver, sem uma história nova para contar.

July 16, 2021

Exige-se o contacto com a realidade, pela deambulação. Os espectros da cidade existem, sem sequer ser necessário um filtro paranormal. Basta olhar, mesmo, e ver. O canto, o recanto, a amplitude, a intimidade ou até a falta disto tudo, existe! Cada local faz a sua parte, no entanto, procuram-se sempre as excepções (as mais teatrais possíveis), e ignora-se desta forma o génio de cada lugar, naquilo que o espectro configura como meta momentos de reconhecimento espacial, temporal, cultural e social. Procura-se a foto perfeita e pede-se o encanto da fantasia, bem afastado da realidade da obra.

July 15, 2021

Treinar o exercício de base filosófica, inserido numa purga investigativa, posicionando desta forma, cada indivíduo, perante a sua imagem, em si, a obra. É assim tão difícil esta atividade extra corpórea ser uma prática comum, onde cada pretenso, emula uma visão além dos lugares comuns? O loop interminável de iguais afronta-me, aziado, na inquietude da forma desejada, seja desenho, figura ou bloco de cor…

July 14, 2021

Posicionar o que tende a ser manuseado como figurante. A estratégia infrutífera da ativação pela mensagem erudita, que termina no domínio do emocionalmente social. Sem outra tática que não este acenar descomprometido do outro lado do caminho, com as ferramentas afinadas para o esquecimento, o artista é vítima do que sugere ser o seu próprio dilema.

July 13, 2021

A mesma narrativa geométrica de sempre, onde as mentes quadradas andam em círculos e os ineptos pontos individualistas desenham o coletivo programado. É o desenho clássico pelo pecado, sem vetor pela virtude, com o bloco da marca, do objeto desejado, como o novo protagonista. Viver acordado é um ensaio dramático sobre a narrativa percepcionada.

July 12, 2021

Do macro para o micro, do maior para o menor, fora para dentro, baixo para cima, esquerda para a direita. Assumpção pressuposto, preconceito. Mecanismos compensatórios da falta de práticas pessoais de auto reflexão… Ilusórios desvios ou desvios ilusórios? Não interessa a ordem se não há critérios na prossecução consequente e obrigatória do após… Consumir coisinhas avulsas não.

July 11, 2021

Quão alta tem que ser a arrogância para ser percebida quão baixa é a desilusão? O desfasamento entre a arte e o artista é tão mais amplo quanto o mesmo entre o princípio e a moral. Pelo mesmo painel, a sociedade é equidistante do valor ausente da cultura e da vontade em ter/ser arte. Honestamente, quão baixo desceu o artista em princípios, valores e objetivos? Tanto quanto o seu público?

July 10, 2021

Será que pelos nossos desvios ilusórios em dilemas sociais podemos atingir na testa os ineptos cadáveres que transportam blocos de cor com marca pela rua? Quantos mais vetores serão precisos para aumentar a procura?

July 9, 2021

Descobrir a cidade pelos fragmentos da moral ausente da virtude, em pequenos painéis que incitam ao colecionismo obsessivo da história completa, é em si o tempo perdido na leitura sobre esse espaço que rodeia essa mesma chamada de atenção. Se ao menos essa prática fosse possível na esfera pessoal, o artista não precisava elaborar esse tamanho escândalo.

July 8, 2021

A coerência é o maior desafio do artista, que mesmo sem entendimento, narrativa ou audiência credível continua a procurar a oportunidade em um dia ser ferramenta e capital em leilão.

July 7, 2021

Everything new is immediately past.

July 4, 2021

A felicidade do cansaço que me imponho, que domino e que aceito.

June 23, 2021

Encontrar a oportunidade ou criar a oportunidade?

Aproveitar a oportunidade ou gerir a oportunidade?

Feita para os outros ou será esta a minha?

June 22, 2021

O normal morreu, desapareceu.

