Writing

A leitura do não verbal tomou a dimensão humana de assalto. Fez perceber que o que estava garantido, como que desapareceu debaixo dos nossos pés. Esse chão que desapareceu foi somente a realidade a anunciar-se.

October 25, 2020

Start decolonising methodologies. Defund academic endogamy. Stop conditional knowledge. Refurbish pedagogy. Position systems. Prosper.

October 23, 2020

The opportunity to question what's instituted and the institutions.

October 18, 2020

O design enquanto disciplina é obra de uma elite intelectual, informada, interessada e participante. O design enquanto manifestação é facilmente confundido com o resultado prático e seguro da solução visual. A metodologia corrente da passividade institucional sobre este assunto não irá transformar um assunto de nicho para uma realidade/generalidade no curto prazo ( ou sequer alterar essa relação de acesso e difusão ). Há quem não queira saber do futebol como há quem não queira saber quem, por comparação a um cão de rua, sugeriu o cinismo como doutrina.

October 18, 2020

Cada dia que passa o dinheiro toma diferentes formas para mim. Pensava eu que as realidades conhecidas de certos objetos, nomeadamente a forma reconhecível do dinheiro, não seriam nunca questionáveis no uso e função. Mas são.

Enganei-me, ou aprendi, não interessa, o que interessa é que a "forma" do dinheiro para mim, mudou. Deixou de ser uma única estrutura de matéria visível, representado as fronteiras e todos os outros limites impostos pela sua presença e passou a ser um conceito abstrato de relativa importância e uso.

Prefiro ter água comigo do que o bolso cheio de notas, pois dependo continuamente da primeira matéria, tanto quanto relativizo a necessidade e a intermitência da segunda.

O dinheiro é um conceito e não um bem, valor, ou comodidade. É um limite, uma condição e uma realidade incontornável para nos deslocarmos sequer no nosso mundo próximo. Mas é também possível de identificar e relativizar. É possível de evitar e propor alternar.

Será esta a primeira oportunidade em que desvendamos a imagem real do mundo. Sem a sua presença percebemos que é necessário somente para que não tem mais nenhuma opção disponível. É desnecessário numa proporção maior do que alguns vez imaginamos e quando assim é os valores maiores que o dinheiro assumem o seu papel individual.

Solidariedade, bondade, empatia e simpatia, cordialidade, urbanidade e cidadania, educação, formação e treino, humildade, dedicação e profissionalismo. Honestidade. Estes são alguns dos meus valores, os principais e impossíveis de comparar em valor com o dinheiro. São estes os meus bens, que guardo e faço render.

São estes os meus valores e a minha fonte de riqueza e que assim me considero e chamo de rico pois esta é a nossa verdadeira riqueza ò Júlia...

October 17, 2020

O egoísmo consumista, supérfluo, superficial, recorrente e transversal, ausentou do espírito o sacrifício.

Perante o novo normal, o sacrifício é só a forma de cuidar, proteger e garantir a liberdade de todos pelo nosso próprio exercício consciente e individual.

Reivindica-se a liberdade pelo barulho dos inconsequentes criminosos que levarão essa virtude à podridão, decadência e morte do princípio básico da vida social, o respeito do meio pelo meio em que nos inserimos e prosperamos.

Assim o prejuízo é maior.

October 11, 2020

A realidade como simulação representa adequadamente a luta entre o presente cognitivo e o acontecimento futuro no passado efetivo. Esta relação de causalidades, ancorada na noção de limite da velocidade da luz e da sua inultrapassável constante de tempo, massa e energia, não me serve.

Para o mundo, esta evidência é um engarrafamento claro entre sinapses e as oportunidades credíveis de avanço e progressão.

Para mim é a ausência de posicionamento crítico, individual, onde o intelecto e a matéria convivem numa velocidade espacial de progressão constante entre a superposição quântica e o inimaginável cenário cosmológico.

A mim, interessa-me a interferência do meu corpo com o interface sensorial dessa realidade consciente e emocional.

Neste contexto mundano, sou relativo à minha massa e energia, sou dinâmico e movimento-me.

Estas regras satisfazem-se somente pelo meu corpo.

October 7, 2020

Há tanta gente que ama e tão pouca a saber amar.

September 30, 2020

Saudade, melancolia, marasmo, taciturno, bucólico, romântico, são termos apropriados pela maioria para descrever o outono. Talvez seja pela luz, chuva, temperatura ou primeiras tormentas... Decididamente é pelo tempo que agora somos "obrigados" a passar em casa, dentro dos horários urbanos, abrigados e em preparação do pior que está para vir, o inverno. Racionalmente, percebo a questão, principalmente porque o precedente é o oposto, onde geralmente se usam termos como liberdade, atividade, exuberante, estival, alegria, frescura. Acho interessante a perspetiva negativa, depressiva e opressora do estilo de vida ideal que certos humanos têm desta altura do ano.

Essa transição comparativa é em si o grande catalista emocional da época : uma influência do meio, uma circunstância ritual onde identificamos que estamos a passar de um estado para o outro e onde o nosso conforto físico e mental vem instintivamente ao de cima. Também podemos observar o impacto ( bem menor ) que esta transição tem em ambiente urbano, onde até o clima parece regulado. O conforto desta vida ( urbana ) nem sempre é dependente da meteorologia : uma chuvita aqui e ali, um vento mais forte e tal mas, o passeio, a rua e o modo de habitar continua disponível e a funcionar, por isso, nada afeta ou muda.

Ora, fora do contexto urbano, o cenário é diferente. Em aglomerados médios a definição de urbano permanece, mas daqui para menos tudo muda.

A primeira diferença começa no verão, onde o desprestígio da sobrevivência animal ( humano/não ) não dura o tempo das férias normais.

Segundo, a reclusão acontece em grupo, de uma forma comunitária e preventiva.

Terceiro, esta hibernação forçada garante o tempo de purga que o humano urbano não se sabe proporcionar, e que tanta falta lhe faz. Este tempo para si, ti ou para o eu, é um tempo que garante a força necessária para receber a estação que está por vir e aí sim, garantir a preservação basilar da existência individual nesta certa realidade. Em ambiente urbano persiste o desprestígio desta realidade, principalmente pela garantia proporcionada pelo ambiente circundante, onde tudo é dado como adquirido e se na sua falta, basta passar a tema de revindicação para tudo se normalizar.

Já não sabemos sobreviver e isso é que é o nosso habitat natural. Obviamente que não comparo com o tempo de fugir das bestas para não sermos comidos, mas consigo afirmar que quem "come da terra" está a desaparecer. Falo então do ciclo, da doutrina, da rotina e da comunhão natural com o meio, do domínio do habitat pretendido, não pela subjugação do material e da técnica que só o humano impõe pelo engenho, mas pela ecologia do tempo, do ambiente e da necessidade proporcional ao esforço disponível. Tudo agora é demais, é exagerado, é feito para infligir dano, dolo e destruição.

A equação é esta : o contexto sazonal, a condição existencial, o ato convivial e a subjugação do meio, condição do habitat, pela razão da sobrevivência.

O resultado é um factor mínimo para muitos, com taxa de crescimento exponencial para todos e que certamente alguns vão musealizar neste texto num outono do próximo tempo. Vamos todos ser agricultores, trocar cereais entre nós e artesanato às noites, calmas pela ausência da informação digital! Claro que não, os tempos mudaram, e a nossa adaptação foi por adoração. Deixamo-nos ir nessa crença do progresso a qualquer custo. Passamos a notar menos porque tudo tem menos impacto neste ambiente urbano e social.

Basta sair da esfera da cidade para se perceber como isto é óbvio, claro e fundamental. Essa saída não precisa ser física, basta uma cidade capaz de pensar assim enquanto acompanha o raciocínio proporcionado pela dita equação.

Neste tom, significativamente nostálgico, posso cair na razão do que estou a argumentar diferente, mas se pensarem que as minhas férias se passam assim, talvez concordem com o que desperto e incito a rever. Deixem lá o verão passar porque o tempo de viver não escolhe estação, nem lugar, escolhe somente a ética do ser, na humanidade do querer, algo melhor para mim, que só assim pode ser para todos.

September 28, 2020

Já nem sei se me estou a despedir ou se me estou a apresentar. Nem interessa, sou só eu.

September 28, 2020

Life is not a binary implementation of a past vision, of values and hysterical societies. Life is a multiple set of layers, opportunities and experimental at its core, in which individuals positions fundamental decisions about existence and absence.

September 27, 2020

Olhar para dentro, recusar o modo de olhar para fora, o desse desdém que já nem incomoda.

September 26, 2020

Num recente exercício em que a marca Porto foi convocada, identifiquei a oportunidade em aplicar um raciocínio inovador e construído a partir da leitura crítica da evolução da marca institucional da cidade.

Uma marca de génese clássica, nominativa e com um sinal simplificado pela tipografia, composta pelo carácter universal da leitura do alfabeto latino. A utilização da moldura gráfica e do glifo é seletiva, garantindo pela necessidade da aplicabilidade, a leitura técnica adequada em dimensão e formato. Pujante, composta por aliterações em relações fonéticas, a manifestação material da marca é adequada, e serviu para mim, como o reconhecimento do quanto a marca implícita é muito mais poderosa do que o dístico explícito que a expõe. Foi elaborada por um designer gráfico e isso nota-se, pois existe só, numa ecologia decorrente norma gráfica ao invés de prosperar numa pedagogia de manual de marca onde o capítulo inicial se prolonga para os também manuais de identidade, comunicação e meios. Da leitura da publicação depreende-se essa vontade em materializar a ideia em inúmeros suportes, com bases e bases de estudo gráfico, visual e iminentemente estético.

Este foi o racional que apoiou o exercício : como ir além do implícito. Mais, como trazer para o conhecimento geral todo o conjunto de valores, assumidos e reais, inenarráveis no sinal que ainda persiste; como e sem perder a confiança do interesse, da descoberta e do reconhecimento pela transformação óbvia da nova atividade ( peculiar ) da marca numa campanha simplória; como, sem desprender os valores instalados e continuar a focar o receptor num conjunto sentimental de argumentos que apresenta a mensagem como a própria marca e introduz um novo tipo de categorização : a emocional.

Depois do desconhecimento dar lugar à curiosidade, a desconfiança deu azo à construção de uma empatia imediata com o conteúdo da mensagem, subliminarmente ligada com a marca original ( leia-se original como no contexto da origem ) e libertou um novo conjunto de endorfinas em apoio coletivo. De tal forma que certas fundações da edilidade "abanaram" como se pretende que um "portuense" faça, sobretudo assim que vê a oportunidade em "vingar", de novo, perante a inovação e a "adversidade". Este "orgulho" veio imediatamente à tona e a atividade emocional deu lugar à busca de materialidades e ações concretas. Erro. É normal.

Com esta abordagem de marca não revisito a criação de uma outra marca, originária da cidade, de 2015-17 ligada à produção de cerveja e onde exploro os conceitos etnográficos regionais numa manifestação comercial de interesse turístico.

Esta é diferente, e começa na prossecução de um valor/lucro emocional que o mercado se posicionou em proporcionar e ainda ninguém veio aproveitar. A manifestação da marca emocional não pretende concorrer com o sinal gráfico, ou com campanhas isoladas, mas sim ativar um sentimento coletivo de reconhecimento individual.

Emocionante, instigadora, catalista de uma vontade em ser aquilo que pode ser e que ainda não foi até agora, a marca Porto dará agora os passos na direção certa. Sai do óbvio, ultrapassa a mera utilização do sinal e apresenta um significado realmente antropológico, social e aplicado à realidade comum, enquanto evita ser decorrente da vontade individual de um qualquer departamento pessoal.

A catarse de grupo não faz parte deste léxico, desta marca, mas sim a ponderação e a reflexão individual, pelo reconhecimento e empatia do local, pela experiência da sua própria existência e pela sua realidade. São pequenos gestos que constroem esta marca gigante e cada um dos "locais" é um suporte de comunicação potencial. Cada pedra, detalhe, carácter, são polarizações no domínio do implícito e do explícito, como veículos para esta mensagem, que se pode manifestar tanto pelo maior como pelo mais pequeno acto de genuinidade.

Pela primeira vez, efectivamente, transformar a cidade num suporte de comunicação.

Manifestações simples, pistas gráficas, visuais, etnográficas e "locais", identificáveis, como apropriações possíveis apostadas na transfiguração do território disponível na primeira marca patrimonial de génese emocional.

Certamente o maior projeto de branding alguma vez pensado.

É assim este Porto. Ponto.

Nota : o projeto foi doado à cidade do Porto sob licença de uso e apropriação livre garantindo exclusivamente a propriedade intelectual do autor. Pandemias...

