Writing

De repente, podemos evitar escolhas. Seja porque alguém, ou até algo nos substitui ou, porque não, ao invés de optar por tomar decisões posso defletir esse processo conflituoso da escolha. Escolha essa, uma reconhecida sentença binária entre umas quaisquer partes, pode ser um subterfúgio para evitar mais decisões, ou é somente o processo da escolha a voltar à cena?

Este ciclo fechado, falacioso pela forma como implica um poder que não é dado, sugere que a liberdade de escolha existe e depende das decisões pessoais de cada entidade em arbítrio. No entanto, deleito-me com a semântica procedural e perfeitamente inorgânica que a sociedade contemporânea impõe subrepticiamente a todos os que a copiam. Esta liberdade presunçosa de muito pouco valor é um dos maiores pregões da nossa história, concorrendo somente com a evolução teológica da espécie e a sua conglomeração racial em estados, nações e ideologias.

Primitivo, embora apelativo, não é a resposta. Progressivo, depende da margem de conflito político (ecológico, ideológico, e até biológico) e que seja possível mitigar. Binário decididamente não.

Um sistema binário é reduzido, insuficiente. A própria definição não se permite evoluir para um contraditório ou antónimo conveniente. Propõe somente o não. Ou é binário ou é não-binário. Isto em si é estranho, num termo de tamanha amplitude filosófica e comportamental.

Quando me confronto com este dilema penso sempre na surpresa que será descobrir o sistema de mais do que duas parte que o conceito e a definição definem como não-binário - e não me refiro a um sistema simplificado ou de uma só parte. Penso assim em singularidades. Um sistema de múltiplas decisões, feitas a partir de escolhas simples, onde um estado de posicionamento relativista apoia (sem repudiar) a característica lógica actual binária, ao propor uma parceria de escolhas e estratégias de distribuição comum. Complexo, até complicado, mas extremamente simples. Mesmo assim, à primeira vista o sistema ativa o pressuposto de que as decisões evitam escolhas e que por sua vez permitem essas escolhas e levam a novas decisões e novas escolhas...

Assim é possível descrever este ponto como o ponto que nos trouxe até aqui. Simples e robusto este sistema é um ciclo perpétuo dedicado a uma espécie de seres simplificados, onde tudo é truncado a partir de um precedente histórico e temporal, e assim dogmático porque é necessariamente antropológico.

Agora sim, aplico eu um sistema binário, ao negar o que descrevo. Imagino a negação de tudo o eu conhecemos, imagino como será ser influenciado pelo tempo que há-de vir, pelas decisões que não tomei e pelas escolhas que adiei. Imagino esse caos alternativo na minha cabeça só para justificar o que defendo neste raciocínio : há outras formas de abordar o positivo; não é caindo vezes e vezes sem conta no sistema de onde pretendo prosperar; não é evitando o sistema e no entanto, no que proponho, é tudo.

Um fluxo contínuo, omni sensorial e orgânico, de base procedural, mitocondrial e cosmologicamente quântico.

Basta abster a própria existência como sobrevivência para preparar imediatamente tudo o resto. Prevalecer nessa existência é somente a forma de explicar a morte como o fim de algo, ao invés de justificar a vida pela energia que flui mesmo após esse evento e nos termos que conseguimos explicar, inconsequentes, ao mundo atual.

April 1, 2020

When rules don't apply natura naturans.

March 29, 2020

Fala muito quem não sabe ter resposta. Quem não precisa falar sequer, ensina pela prática da próxima ação.

March 25, 2020

People fight, when there's a leader.

They thrive on motive, prevail within acknowledgements and evolve on adversity.

They adjust and comply, when following a beacon they recognize as familiar, resounding their present reality with safety and the recognition of a common place.

Only then I'm pointing at home, aiming the light of all those emitters as the projection of one single ray of time in our history.

March 21, 2020

Choose : a full stop or a different way forward.

Either way, it depends on each and every one of us to select upon conscience the practice to adopt as a tool to merely see.

Optimistic, yes, naive, sometimes, aware, as much as possible, dominant, always.

March 18, 2020

Situation is simple. Be prepared and brace yourself for a long speculative period full of new opportunities. Absorb and implicate every aspect of your former life in it.

Prevail.

March 18, 2020

Estou farto de tentar... Não consigo salvar toda a gente. Tenho que me salvar a mim também. Talvez assim consiga salvar mais alguém.

March 11, 2020

No wonder leadership starts with ourselves. In the beginning one needs someone to lead and this can only be related to the lead of the self.

Anywhere, everywhere, things and people, out of will and desire, can become whichever one says it can be. So, I'm saying loud and clear, whichever imprisoned being I may seem, I am definitely free. Please receive my deepest condolences and sympathy for what I'm yet to say and do.

March 10, 2020

Trabalho muito para poder dizer que não trabalho.

February 26, 2020

A vida não é uma arte e viver não expressa mais do que a simples necessidade em estar vivo. Sobreviver é a única razão de procurar estar acompanhado, ao passo que sentir continua o adultério sobre o que é perceber o sentido de estar vivo. Nada se sobrepõe a quem se consegue erigir por si, talvez por isso se vejam menos fenómenos individuais e mais ligações ao coletivo. O artista, o amador, o praticante, desapareceu. No seu lugar surgiu um vulto, pleno de confiança na sua própria obsolescência. Seja assim ou de maneira diferente, como quer que seja eu acredito que o que me espera é fatal. Seja eu mais artista ou mais grupo, irei viver distintivamente o que ousou em mim ficar.

February 25, 2020

There's no such thing as absolute failure. Malfunction, entropy, misreading, are subverted predicaments, incurring as a fail, only if nothing is done in order to mitigate danger, error or even death. Everything else is purely human's inability to listen, see and do.

February 17, 2020

The tipping point of a men's life, turning into preferably awoken state, is nothing less than an expected crisis, revealing an opportunity. The opponent being known, one cannot neglect that there's nothing best than unforeseeable curiosity and high level expectations to fuel the guy. However, I can also attest that scars do come to notice in a larger scale and do not contribute to the healthier self. Equilibrium is the key and regular cycles of self care can help to deal with all this machinery of intense and prodigal production.

February 15, 2020

Sem se anular, o argumento que se reproduz em ciclo, por vezes circular, por vezes linear, por vezes pontual e até por vezes numa forma aleatória e incompreensível de se enquadrar numa leitura binária, é capaz de ser aplicado indiscriminadamente a uma qualquer escala de valor.