Pelo menos até ao novo se instalar.

June 16, 2021

Today I found myself to be a vague entity.

Limits, boundaries and conditions seem to fade with the paradox of knowledge, either acquired or built.

I’m not ceasing to exist in any inevitable manner, but every contradiction I am able to cope with, (con)/eludes me onto a new and much simpler theory.

We are absent of a non binary option.

June 15, 2021

I do not want to return to normal. I am coherently demanding everybody to step further ahead of the last known position.

May 28, 2021

Dentro ou fora do erro, não interessa.

Antes olhar pela minha janela de oportunidade, aberta, e nesse arejamento para um novo jardim, é claro. Que frescura matinal a que me invade, despe e enamora. É tanto quanto a carícia que devolvo por somente a sentir. É um toque subtil que nem sempre sinto, que por vezes admito e que desejo, tanto quanto possível, mas que nem sempre consigo alcançar. Sinto-me um fruto, pronto a ser colhido.

Importa manter o comportamento que me constrói, e por isso, mesmo errático, deambulo, derivo e divirjo.

May 19, 2021

Living within the boundaries of fiction, conjuring the heist of reality, an utopia, mostly drugged on capitals…

A fictional tale, about a fictional tale, incepted, provisioned by the only kleptomaniac one cannot accuse of, a reflex of our own demise.

May 3, 2021

A exceção não confirma a regra, pois se não, a exceção arrebata a normalidade, seja pela derrota, seja pela vitória.

Há dias assim, onde a normalidade é a regra dos comuns, é pessoal, mas não representa a excêntrica forma de ser e estar de alguns, só evita decifrar o amparo de mente, que esses mesmos, rejeitam ao renascer.

April 26, 2021

It’s what I am, it’s why I do it, it’s how I know myself to be who I am, wherever I may roam.

April 4, 2021

O mundo chegou ao limite do que é possível entender da humanidade. Resta-nos avançar para uma nova etapa, assente no que ainda temos por descobrir, a partir da solidariedade, respeito e admiração cultural.

April 1, 2021

Como proteger as pessoas de si próprias?

Polícia, lei ou formação?

O treino pode resolver as lacunas individuais com uma perspectiva correctiva e coletiva.

March 27, 2021

Todos temos mecanismos de defesa: uns mais, outros menos, uns mais fortes, outros menos, mas todos temos.

Por isso nos dedicamos a atacar.

March 24, 2021

I feel the transition of our anthropological sense migrating to a digital world, where we can be a functional human being, while being completely fictional.

March 24, 2021

Há quem aceite, quem negue, quem reduza, quem aumente; há até quem ache bem o que acontece em tanto mal…

Há quem se prepare para o fim do mundo e, há quem espere voltar ao normal.

Há pouco quem aproveite a oportunidade para melhorar a todos a visão do amanhã.

March 22, 2021

Estamos prontos para mudar. A altura é a certa, o momento da evolução é este. Prosperar implica a realização mais profunda da vida de cada um, emagrecer…

Gordos.

March 19, 2021

Um título não me serve de nada, excepto na douta paradoxia de alguém que no mesmo do mesmo, as condições para resolver a existência de tais contradições.

Colocado, inquieto, feliz por mais um desafio.

March 15, 2021

The amount we waste on nothing, when all we need is time.

Usually spent on frivolous entertainment, without any visible result, uncompromising and disposable informational sessions of pure nothing.

Spend more time on your self, your close family and friends, on your education, training and position.

March 11, 2021

It never was anxiety, it was, unquestionably, restlessness.

I have faced death, loss, violence, sadness, despair, drama and obsoletion.

Looking back, I can identify a common definition of anxiety but, giving it a second look, I can now see and translate those events in a deeper view of the moment: I never stopped.

Never got stranded, ever got immobilised in more than a fraction, a protective synapse, and this changes everything! It’s not anxiety. Anxiety incapacitates, and I never felt stronger than during the event (obviously sensing the adrenal/hormonal decay immediately after) but I always fell into a mature acknowledgement of my own personal strengths and weaknesses.