September 24, 2020

A oportunidade da evolução, não é a mesma da da mudança. Se por um lado surge a dita oportunidade e se aplica o termo de modo indiscriminado à forma como esta abertura a algo se permitir alterar é clara, por outro lado, evoluir ou mudar são termos relativamente diferentes.

Aplicados à conjuntura têm definitivamente abordagens diferentes na forma como se ajustam ao resultado esperado e como tal, logo à partida não serão termos complementares. Talvez isso não passe da dificuldade imediata em assumir que é preciso mais do que a simples definição para que a classificação correta da progressão coletiva possa ser percebida cognitivamente e irrefutavelmente. Evoluir é avançar algo existente. Mudar é alterar o curso de algo para outro processo idêntico - ou não.

Avançar algo pelo ajuste do seu trilho primário pode ser considerada uma transfiguração semântica dos significados cognitivos atuais, mas é impossível rejeitar a dificuldade em risco de assumir prevalência de resultado. Posto este risco em risco e novas oportunidades ( em si ) apresentam a força de uma nova cadeia de valor intelectual, coletivo e perseverante no domínio social da mudança pela evolução. Estamos focados nos termos individualmente e não no processo que a aglutinação de significados podem trazer disruptivamente ao resultado.

O país tem na sua história várias oportunidade em aplicar ambos os termos de maneira conveniente, mas, e por diversas condicionantes, as suas aplicações foram sendo subjugadas para um impacto diferente do possível ou até manipulativamente menor do que o esperado.

A forma como nunca fomos afetados pelo conflito em larga escala, como a nossa revolução se deu sem uma catarse violenta da ordem pública, como a(s) crise(s) económica(s) serviram unicamente para o fortalecimento do feudos políticos e industriais baseados na organizado financeira de interesses, ao invés da melhoria das condições de vida da população geral ou até, quem sabe, da criação de riqueza integrada na leitura do potencial instalado do país, defletiu a possibilidade de aproveitar sequer a noção da oportunidade básica então surgida entre tanto perdida.

Assim, nunca fomos de facto capazes de nos purgar e nivelar comparativamente com os outros (com iguais ou diferentes não interessa) com os externos (vizinhos, próximos ou distantes) e com os internos (passivos, agressivos ou corruptos). Fomos sempre aguentando a pressão da economia, da política e dos valores sociais (presentes ou em falta) com esta forma de vida pacata, submissa e boçal em que nos podemos reconhecer.

Os portugueses são assim, uma forma de estar permissiva, pacata e amistosa. São infundidos de um valor natural em perceber a taxa de esforço necessária para algo suficiente, perto da notabilidade mas sem necessidade exclusiva de o ser. É uma racionalidade instintiva que quando dissociada da culpa conservadora, do dogma boçal e aplicada um pouco como um treino de vida, irá ser deslumbrante perceber como algo perfeitamente singular. No dia em que os problemas desaparecem outros tomam o seu lugar mas existe em nós uma capacidade anormal em prosperar, aos poucos, nessa constante da existência em grupo.

Esta elegância natural, ineficiente e inconsciente no modelo Universal deixa-me últimas vezes em conflito. Se, por um lado, tenho em mim a inquietude que me constrói, por outro, fico consternado com a competência de relativização de alguns. Sem vulgaridade, é possível banalizar a grande parte do que me inquieta e a partir disso prosperar. Aceitar não é resignar e por isso um processo interno que implica o domínio dessa intenção, contrariando assim um pouco da pacatez em causa mas ao estudar a definição reparei na oportunidade de aceitar que um pouco de rebeldia também tempera esta forma de ser e coexistir entre a dimensão do termo e a sua aplicação individual.

September 23, 2020

The current global pandemic context is serving as the justification for a new instalment on how to maintain ( one of ) capitalism's biggest trend : instigate people to thrive by keeping movement as a commodity.

This is backed by two main arguments concerning an implicit relation with time ( therefore the speed of execution and of availability/access ) and space ( concerning mostly where we produce professional activities ) with the ability to move, commute or even displace our participative capitalist habitat through the notion of mobility.

Time

I can state that 5G is not the answer to the notion of mobility : it's only a medium in which new approaches and specifically new professionals can develop new and innovative ways to gather more and better information, establish productive connections and enhance existing opportunities to develop pre existing valuables. It's definitely not radical, it's possibly harmful and should not be overrated - as it is right now. We can presumptuously do more and call it "better" but only if our intellectual abilities are adjusted in tandem with the new set of digital tools and, in my opinion, they couldn't be farther away from one another as they are right now. Nonetheless, faster, sooner, quickest are the ( wrongfully ) used terms to describe performance when they represent ignorantly the inherent vice of a poor use of time. This is ironically the status quo in which every single one of us can find comfort when describing work related positions.

We have to realise that it takes time to produce an environmental change able to conduct a forward momentum specifically aimed at surpassing the unaware state in which we can position ourselves and the ( supposed ) ethical, political and productive leaders of our time. It takes time and training, meaningful and restructured training. Prepare individuals, train groups and reset corporations into the ecology of time is an enormous task and again, takes an enormous amount of time itself to be done properly, productively and efficiently. Time is key in this context of mobility as a commodity and speed/connectivity could be the misunderstood relation between execution and process.

Space

Home, individual, collective and almost all of the different categories of living, are not prepared to be used as an indiscriminately answer to the topic. This intimate human habitat is not arranged to be fruitful in the answer to the professional activities we are discussing right now. It does not includes a mandatory set of conditions we can universally acclaim as representative of a modern day workspace. One can have a designated space with a perfect desk, state of the art digital instruments and all the broadband connectivity in the world and still, be missing the biggest asset in this home setup : the implicit mindset of the surroundings relative to the ongoing activities.

As a note take this argument as being applied to the workgroup as well as to the liberal individuals and as a generic statement, representing the need to peer recognition in order to satisfy the social urge to reward composite behaviours by expecting communal reunion routines. Again, not universal.

We have to stop thinking about working from home as a better solution for these times, comparing this with an appropriate workspace at a purpose built office. Cumulatively we cannot deny that a garden or even a public square can make us more productive than an enclosed one in certain moments or conditions. There's a range of opportunities for us to profit from this, acknowledging first and foremost that this is not an universal truth applicable to everyone but rather a different vision, mostly driven towards a better education and in order to the accepted as a positive change within a much needed diversity in the home-habitat-work context. This is also not a services/desk only based opinion, as we can find that most of production-line workers need differential inputs in order to keep their motivation going and the diversity of spaces during work routines is a proven one. I affirm myself in line with the internal positioning proposition of a space and time relevant only for the individual in every specific task, not as an universal model or even a undisputable solution but a diversified approach to increase equilibrium, hierarchical achievements and a fruitful life-habitat-career curation.

Towards training

I am proposing that we must be trained to practice how to work hard and how to rest hard; how to identify the difference between personal life and professional character; how to utterly engage our creativity at work at its full potential even acknowledging the lack of context and adequate conditions to submit a different type of intimacy to that limited yet public community scrutiny; how space needs to be adequate to range every set of needs while uses as a definition need to be fundamentally distinct from functions in order to propose individual appropriations.

This reflects itself in an immediate need to dissect time and space as a dissertation of use and function in order to propose the context for the next level professionals. Mobility is key and connectivity is the foundation for this progression to even exist, thus considering time and space as the core instalment of this conundrum.

Despite being able to profit from mobility people prefer to settle. Despite being able to roam the entire hemisphere, remember how the agricultural revolution and individual/small proto urban settlements were dethroned by social gatherings of larger and larger scale. These behaviours are the defense mechanisms of every single ethnographic group in a defined range of identifiable anthropological tactics. Rationality led us to the development of civilisation's biggest argument : safety within a group of equals. Race defined that we only want to be together because we need to, but I can assure you, we need to be alone most of the time. A time and space for meditation, mediation and self recognition is lacking every time we are not able to admite we should be better with ourselves in order to be better by being in a group. I admit this is a satisfying and comforting way to provide and feel the full dome of safety upon us but I also recognise we are no longer dependant of walls to defend our cities and protect our crops. It's time to move on, accepting diversity, migrations and mobility beyond just the compulsory behaviour capitalism intended it to be. Travel, transport, move, commute, but deflect the mandatory peer acceptance of social bucket list and the " have to visit " politics as they are the categorisation of poor individual mental skills.

Does this mean we should consider the next step in the direction of work as a standstill in mobility? Should we engage in working from home as an evolution of a person career or can we reposition any workspace to start working from within ourselves? Should we engage in new types of social peer recognition in which we stand out and suffer estrangement from workgroups or should we try and start coworking from wherever because my position/activity is no longer geo dependant? Should develop an individual space, indifferent from physical position, established by each one of us through proper training?

It is not hard to acknowledge that even a factory worker can apply this tactics into is individual career strategy, considering time and space as training dependant in order to achieve awareness and sustain an emotional stability conducing to successful equilibrium in individual-habitat-production insight.

Maybe, we can benefit from choices, better ones, about solitude, hermitage and awareness and could become more selective about travelling and spending hours commuting, but surely this is not the point. We must reposition our own perspective on time and space and exchange the expected with the improved, starting from within, and when needed, with proper training. Despite being able to travel without moving, when we do we still don't go anywhere with a meaningful and progressive state of mind. We travel and visit common places, because we have to and not because we want to, and work is not different in any point from this context. We rarely develop a critical knowledge of where, how and who we cross paths with.

The pandemics is not the excuse but surely can be a catalyst, not for home office and extended work hours while having family interactions in between, but for rethinking our position, value and careers into the future of a participatory workforce disconnected from the expected strain of capitalism and politics of production.

This is a methodological positioning on how to identify the conditions for a solution to be applied in a capitalist context. From home, from an office or even from an unidentified place in the world of nature, one thing that you can not argue is that we only need to work autonomously is to pre-emptively design our mindset.

September 21, 2020

Sinto-me a passar sobre o esperado.

Melhor, ultrapassar. Sim, porque passar é um acto previsível e não demonstra totalmente a superação que vivo. Este termo ( ultrapassar ) define bem o conceito de ultra, último, extremo, superior. Neste caso, superado. Ultrapassar é passar o extremo, e isso é exatamente onde me posso afirmar e situar. Acordado, dominante, vejo com clareza o que me importa e o que me implica. Dessa forma posso ser algo meu e ( aí sim ) passar para um outro estado de programação.

Programações tenho as minhas, relativas a mim e as que decididamente influenciam Outros. Também as tenho claras, as que aplicam ou impõe vontade e disso tratei em vida para que não reste dúvida de como quero viver após a minha morte. E aqui me situo. Aqui me ponho.

A minha abordagem neste ponto foi então perceber que essa singularidade, onde reconhecemos a posição individual que queremos ocupar perante este mundo, depende totalmente do contexto de originalidade, o que permite o que podemos prosperar. Sendo originalidade o ponto de origem de algo e não a diferença entre algo é também clara a distinção entre o que impomos e o que somos impostos.

Conscientes e inconscientes, por vezes misturam-se em termos e definições arrogantes da mais variada ordem, onde se demostram os limites desses termos comparativos sem qualquer valor adicionado. Um exercício social, naturalmente instintivo e sem programação original.

Originalidade é um estado programado, não é um estado natural, onde termos como vocação ou talento são as fantasias que gostamos de usar para nos afastar de o atingir. Programação é um processo original de posicionamento individual e por isso não depende de aptidões sugeridas ou outras demonstrações de arte ou ofício. Programar depende da origem, do processo e do ponto onde, a partir desse resultado, se aplicam novos processos de posicionamento e construção.

Nada disto importa noutros estados de domínio sobre certas matérias, mas para mim a metafísica impera. Quem sou e o que faço tem sido procedente sobre como sou e como faço e isso deve ser relativo também a esse estado. Para quem importa a forma, o processo não facilita, pelo contrário, impede, atrasa e por vezes não clarifica que ele existe como um ato consciente. Duração, intensidade, profundidade não podem ser evitadas para mim, a quem o processo é fundamental e o resultado é então uma evidência consequente e não o objetivo primário de qualquer acção ou atividade. É na esfera pessoal que temos menor domínio sobre este ponto, onde somente a epitome de qualquer relação é o resultado prático do momento, descurando assim o processo que o proporciona.

Neste estado em que vivo, Vivo de outra forma, procedo de origens em origens para a criação de percursos claros e evidentes do estado de ser original. Programo assim a minha vida em unidades de contacto e interações de duração, intensidade e profundidade originais, e isso é-me devolvido com a força misteriosa e clara da minha Morte.