Seja positivo e construtivo e a vantagem visível é o progresso; seja negativo e destrutivo e a oportunidade que surge é a purga. Em qualquer outro cenário não se satisfaz a condição básica da minha existência : criar e construir, e isso é um ponto crítico do qual não abdico.

Quem se apresenta no seu próprio ciclo pode ainda cruzar esta noção, no entanto, a ausência do argumento individual prevalece. Na maioria das vezes sobra a cópia, uma mímica pantomineira plena de esperança que altera a posição desse sujeito : o que ele se propõe a copiar, por forma a imitar e assim propor o que sente falta em si, acaba por se revelar uma repetição imediatamente extinta no momento em que este a produz.

Nada é acrescentado, não há progresso visível, não há valor acumulado. O seu devido valor é igual a zero, não há adição. Mas isso não significa que ficamos iguais nesse resultado e que somos incólumes a este comportamento, pelo contrário, somos efetivamente influenciados por essa falta de originalidade e a orientação que recebemos desse momento é um vector negativo que anula todos os outros esforços, os de outros possíveis argumentos em contato.

Entre membros da espécie, com outras espécies, entre o mero conhecimento, pela falta de comunicação e de relacionamento, em qualquer que seja o contexto, percebemos esta dinâmica de construção e ligação inata na nossa realidade. Constato porém, que nos tempos de agora o vetor contrário contagia de tal forma esta direção, que até os promotores de outros tempos ( os que se dedicavam à propriedade global em prevalecer pela prosperidade ) estão a ser sugados para uma menor incidência de ciclo e diminuição do devido valor acrescentado.

A promiscuidade tomou conta de tudo e é a escala de valor de qualquer argumento. A necessidade de relacionamento entre cada um de nós foi substituída por uma dependência voraz de reconhecimento comportamental e é um estado temporário e descartável, infelizmente descomprometido da nossa existência individual. Por não sermos capazes de olhar para o nosso, usamos o espelho dos outros para justificar a falta de ser que somos. E gostamos.

Que diria a mesma mulher que se mostra somente para constatar atributos e assim demover a concorrência que a copia em inverter esse raciocínio, com a partilha cabaz da sua condição com alguém que não se pode reduzir a imitar? Que diria o homem que pela sua força se impõe a alguém que nunca se deveria ter que medir em comparação, mas que o faz? E que tal olharmos em volta e relacionar tudo o que o nosso meio natural nos ensina em silêncio? Que tal percebermos a humildade arrogante do que estamos a tentar destruir e que vai prevalecer mesmo após a nossa própria extinção?

Por isso, somente em ciclo conseguimos prevalecer enquanto espécie, apesar de estar cada vez mais difícil progredir em conjunto, os argumentos precisam ser ainda mais valiosos. Disse : "...seja negativo e destrutivo..." e daí surge em nós a oportunidade de formar o tal conteúdo. Sem blindagem, antes fortalecidos, estes argumentos, ciclos e membros desse processo, podem enfim prosperar.

February 9, 2020

"I'm Spartacus!..."

February 6, 2020

Evoking ontological habitats

Crossing places, spaces and time, a curious woman reflects on her own habitat. Is she alone?

Tentatively replacing the definition of habitare in an hysterical journey, a character experiences one timeline within a specific narratorial critic aimed at inverting the process of curation; another "character" enacts a contagion with propositions for a subliminar occasion on constructing new strategies deriving the projects into divergent naive tactics. Physically experiencing timelines, they are able to consolidate a cumulative result gathered from crossings and habitats. By visiting key contexts as pivoting moments on the story, a character is tangential to her reflection on habitats and infers organic connections between concurrent timelines (story, characters, projects). The result is a pedagogical insight about the manipulation of the methodological approach, where 6 chapters are subverting ontologically the unpredictable outcome from the contagion and a 7th chapter is the epistemological moment of contribution to any impact in such a queer future.

An ontological insight in to spatial existence from the internal dialogue of a curious woman leaving her own theological habitat + explosion: the death of mystery and engulfing other primitive shadows + stranded in time: this present loop as a conjecture of past epistemologies, discussing brutalism and postmodernism.

A detour nonetheless + subverting the known provenance of the inputs - in a six part symbiotic dialogue between the chapters of the book and the selected projects - the author navigates visibility ( taking part of the narrative, being the narrative and proposing a subliminar narrative ) inconspicuous even to the known characters of this story.

The house that feminism built: a classical habitat, manifestation of privileged modernism and the current inducing state of absent democracy + decolonization and the politics of creation within the ethics of being human and conditional relations.

Connecting time will not change the outcome of the future : her letter to Vitruvius + she’s not alone. She’s a physical result of the intersecting timelines, characters, habitats, works and uses her journey to engage a broader audience. She's also the catalyst ( through her restless inconsequence ) that allows a definitive seventh chapter, presenting the bases for a future new liber to follow up on this story, provided from her letter to “ancient times”.

The constraints of dimensional thinking: libre in a time after the experiment, Earth + 10. Ego and me 09. Privately public and politics 08. On commissions and other ethical things 07. The ecology of briefing humans 06. Inherit heritage and techniques on knowledge 05. The process as an evolutionary system and methodology of indexation 04. On materials and sites, territories and one landscape 03. The ontology of spaces and dimensional things 02. On emotional Synaesthesia 01. Glossary of practices

January 27, 2020

A definição de ciclo não se exige por um qualquer princípio de início e uma perfeita noção de fim, mas antes pela continuidade, intensidade e perseverança que somente poucos conseguem manter natural como respirar. Por isso, nem sucesso nem fracasso podem interferir com a missão individual de cada um, prosperar.

January 26, 2020

... sim, pelas coisas mais simples, como achar que há falta de humanidade em mim; que devo de mim a pessoas que me fazem bem e me rodeiam com todo o carinho que nem elas próprias sabem bem explicar; que sou normal como tu e que nada disto me afeta; pela vontade de fazer tudo e ficar preso no primeiro passo e sobretudo por não me deter nunca, quando esse passo é mais claro em mim, cada vez mais.

January 25, 2020

" - O que é que fazes aqui?... Ao menos eu pergunto... Ficar por aí a pensar pelos outros não faz o meu estilo, não tenho paciência para julgar ninguém e ainda por cima aborreço-me de tantas vezes que tenho que voltar atrás e perceber como raio é que esses mesmos chegaram aqui! Nem sei o que dizer...

És estranho, dizes sempre coisas que ninguém percebe, nunca sei o que vais dizer a seguir e nunca estou a espera de nada em concreto, mas é assim que te vejo. Acho que a tua surpresa constante já não me surpreende e assim vais ficar monótono."