I’m not an alien, I just have built the tools to look at things in spacetime differently.

March 2, 2021

Também eu, me entrego, a ser lembrado pela ternura, pela dedicação e na elegante forma de me inquietar.

February 17, 2021

O tempo perdeu o tempo de estar e assim me segue, sem tempo, sequer, para eu ver esse tempo a passar.

February 15, 2021

Love is blind, and sometimes it should be a little bit deaf.

February 14, 2021

Stop talking about sex and gender, male and female and start seeing humans, that have to be respected (and respect back), even if you don’t accept their choices. It’s not your business to decide other people’s life, that should be intimate and private, tho…

Refrain yourselves.

February 12, 2021

“Liberdade para todos.
Liberdade de escolha e decisão!!!

… pandemia.

“Estão doidos???!
Liberdade para as pessoas?!?!?
Elas não sabem, nem querem tomar decisões!

Pessoas…

“Digam lá o que é para fazer, para as pessoas decidirem se vão cumprir o que é melhor para elas…

February 2, 2021

Quando tudo está mal, tudo é mau e só depende de nós.

Quando isto que nos rodeia é causado pelo mais simples descuidado, negado pela desatenção em quem o provocou sermos nós.

Quando o privilégio (?) do conforto em sequer viver, não é reconhecido à mesa farta, dessa falta de reconhecer que a liberdade é total.

Quando se grita por mais… quando se desperdiça o que já se tem.

Quando tudo é garantido, nada se considera, nada se conquista, tudo perde sabor.

Quando o argumento bacoco, ignorante, violento e criminal é o discurso fluído dos maiores e da sua maioria.

Quando achamos que estamos fora e afinal somos iguais. Diferentes mas iguais. Todos iguais não somos. Somos diferentes. Todos.

Quando nos focamos na critério de base e nem percebemos que isso é dado adquirido, universal e não pode ser comparado, é a base.

Quando paramos para pensar e não pensamos.

Quando tudo é exterior a nós e deixamos de nos posicionar a partir de dentro.

January 21, 2021

People are dying. People are buying bitcoin. People are planning the next trip. People are spending online. People are divorcing. People are bending the system. People are lazy. People…

January 5, 2021

We have to enjoy a full time occupation. We have to start with being human.

January 1, 2021

Há uma altura em que o especialista não chega. Este, afetado pelas visão de túnel do seu próprio campo de especialidade, esquece inocentemente que o mundo tem variáveis além do (seu) horizonte conhecido, por vezes até insuspeito ou subliminar, e que isso afeta a raíz da solução tanto quando a leitura do problema.

December 28, 2020

Bragging is like having pity on self esteem.

People deserted silence while searching for peer pressure when they don’t need it. Calm, confident and assured individuals are getting harder to find because their vocabulary is coming from an exterior voice that resonates only the group acceptance.

December 8, 2020

Uma vez ou as vezes restantes…? Cada um escolhe por si.

December 4, 2020

Aceitei a saga do pensamento, resoluto e destemido, como se só da minha coragem pudesse existir. Como se de uma fé irónica se tratasse, destacada pela realidade em querer pertencer aos demais.

Esta viagem pessoal, encadeia tempo e espaço, pessoal e coletivo, numa noção de cultura em constante construção e faz-me pensar em todos os modernos ignorantes que agora são urbanos, muito mais que os provençais.

Que os há, há.

December 2, 2020

1920, não havia testes, nem pagos.

2020, os testes são o bem mais precioso, e são pagos.

2120, que desumanidade pensar que só se tem acesso a pagar pela tecnologia do bem comum.

2220, e pensar que à bem pouco tempo ainda se precisava de dinheiro para sequer viver.

November 15, 2020

A técnica do desenho não prevalece sobre o desenho da técnica.