September 18, 2020

We, as a whole, are the obstacle to prosperity. The one of the planet, the one of our children, the one of a proper cultural and diverse education. We are there invasive reason why progress needs to be adjusted to a balanced ecology of the human brain, with the human body and the inherent habitat in which we must settle as another specie.

Prevailing depends on our reasonable and responsible acts that lead us to behold a dramatically different future.

We must start with education, training and benign acceptance of our students doubts and tribulations.

September 1, 2020

Individuals are context. Even collectives are made from individual context(s), preceded by a notion of individuals collecting relations of individual recognition between them prior to a collective agreement.

This constant unification of fallacies is a simplification method that includes a deep rooted supremacist way of seeing only the macro picture. A normalisation process of the way we see the world as single race induced us to think precariously about ourselves while the globalisation and hegemonic practices of colonisation embedded in white practices were the lubricant that made it all possible.

Capitalism can be blamed, socialism too. So can global organisations and free trade, migrations and scientific exploration, war and peace have their place in this reduced argument as well. I can argue that every single thing that came after the hunter gatherer is an evolution into a common notion of collective predicaments. This is bad in a sense that the concept of the individual didn't evolved property and should be revisited and revised.

Let's us star by proper training, readying individuals for contextual positioning. This can be applied through experimentation of the individual decision as a process of observation from a methodology of perception. This has to be developed from a practice within the spectrum of design systems, social studies and anthropological behaviours in the perspective of the individual/collective engagement.

This is the methodologic system that proposes the individual decision as a commonality and not a universal good. This is the singular point of engagement between individual and collective engagement and not another normalisation of the spacetime I live on.

Values and practices are again an individual forward loop towards prosperity and not an achievement of the collective mind of some sort.

August 12, 2020

Vivo numa dinâmica de ciclos gravitacionais, que me impelem para lá de mim próprio. Estes são os eventos que me indicam também quem deixei ficar noutro lugar: o que me classifica provavelmente como inepto, tanto quanto como eminentemente perdulário de tudo o que (se) pode ser social.

Aliás é desta forma que afirmo que a minha velocidade aumenta relativamente e proporcionalmente à massa central numa razão de tempo percorrido e a percorrer. Expulso torrentes de relações em jactos de experiências que não deixo indiferente mas que também escolho purgar. É um cuidado próprio, uma saúde mantida pela perda consciente e salutar do avanço, da interação e da iteração.

Podia definir esta como a categoria de vida sobrante, mais como uma manutenção calma de um fim seguro, mas prefiro afirmar que do tumulto da inquietude vivo numa velocidade impossível de acompanhar, por quem já tentou e por quem ainda vai tentar.

August 10, 2020

A beleza do mundo é ele ser como é e isso nunca chegar para me apaziguar a alma.

August 6, 2020

A casa do menino azul tinha uma janela alta. Era alta porque ele tinha decidido que a queria assim. Não era grande em altura, era alta pelo sítio onde se punha a olhar para a frente. Podia ser porque podia ser ainda mais alta do que as das outras casas mas desconfio que só era alta porque a queria para se sentar no parapeito a ver as tais outras casas. A casa também era alta, tinha uma proporção desengonçada e aquela janela dava-lhe uma ar janota, interessante. Dependendo do ponto de vista a janela enquadrava a casa, tanto quanto a casa quase disputava o sítio da sua própria janela. Estranha mas interessante, era assim que ele a via, e sentava-se à tal janela a falar.

A casa era assim para o empinada, com um remate dourado em volta da janela, amarela e enquadrada por um mármore simples mas elegante. Por isto fazia pensar no valor que afinal a casa tinha, e bem que podia não ser afinal a janela a valer a casa, mas a casa a valer-se da sua própria janela. Poucos sabiam e até tinham pensado, para que servia tão alta, mas que até ali nunca tinha existido memória dela. Mas era bem bonita a janela. Dava à casa um ar convencido, dirigido, pretensioso mas humilde. Talvez existisse desde sempre, mas é certo que nunca ninguém reparou e só quando o menino decidiu que era altura de a mostrar é que todos se puseram a opinar. Fica a dúvida, na certeza que assim estava bem e que foi assim que a casa ficou melhor.

Falar nisto, faz-me pensar nessa primeira vez que fui lá e o menino azul se sentou comigo a falar, no parapeito dessa tal janela alta. Dava para ver muita coisa, não dava para ver tudo, mas dava para ver o que ele queria, e no início ele só queria falar e poder partilhar o que sabia.

- Sinto-me a mudar muito, talvez demasiado. Fico assim, angustiado. Sem susto, mas fico a pensar que mudar custa. Ando mesmo a mudar muito. Mais do que as marés mas não tanto como a lua. Mudo de tempos a tempos e sinto-o na pele. É um ritual, um ciclo que se sente na força da maré e na luz da noite. Parece um folclore pessoal, onde muda o cheiro, o toque e a noção de mim. Fico entusiasmado, mais atento que o normal e mudo. É assim.

Era desta forma que o ouvia falar de verdadeiras catarses! Às vezes nem dormia, a pensar no que seria, talvez verdade, talvez sugestão, mas que alguma coisa sentia, isso sim, não se podia negar. Ele bem tentava, até já se protegia e até afastava quem gostava, não fosse esse o modo de mudar demasiado. Via-se que se sentia diferente e isso é normal em gente mas ele não era gente assim. Trazia do início essa amargura mas mais à frente já não pensava na forma. Pensava no modo de mudar, de perder o sentido da direção e simplesmente abraçar o que sabia ser bom para si. Sim, chegou a desistir, a recusar, mas sabia que não podia negar que era assim que crescia.

August 3, 2020

The highest, largest, biggest, .... achievement is the process as a measurable product and not the result a perishable production, by an irrefutable margin.

July 31, 2020

Your expectations of me are not my responsibility to make real.

July 31, 2020

There's a robust elegance in a thoughtful prototype that even a sublime polished result cannot compete with.

July 30, 2020

Stop solving, start creating. Endless loop.

July 29, 2020

O filho carrega os pecados do pai e só ele os pode conter na culpa ou decidir pela sua redenção.

July 29, 2020

I thrive in the relation of art, architecture and design. This relates with the core of my academic training and flourishes from authorship in a concentric structure of eccentric pluridimensional formations.

Positioning architecture and design is engineering and technology.

Positioning design and art is ethics and philosophy.

Position art and architecture is anthropology and politics of production.

Superpositioning all is space and the time I construKt for myself.

mind map

In the core you'll find ingenuity.

July 28, 2020

The ability to create a machine that endures time beyond a lifetime is not proportionally enough to the sanity of the creator of that machine. That predicament, sanity, remains connected to the scale of that same mind and related to the finite sins of the creator, the father. This special connection between time, work and labour, dictates a special place to be taken as the place of birth, our earth, this home.

My work will endure time and will be relative to the places in which I engaged life as a creator. Still, people will prefer to connect with me in the medium of the afterlife.

July 28, 2020

I see myself on the outside, from the outside and that's a performance left outside of the inherent tumble from reality usually keeping people from falling deeper within.

July 27, 2020

Questioning things shouldn't be a sign of belief but of individual committed compromise.

July 23, 2020

contexto

Comunicar por exposição é o ato de equilibrar de uma forma coerente o tipo de conteúdo designado e a sua materialização mais capaz. Este contexto, conteúdo, formulação e forma são tão importantes em conjunto, que parte nenhuma do todo se pode esquecer de propor o seu significado ao novo todo que é assim publicamente apresentado. 

Comunicar é elaborar a mensagem correta no momento apropriado, ao público certo. Quase em falácia, propondo tudo o que é necessário ( e para efeito maior neste caso, na maior generalização possível ) criticamente direcionado à forma e ao conteúdo, que afinal tem tanto de original como de perfeitamente normal. 

Este é o tempo mais desperdiçado de sempre na leitura de um parágrafo escrito por alguém, na descrição obrigatória de algo, o mais genérica possível. Nem reparamos, sempre na busca da erudição do próximo mestre de tudo e afinal, encontramos somente o dono de nada. Este reino de moscas, infantil, mas ao invés da história original, indisponível para a perda da sua própria inocência, é em suma a apoteose do consumo digital, social e inumano em que vivemos atualmente. O instinto, o livre arbítrio, o deleite e a contemplação ficaram para trás, substituídos pela programação do gosto, da apreciação e aprovação pela ausência de uma contrição pessoal, íntima e purgante.

Por isso, adicionado o essencial, mergulhamos no loop da significância e do significado normalizado, e a interpretação da expressão que mais do que descreve um feitio com defeito é isso mesmo, um DEFEITIO.

A análise curatorial desenvolvida em torno do tema DEFEITIO, compromete com o contexto popular da atual sociedade ocidental, um discurso dedicado à percepção e ao significado. O interesse deste estudo sobre a forma como perdemos a autonomia intelectual pela experiência de repetição do gosto comum, recai sobre o comportamento humano individual dentro de um comportamento societário, de grupo portanto, marcado pela tal imitação cooperativa do gosto.

Perfeitamente capaz de gerar ações/reações generalistas ( até em quem lê neste preciso momento este texto pseudo erudito ) a experiência expositiva comunica a epítome da manifestação do discurso atual : aquele que é expectável e óbvio, mas também aquele que sabemos o que provoca e o que significa à partida sob a forma de um reagente pavloviano de aceno coletivo e afirmativo na maioria da minoria ignorante.

A possível experiência do exercício DEFEITIO, debruça-se provavelmente sobre os diferentes discursos estereotipados, talvez originados pelos elementos/atores/temas que compõem uma qualquer típica exposição : o artista, o curador, o comissário, a obra, o público-alvo e o comportamento do visitante. As hipotéticas dinâmicas, interações e criações dubiamente espontâneas de resultado crítico são alvo de uma manipulação obscena e satírica, ao jeito do costume, do valor e da moral do próprio público observador e par.

Este é DEFEITIO. Uma proposta expositiva, que regista o comportamento normalizado individual e coletivo que, pela sua simplicidade permite que o resultado em análise seja efetivo, cru, focado apenas na errática percepção humana sobre o conceito de conteúdo original. Uma experiência em que a exposição são os próprios visitantes na perspectiva crítica dessa mesma visita e da sua formação, informação e manipulação pelo artista e pela sua obra. 

Errática.
Programada.
Atual.
Crítica.
Voraz, sagaz, plena.

… é-me possível afirmar que : “... as pessoas procuram entretenimento porque não tem capacidade de se entreter a si próprias e preferem que seja o mundo a tomar conta delas, ao invés de dominarem o seu próprio conteúdo”. autor

conceito

Neste capítulo encontramos alguns textos que, inicialmente foram projetados para o concurso EXPO’98 no Porto promovido pela câmara municipal. No desenvolvimento da proposta ( que nunca foi submetida a análise ) foram escritos vários textos, frases e pensamentos sobre o tema da exposição e do comportamento humano perante a mesma.

defeitio

01. A designação DEFEITIO é em si um raciocínio abstrato de consolidação dos termos defeito, feitio, forma, significado. Uma palavra nova, estranha que considera desde sempre a necessidade de garantir a metamorfose do conforto, tornando-o num confronto com o pragmatismo linguístico do idioma português.

02. Palavras chave : default, normal, template, norma, standard

imagem resumo das intenções do autor mise en scéne

02.03.19 — defeitio

01. A ambiguidade do que pode ser na certeza do que tem que ser feito.

02. Demonstrar, por mapeamento, por tipologia e por normalização, uma abordagem universal ao design expositivo.

03. A técnica presente, propõe uma abordagem transversal às artes visuais onde os meios se misturam pelos diferentes suportes.

A pintura assume posição de destaque, dominante, desde as noções da escala aos valores da técnica, obrigatória. Representa por si as beau perdidas, muito diluídas e talvez em crise de auto aceitação pós moderna, disposta a sobreviver sem o determinismo de outrora.

A escultura, a dimensão do volume e da espacialidade, particularmente renegada a uma vitrine ou a uma deambulação entre a face do objeto e o seu alçado esquecido. Expositor ou instalação, ou vice versa, ou o contrário, ou o oposto, afinal o quê? Poucas certezas, isso sim.

O design gráfico, traduz uma necessidade, sendo correntemente o vassalo subjugado da leitura objetiva e universal do conteúdo mais peculiar e inacessível possível. É geralmente uma ponte, um meio de acesso entre arte, artista, curador, público, espaço e tempo.

O audiovisual, multimédia ou outros suportes.
Áudio e visual, múltiplos média, são eles outros suportes!

É isso, podemos acrescentar mais, quantidade.
Mapeamento, normalização e crítica.
Sensacional!