January 21, 2020

A lealdade na demonstração de tudo enquanto consequência da liderança perfaz da liderança a mais alta distinção de competência. Só um humano o pode reconhecer num outro que o pratica, todos os outros não se permitem perder a razão para que o ganho seja imparcial.

January 16, 2020

Each project a solution, each solution a system.

January 13, 2020

Se fosse eu a mandar no mundo, por esta altura dizia : tudo para o recreio.

January 9, 2020

A few, not many, but still a measurable account of things in me, have changed. Nothing new, nothing of any sort unique and specially nothing irregular. Some may even sound familiar, others may not but, this is something to declare, identify publicly and share.

The biggest one I can speak of right now is the evident and clear moment in which I have myself in a given context and realize my approach ( all actions and reactions, even the expected outcome of previous interactions and experiences ) have definitely changed, others. The inputs, the players, the value, the argument, every single factor is the same but, I, have changed them. I'm the same, they have changed. I'm doing things exactly in the same way, be it by routine or practice - even by acknowledgement of the fact I'm unable to deal with things I do not know anything about until the moment I have experience them in some sort - and then, if not me, they share and act as if they have purely changed.

Taking the appropriate place in the alignment they always had, keeping shape and conformity within my beliefs, being an indisputable characteristic of my character, defining a human as they always have, those things, didn't changed, categorically.

I'm exactly where I standed before, only older and in control of a slightly adjusted self awareness. Of course, somethings in me progressed accordingly, therefore, I have changed, but the biggest change was the time and the experience I provided to others, thus changing them through my proximity and influence.

I, but irrefutably them, changed.

January 8, 2020

A paradigm shift, removing the focus from enforcement, supervision and punishment.

More than a change of status quo, a pivoting moment in which culture takes place as a core and not as a derivative, valuated by privilege and disturbed ethics. Based on universal education before ethnographic recognition and individual craft training.

Which culture? All? Global? Regional? Ancient? Religious? Atheist?... No cults...

The culture of being one with oneself in order to be one with everything else.

January 7, 2020

Everybody consciously make efforts not to be alone - as this would mean a failure and the lack of a recognisable group theory.

Comparisons and rapport, engagement and identifiable behaviours, routines on life as a metaphor.

January 5, 2020

Is it preferable to get paid for something or to get something free of charge? How to finance research and keep your integrity intact - regarding privilege or precarity? How to build a notable mass of research/publication without institutional sin and influence? Which should be the correct approach to academic production and participation in paper development? Do Western society and academia accept this naive bohemian tactics?

I can argue that: if money is involved, either 1. the paper isn't good/cientific/dogmatic enough or 2. the global capitalist ecossystem took the place of morally safe cientific and altruist act of share among peers...

Being sarcastic doesn't solve a problem but if this is your problem you should, and according to preposition: 1. chill, change life and work somewhere else doing something different, maybe pursue a career in arts or even music (tcharammm) 2. strategically impose a set of unquestionable ecology standards in your own ecossystem of production and dictate unquestionable tactics of research from a self sustainable commercial practice.

Add institutional freedom to the equation and 99% of you will choose the 3rd way ...

January 4, 2020

Suffering is not a necessary condition for any type of living, instead a temporary experience, dealing uniquely with injustice and the access to universal means of survival. Numbness is not the answer.

January 4, 2020

Plain, ignorant, intelectual, absent, religious, vain, followers, destructive, ... All of them need to be judged, not morally as would be expected, but rationally : given an insight on themselves. Self centered, ego centric and dedicated to awareness as their own insight on how disturbing this words can be when we invert their applicability.

We are used to the words "think of/for the next..." but these are not fair words anymore as they keep denying the current evolutionary status of human kind : a new collective made of individuals.

We are no more a mob of mobs, identifiable either by race, color or creed. We are present as is the time we can identify as living in, unrepeatable, peculiar, singular - one of a kind. Why do we keep trying to compare ourselves to others and become an identifiable mass again and again? Even forcing others to become a part of our mass?!

I'm not proposing eremitage, absence or even reclusion, I'm just stating the obvious and condoning all those acts of togetherness, without a specific and clear egotistic goal as the motivation to those same actions. We simply cannot deal with ourselves in the first place and try to influence others in our insecure way of being.

People are not able to be alone anymore because that means being alone with themselves and this is the only theological conundrum to discuss, not the prevailing groups.

People lie. First to themselves, then to all who choose to hear them, therefore the problem isn't the result of the lie but the behaviour prior to the event. I don't believe in prevention, I believe in culture and education, social training ( if you can cope with the definition ) then if one can be truthful to himself he will not promote any type of lie to others.

In a perfect world I would be just another human, a egossencial and simple one.

January 3, 2020

Os sacrifícios são as pequenas vitórias do silêncio e da disposição em querer avançar, de saber escolher e de agir com a perspetiva do percurso em tandem com o resultado.

January 1, 2020

Hoje pediram-me para escrever.

Nunca mo tinham feito, achei estranho, quase premeditado, mas porque sei quem o fez, não posso negar o pedido. Nem tema, nem nada, só me foi pedido escrever : " - Escreve! " E assim fiz, faço, aliás, que este pedido é presente, não é passado e como bem me conheço, dou sempre aos outros o tempo que me mereço, antes mesmo de o ter para mim. Por isso ...

Sem saber bem o que escrever, escrevo sobre esse pedido, sem grandes descrições, pois foi assim que foi feito. Pragmatismo é coisa que não falta e cada vez mais há mais objetividade, por isso não vale a pena pensar, vindo de quem vem o pedido, nem vou questionar, simplesmente acedi. Sem resignação, pelo contrário, com a convicção de que esse pedido me era dirigido a mim por consideração ao que sou e ao que querem de mim.

Sem mais sentido do que este que tenho, escrevo as mais simples palavras de apreço, e sou grato, claro no que digo, sem bajular ninguém, tenho que dizer meu amigo, que quem me pede sabe bem, eu conheço.

Faço assim questão de dizer que aqui está o meu acordo, remetido bem sabes a quem e porque mo pediste fazer, sem voluptas de estilo e sem grandes meios, simples como o homem que sou, a falar de coisa nenhuma, e sem medos ou outros receios.

December 31, 2019

This is the time of the year people usually use to declare on social media how they continuously depend on others to confirm their own existence. This inability to deal (heal) (with) one self is also when a yearly balance is nothing more than a mere comparison of pseudo achievements and a misleading action of purge and grime facts. Gratefulness comes in silence, delicately declared in the sincere and altruistic arrogance of retribution.