Espaços, precisam de técnica, é certo, mas a arquitectura faz-se do desígnio, na mais profunda sensibilidade do habitat. Faz-se a partir desse estudo cultural do signo antropológico em permanente evolução.

November 15, 2020

Voltar à normalidade ou aproveitar a oportunidade para começar de novo? Nem sei porque há dúvidas.

November 3, 2020

Vive a pandemia, vive na pandemia ou sobrevive à pandemia.

October 29, 2020

Discuss unbuilt projects, methodologic systems, research in a commercial practice environment, polymathic practices, decolonising architectural training, contextual positioning, architect’s ego, architecture turn/exit and perspectives about the future of the profession.

October 26, 2020

A leitura do não verbal tomou a dimensão humana de assalto. Fez perceber que o que estava garantido, como que desapareceu debaixo dos nossos pés. Esse chão que desapareceu foi somente a realidade a anunciar-se.

October 25, 2020

Start decolonising methodologies. Defund academic endogamy. Stop conditional knowledge. Refurbish pedagogy. Position systems. Prosper.

October 23, 2020

The opportunity to question what’s instituted and the institutions.

October 18, 2020

O design enquanto disciplina é obra de uma elite intelectual, informada, interessada e participante. O design enquanto manifestação é facilmente confundido com o resultado prático e seguro da solução visual. A metodologia corrente da passividade institucional sobre este assunto não irá transformar um assunto de nicho para uma realidade/generalidade no curto prazo ( ou sequer alterar essa relação de acesso e difusão ). Há quem não queira saber do futebol como há quem não queira saber quem, por comparação a um cão de rua, sugeriu o cinismo como doutrina.

October 18, 2020

O egoísmo consumista, supérfluo, superficial, recorrente e transversal, ausentou do espírito o sacrifício.

Perante o novo normal, o sacrifício é só a forma de cuidar, proteger e garantir a liberdade de todos pelo nosso próprio exercício consciente e individual.

Reivindica-se a liberdade pelo barulho dos inconsequentes criminosos que levarão essa virtude à podridão, decadência e morte do princípio básico da vida social, o respeito do meio pelo meio em que nos inserimos e prosperamos.

Assim o prejuízo é maior.

October 11, 2020

Há tanta gente que ama e tão pouca a saber amar.

September 30, 2020

Já nem sei se me estou a despedir ou se me estou a apresentar. Nem interessa, sou só eu.

September 28, 2020

Life is not a binary implementation of a past vision, of values and hysterical societies. Life is a multiple set of layers, opportunities and experimental at its core, in which individuals positions fundamental decisions about existence and absence.

September 27, 2020

Olhar para dentro, recusar o modo de olhar para fora, o desse desdém que já nem incomoda.

September 26, 2020

We, as a whole, are the obstacle to prosperity. The one of the planet, the one of our children, the one of a proper cultural and diverse education. We are there invasive reason why progress needs to be adjusted to a balanced ecology of the human brain, with the human body and the inherent habitat in which we must settle as another specie.

Prevailing depends on our reasonable and responsible acts that lead us to behold a dramatically different future.

We must start with education, training and benign acceptance of our students doubts and tribulations.

September 1, 2020

A beleza do mundo é ele ser como é e isso nunca chegar para me apaziguar a alma.

August 6, 2020

The highest, largest, biggest, …. achievement is the process as a measurable product and not the result a perishable production, by an irrefutable margin.

July 31, 2020

Your expectations of me are not my responsibility to make real.

July 31, 2020

There’s a robust elegance in a thoughtful prototype that even a sublime polished result cannot compete with.

July 30, 2020

Stop solving, start creating. Endless loop.

July 29, 2020

O filho carrega os pecados do pai e só ele os pode conter na culpa ou decidir pela sua redenção.