16.12.19 — achievements and distractions

Focusing on what I can complete, conclude, finalise. Deflecting distractions from the ambient surround and exterior context of insecurity and unfulfilled ambitions.

Nem tudo vem acabado para a exposição. Por vezes o produto real da criação é a procrastinação exagerada e levada a um limite que afeta a obra. Impensável declínio desde as jornadas decanas dos mestres renascentistas, hoje estamos prontos a receber qualquer rabisco como produto de admirável dedicação do artista, até porque comissão feita é preciso concordar com o resultado. Quase higiénico, este papel liberta os males de todas as caixas, os quais sobrevoam rebanhos de inocentes com todas as ambições falhadas do artista.

Este é o reflexo do momento peculiar em que o artista se redime ao mundo; em que o autor, afinal demonstra a sua capacidade, competência e atitude e por inúmeras vezes, falha. Mas ninguém nota que a mensagem vem incompleta, indecifrável, plena de insegurança e todos acenam que sim em uníssono, incluindo o primeiro aceno que parte do próprio artista.

11.12.19 — get a job, it's called art.

I wonder : if I call myself an artist should I be given a wage to spend on probable creation and bohemian research conditions? Should  use a chunk of it for irresponsible spending, a piece of that sum for materials and what's left of the stipend for printing an offer from a friend designer to guide all my ( other ) friends into the chosen venue…

Can artistic and cultural content production be a professional craft or is it fallen art?

Rise you all discussion and conflict makers, and face me. Maybe, instead of aggression and impeachment, why don't you try something new and work independently, autonomously, producing a proper way of living through a critical perspective on art and on your place in this world. Disappointment and broken dreams are excuses for precarious jobs and cannibal misconducts to those who make it work decently, decentralized and autonomously.

30.10.19

Being humble is not a given state or an achievable goal, rather a way of balancing arrogance from the life form you have chosen to assume.

30.10.19

Media and representations are only relevant as the sub product of the process of decision-taking or of intentional review, otherwise, as consumption they are considered an absent form of creation forcing indulgent behavior.

24.10.19

Being humble is not a given state or an achievable goal, rather a way of balancing arrogance from the life form you have chosen to assume.

23.10.19

All arguments seem to evolve into complexification with more and more layers of questions on top of doubts and systemic insecurity. Recognising when they should be doing the opposite by focusing on probable cycles of irrefutable incremental decisions is the process of acknowledging simplicity.

22.10.19

I am pleased to announce that the International Arts Committee for Design and Pedagogy as selected me to develop an original body of work from my own personal reference to iterate with several international contact points in the Global South and Asia, arriving later in the year 2020 at some western institutions.

sem data — default

Por defeito mas mais como feitio, este default carrega se de vida e de experiência. Nada de base portanto. Uma exposição do universo reconhecido por todos nós quando nos vemos carneiros do “suposto”, quando nós próprios infligimos reconhecimentos natos, perspectivas comuns, encontros imediatos. Esse default mata, esse estado marástico corre como lama que mais uma vez nos encaminha para nada que não o conhecimento que nos foi proposto com anos e anos de semelhança. Não vejam este default como uma crítica canhota, tão virada às boas ascensões de mal dizer e arrogância do contraditório, pelo contrário, que o default seja a construção desinibida de amarras e ressurreições misteriosas do olhar atento. Este é um dos vários textos sobre a nossa exposição.

sem data — no name and no shame

Uma crítica criativa é aquela que se expande para lá dos seus próprios limites. É ela uma análise focada nos modelos existentes e nos modelos projetados, projetores de luz incandescente. Essa metáfora expositiva do que é, do que existe e do que realmente vemos define a forma de todas as coisas. Como fragmentos de um espectro mudo olhamos de vez, de frente e de uma forma perfeitamente sagaz. Perfuramos o conhecido, o desconhecido e a descoberta como se de uma saga violenta se tratasse, porque a atividade de quem vai à frente define se também na violência do ímpeto. E então que nome é este que me dão, ou que forma é esta que se define por números, por matemática ou por senso comum? Neste silêncio purgante da pergunta nasce essa vontade de apagar o vazio e torná lo na pura certeza de que não existe. São olhos fechados que um dia se abrem e levam de forma clara uma matéria de pertença para a frente. Este é um dos vários textos sobre a nossa exposição.

sem data — defeitio ou default

Feita desde o senso e do feitio do autor. Feita desde a perceção do que é realmente ser exposição. Um ato ativo, um ato consciente ou a mera repetição dos sistemas, métodos, objetivos e até censuras?

Hoje exposição é diferente de ontem exposição e nós, nós queremos mesmo é a de amanhã exposição. Esse tempo que parece que está longe mas que reflete de facto os atos e as memórias do condicionamento crítico que nos fazem quando qualquer curador, artista ou comissário define aquilo que os olhos irão guardar, a memória recordar ou esquecer num ápice de delinquência ou sobrevivência emocional de nós, gente, tanta falta fazem à atividade cultural.

sem data — acervo

Pela contemplação do objeto-resultado dá-se o desgaste das peças expositivas. Esse olhar sobre o olhar, sobre o olhar seguinte de cada visitante representa a multiplicidade de resultado que definem o sucesso ou não da exposição. Camadas infinitas de observação, de análise, de uhmmm e de tantas outras considerações mais ou menos mudas. Pensar na conservação, no arquivo, no conjunto de objetos-à-vista que são agredidos por todo e qualquer visitante, significa assumir que qualquer ato de mostra é também um ato de desgaste, de envelhecimento da obra.

O acervo faz parte do contexto da exposição, ou pelo menos do léxico reconhecido pelos autores, artistas, curadores (…) nada menos do que isto devemos propor à ação da nossa proposta : reconhecer tanto a obra no ativo como a obra em reserva. Se por um lado é fundamental que possamos reconhecer a obra #01, a obra #mural, etc por outro, é importantíssimo garantir que também o arquivo é alvo de tema expositivo.

sem data — sem nome #01

Apesar da democratização do acesso à cultura, aos equipamentos culturais e à exposição popular, universalizada, os humanos procuram sentir se especiais na hora e no minuto em que se cruzam com uma eventual obra alheia, como um misto de curiosidade, inveja puro desconhecimento da realidade.

sem data — sem nome #02

Defeitio pela forma clara e expressa em que as palavras, os locais, os participantes e o discurso se unem como a verdade histórica de ser exposto e de consagrar uma imagem curada em si e nos outros.

sem data — sem nome #03

Defeitio na estranheza de ser uma hipótese, uma criação, uma linguagem e uma imagem universal, gratificante para o autor mas ainda mais para quem inveja uma não realidade.

sem data — sem nome #04

To be default is to be empty.

referências

Existem algumas referências quanto ao tipo de projeto em causa. Um deles, visto recentemente comprova a forma “templificada” como podemos analisar uma exposição ou um objeto em exposição.GAME, SET, MATCH
TRÊS CONCEITOS DO LIVRO DE ARTISTA

O livro de artista não é um livro de arte.
O livro de artista não é um livro sobre arte.
O livro de artista é uma obra de arte.

Guy Schraenen

A coleção de livros de artista do Museu de Serralves, orientada por Guy Schraenen até à sua morte em 2018, é uma das mais importantes da Europa. Nela estão representadas todo o tipo de tendências deste género artístico que surgiu em finais dos anos 1950, quando os artistas inventaram o conceito de “livro de artista”, uma nova e revolucionária forma de lidar com o espaço do livro para a difusão de ideias e obras.

Por ocasião do 20º aniversário do Museu, a exposição em três capítulos Game, Set, Match apresentará as mais destacadas publicações de artistas visuais em todas as áreas, analisando os três campos principais de investigação dentro do universo dos livros de artista: se no primeiro capítulo da exposição estará em foco a noção tautológica do livro de artista enquanto livro, o segundo capítulo irá refletir sobre o livro de artista como obra de arte de direito próprio, equivalente a uma pintura ou escultura; o terceiro capítulo centrar-se-á em trabalhos que se situam na interface entre livro e objeto. Em conjunto, os trabalhos apresentados são exemplos de como os artistas metamorfoseiam os aspetos correntes do livro: não destruindo as suas ideias-chave, mas antes dando-lhe nova vida e novas perspetivas.

CAPÍTULO I
O LIVRO COMO LIVRO
O livro é desde sempre uma presença constante na obra de arte, quer de forma direta, quer indiretamente. Conhecemos inúmeras pinturas em que o livro tem um papel de destaque.
Escritores e filósofos também dedicaram a sua atenção à criação literária, ao papel do escritor, ao papel do leitor e ao ato de ler.

CAPÍTULO II
O LIVRO COMO OBRA DE ARTE
A obra-chave deste segundo capítulo da exposição é Un coup de dés jamais n’abolira le hasard (1897), de Stéphane Mallarmé, em que o autor liberta o texto da sua disposição tradicional na página. Pela primeira vez na história, já não há página da esquerda e página da direita, mas antes uma cascata de palavras sem esquema definido.

CAPÍTULO III
O LIVRO COMO OBJETO
Os livros escolhidos para este capítulo escapam ao conceito e ao material convencional do livro.
Em vez disso, a sua aparência, conteúdo ou finalidade habituais são usados como modelo; de forma similar a quando, por exemplo, um corpo serve de modelo para uma pintura ou escultura.

projeto

palavras/conceitos-chave :

design, philosophy, science, method, methodologies, process, theory, decolonisation, institution, western, global, north/south, academia, decision, power, democracy, object, result, produce, labour, designer, creative, practice, group, individual, routines, post present, future, opportunity, alternative, proposal, absolute - imposing or not the methodology, generic - imposing or not the methodology, specific free - imposing or not the methodology, indigenous practices, filosofia is a visual despite practice, designing by process or choosing not to design as a process, a methodological system

as figuras da exposição

o artista
A egocência do artista, aquele cuja obra é exposta é o centro das atenções.

Define-se pela criação do material artístico apresentado de forma a todos os participantes ou visitantes da exposição. É sobre ele que recai a expectativa do sucesso e a crítica do insucesso e de tudo o que isso implica. Falo da egocência do artista, o estado de equilíbrio entre o ego ( enquanto mecanismo de auto-conhecimento ) e a sua essência ( o que o define, motiva e move ). Essa expressão define a personalidade, intensidade e criatividade atribuída ao criador em exposição. A DEFEITIO tem como artista o não artista, o anónimo, o incognito, o oculto, o não reconhecido, o artista template mas não o rebelde.

o curador
O papel de quem se dedica a compreender, a selecionar, a ver, a permitir o acesso de todos a uma parte do trabalho do artista. O curador é afinal o cortador? o castrador? ou é na verdade a alma classificada que cria a linguagem da exposição? Que decisor último é este que pelo conhecimento, estética, análise de tendência e objetivo decide encaixar o artista num contexto específico?

O curador é por vezes tido como o herói e outras tantas como a pedra que impede a expressão livre e descomprometida de resultado que não a mera consagração da livre vontade artística. O curador é por vezes descrito ou reconhecido pelo seu exagerado ego que engole vivo o artista, invertendo o foco da atenção. Nesse desentendimento e chatisse consensual, as visões turvam-se e entre guerras de quem é quem não sei quem sai vencedor.

A visão do curador
Quando a exposição já não é sobre a obra ou sobre o artista.
Ah o ego do curador!
Já se chatearam… afinal o artista discorda
Curador, curador, cortador
Afinal quem é o artista?

os suportes de comunicação
Criado de sala
Folha de sala
Entrada de sala
Luz da sala
Pessoal de sala
Sala aberta
Sala fechada
Salinhas no meio da sala
Salas do nada

os componentes da exposição
a obra #01
Pequena obra de contexto, dita o ritmo e demonstra a direção, sinalética pura onde se pode ver o génio do artista mas somente pelos olhos do curador. Geralmente esta obra reflete alguma dúvida, intenção comercial e marketing expositivo (…).

a obra #mural
A obra de grande escala, o momento apoteótico e provinciano de espanto e admiração, ele é boçal, imposto, é distante e quase urbano.

a obra #vídeo do artista
Registo na primeira pessoa do artista com fragmentos de fotogramas ininteligíveis e sem nexo, geralmente de fraca qualidade para aumentar a porosidade do momento com o público. Ligação com o público para o fazer refletir sobre a humanidade do artista e sobre o tema da exposição. Fragmentos do processo de atelier e se ainda vivo, tolices propositadas, como mexer nos óculos, cabelo e demonstrar a sua falta de higiene para o dia a dia.

a obra #performance
Modernices, o artista e a sua performance.
Os senhores da sala já são performance, por isso basta sinaliza-los que temos o problema resolvido.