December 26, 2019

I will not tell you who I am, I'm giving you the opportunity to find out by yourself.

December 17, 2019

Focusing on what I can complete, conclude, finalise. Deflecting distractions from the ambient surround and exterior context of insecurity and unfulfilled ambitions.

December 16, 2019

I wonder : if I call myself an artist should I be given a wage to spend on probable creation and bohemian research conditions? Should use a chunk of it for irresponsible spending, a piece of that sum for materials and what's left of the stipend for printing an offer from a friend designer to guide all my ( other ) friends into the chosen venue...

Can artistic and cultural content production be a professional craft or is it fallen art?

Rise you all discussion and conflict makers, and face me. Maybe, instead of agression and impeachment why don't you try something new and work independently, autonomously, producing a proper way of living through a critical perspective on art and on your place in this world.

Disappointment and broken dreams are excuses for precarious jobs and cannibal misconducts to those who make it work decently, decentralized and autonomously.

December 11, 2019

Há coisas que só se vêem quando acontecem e outras que não são nunca como se imaginam...

December 10, 2019

Carta de motivação

A pedagogia em que habito foi, por mim, desafetada ( e desinfetada ) da instituição contaminante.
Sou um ser fundacional e dessa forma fundo a minha prática, numa sensibilidade que vai para além da crítica inovadora que me reconheço ser capaz de estruturar. Essa ecologia intelectual que alimento e que me retribui uma sustentabilidade possante de curiosidade e inquietação indexante, vive de modelos mensuráveis e reprodutíveis de hipótese, de teste e de constância - analítica, empírica, narrativa subjetiva e paisagem emocional pessoal - e de lugares :
. onde não posso ancorar a criação como construção ilusória, mas desiludida somente da sua pouca realidade prática;
. onde utopias podem ser de novo realidades.

EXTERNO

Love and Garbage, ou a expectativa em aceitar o amor e o lixo numa mesma frase, é em si um desafio provocatório, de crítica e autocomiseração sobre a matéria do mundo que resta para trabalhar.

É um argumento agressor, assente numa perspectiva picada sobre a instituição ocidental, secular, colonizadora de mentes, métodos e meios.

É um ponto de encontro condicional e tangente à própria noção crítica da visão pessoal, facilmente institucionalizada em processos de desmultiplicação da contemporaneidade, sempre intermináveis e por consequência inconsequentes.

É viver por isso no tempo definido pelo espaço intelectual do tema.

É viver no limiar da percepção e da dúvida do processo, tanto quanto na inovação da certeza da nova criação como a constatação da condição de incerteza e da curiosidade ínfima, cíclica e eterna. Uma curiosidade polimática, é nesse o território elementar de tangência onde me movo. Com a consciência do tempo decorrido e percebido, no contexto do que o imita e como o principal catalisador da prevalência da instituição, crio a oportunidade de escolher diferente, indexante, etimológico, semiótico e pleno de materialidades epistemológicas. Busco a frescura da leitura na forma de um externo, desconhecido e por isso livre do compromisso institucional.

É assim que vejo este grupo, corpo colectivo, estruturas que de novo promovem a assemblagem, montagem de paisagens de interesses e técnicos competentes na melhor disposição de fazer o presente que é passado e desse passado ainda presente, o que só por si não mudará o futuro.

INTERNO
A prevalência metodológica do processo, premente enquanto sistema ético e político de criação, mantém ancorada num contexto particular, singular e consequentemente universal a minha etnografia do lugar. Esta perspectiva progressista da forma de pensar e discutir coletivamente, garante o ( meu ) interesse pelo trabalho em cooperação, numa mesma conquista da alternativa aos processos sistematizados da arquitetura contemporânea.

Solidariedade, de apuro, de novas formas procedurais, de bases epistemológicas de criação e acima de tudo da construção de outros processos como as ferramentas desreguladoras das normas conhecidas, são inquietude que partilho, revoltando assertivamente novos actores numa simplificação peculiar de si próprios.

Esta abordagem literal decorrente de uma pedagogia radical, instruída a partir de proposições e processos físicos, sustentados, assentes no trabalho conjunto, colaborativo e laboratorial, corporizam a minha própria metodologia individual, testada em metodologia de grupo, na potência do ensemble e na ignição do lugar. A leitura cognoscente, cada vez mais próxima do átomo, ativando reciprocamente conceito, crítica e proposta de hipótese é o meu objetivo final : o mal afamado resultado.

Proponho uma interpolação derivante, seja do caráter do território, seja na justaposição da marca patrimonial, sempre na génese funcional, garantidamente pessoal e assente numa noção de percurso com história e relevo. Presencio uma arquitetura contemporânea em delírio galopante, um mero exercício de tentativa e erro na logística descomprometida do praticante do nada. Este processo demorado, capitalista e conformista, exige o prosperar de novos sistemas, a partir do sistema instalado, seja o do próprio lugar enquanto a alternativa aos processos da contemporaneidade, seja a da metodologia do próximo estilo, movimento ou denominação de caráter universal e determinista.

Serei assim um situacionista inconformado, raptado do espetáculo mundano pela minha noção de criação e governança cooperativa da cidade, agindo a favor da lógica da essencial.

ASSEMBLE (Tutores)

5 a 8 de dezembro Com Madelon Vriesendorp, Jasmine Padjak, Thomas Thwaites, Andrés Saenz de Sicilia, Richard Wentworth, Rainer Hehl and Jerszy Seymour

EN

The pedagogy in which I live now, was disaffected (and disinfected) by the contaminating institution.
I am a foundational being and in that way I anchor my own practice, within a sensitivity that goes beyond the innovative criticism that I recognise be able to structure myself. I also nurture an intellectual ecology of retribution, always repaying me with a sustainable curiosity powered mainly by an indexing restlessness, relying on measurable and reproducible models of hypothesis, trials and constancy - either analytical, empirical or narrative and subjective personal emotional landscape - and places:
. where I cannot anchor creation as an illusory construction, but instead disillusioned only with its insufficient practical reality;
. where utopias may become realities again.

External
Love and Garbage, or the expectation of accepting love and garbage in a one sentence, is in itself a provocative challenge of criticism and self-pity about the matter of the world that remains to work on.

It is an aggressive argument, based on a steep perspective on the Western, secular, coloniser institution of minds, of methods, and means of production.

It is a conditional meeting point, tangent to the very critical notion of personal vision, easily institutionalised in processes of contemporary demultiplication, always endless and consequently inconsequential.