July 29, 2020

The ability to create a machine that endures time beyond a lifetime is not proportionally enough to the sanity of the creator of that machine. That predicament, sanity, remains connected to the scale of that same mind and related to the finite sins of the creator, the father. This special connection between time, work and labour, dictates a special place to be taken as the place of birth, our earth, this home.

My work will endure time and will be relative to the places in which I engaged life as a creator. Still, people will prefer to connect with me in the medium of the afterlife.

July 28, 2020

I see myself on the outside, from the outside and that’s a performance left outside of the inherent tumble from reality usually keeping people from falling deeper within.

July 27, 2020

Questioning things shouldn’t be a sign of belief but of individual committed compromise.

July 23, 2020

Passei anos à minha procura. Agora ando há anos a descobrir-me. Uma vida destas levará um homem a inscrever-se na sua própria história, demostrando para além de qualquer dúvida que o compromisso com a vida depende do laço íntimo e pessoal com a razão e forma de ser quem sou.

July 16, 2020

Se algum dia me disserem para parar eu corro, corro…

July 9, 2020

A ciência exata das coisas depende da percepção individual. Afirmo-o desde o âmago da minha visão relativa, contextual e pessoal. Afirmo-o também por ti que me lês.

Mesmo na absoluta certeza da ciência, podemos encontrar derivas positivas e satisfatórias.

Mesmo com pontos de vista provados, podemos sempre divergir na abordagem ao resultado.

Mesmo que o resultado se mantenha estável podemos argumentar versão/variável ou alternativa, seja de raíz metodológica ou outra que tal.

Só não aceita a proposta da incoerência, da dúvida e da incerteza quem nunca se provou errado pelo simples prazer do processo per se, esse do fazer.

Só não aceita a mudança quem não sabe alimentar a sua própria dúvida e se senta em cima do resultado.

Só padece de menos quem acha que mais é exato.

July 3, 2020

The acknowledgment of a finite time gives me the meaning of an infinite life.

June 14, 2020

In the end there’s dust, and on that dusk some of us will become ghosts.

June 7, 2020

Violence generates violence. Attack implies defense. Aggressiveness produces fear. Talking louder escalates to shouting discussions and to desperate screaming.

Everybody knows this arguments and still everybody forgets about them.

Everybody!

June 7, 2020

From the first take on space this actors are getting better and better. Ever since the moon landing the scenes and the sets are becoming truly believable and real. Can’t wait for the next chapter in Mars.

May 31, 2020

Persistência bacoca ou a ilusão do sucesso. Presunção de talento ou ausência crítica. Contextual ou referencial. Imaturo ou pioneiro. Ponderado ou simplesmente insolente. Garantidamente insuficiente para o açougue da sociedade contemporânea. Deslocado pela existência de apenas uma visão pura e peculiar. Obstinado pela obsolescência divina, proclamada desde bem fundo, do meu interior. O âmago de uma geração eterna e a decadente visão do normal. Completamente desilusão. Perseverante por feitoria, defeituoso por erudição, morto por nunca vacilar de pé.

May 26, 2020

May 26, 2020

I can be seen as arrogant and narcissist. That is mainly due to the way I am able to speak from within, free from guilt and while sharing a deeper insight on existence.

May 19, 2020

Quanto mais só estás contigo, mais próximo estás de quem gostas, quando estás realmente acompanhado.

May 10, 2020

A forma como observas a vida dos outros afeta a experiência que tens da tua. O oposto também é verdade, complementar e profusamente elementar.

May 4, 2020

Today I have heard for being slightly the same, while exactly different as a distinction of a singular presence, an alien. I connected immediately and felt nothing less than the imprisonment of comparison towards others. As a non-binary thinker I cannot condone this feeling about being alone or even the comfort of vulnerability but instead I have to enjoy the responsibility of the individual self as a constant. This absent choice of conformity relates to strong dynamics between an infinite string of intersecting actions and human beings, and sometimes, other aliens.