July 20, 2020

Passei anos à minha procura. Agora ando há anos a descobrir-me. Uma vida destas levará um homem a inscrever-se na sua própria história, demostrando para além de qualquer dúvida que o compromisso com a vida depende do laço íntimo e pessoal com a razão e forma de ser quem sou.

July 16, 2020

Se algum dia me disserem para parar eu corro, corro...

July 9, 2020

A grande parte do design naïf é ingénuo e talvez seja por isso que resulta. É ingénuo porque é praticado por descomprometimento e puro prazer visual. Resulta porque a densidade é cíclica e traduz em moda a efemeridade da proposta. Em ambos os casos esta falácia propositada na tradução do conceito em termo próprio é uma mensagem também ela naïf, descomprometidamente exposta e que resulta bem em fonética, semântica e no ritmo do discurso.

Nada é acrescentado. Somente o tempo que levamos a ler este conjunto de signos é que pode de facto ser mensurado e traduzido em algo, seja perda seja ganho, mas medido. E por isso também é ingénuo que lê. Quem decidiu por bem, trazer para a sua vida a ocupação do tempo desnecessário. Filosofia, nem por isso, constatação, talvez.

Fazemos questão de ocupar o tempo com blocos de nada. Uns dedicam-se a entreter, outros a refutar perder esse tempo para banalidades e outros a escrever o que estás a ler. O interesse deste argumento não é distinguir, mas identificar a alternativa da própria hipótese inicial : até que ponto a ingenuidade faz parte da intenção clara da ingenuidade ou é apenas um movimento da massa comum, do coletivo temporário e cíclico purgante que se extingue assim que se produz?

Nem preciso responder, até porque mais uma vez não interessa o resultado (a mim) mas sim o ato reflexivo da minha própria ingenuidade. Repúdio a parte inocente deste termo pela sua simples e acrítica primitividade. Esta falta de sofisticação é ouro e por isso uma camada mais profunda do que intelectualidades avulsas e garantidamente cosmopolitas.

July 9, 2020

A ciência exata das coisas depende da percepção individual. Afirmo-o desde o âmago da minha visão relativa, contextual e pessoal. Afirmo-o também por ti que me lês.

Mesmo na absoluta certeza da ciência, podemos encontrar derivas positivas e satisfatórias.

Mesmo com pontos de vista provados, podemos sempre divergir na abordagem ao resultado.

Mesmo que o resultado se mantenha estável podemos argumentar versão/variável ou alternativa, seja de raíz metodológica ou outra que tal.

Só não aceita a proposta da incoerência, da dúvida e da incerteza quem nunca se provou errado pelo simples prazer do processo per se, esse do fazer.

Só não aceita a mudança quem não sabe alimentar a sua própria dúvida e se senta em cima do resultado.

Só padece de menos quem acha que mais é exato.

July 3, 2020

I am a "pair" of myself : as an artist I thrive on the intertwined vision of critique and constructive timeless denial. As a scientist I analyse methodologically the outcome of that position as a constant experiment on life itself.

But, as a human I am responsible to prosper and evolve. I have embedded my practice with the notion of procedural systems and of interacting bodies of decision and self awareness. As an author I consume those results with the liquid proposition that everything real is a construction of a historical chronological reality, binary and segregatory by nature.

As an amateur, I proclaim my main interest as relying on the biological rehabilitation of the border between heritage and ethnography + anthropology through the stopping motion of awareness. This is not done though any other living organism than ourselves but includes everything around us.

As a bohemian researcher I keep exploring the dependant states of humans beholding culture, self construction, in which we witness simple things as a collective become a unit and act within compulsory social replicancy, promoting the lack of will, opinion, critique all as a motive to decelerate evolution itself - Darwinistically opposed to regressive behaviours I aim at providing the tools to purge our own self from the anthropogenic reality in which we are supposed to embody human evolution. We can only change what happens to us when we acknowledge what happens around us.

June 16, 2020

The acknowledgment of a finite time gives me the meaning of an infinite life.

June 14, 2020

We are either for or against, pro or contra, agree or disagree...!

Consider this : you are 50% predictable and so is the other part.

Consider this : do something innovative, unexpected, arrogantly humble and simple.

Consider this instead of numerous predictable actions, mostly historically based point of views immediately obsolete from the start, in which you can only state the obvious. Everybody knows the outcome of our actions by now. We have sufficient data to know the result of most of our behaviours and yet we keep expecting a different result repeating over and over the same procedure...

For a moment, think on how you can stop racesexgender discrimination, inequality, privilege, patriarchy, etc... with something as simple as a whisper, inaction, color, overall kindness, rest, ecology, pedagogy and most of all with proper training!!! ... An infinite number of advanced techniques of human and social engagement with one another instead of the usual escalation of despair and aggressiveness.

Take a step back, or even better, take a steep without any known direction and stop. Think ominously and reflect on that sensation of engulfing the energy from life itself just to give it all away! Once, to the ones who are not yet prepared to know how to receive it ( or achieve it ) and repeat till the day you become dust.

Rest, and become an agent of the unknown, of the absence of classification.

Binary is not enough to make it worth.

Evolve into the polinary state of your self.

June 8, 2020

In the end there's dust, and on that dusk some of us will become ghosts.

June 7, 2020

Violence generates violence. Attack implies defense. Aggressiveness produces fear. Talking louder escalates to shouting discussions and to desperate screaming.

Everybody knows this arguments and still everybody forgets about them.

Everybody!

June 7, 2020

I don't use this for any type of judgment than my own;

for any type of political discussion or informal intelectual engagement;

for any and specific sort of moral activism such as race/gender positioning and/or religious supremachismes;

for anything dealing with illegal activities such as the ones intending to disrespect/deflect even a millimeter from ALL rights dued to making and to planet earth noted on common known universal texts and ethical agreements;

for any type of ignorance, lie, pseudo intellectualism and mediocrity;

and finally, for anything that could impact the exponential prosperity of human culture as a whole.

Therefore I acknowledge rules, love, capitalism, sex and everything in between as perfectly relative to me and to everybody else.

June 7, 2020

What makes us a bit more aware of life isn't the quantity of things we accomplish but the simplest moments of reflexion, in which we can sit back, enjoy and relax, life itself.

Almost redundant, this is a statement specifically adequate for these days, this dormant days when a game is being played but nobody knows the rules of engagement, and the half-part is nowhere near the peak of personal enlightenment.

Maybe I am overrating the need to know and be ( myself ), but I cannot foresee a more important time for that than now.

I can only digress myself from the present in order to evaluate/relate my own absence of union/realtion with humanity. And for that, I feel myself diverting from the bases and the truest chores of a nostalgic past... made from the simple moments alone, with a now unachievable notion of care and truth, a powerful inner competence to others.

You may call it whatever you prefer, I call it being ready to it all. I am ready and distractions don't affect what I am, sense and do. I am compulsive in feeding my core with care for others giving them always my full attention. I am real, true and to myself in that way of giving everything I got to others. This is why I keep getting disappointed with people. The ones who are not, and just because they get easily distracted...

I am, therefore distractions are not.

June 2, 2020

From the first take on space this actors are getting better and better. Ever since the moon landing the scenes and the sets are becoming truly believable and real. Can't wait for the next chapter in Mars.

May 31, 2020

Persistência bacoca ou a ilusão do sucesso. Presunção de talento ou ausência crítica. Contextual ou referencial. Imaturo ou pioneiro. Ponderado ou simplesmente insolente. Garantidamente insuficiente para o açougue da sociedade contemporânea. Deslocado pela existência de apenas uma visão pura e peculiar. Obstinado pela obsolescência divina, proclamada desde bem fundo, do meu interior. O âmago de uma geração eterna e a decadente visão do normal. Completamente desilusão. Perseverante por feitoria, defeituoso por erudição, morto por nunca vacilar de pé.

May 26, 2020

May 26, 2020

O ato da criação, ou o reconhecimento existencial da criatividade é uma prática eminentemente social e exclusivamente humana; contacto por proximidade é algo relevante mas também relativo, sugerindo que a orientação, a supervisão e o desenvolvimento processual são actividades possíveis à distância, desde que propostas num quadro de autonomia individual e desempenho normalizado.

1. como preparar os profissionais para a normalização de base processual e metodológica por forma a garantir a avaliação à distancia do seu trabalho individual em ambiente de estúdio?

2. este processo aniquila ou amplifica o potencial criativo de cada indivíduo/colectivo?

3. inserido num sistema metodológico o criativo ganha ferramentas, processos e termos comparativos. Pode assim perder autonomia e potencial de investigação boémia?

4. qual a posição do cliente neste ecossistema?

5. onde estão as ameaças? Perdas? Uso o termo com muita relutância...

6. qual o papel da academia na formação de base do arquiteto na metodologia do processo de trabalho? Considerar o factor de decisão, autonomia e delegação de competência.

May 25, 2020

A presciência, seja ela sobre a vida ou da própria morte é um exercício fugaz, com um impacto residual, prontamente substituído pelo destino incontrolável.

Eu não me sinto ao volante de nada que não da própria sensação de controlo.

Determinismos em perspectiva, tudo o que faço pode ser então determinado a partir do meu ponto de origem, interligado com o meu grupo direto de relações e influenciado pelo nosso grupo alargado e global de elementos orbitais. Cientificamente possível, haja potência suficiente para o estudar, este caso é possível. Relacionar a minha vida com a minha vivência na forma em como o indivíduo se insere no processo coletivo.

Eu sou o que serei amanhã. Eu sou o que sei depois. Eu sou o que ainda não sei.

Nada do que eu possa antever será verdade, tudo depende da próxima interação concluída, intrinsecamente dependente do nada. Volátil, inesperada, espontânea, fatal. Sem qualquer regra possível, nem sequer afeta pela mecânica quântica do próprio significado de aleatória. A vida sem destino é afinal um sonho ou a própria vida explicada pela realidade?

Por um lado explicamos tudo, por outro nada se pode explicar. O binómio bi polar prevalece na nossa demagogia ocidental. É aqui que o limite da nossa compreensão segue pela linha do conforto e da resignação. Há mais hipóteses, sejam extremas, híbridas ou complementares mas há mais hipóteses.

A solução binária encaixa perfeitamente na política de supremacia e divisão segregatária da sociedade humana. A favor ou contra, connosco ou convosco, preto ou branco. Esta definição exige a leitura de uma barreira, um lado, uma convicção, um poder. E basta falar sobre o assunto, apenas identificar os pressupostos para sentir o erro, a falta e a inadequação desta proposição. Uma parte, só.

No entanto, quando penso no indivíduo, a parte, só esse ser, o ponto singular da existência ( e do tal ponto de origem ) penso na definição de unitário. Só essa unidade faz o conjunto e não precisa de mais partes para ser o que é. Precisa do coletivo para prevalecer e prosperar é certo, mas de todos os pontos possíveis com quem se pode relacionar, pode ser o que é com um mínimo de um. Ou dois, se pensarmos na génese biológica do próprio ser animal.

Não pretendo relacionar temas tão díspares como causais, mas não consigo deixar de pensar que precisamos de mais alternativas a partir do ser individual. O que vejo provado e inalterado é o oposto do que descrevo : cada vez menos hipóteses e cada vez mais a diluição da unidade.

A escolha deixou de fazer sentido ou então será aleatóriamente a causa da nossa perdição coletiva. Binário de novo este reacionário viral, contamina demasiado tanto a decisão individual como a coletiva.

Precisamos saltar fora deste ciclo interminável de destruição intelectual. Preciso de uma nova ordem de nada, responsável pela leitura correta das postilhas fundacionais da humanidade que nunca serão escritas, preciso viver nas suas múltiplas aplicações e degenerações positivas ou não, aceitando nada menos que uma construção procedural, genética e sem necessidade de catalogação de todos os envolvidos nesta visão da humanidade.

É assim que antecipo a minha própria liberdade, não porque alguma vez estivesse preso mas porque decidi ver diferente do que me mostraram passado, presente e futuro.

Vivo assim os meus dias, plenos de tudo o que posso e tenho ao redor, vivo assim com a gente que adoro, e no seio do seu amor.

May 22, 2020

Sempre que eu tentava ela tinha uma desculpa pronta. Parecia um arranjo teatral, ora um ora outro, numa dinâmica miserável entre a vontade e a falta de ânimo. Deixava a impressão que se falava do fim. Sugestões disto, sugestões daquilo, na tentativa de exaltar algum repúdio pela situação em que estava a viver. Era claro o desafio que se impunha, mas ela nunca o assumiu como tinha feito antes.

Tenho memórias de garra e luta que me foram gravadas pela clara atenção à sobrevivência, à prevalência e à minha própria superação pela mesma pessoa que agora me estava a fazer confrontar o oposto.
Não em mim, mas na atitude dela.
Não como desistência, mas como resignação.