It is to live for it in the time defined by the intellectual space of the theme.

It is living on the threshold of the perception and doubt of the process, as well as in the innovation of the certainty given by a new creation as the finding of the condition of undermost uncertainty and of the cyclical and eternal curiosity. A polymath curiosity, as the elemental territory of tangency where I move. With the awareness of elapsed and perceived time, in the context of what imitates it and as the main catalyst of the institution's prevalence, I create the opportunity to choose different, choose etymological, semiotic and full of epistemological materialities. I seek a new reading, mainly in the form of an external, unknown and therefore free of institutional commitment freshness.

This is how I see this group, a collective body, structures that again promote the assembly, setting up landscapes of interests and of competent technicians, able to make present what is past and from that past still present, what in itself will not change the future.

Internal
The methodological prevalence of the process, pressing as an ethical and political system of creation, keeps anchored in a particular context, singular and consequently universal my ethnography of the site specificity. This progressive perspective on the way of thinking and discussing collectively guarantees (my) interest in this cooperative work, in a conquest of the alternative from the normalised processes of contemporary architecture.

Solidarity, of refinement, of new procedural forms, of epistemological foundations of creation and above all of the construction of other processes such as the deregulatory tools of known norms, are concerns I share, therefore assertively revolting new actors in a peculiar simplification of their own selves.

This literal approach stemming from a radical pedagogy, based on propositions and physical processes, sustained on collective work, collaborative and laboratorial, embodies my own individual methodology, tested in group methodology, in the power of the ensemble and in the ignition of the place. My cognisant reading, closer and closer to the atom, reciprocally activating concept, critique and the proposal of the hypothesis is my ultimate goal: the ill-known result.

I propose a derivative interpolation, whether of the character of the territory or in the juxtaposition of the heritage brand, always in the functional genesis, preemptively personal and based on a notion of a carved history. I witness a contemporary architecture in a rampant delirium, a mere exercise of trial and error in the uncompromising logistics of the practitioner of nothingness. This time-consuming, capitalist and conformist process demands the prosperity of new systems, from within the installed system, whether of the place itself as the alternative to the processes of contemporaneity, either of the methodology of the next style, movement or denomination of universal and deterministic character.

I will thus be a nonconformist situationist, kidnapped from the mundane spectacle by my own notion of creation and cooperative governance of the city, acting in favor of the logic of the essential.

December 5, 2019

Alto, não exagerado, mas como se fosse fora da sua própria época. Uma voz grave exagerada, projectada talvez pela audição menos presente. Cabelo raro e feições marcadas a cinzel. Olhos escavados pela vida plena de experiências e feitos da cor da sua personalidade. Umas vezes, calmo, outras vezes, uma tempestade.

Sempre a pensar em construir, montar, destruir, desmontar, melhorar por vezes até, sem ser preciso mudar. Era assim que projetava as ações para tudo e era assim que acabavam os processos, em vícios de imaginar a nunca parar por nada.

Dono de coisas boas, com mais ou menos rodas, janelas, velas ou telas, é certo que não interessam mais agora, mas as que haviam, não serviam somente o ego, serviam também essa rosa de gente, que orientou pela vida fora.

Palavrões e tropeções, isso, sempre prontos a dar, distribuídos equitativamente, numa forma muito pouco democrática, de incluir toda a gente.

É assim o homem que conheço, a quem reconheço a parte que partilhou comigo, por isso não choro porque parte, mas celebro o seu novo começo, num horizonte de memória e muito apreço, um homem que eu também considerei amigo.

December 2, 2019

Naquele exacto momento em que o nosso corpo é a energia da sua própria história, somos impelidos pela histeria da presença a achar que perdemos, que já não há guarda, quando é aí, nessa perfeita transição de estado, onde se erege na epítome da posse, a herança do legado.

December 1, 2019

A maior vantagem da esquerda é ser de esquerda. A maior desvantagem da esquerda é ser de esquerda.

November 27, 2019

Polymathy as the acknowledgment of the mundane in a concurrent state of restless curiosity, defines a vast body of knowledge of no specific subject, but instead an universal approach to the most basic simplification of my way of being human.

November 25, 2019

November 10, 2019

November 7, 2019

October 30, 2019

October 29, 2019

October 27, 2019

Se mais houvesse a dizer, eu teria dito, por isso agora partilho o que me apazigua a alma : a forma consciente de promover a minha arte, pela arquitetura, o planeamento urbano e a comunicação ( materializadas em tantas valências quanto necessárias ) que me dedico a praticar.

October 25, 2019

October 25, 2019

October 24, 2019

October 23, 2019

October 23, 2019

October 22, 2019

October 21, 2019

October 20, 2019

October 18, 2019

A culpa das coisas é das pessoas. A culpa das pessoas é das coisas. As coisas não têm culpa. Só as pessoas podem ser culpados.

October 5, 2019

Cognitive processes defined by self recognition patterns, reflect awareness on each individual understanding of present reality and therefore create absolute human singularity.

Recognitivity!

September 27, 2019

A direção da palavra consentimento é no mínimo omniosa - há já algum tempo que não sentia uma palavra assim. Orienta-se pelo rumo do tino pessoal, unicamente, e mesmo na falta do próprio termo, não deixa de ser só de um. Gosto do implícito que o explícito deixa entender : com ou sem sentimento, o conjunto nunca pára de ter sentido para mim.

September 27, 2019

This is how a non binary, feminist, deprogrammed, social, Marxist, nihilistic, radical and extremist, probably violent reactionary would like to apply as a classification to all humans them/they don't see as equals.

Privileged white male, binary, living in a heteropatriarchal social-political context, non-vegan and capitalist. Part of a programmed, western educated, endemic discourse and sistemic view of the world - flat by the way. Agent and defender of colonisation, precarious work and insignificant labour, migration opposer and fascist.

This is in itself a binary approach and I don't agree with this imposed view of the world. We don't have to choose between being right or wrong in some particular perspective or doctrine just because we were born into this world.

There's even more states/stages of presence/absence people can relate to than this supposedly non-binary movements can foresee. People rarely shift to the multiple dimensions in which we can live in, or upon, or within, without the need to comply to a specific side or even take part of a specific context.

My poli view of biological life and concurrent human function, materialises in the form of nothing, except my own way of being alive while complying with some objective concepts of human interactions. Choices are the defining moments when actions are the presence of flesh in the conscience of human minds.