April 24, 2020

Entre ponto, reta e curva há uma intersecção de interesse.

Notabilidade, temporal e cronológica.

Racionalidade, funcionalismo e custo.

Irreverência, sensualidade e domínio.

É assim que definido o meu, o que posso afirmar que intersecto diagonalmente, com esta escrita visual que desenho pela simplicidade.

Mas há algo mais, algo além do plano e da própria construção volumétrica dimensional. Há algo que só a leitura da linguagem densa, detalhada e pessoal pode deslindar. Há uma narrativa singular, tanto quanto cada projeto o é em si, e como se prevê, incomum e irreverente, assoberbante, pelo discurso exaltado de história, referência, inovação e desígnio. A diferença de pares persiste, pois a minha vontade de ego transforma a responsabilização em ser e estar na história partilhada, da qual sou o único responsável em traduzir. Sem submissão aplico esta extensão ao mundo que me rodeia e assim vivo no estilo de ser quem sou por ter em mim todos os outros.

Reconheço desta forma o desígnio que aplico a tudo na minha vida, numa naturalidade diária, a de quem sabe aprender a morrer.

April 22, 2020

Esta morbidez, moderna, tele transmitida, atualizada em tempo real, estatística e logarítmica, fruto de uma psicose induzida à escala planetária, pode e deve ser objeto de ponderação, quem sabe, repúdio. Escolho manter a distância que a sanidade informada exige.

April 15, 2020

When rules don’t apply natura naturans.

March 29, 2020

Fala muito quem não sabe ter resposta. Quem não precisa falar sequer, ensina pela prática da próxima ação.

March 25, 2020

People fight, when there’s a leader.

They thrive on motive, prevail within acknowledgements and evolve on adversity.

They adjust and comply, when following a beacon they recognize as familiar, resounding their present reality with safety and the recognition of a common place.

Only then I’m pointing at home, aiming the light of all those emitters as the projection of one single ray of time in our history.

March 21, 2020

Choose : a full stop or a different way forward.

Either way, it depends on each and every one of us to select upon conscience the practice to adopt as a tool to merely see.

Optimistic, yes, naive, sometimes, aware, as much as possible, dominant, always.

March 18, 2020

Situation is simple. Be prepared and brace yourself for a long speculative period full of new opportunities. Absorb and implicate every aspect of your former life in it.

Prevail.

March 18, 2020

Estou farto de tentar… Não consigo salvar toda a gente. Tenho que me salvar a mim também. Talvez assim consiga salvar mais alguém.

March 11, 2020

No wonder leadership starts with ourselves. In the beginning one needs someone to lead and this can only be related to the lead of the self.

Anywhere, everywhere, things and people, out of will and desire, can become whichever one says it can be. So, I’m saying loud and clear, whichever imprisoned being I may seem, I am definitely free. Please receive my deepest condolences and sympathy for what I’m yet to say and do.

March 10, 2020

Trabalho muito para poder dizer que não trabalho.

February 26, 2020

A vida não é uma arte e viver não expressa mais do que a simples necessidade em estar vivo. Sobreviver é a única razão de procurar estar acompanhado, ao passo que sentir continua o adultério sobre o que é perceber o sentido de estar vivo. Nada se sobrepõe a quem se consegue erigir por si, talvez por isso se vejam menos fenómenos individuais e mais ligações ao coletivo. O artista, o amador, o praticante, desapareceu. No seu lugar surgiu um vulto, pleno de confiança na sua própria obsolescência. Seja assim ou de maneira diferente, como quer que seja eu acredito que o que me espera é fatal. Seja eu mais artista ou mais grupo, irei viver distintivamente o que ousou em mim ficar.

February 25, 2020

There’s no such thing as absolute failure. Malfunction, entropy, misreading, are subverted predicaments, incurring as a fail, only if nothing is done in order to mitigate danger, error or even death. Everything else is purely human’s inability to listen, see and do.

February 17, 2020