O caso nunca se agravou demasiado, manteve-se como uma tendência de lamúria constante. Proveitoso para qualquer situação, como uma ferramenta poderosa a favor do declínio auto infligido, - o qual sabemos, não poder ser invertido. Este caminho inclinado, pende para o irrefutável momento em que nos opomos a nós, à nossa própria existência e dele só podemos definir a gravidade da inclinação. É variável, sempre consoante o momentum que pretendemos após esse fim, após o nosso tempo presente. Por isso lutei, no início.

Também eu me resigno, não por mim mas pelo respeito que tenho pelos outros e ela tem tudo o que é meu. Ou será o oposto? Orgulhoso e teimoso, mantendo a minha inquietude sobre o assunto, mantive-me firme na decisão de acompanhar alguém que merece o meu respeito e não me exige obrigação ao cuidado. Mais do que impor a suposta normalização do bem estar, posso, podemos, ajudar a manter a sanidade dessa decisão por muito que nos ferva o sangue ter que o aceitar.

Este paradigma do respeito é uma mensagem difícil de passar. Como aceitar e respeitar? Como absorver a abordagem de alguém que na nossa perspetiva está no caminho oposto às nossas próprias decisões e conselhos? O que fazer e que posição tomar? O extremo, reacionário e agitado pode resolver realmente algo ou define somente a inevitável ruptura ao escalar os termos de uma decisão que nunca foi nossa à partida?

Para muitos as respostas são simples, mas quando o caso é a nossa própria mãe, desafio qualquer um a ter o sangue frio de dizer que sim, que são simples. Não são, e aceitar isso fez-me respeitar a mim próprio. Esta transição permitiu que a calma e a ponderação me invadisse com a magnanimidade benevolente de um carinho singular, o da construção pessoal como um ser, humano que sou.

Agora sim, estou em paz com a minha vontade de ajudar.
Agora sim posso cuidar como sei, do que sei ser importante cuidar.
Agora sei que não cuido do corpo de alguém na tentativa de prolongar essa existência egoísta para mim.
Agora sei que o que tenho de volta me constrói como o filho que sou e ainda mais como o homem que se prolongará após o tal caminho inclinado.
E comigo levo a minha mãe, e não somente a memória, mas a essência da mulher que foi e sempre será, quem me permitiu ser assim.

May 21, 2020

I can be seen as arrogant and narcissist. That is mainly due to the way I am able to speak from within, free from guilt and while sharing a deeper insight on existence.

May 19, 2020

The adequate time for a global leap forward, concerning connection, awareness and solidarity. Made from the opportunity of our own available time to reflect, this peculiar event impacted the deepest core of the egocentric capitalist society and provided an insight on alternative paths to perseverance, prevalence and prosperity.

By any means short of humanistic values, my argument surely applies the rule of survival, instinct and evolution by reflecting on less, better and enough. People can decide (rather than be forced into), to practice the application of more, best, or in some cases luxuriously opulent ways of life.

This is innovation in its purest form and it's being directed undifferentially at the global society as an homogenous mob of individual humans. Children, adults and elderly are being given differentials to deal with but the choice is not made by another human and that changes everything.

This common, resilient factor of union, brings us the presence of enlightenment in quantum states of etymological significance, and therefore must be united with our collective will to ensure equity, elegance and above all, dignity.

When the great depression brought us the viral spread of capitalism, almost a century ago, it would not foresee how this was an appropriate solution but nevertheless a temporary answer to a bigger conundrum of human proportions: how to thrive on adversity.

We, as a race, kind, generous and singular in each mitochondrial iteration for this centuries in which we are our own gods should stand still, enjoying the pendular momentum that brought us here, to this precise space time spark of history, and ignite our future with you, ourselves, in the broadest convocation of all of us. This must be made together, in all the different ways we have learned how to live, and live we must, learning how to die.

Thank you to those that came before me to enlighten my way of empowering awareness from deep inside my real core.

May 17, 2020

Quanto mais só estás contigo, mais próximo estás de quem gostas, quando estás realmente acompanhado.

May 10, 2020

A forma como observas a vida dos outros afeta a experiência que tens da tua. O oposto também é verdade, complementar e profusamente elementar.

May 4, 2020

A minha humildade deixa-me atónito, não devia. Sempre que me recuso à passividade, inoperância e quando deixo perceber o repúdio à arrogância de outros fico apático, comigo!

É de uma crueldade atroz, garantidamente criminal, para todos os que persistiram no evolução moral, valórica e ética, assistir à falta de participação no bem comum que se exalta entre círculos públicos e/ou privados.

Cultura do esperto, nada justifica o avanço do homicídio involuntário, perpetrado pelo mais próximo dos mais próximos, justificado pela ignorância sobre o exercício da cadeia de proteção coletiva.

Convicto da minha individualidade, no usufruto do direito de exercer a cidadania como um dever cívico e de responsabilidade coletiva, renego qualquer forma de escusa participativa, por qualquer humano, membro ou não membro de qualquer região administrativa global, em manter tais atitudes na minha definição de saúde preventiva.

Com isto justifico desde já muito do meu mau humor e a minha total falta de paciência com estes comportamentos criminais, irresponsáveis e deploráveis destes homicidas encapuzados. Esta não é sequer a minha verdadeira raiva, pois essa vai de encontro a todos os que acham que temos que dizer o que fazer, ao invés que esperar que cada um faça o que se espera de si.

A minha humildade deixa-me atónito. Percebo melhor o mundo desde que me deixo ficar assim. Páro, reflito e continuo. Nunca na defesa da minha moral mas na constituição da verdadeira sobrevivência da espécie humana: a prosperidade social e intelectual do ser coletivo.

April 27, 2020

Today I have heard for being slightly the same, while exactly different as a distinction of a singular presence, an alien. I connected immediately and felt nothing less than the imprisonment of comparison towards others. As a non-binary thinker I cannot condone this feeling about being alone or even the comfort of vulnerability but instead I have to enjoy the responsibility of the individual self as a constant. This absent choice of conformity relates to strong dynamics between an infinite string of intersecting actions and human beings, and sometimes, other aliens.

April 24, 2020

Entre ponto, reta e curva há uma intersecção de interesse.

Notabilidade, temporal e cronológica.

Racionalidade, funcionalismo e custo.

Irreverência, sensualidade e domínio.

É assim que definido o meu, o que posso afirmar que intersecto diagonalmente, com esta escrita visual que desenho pela simplicidade.

Mas há algo mais, algo além do plano e da própria construção volumétrica dimensional. Há algo que só a leitura da linguagem densa, detalhada e pessoal pode deslindar. Há uma narrativa singular, tanto quanto cada projeto o é em si, e como se prevê, incomum e irreverente, assoberbante, pelo discurso exaltado de história, referência, inovação e desígnio. A diferença de pares persiste, pois a minha vontade de ego transforma a responsabilização em ser e estar na história partilhada, da qual sou o único responsável em traduzir. Sem submissão aplico esta extensão ao mundo que me rodeia e assim vivo no estilo de ser quem sou por ter em mim todos os outros.

Reconheço desta forma o desígnio que aplico a tudo na minha vida, numa naturalidade diária, a de quem sabe aprender a morrer.

April 22, 2020

Esta morbidez, moderna, tele transmitida, atualizada em tempo real, estatística e logarítmica, fruto de uma psicose induzida à escala planetária, pode e deve ser objeto de ponderação, quem sabe, repúdio. Escolho manter a distância que a sanidade informada exige.

April 15, 2020

Os espaços nunca foram feitos de vazio.
Os espaços sempre são uma verdade algures.
Espaços.
Alguns passos.
Alguns E S PA Ç
A D O S entre muito e pouco.
Espaços de gente nossa e de gente alheia.

Espaços que falam muito e que se engolem numa profunda beleza de serem nada ao mesmo tempo que, naquele último suspiro são o tudo.
São as memórias.
São lendas.
São verdades inventadas.
São tempo e sem dúvida, são espaço

preâmbulo de awcat . Catarina Rodrigues . curadora

April 8, 2020

De repente, podemos evitar escolhas. Seja porque alguém, ou até algo nos substitui ou, porque não, ao invés de optar por tomar decisões posso defletir esse processo conflituoso da escolha. Escolha essa, uma reconhecida sentença binária entre umas quaisquer partes, pode ser um subterfúgio para evitar mais decisões, ou é somente o processo da escolha a voltar à cena?

Este ciclo fechado, falacioso pela forma como implica um poder que não é dado, sugere que a liberdade de escolha existe e depende das decisões pessoais de cada entidade em arbítrio. No entanto, deleito-me com a semântica procedural e perfeitamente inorgânica que a sociedade contemporânea impõe subrepticiamente a todos os que a copiam. Esta liberdade presunçosa de muito pouco valor é um dos maiores pregões da nossa história, concorrendo somente com a evolução teológica da espécie e a sua conglomeração racial em estados, nações e ideologias.

Primitivo, embora apelativo, não é a resposta. Progressivo, depende da margem de conflito político (ecológico, ideológico, e até biológico) e que seja possível mitigar. Binário decididamente não.

Um sistema binário é reduzido, insuficiente. A própria definição não se permite evoluir para um contraditório ou antónimo conveniente. Propõe somente o não. Ou é binário ou é não-binário. Isto em si é estranho, num termo de tamanha amplitude filosófica e comportamental.

Quando me confronto com este dilema penso sempre na surpresa que será descobrir o sistema de mais do que duas parte que o conceito e a definição definem como não-binário - e não me refiro a um sistema simplificado ou de uma só parte. Penso assim em singularidades. Um sistema de múltiplas decisões, feitas a partir de escolhas simples, onde um estado de posicionamento relativista apoia (sem repudiar) a característica lógica actual binária, ao propor uma parceria de escolhas e estratégias de distribuição comum. Complexo, até complicado, mas extremamente simples. Mesmo assim, à primeira vista o sistema ativa o pressuposto de que as decisões evitam escolhas e que por sua vez permitem essas escolhas e levam a novas decisões e novas escolhas...

Assim é possível descrever este ponto como o ponto que nos trouxe até aqui. Simples e robusto este sistema é um ciclo perpétuo dedicado a uma espécie de seres simplificados, onde tudo é truncado a partir de um precedente histórico e temporal, e assim dogmático porque é necessariamente antropológico.

Agora sim, aplico eu um sistema binário, ao negar o que descrevo. Imagino a negação de tudo o que conhecemos, imagino como será ser influenciado pelo tempo que há-de vir, pelas decisões que não tomei e pelas escolhas que adiei. Imagino esse caos alternativo na minha cabeça só para justificar o que defendo neste raciocínio : há outras formas de abordar o positivo; não é caindo vezes e vezes sem conta no sistema de onde pretendo prosperar; não é evitando o sistema e no entanto, no que proponho, é tudo.

Um fluxo contínuo, omni sensorial e orgânico, de base procedural, mitocondrial e cosmologicamente quântico.

Basta abster a própria existência como sobrevivência para preparar imediatamente tudo o resto. Prevalecer nessa existência é somente a forma de explicar a morte como o fim de algo, ao invés de justificar a vida pela energia que flui mesmo após esse evento e nos termos que conseguimos explicar, inconsequentes, ao mundo atual.

April 1, 2020

When rules don't apply natura naturans.

March 29, 2020

Fala muito quem não sabe ter resposta. Quem não precisa falar sequer, ensina pela prática da próxima ação.

March 25, 2020

People fight, when there's a leader.

They thrive on motive, prevail within acknowledgements and evolve on adversity.

They adjust and comply, when following a beacon they recognize as familiar, resounding their present reality with safety and the recognition of a common place.

Only then I'm pointing at home, aiming the light of all those emitters as the projection of one single ray of time in our history.

March 21, 2020

Choose : a full stop or a different way forward.

Either way, it depends on each and every one of us to select upon conscience the practice to adopt as a tool to merely see.

Optimistic, yes, naive, sometimes, aware, as much as possible, dominant, always.

March 18, 2020

Situation is simple. Be prepared and brace yourself for a long speculative period full of new opportunities. Absorb and implicate every aspect of your former life in it.

Prevail.

March 18, 2020

Estou farto de tentar... Não consigo salvar toda a gente. Tenho que me salvar a mim também. Talvez assim consiga salvar mais alguém.

March 11, 2020

No wonder leadership starts with ourselves. In the beginning one needs someone to lead and this can only be related to the lead of the self.

Anywhere, everywhere, things and people, out of will and desire, can become whichever one says it can be. So, I'm saying loud and clear, whichever imprisoned being I may seem, I am definitely free. Please receive my deepest condolences and sympathy for what I'm yet to say and do.