September 24, 2019

É nos mais velhos que reconheço a minha cultura. A presença, tanto quanto a ausência, são visiveis sem qualquer distância de leitura ou entendimento. Identifico os poucos, fortes e corajosos, que se mantêm até ao fim na competência de si próprios no juízo, vontade e determinação. A autonomia só depende do ancião, o corpo esse, acompanha sempre.

September 22, 2019

Carta de motivação

Externo

Falar do pós é em si uma imposição clara da prevalência do antes ( seja ele formulado pelo pré, pelo proto ou por outro qualquer prefixo temporal ) numa noção de tempo determinado somente pelo espaço intelectual do seu tema. Este limite, o da percepção, domina a prática. Refiro-me a esse antes, o que persiste na dúvida da melhor abordagem de entendimento a ter : seja porque transportamos o que sempre soubemos ou porque nunca inovamos verdadeiramente qualquer tema. O pós não pode ser assim mais do que um novo nada, dependente sempre da condição de incerteza que só a curiosidade e a exploração intencional de alguém, podem reabilitar do oblívio total.

Sem recurso à necrofilia, assumo que me interesso por esta matéria decomposta ( ou em constante processo de decomposição ) que é a leitura do tempo. Interesso-me pela textura dessas fibras batidas pela química da instituição, coloquiais e assim mais favoráveis à deglutição de grandes pedaços de conhecimento. Por experiência, proponho este consumo com o lubrificante adequado, na indexação etimológica e eminentemente em meio dominado pela semiótica, dessas materialidades epistemológicas. Não é obrigatório, mas em cursos como este é o que se espera : um especialista capaz de deglutir a putrefação endémica do meio de produção académico ocidental.

Este tema, se verdadeiramente trabalhado em grupo, que pela sua experiência, partilha o que tem/sabe/detém no presente do agora, pode desmaterializar o tempo do espaço que se propõe trabalhar. Tanto em curso como em oficina, faça-se Porto em Campanhã ( ou até campanha noutros portos como Gdansk ) e assim as não só parecenças nucleares serão expostas tanto quanto as diferenças de estilo, antropológicas e materiais do curso e dos seus participantes.

Interessa pois, ver e praticar a nostalgia da crítica, na partilha do que ainda não sei sobre um lugar. Acompanhado e acompanhando mais do que o óbvio, na sua transição do antes para um pós que merece ser criticado, pelo menos, quanto ao seu futuro.

Interno

A metodologia de trabalho proposta, a duração e a composição desse plano de trabalhos, o local e a potência do grupo, motivam-me na participação sacramental do tema e do lugar. Desde tempos que me inscrevo na topologia de Campanhã, cada vez mais próximo do problema e sempre na proposta de solução. Desde o curso que estudo, crítico e proponho solução para esta região. Planeio, projeto e estudo, participando e por vezes especulando, mas sempre consciente do potencial instalado e da forma potencial do resultado.

Derivo conscientemente de tema em tema, interpolando o que inusitadamente se sobrepõe pelo carácter essencial do território, na sua marca patrimonial e na sua génese industrial. Apelo a esta consciência e génio do lugar e ao que tudo isto significa para mim. Com a marca de autor reúno experiências variadas, desde a estratégia e criação em contexto patrimonial industrial ( C.E. Lionesa ) até ao plano e projeto da Fábrica e terrenos circundantes da Praça da Corujeira.

Detenho-me somente pelo sonho acordado em participar, na prosperidade deste velho novo lugar.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

ANETA SZYLAK, INÊS MOREIRA (Tutores)

28 de setembro a 4 de outubro Águas do Porto - Central Elevatória de Nova Sintra Com Anton Kats, Elena Lacruz, Jonas Žukauskas, Jorge Ricardo Pinto, Solvita Krese

September 18, 2019

When avoiding things equal parts pleasure and guilt, one can foresee how relevant the simple things became. Naming a few : food, friendship, sex.

September 17, 2019

I have predestined myself to empower other people. I can see how their eyes cannot lie on how much my self realisation is an aware statement of a mature conductor in front of an audience.

September 13, 2019

A biografia descreve as ações, os pontos notáveis do espectro temporal que defino como meu ou, que o meu contexto selecionado prefere. É a narração da história ou das fantasias em que um Homem pode assentar as suas decisões, tanto quanto as suas ocasionalidades. A tua biografia nunca se esgota entre números, datas, ações, acontecimentos e ainda assim, dela, todos estes temas fazem parte. Uma biografia cheia de tempos, de espaços e tantos há ainda por criar, desenhar, pensar, fazer. Essa é a mordomia que auto-biograficamente a vida acena todos os dias. Em todos os tempos em que decides existir.

Os últimos tem sido de afirmação autoral, de uma voz segura do seu conteúdo e ainda mais da sua forma. E a linha? é mesmo preciso uma linha para definir os passos, um a um que compõe 40 anos de mil a descobrir?

20 de estudo, de prática, de pausa, de estudo outra vez, de perdas e ganhos convencionais, outros 10 de investigação pura, de formalização de metodologias e de formas de olhar as profissões, as ações, os nomes, a seriedade e a abjeção ao ignóbil formato de discussão definida por outro alguém, esses que nos formas e desviam. Mais 10, estes numa intensidade máxima de investimento em descendência — eu.

Essa década de voltar a olhar esperança, de forçar as frustrações até à descoberta de novos estudos, de novos olhos, agora orgulhosos do autor.

És autor.

És o autor polímata.

Uma definição difícil para quem não a entende, fácil, e isso é tudo o que importa — a percepção fiel de um Homem, agora com nome MONSTRUKTOR que escreve, desenha, pensa, forma, forma-se, cria. Cria a uma velocidade de outro lugar que este todo é muito pequeno.

Mais 10 e falamos outra vez.

awcat
curadora MONSTRUKTOR

September 9, 2019

Só o homem maduro aproveita a viagem; o imaturo só quer o destino.

August 30, 2019

substantivo . autoriginalista :
1.
sem género
2. promotor da sua própria tendência, linha de pensamento ou movimento intelectual original
3. de meio filosófico, na sua vertente racional cultural
4. antropológicamente, o ser que evoluiu numa bifurcação, anomalia, e prosperou
5. auto infligido
6. ausência participativa para reflexão e pausa; absentismo coordenado com o regresso de uma nova proposição ou proposta de solução
7. antiguidade relativa
8. história fluída
9. presente que pressiona o futuro em fórum privado
10. posterior ao pós modernismo ( sobre-pos-moderno )

adjetivo :
1. algo que provém de um ato condicional e singular
2. composto autoral e evoluído
3. arrogância criativa
4. distanciamento intelectual desfasado de género, tema, tempo e espaço
5. peculiar, único, irrepetível, marcante, notável, especial, anormal
6. reestruturação, reescrita ou novas roupagens sobre os mesmos modelos; novos modelos não são novos, são os próximos; etc

verbo . autoriginalizar: 
1. conjugação de autor, autoria, original e originalidade
2. contração de multi conceitos polimáticos e a sua consequente usurpação consciente de todos estes termos conhecidos
3. acto autoinfligido e original; vice versa
4. impor

August 28, 2019

When in a sum of fears, the anxious will always be the brightest spot of failure in a crowd of personal delusions and general disappointments. Often, clarity is by fact the best way to accept the proven effort of how a human can thrive in a self promise of success and his correlation with evolution.

August 26, 2019

I realised I've been working on a quantum state all along. Ranging from the area of expertise, field of interest, methodological approach and even physical location I have evolved into a new state of creation/production authoriginally described with the "ket" symbols | MONSTRUKTOR ⟩

August 26, 2019

Como é possível com decisões binárias ( e portanto absolutamente factuais ) garantir a autonomia autoral a partir do sistema metodológico? Com decisões superiores à desambiguação do óbvio, do estilo e da razão identificável nos outros. Por fim, assumindo a capacidade e a sagacidade do intelecto no equilíbrio quântico da expressão pessoal nesse tempo que ainda não é registo. Essas decisões são só os pontos que marcam o trilho no percurso do processo e da inten(x)ão.

August 23, 2019

A nossa relação com os ecrãs é de uma fatalidade suprema. Para os que querem estar sempre ligados, informo que as olheiras serão no futuro a distinção entre a raça humana e a raça social. Serão estes parâmetros visíveis, enquanto sinais incontornáveis da disfuncionalidade de uns ( na presença de outros ) seres antológicos, de relações anteriores a esse estado de espírito ausente. A prevalência deste tipo de comportamento é indicador suficiente da razão inversa que a prosperidade e a evolução nos falhará, fatalmente.

August 23, 2019

After some insight over colors named after people there was this immediate urge to write about MONSTRUKTOR's own identity. It's characteristic black and blue hues have always been the most notable features and is indeed the deepest visual and intellectual representation of the author besides the name itself — the MONSTER that builds up creative content.

The mesh and the ambience that results from black and blue is a sensitive and very personal interpretation for the author. The blue ( to be more specific ) has such a big impact on the identification of this MAN that is already treated as the MONSTRUKTOR blue. It represents the purest form of a pigment that seeks and finds beyond any doubt the richness of its visuals.

From Klein's synthetic ultramarine pigment we felt in love for this sort of mangetic color hues that look too odd, too beautiful, too brighter for our human perception. So, how deep is BLAUSTRUKTOR?

azurite . mineral copper via wikipedia

MONSTRUKTOR's blue has the right amount of texture, deepness, density, equilibrium, madness, calmness, respect, form, meaning and so it goes like this :

through the night i found all colors combined as one
millions of spectrums revealed as an octopus to me
an open shell that still feels like a black hole
a place for my name, for my form, for my understanding, for my authorship
this is the blue in which i painted all my body and all my soul

awcat
curator MONSTRUKTOR

MONSTRUKTOR's blue . 072C via studium

texto de awcat . Catarina Rodrigues . curadora

August 21, 2019

Depois do homem, do ser, do capaz, preciso viver o autor.

August 20, 2019

Sei que busco uma morte por transição, linda. Um momento de reflexão final, calmo e simples, cheio de uma vontade que nunca deixou de existir de dentro de mim, desde bem fundo na minha curiosidade em viver assim. Sei que muitos não precisam de entender essa vontade de morrer, mas para mim é assim que me sinto vivo.

Procuro que esse seja o mote para a celebração, não desse momento conclusivo de todos os outros que afinal passaram, mas de tantas outras ignições que ainda promovo, principalmente não estando cá.

É nesse momento que tudo se resume quando nada mais somos do que a soma final do que fizemos, mas não é isso que busco. O que eu quero é que a palavra não seja dita, que o ato não seja pedido e que a eficiência do que não é necessário referir, do concretamente evitável, seja de facto evitado. Aprender a viver, simplesmente ter uma vida longa e cheia, define um novo léxico de escolhas, decisões e ações. Mais do que isso representa para nós, alimento-me do impacto que isso tem para os outros, sem a mínima influência do altruísmo, pelo contrário, num egoísmo que transcende a filosofia banal do estado humano presente.

Construí uma vida onde a transição dessa ligação com tudo não passa do ato normal de cessar a mera presença entre nós.

August 20, 2019

After a life, everything unfolds.

August 19, 2019

First stroke spontaneous genius demands more than a life of hard work and preparations. This is commonly mistaken with talent, while only dedication, failure, perseverance and acknowledging methodology is the necessary key to achieve simplicity, the one of the approach.

When this spiritual awakening translates on to my own personal unsettling and restless mindset.

August 19, 2019

Jack of all trades, master of them all.

July 31, 2019

I will live for as long as I can be loved.

July 31, 2019

Sempre reparei no ar cândido, por vezes dramático e de grande remorso, que a maior parte apresenta quando se fala do passado, da ausência física ou da morte de alguém. Essa incapacidade de lidar com a dor, com a emoção ou com a simples constatação da verdade de facto, garantiu-me curiosidade. Sentir a falta de alguns, não por terem partido, mas porque estiveram presentes, deixa-me com um ar cândido, dramático e por vezes de grande dor. É momentâneo, e resume-se a mim, pois não extravaso. A seguir avanço, e demonstro a todos esse calhau frio e distante que consigo ser e ( acima de tudo ) sem qualquer remorso.

July 30, 2019

Efetivamente o mundo não é literal. Nem na tolerância do que se relativiza diante dos meus anos, consigo abrir a mente para o que se demonstra ser uma forma de vida complexa, incompleta e definitivamente conspurcada, por um tumulto continuado há séculos.

Nem sei como, tanto como sei, como irá manter-se. Insustentável, isso sim, sei que é, e sem razão aparente para sobreviver a esta era de pontos brilhantes - os que ressaltam num novo iluminismo, determinista e puritano. São pontos isolados, visíveis, que brilham por momentos e de pontos isolados. São pontilhados que aceleram o ritmo da sua própria visibilidade e brilham, ora cada vez mais forte, mais tempo, em maior número e com mais frequência. Estão a crescer numa tentativa de sincronização, padronizando novas construções, mais complexas, garantidamente incompletas e ainda conspurcadas pelo ódio puro, que só a vontade de mudança ( necessária, sim ) desenfreada, pode alimentar.