March 10, 2020

Trabalho muito para poder dizer que não trabalho.

February 26, 2020

A vida não é uma arte e viver não expressa mais do que a simples necessidade em estar vivo. Sobreviver é a única razão de procurar estar acompanhado, ao passo que sentir continua o adultério sobre o que é perceber o sentido de estar vivo. Nada se sobrepõe a quem se consegue erigir por si, talvez por isso se vejam menos fenómenos individuais e mais ligações ao coletivo. O artista, o amador, o praticante, desapareceu. No seu lugar surgiu um vulto, pleno de confiança na sua própria obsolescência. Seja assim ou de maneira diferente, como quer que seja eu acredito que o que me espera é fatal. Seja eu mais artista ou mais grupo, irei viver distintivamente o que ousou em mim ficar.

February 25, 2020

There's no such thing as absolute failure. Malfunction, entropy, misreading, are subverted predicaments, incurring as a fail, only if nothing is done in order to mitigate danger, error or even death. Everything else is purely human's inability to listen, see and do.

February 17, 2020

The tipping point of a men's life, turning into preferably awoken state, is nothing less than an expected crisis, revealing an opportunity. The opponent being known, one cannot neglect that there's nothing best than unforeseeable curiosity and high level expectations to fuel the guy. However, I can also attest that scars do come to notice in a larger scale and do not contribute to the healthier self. Equilibrium is the key and regular cycles of self care can help to deal with all this machinery of intense and prodigal production.

February 15, 2020

Sem se anular, o argumento que se reproduz em ciclo, por vezes circular, por vezes linear, por vezes pontual e até por vezes numa forma aleatória e incompreensível de se enquadrar numa leitura binária, é capaz de ser aplicado indiscriminadamente a uma qualquer escala de valor.

Seja positivo e construtivo e a vantagem visível é o progresso; seja negativo e destrutivo e a oportunidade que surge é a purga. Em qualquer outro cenário não se satisfaz a condição básica da minha existência : criar e construir, e isso é um ponto crítico do qual não abdico.

Quem se apresenta no seu próprio ciclo pode ainda cruzar esta noção, no entanto, a ausência do argumento individual prevalece. Na maioria das vezes sobra a cópia, uma mímica pantomineira plena de esperança que altera a posição desse sujeito : o que ele se propõe a copiar, por forma a imitar e assim propor o que sente falta em si, acaba por se revelar uma repetição imediatamente extinta no momento em que este a produz.

Nada é acrescentado, não há progresso visível, não há valor acumulado. O seu devido valor é igual a zero, não há adição. Mas isso não significa que ficamos iguais nesse resultado e que somos incólumes a este comportamento, pelo contrário, somos efetivamente influenciados por essa falta de originalidade e a orientação que recebemos desse momento é um vector negativo que anula todos os outros esforços, os de outros possíveis argumentos em contato.

Entre membros da espécie, com outras espécies, entre o mero conhecimento, pela falta de comunicação e de relacionamento, em qualquer que seja o contexto, percebemos esta dinâmica de construção e ligação inata na nossa realidade. Constato porém, que nos tempos de agora o vetor contrário contagia de tal forma esta direção, que até os promotores de outros tempos ( os que se dedicavam à propriedade global em prevalecer pela prosperidade ) estão a ser sugados para uma menor incidência de ciclo e diminuição do devido valor acrescentado.

A promiscuidade tomou conta de tudo e é a escala de valor de qualquer argumento. A necessidade de relacionamento entre cada um de nós foi substituída por uma dependência voraz de reconhecimento comportamental e é um estado temporário e descartável, infelizmente descomprometido da nossa existência individual. Por não sermos capazes de olhar para o nosso, usamos o espelho dos outros para justificar a falta de ser que somos. E gostamos.

Que diria a mesma mulher que se mostra somente para constatar atributos e assim demover a concorrência que a copia em inverter esse raciocínio, com a partilha cabaz da sua condição com alguém que não se pode reduzir a imitar? Que diria o homem que pela sua força se impõe a alguém que nunca se deveria ter que medir em comparação, mas que o faz? E que tal olharmos em volta e relacionar tudo o que o nosso meio natural nos ensina em silêncio? Que tal percebermos a humildade arrogante do que estamos a tentar destruir e que vai prevalecer mesmo após a nossa própria extinção?

Por isso, somente em ciclo conseguimos prevalecer enquanto espécie, apesar de estar cada vez mais difícil progredir em conjunto, os argumentos precisam ser ainda mais valiosos. Disse : "...seja negativo e destrutivo..." e daí surge em nós a oportunidade de formar o tal conteúdo. Sem blindagem, antes fortalecidos, estes argumentos, ciclos e membros desse processo, podem enfim prosperar.

February 9, 2020

"I'm Spartacus!..."

February 6, 2020

Evoking ontological habitats

Crossing places, spaces and time, a curious woman reflects on her own habitat. Is she alone?

Tentatively replacing the definition of habitare in an hysterical journey, a character experiences one timeline within a specific narratorial critic aimed at inverting the process of curation; another "character" enacts a contagion with propositions for a subliminar occasion on constructing new strategies deriving the projects into divergent naive tactics. Physically experiencing timelines, they are able to consolidate a cumulative result gathered from crossings and habitats. By visiting key contexts as pivoting moments on the story, a character is tangential to her reflection on habitats and infers organic connections between concurrent timelines (story, characters, projects). The result is a pedagogical insight about the manipulation of the methodological approach, where 6 chapters are subverting ontologically the unpredictable outcome from the contagion and a 7th chapter is the epistemological moment of contribution to any impact in such a queer future.

An ontological insight in to spatial existence from the internal dialogue of a curious woman leaving her own theological habitat + explosion: the death of mystery and engulfing other primitive shadows + stranded in time: this present loop as a conjecture of past epistemologies, discussing brutalism and postmodernism.

A detour nonetheless + subverting the known provenance of the inputs - in a six part symbiotic dialogue between the chapters of the book and the selected projects - the author navigates visibility ( taking part of the narrative, being the narrative and proposing a subliminar narrative ) inconspicuous even to the known characters of this story.

The house that feminism built: a classical habitat, manifestation of privileged modernism and the current inducing state of absent democracy + decolonization and the politics of creation within the ethics of being human and conditional relations.

Connecting time will not change the outcome of the future : her letter to Vitruvius + she’s not alone. She’s a physical result of the intersecting timelines, characters, habitats, works and uses her journey to engage a broader audience. She's also the catalyst ( through her restless inconsequence ) that allows a definitive seventh chapter, presenting the bases for a future new liber to follow up on this story, provided from her letter to “ancient times”.

The constraints of dimensional thinking: libre in a time after the experiment, Earth + 10. Ego and me 09. Privately public and politics 08. On commissions and other ethical things 07. The ecology of briefing humans 06. Inherit heritage and techniques on knowledge 05. The process as an evolutionary system and methodology of indexation 04. On materials and sites, territories and one landscape 03. The ontology of spaces and dimensional things 02. On emotional Synaesthesia 01. Glossary of practices

January 27, 2020

A definição de ciclo não se exige por um qualquer princípio de início e uma perfeita noção de fim, mas antes pela continuidade, intensidade e perseverança que somente poucos conseguem manter natural como respirar. Por isso, nem sucesso nem fracasso podem interferir com a missão individual de cada um, prosperar.

January 26, 2020

... sim, pelas coisas mais simples, como achar que há falta de humanidade em mim; que devo de mim a pessoas que me fazem bem e me rodeiam com todo o carinho que nem elas próprias sabem bem explicar; que sou normal como tu e que nada disto me afeta; pela vontade de fazer tudo e ficar preso no primeiro passo e sobretudo por não me deter nunca, quando esse passo é mais claro em mim, cada vez mais.

January 25, 2020

" - O que é que fazes aqui?... Ao menos eu pergunto... Ficar por aí a pensar pelos outros não faz o meu estilo, não tenho paciência para julgar ninguém e ainda por cima aborreço-me de tantas vezes que tenho que voltar atrás e perceber como raio é que esses mesmos chegaram aqui! Nem sei o que dizer...

És estranho, dizes sempre coisas que ninguém percebe, nunca sei o que vais dizer a seguir e nunca estou a espera de nada em concreto, mas é assim que te vejo. Acho que a tua surpresa constante já não me surpreende e assim vais ficar monótono."

January 21, 2020

A lealdade na demonstração de tudo enquanto consequência da liderança perfaz da liderança a mais alta distinção de competência. Só um humano o pode reconhecer num outro que o pratica, todos os outros não se permitem perder a razão para que o ganho seja imparcial.

January 16, 2020

Each project a solution, each solution a system.

January 13, 2020

Se fosse eu a mandar no mundo, por esta altura dizia : tudo para o recreio.

January 9, 2020

A few, not many, but still a measurable account of things in me, have changed. Nothing new, nothing of any sort unique and specially nothing irregular. Some may even sound familiar, others may not but, this is something to declare, identify publicly and share.

The biggest one I can speak of right now is the evident and clear moment in which I have myself in a given context and realize my approach ( all actions and reactions, even the expected outcome of previous interactions and experiences ) have definitely changed, others. The inputs, the players, the value, the argument, every single factor is the same but, I, have changed them. I'm the same, they have changed. I'm doing things exactly in the same way, be it by routine or practice - even by acknowledgement of the fact I'm unable to deal with things I do not know anything about until the moment I have experience them in some sort - and then, if not me, they share and act as if they have purely changed.

Taking the appropriate place in the alignment they always had, keeping shape and conformity within my beliefs, being an indisputable characteristic of my character, defining a human as they always have, those things, didn't changed, categorically.

I'm exactly where I standed before, only older and in control of a slightly adjusted self awareness. Of course, somethings in me progressed accordingly, therefore, I have changed, but the biggest change was the time and the experience I provided to others, thus changing them through my proximity and influence.

I, but irrefutably them, changed.

January 8, 2020

A paradigm shift, removing the focus from enforcement, supervision and punishment.

More than a change of status quo, a pivoting moment in which culture takes place as a core and not as a derivative, valuated by privilege and disturbed ethics. Based on universal education before ethnographic recognition and individual craft training.

Which culture? All? Global? Regional? Ancient? Religious? Atheist?... No cults...

The culture of being one with oneself in order to be one with everything else.

January 7, 2020

Everybody consciously make efforts not to be alone - as this would mean a failure and the lack of a recognisable group theory.

Comparisons and rapport, engagement and identifiable behaviours, routines on life as a metaphor.

January 5, 2020

Is it preferable to get paid for something or to get something free of charge? How to finance research and keep your integrity intact - regarding privilege or precarity? How to build a notable mass of research/publication without institutional sin and influence? Which should be the correct approach to academic production and participation in paper development? Do Western society and academia accept this naive bohemian tactics?

I can argue that: if money is involved, either 1. the paper isn't good/cientific/dogmatic enough or 2. the global capitalist ecossystem took the place of morally safe cientific and altruist act of share among peers...

Being sarcastic doesn't solve a problem but if this is your problem you should, and according to preposition: 1. chill, change life and work somewhere else doing something different, maybe pursue a career in arts or even music (tcharammm) 2. strategically impose a set of unquestionable ecology standards in your own ecossystem of production and dictate unquestionable tactics of research from a self sustainable commercial practice.

Add institutional freedom to the equation and 99% of you will choose the 3rd way ...

January 4, 2020

Suffering is not a necessary condition for any type of living, instead a temporary experience, dealing uniquely with injustice and the access to universal means of survival. Numbness is not the answer.

January 4, 2020

Plain, ignorant, intelectual, absent, religious, vain, followers, destructive, ... All of them need to be judged, not morally as would be expected, but rationally : given an insight on themselves. Self centered, ego centric and dedicated to awareness as their own insight on how disturbing this words can be when we invert their applicability.

We are used to the words "think of/for the next..." but these are not fair words anymore as they keep denying the current evolutionary status of human kind : a new collective made of individuals.

We are no more a mob of mobs, identifiable either by race, color or creed. We are present as is the time we can identify as living in, unrepeatable, peculiar, singular - one of a kind. Why do we keep trying to compare ourselves to others and become an identifiable mass again and again? Even forcing others to become a part of our mass?!

I'm not proposing eremitage, absence or even reclusion, I'm just stating the obvious and condoning all those acts of togetherness, without a specific and clear egotistic goal as the motivation to those same actions. We simply cannot deal with ourselves in the first place and try to influence others in our insecure way of being.

People are not able to be alone anymore because that means being alone with themselves and this is the only theological conundrum to discuss, not the prevailing groups.