Assim, não és tu que sabe o que fazer, sou eu que não quero acompanhar, assim. Acrescentar mais e mais e mais a tudo, não vai ajudar a olhar para uma vontade escatológica em prevalecer e evoluir.

Sem dominância que não a vida humana em forma humana e de presença social num coletivo de pontos individuais ( incomensurávelmente iguais em brilho, intensidade e frequência ) podemos de facto enveredar pelo caminho oposto.

Simplificar, estruturalmente, uma atitude crítica, construindo novos conteúdos, num processo de decisão individual e onde as regras do coletivo são somente a relatividade das boas práticas, comuns e universais.

É assim que olho este mundo que se condena diante dos meus olhos a mais uma era de destruição e pontos incrementais de brilho terminal. Que pena não pensar em uma catarse sincopada de um brilho comum, talvez pela presença de uma ausência, onde nem a intensidade nem a frequência e muito menos o ponto de onde se emana, são referenciais de evolução.

July 25, 2019

Success is not dependent of the highest achievement, the peak, the epitome or even some kind of rise from the underwhelming life of misfits.

Life is a continuous line, of almost undetectable progressive steps, of cumulative forward loops and of an infinite process of learning and self awareness.

In this context, self preservation takes the role of the famous argument dedicated to the obliteration of egotistical experiences and all ways imposing insecurities : failure is only an option for the ones who see the opportunity to accept the oppositional forces of existence.

July 22, 2019

Vivo envolto numa pedagogia muito própria desde há demasiado tempo : nunca pela institucionalização da minha prática, mas sempre pela sensibilidade crítica da minha abordagem. Para a sustentabilidade dessa ecologia pessoal preciso de modelos de hipótese, de teste, e de análise, lugares onde a minha criação fundacional se iluda e desiluda da sua realidade prática, e ainda, onde as utopias possam dar lugar a novas considerações evolutivas e factuais. 

Esta construção é praticada em ambiente controlado de crítica e criação, modelando a estranheza da abordagem com a minha assertividade, própria de um crítico inquieto. Abraço quotidianamente ( a partir de um estruturalismo imaginado e autoral ) um sistema de sistemas que me permite abordar a universalidade polidisciplinar da minha decisão : criativa, procedural, administrativa, operacional, estratégica e também legal. Este sistema enquanto processo de atividade procedural, age como uma composição de argumentos rasos, envoltos no contexto da decisão e da irrefutabilidade. Desde as propostas e interações provenientes da arquitetura de informação - através das entidades conceptuais criticamente selecionadas - é possível delimitar um plano visionário, que se materializa num conjunto rigoroso de técnicas quantitativas e qualitativas, obrigatoriamente públicas e autoriginais.

O tempo deste sistema é o meu, e por isso comporta um universo de experiências pessoal. Para libertar a análise e a dependência do resultado desse ambiente condicional, proponho a prática da auto verificação e da irrefutabilidade. Este é um dos fatores de maior importância, em falta, nos sistemas de criação, nas práticas de produção e desde as instituições de formação. É por isso necessário discutir uma ética de remoção do ego académico, endogámico e obsoleto. É necessário encaminhar essa política capitalista perante o processo de criação para a extinção, favorecendo a progressão evolutiva do indivíduo criador ao invés da substituição pseudo curativa dos mesmos conceitos pelos mesmos conceitos.

Este ecossistema, prevalece unicamente numa relação de interdependência, entre as suas partes numa leitura antropocêntrica desta entidade autónoma, mas sempre relativa à sua relação humanizada - a garantia da realidade concreta do exercício que outrora ficcional, desde a mente de partida, agora promove a metodologia de modo a evitar propor soluções, propor em substituição a seleção do método, da prática e dos processos enquanto construção e percurso iterativo.

Do estúdio que domino, do design enquanto abordagem estruturalista, e do exercício prático tanto quanto real, pretendo ativar tanto o espaço de contacto ficcional, quanto o visitante real, numa participação pedagógica provocadora, onde até o tutor será tentado pela minha abordagem.

Porto Design Biennale 2019

— workshop 4 | 23–27 setembro 2019 [exposição 28 setembro]
DESIGN AS LEARNING: RE-EDIT
Por Jan Boelen e Vera Sacchetti

Porquê fazer design? Qual é o propósito do design? Estas são questões prospetivas para uma disciplina criativa que, mais do que nunca, se afigura esquiva a definições. Num mundo de recursos naturais depauperados, sistemas políticos e sociais exauridos, submetido a uma sobrecarga de informação, há muitos motivos urgentes para repensar a disciplina do design e uma necessidade crescente de nos focarmos na formação em design. Aprender e desaprender deveriam tornar-se processos integrantes de uma prática educativa contínua. Precisamos de novas propostas de organização social e de estruturação governativa, novas formas de viver com - e não contra - o planeta, de aprender a separar factos de ficções e de nos relacionarmos com cada um e, sinceramente, de simplesmente sobreviver. Este workshop toma como ponto de partida a publicação Design as Learning: A School of Schools Reader, produzida aquando da 4.ª Bienal de Design de Istambul, A School of Schools. Através de uma série de leituras coletivas, discussões e visitas in situ, vamos olhar para a formação em design através de diversos prismas, considerando de que modo diferentes modelos pedagógicos educativos têm sido implementados ao longo do tempo. Estas leituras, visitas e reflexões serão repensadas e reeditadas para dar forma a novas reflexões e caminhos alternativos para o design, a educação e a formação em design.

DIREÇÃO
Jan Boelen é diretor artístico da Z33 House for Contemporary Art em Hasselt, na Bélgica, um espaço dedicado à experimentação e inovação e à organização de exposições inovadoras de design e arte contemporânea, e do Atelier LUMA, um laboratório experimental de design em Arles. É curador da 4.ª Bienal de Design de Instanbul (2018). Dirige o departamento de Social Design na Design Academy Eindhoven, na Holanda.
Vera Sacchetti é curadora e crítica de design. Faz diversos trabalhos de curadoria, investigação e edição. Integra a iniciativa curatorial Foreign Legion e é cofundadora da agência de consultoria editorial Superscript. Foi curadora associada da 4.º Bienal de Design de Instamblul e conselheira curatorial da Bienal de Design de Liubliana, na Eslovénia. Os seus textos têm sido publicados na Disegno, Metropolis e na Avery Review, entre outras publicações.

July 16, 2019

A dense, heavily complex, almost exasperating, simplicity formulator.

July 9, 2019