People lie. First to themselves, then to all who choose to hear them, therefore the problem isn't the result of the lie but the behaviour prior to the event. I don't believe in prevention, I believe in culture and education, social training ( if you can cope with the definition ) then if one can be truthful to himself he will not promote any type of lie to others.

In a perfect world I would be just another human, a egossencial and simple one.

January 3, 2020

Os sacrifícios são as pequenas vitórias do silêncio e da disposição em querer avançar, de saber escolher e de agir com a perspetiva do percurso em tandem com o resultado.

January 1, 2020

Hoje pediram-me para escrever.

Nunca mo tinham feito, achei estranho, quase premeditado, mas porque sei quem o fez, não posso negar o pedido. Nem tema, nem nada, só me foi pedido escrever : " - Escreve! " E assim fiz, faço, aliás, que este pedido é presente, não é passado e como bem me conheço, dou sempre aos outros o tempo que me mereço, antes mesmo de o ter para mim. Por isso ...

Sem saber bem o que escrever, escrevo sobre esse pedido, sem grandes descrições, pois foi assim que foi feito. Pragmatismo é coisa que não falta e cada vez mais há mais objetividade, por isso não vale a pena pensar, vindo de quem vem o pedido, nem vou questionar, simplesmente acedi. Sem resignação, pelo contrário, com a convicção de que esse pedido me era dirigido a mim por consideração ao que sou e ao que querem de mim.

Sem mais sentido do que este que tenho, escrevo as mais simples palavras de apreço, e sou grato, claro no que digo, sem bajular ninguém, tenho que dizer meu amigo, que quem me pede sabe bem, eu conheço.

Faço assim questão de dizer que aqui está o meu acordo, remetido bem sabes a quem e porque mo pediste fazer, sem voluptas de estilo e sem grandes meios, simples como o homem que sou, a falar de coisa nenhuma, e sem medos ou outros receios.

December 31, 2019

This is the time of the year people usually use to declare on social media how they continuously depend on others to confirm their own existence. This inability to deal (heal) (with) one self is also when a yearly balance is nothing more than a mere comparison of pseudo achievements and a misleading action of purge and grime facts. Gratefulness comes in silence, delicately declared in the sincere and altruistic arrogance of retribution.

December 26, 2019

I will not tell you who I am, I'm giving you the opportunity to find out by yourself.

December 17, 2019

Focusing on what I can complete, conclude, finalise. Deflecting distractions from the ambient surround and exterior context of insecurity and unfulfilled ambitions.

December 16, 2019

I wonder : if I call myself an artist should I be given a wage to spend on probable creation and bohemian research conditions? Should use a chunk of it for irresponsible spending, a piece of that sum for materials and what's left of the stipend for printing an offer from a friend designer to guide all my ( other ) friends into the chosen venue...

Can artistic and cultural content production be a professional craft or is it fallen art?

Rise you all discussion and conflict makers, and face me. Maybe, instead of agression and impeachment why don't you try something new and work independently, autonomously, producing a proper way of living through a critical perspective on art and on your place in this world.

Disappointment and broken dreams are excuses for precarious jobs and cannibal misconducts to those who make it work decently, decentralized and autonomously.

December 11, 2019

Há coisas que só se vêem quando acontecem e outras que não são nunca como se imaginam...

December 10, 2019

Carta de motivação

A pedagogia em que habito foi, por mim, desafetada ( e desinfetada ) da instituição contaminante.
Sou um ser fundacional e dessa forma fundo a minha prática, numa sensibilidade que vai para além da crítica inovadora que me reconheço ser capaz de estruturar. Essa ecologia intelectual que alimento e que me retribui uma sustentabilidade possante de curiosidade e inquietação indexante, vive de modelos mensuráveis e reprodutíveis de hipótese, de teste e de constância - analítica, empírica, narrativa subjetiva e paisagem emocional pessoal - e de lugares :
. onde não posso ancorar a criação como construção ilusória, mas desiludida somente da sua pouca realidade prática;
. onde utopias podem ser de novo realidades.

EXTERNO

Love and Garbage, ou a expectativa em aceitar o amor e o lixo numa mesma frase, é em si um desafio provocatório, de crítica e autocomiseração sobre a matéria do mundo que resta para trabalhar.

É um argumento agressor, assente numa perspectiva picada sobre a instituição ocidental, secular, colonizadora de mentes, métodos e meios.

É um ponto de encontro condicional e tangente à própria noção crítica da visão pessoal, facilmente institucionalizada em processos de desmultiplicação da contemporaneidade, sempre intermináveis e por consequência inconsequentes.

É viver por isso no tempo definido pelo espaço intelectual do tema.

É viver no limiar da percepção e da dúvida do processo, tanto quanto na inovação da certeza da nova criação como a constatação da condição de incerteza e da curiosidade ínfima, cíclica e eterna. Uma curiosidade polimática, é nesse o território elementar de tangência onde me movo. Com a consciência do tempo decorrido e percebido, no contexto do que o imita e como o principal catalisador da prevalência da instituição, crio a oportunidade de escolher diferente, indexante, etimológico, semiótico e pleno de materialidades epistemológicas. Busco a frescura da leitura na forma de um externo, desconhecido e por isso livre do compromisso institucional.

É assim que vejo este grupo, corpo colectivo, estruturas que de novo promovem a assemblagem, montagem de paisagens de interesses e técnicos competentes na melhor disposição de fazer o presente que é passado e desse passado ainda presente, o que só por si não mudará o futuro.

INTERNO
A prevalência metodológica do processo, premente enquanto sistema ético e político de criação, mantém ancorada num contexto particular, singular e consequentemente universal a minha etnografia do lugar. Esta perspectiva progressista da forma de pensar e discutir coletivamente, garante o ( meu ) interesse pelo trabalho em cooperação, numa mesma conquista da alternativa aos processos sistematizados da arquitetura contemporânea.

Solidariedade, de apuro, de novas formas procedurais, de bases epistemológicas de criação e acima de tudo da construção de outros processos como as ferramentas desreguladoras das normas conhecidas, são inquietude que partilho, revoltando assertivamente novos actores numa simplificação peculiar de si próprios.

Esta abordagem literal decorrente de uma pedagogia radical, instruída a partir de proposições e processos físicos, sustentados, assentes no trabalho conjunto, colaborativo e laboratorial, corporizam a minha própria metodologia individual, testada em metodologia de grupo, na potência do ensemble e na ignição do lugar. A leitura cognoscente, cada vez mais próxima do átomo, ativando reciprocamente conceito, crítica e proposta de hipótese é o meu objetivo final : o mal afamado resultado.

Proponho uma interpolação derivante, seja do caráter do território, seja na justaposição da marca patrimonial, sempre na génese funcional, garantidamente pessoal e assente numa noção de percurso com história e relevo. Presencio uma arquitetura contemporânea em delírio galopante, um mero exercício de tentativa e erro na logística descomprometida do praticante do nada. Este processo demorado, capitalista e conformista, exige o prosperar de novos sistemas, a partir do sistema instalado, seja o do próprio lugar enquanto a alternativa aos processos da contemporaneidade, seja a da metodologia do próximo estilo, movimento ou denominação de caráter universal e determinista.

Serei assim um situacionista inconformado, raptado do espetáculo mundano pela minha noção de criação e governança cooperativa da cidade, agindo a favor da lógica da essencial.

ASSEMBLE (Tutores)

5 a 8 de dezembro Com Madelon Vriesendorp, Jasmine Padjak, Thomas Thwaites, Andrés Saenz de Sicilia, Richard Wentworth, Rainer Hehl and Jerszy Seymour

EN

The pedagogy in which I live now, was disaffected (and disinfected) by the contaminating institution.
I am a foundational being and in that way I anchor my own practice, within a sensitivity that goes beyond the innovative criticism that I recognise be able to structure myself. I also nurture an intellectual ecology of retribution, always repaying me with a sustainable curiosity powered mainly by an indexing restlessness, relying on measurable and reproducible models of hypothesis, trials and constancy - either analytical, empirical or narrative and subjective personal emotional landscape - and places:
. where I cannot anchor creation as an illusory construction, but instead disillusioned only with its insufficient practical reality;
. where utopias may become realities again.

External
Love and Garbage, or the expectation of accepting love and garbage in a one sentence, is in itself a provocative challenge of criticism and self-pity about the matter of the world that remains to work on.

It is an aggressive argument, based on a steep perspective on the Western, secular, coloniser institution of minds, of methods, and means of production.

It is a conditional meeting point, tangent to the very critical notion of personal vision, easily institutionalised in processes of contemporary demultiplication, always endless and consequently inconsequential.

It is to live for it in the time defined by the intellectual space of the theme.

It is living on the threshold of the perception and doubt of the process, as well as in the innovation of the certainty given by a new creation as the finding of the condition of undermost uncertainty and of the cyclical and eternal curiosity. A polymath curiosity, as the elemental territory of tangency where I move. With the awareness of elapsed and perceived time, in the context of what imitates it and as the main catalyst of the institution's prevalence, I create the opportunity to choose different, choose etymological, semiotic and full of epistemological materialities. I seek a new reading, mainly in the form of an external, unknown and therefore free of institutional commitment freshness.

This is how I see this group, a collective body, structures that again promote the assembly, setting up landscapes of interests and of competent technicians, able to make present what is past and from that past still present, what in itself will not change the future.

Internal
The methodological prevalence of the process, pressing as an ethical and political system of creation, keeps anchored in a particular context, singular and consequently universal my ethnography of the site specificity. This progressive perspective on the way of thinking and discussing collectively guarantees (my) interest in this cooperative work, in a conquest of the alternative from the normalised processes of contemporary architecture.

Solidarity, of refinement, of new procedural forms, of epistemological foundations of creation and above all of the construction of other processes such as the deregulatory tools of known norms, are concerns I share, therefore assertively revolting new actors in a peculiar simplification of their own selves.

This literal approach stemming from a radical pedagogy, based on propositions and physical processes, sustained on collective work, collaborative and laboratorial, embodies my own individual methodology, tested in group methodology, in the power of the ensemble and in the ignition of the place. My cognisant reading, closer and closer to the atom, reciprocally activating concept, critique and the proposal of the hypothesis is my ultimate goal: the ill-known result.

I propose a derivative interpolation, whether of the character of the territory or in the juxtaposition of the heritage brand, always in the functional genesis, preemptively personal and based on a notion of a carved history. I witness a contemporary architecture in a rampant delirium, a mere exercise of trial and error in the uncompromising logistics of the practitioner of nothingness. This time-consuming, capitalist and conformist process demands the prosperity of new systems, from within the installed system, whether of the place itself as the alternative to the processes of contemporaneity, either of the methodology of the next style, movement or denomination of universal and deterministic character.

I will thus be a nonconformist situationist, kidnapped from the mundane spectacle by my own notion of creation and cooperative governance of the city, acting in favor of the logic of the essential.

December 5, 2019

Alto, não exagerado, mas como se fosse fora da sua própria época. Uma voz grave exagerada, projectada talvez pela audição menos presente. Cabelo raro e feições marcadas a cinzel. Olhos escavados pela vida plena de experiências e feitos da cor da sua personalidade. Umas vezes, calmo, outras vezes, uma tempestade.

Sempre a pensar em construir, montar, destruir, desmontar, melhorar por vezes até, sem ser preciso mudar. Era assim que projetava as ações para tudo e era assim que acabavam os processos, em vícios de imaginar a nunca parar por nada.

Dono de coisas boas, com mais ou menos rodas, janelas, velas ou telas, é certo que não interessam mais agora, mas as que haviam, não serviam somente o ego, serviam também essa rosa de gente, que orientou pela vida fora.

Palavrões e tropeções, isso, sempre prontos a dar, distribuídos equitativamente, numa forma muito pouco democrática, de incluir toda a gente.

É assim o homem que conheço, a quem reconheço a parte que partilhou comigo, por isso não choro porque parte, mas celebro o seu novo começo, num horizonte de memória e muito apreço, um homem que eu também considerei amigo.

December 2, 2019

Naquele exacto momento em que o nosso corpo é a energia da sua própria história, somos impelidos pela histeria da presença a achar que perdemos, que já não há guarda, quando é aí, nessa perfeita transição de estado, onde se erege na epítome da posse, a herança do legado.

December 1, 2019

A maior vantagem da esquerda é ser de esquerda. A maior desvantagem da esquerda é ser de esquerda.

November 27, 2019

Polymathy as the acknowledgment of the mundane in a concurrent state of restless curiosity, defines a vast body of knowledge of no specific subject, but instead an universal approach to the most basic simplification of my way of being human.

November 25, 2019

November 10, 2019

November 7, 2019

October 30, 2019

October 29, 2019