Writing

After some insight over colors named after people there was this immediate urge to write about MONSTRUKTOR’s own identity. It’s characteristic black and blue hues have always been the most notable features and is indeed the deepest visual and intellectual representation of the author besides the name itself — the MONSTER that builds up creative content.

The mesh and the ambience that results from black and blue is a sensitive and very personal interpretation for the author. The blue ( to be more specific ) has such a big impact on the identification of this MAN that is already treated as the MONSTRUKTOR blue. It represents the purest form of a pigment that seeks and finds beyond any doubt the richness of its visuals.

From Klein’s synthetic ultramarine pigment we felt in love for this sort of mangetic color hues that look too odd, too beautiful, too brighter for our human perception. So, how deep is BLAUSTRUKTOR?

azurite . mineral copper via wikipedia

MONSTRUKTOR’s blue has the right amount of texture, deepness, density, equilibrium, madness, calmness, respect, form, meaning and so it goes like this :

through the night i found all colors combined as one
millions of spectrums revealed as an octopus to me
an open shell that still feels like a black hole
a place for my name, for my form, for my understanding, for my authorship
this is the blue in which i painted all my body and all my soul

awcat
curator MONSTRUKTOR

MONSTRUKTOR’s blue . 072C via studium

August 21, 2019

Depois do homem, do ser, do capaz, preciso viver o autor.

August 20, 2019

Sei que busco uma morte por transição, linda. Um momento de reflexão final, calmo e simples, cheio de uma vontade que nunca deixou de existir de dentro de mim, desde bem fundo na minha curiosidade em viver assim. Sei que muitos não precisam de entender essa vontade de morrer, mas para mim é assim que me sinto vivo.

Procuro que esse seja o mote para a celebração, não desse momento conclusivo de todos os outros que afinal passaram, mas de tantas outras ignições que ainda promovo, principalmente não estando cá.

É nesse momento que tudo se resume quando nada mais somos do que a soma final do que fizemos, mas não é isso que busco. O que eu quero é que a palavra não seja dita, que o ato não seja pedido e que a eficiência do que não é necessário referir, do concretamente evitável, seja de facto evitado. Aprender a viver, simplesmente ter uma vida longa e cheia, define um novo léxico de escolhas, decisões e ações. Mais do que isso representa para nós, alimento-me do impacto que isso tem para os outros, sem a mínima influência do altruísmo, pelo contrário, num egoísmo que transcende a filosofia banal do estado humano presente.

Construí uma vida onde a transição dessa ligação com tudo não passa do ato normal de cessar a mera presença entre nós.

August 20, 2019

After a life, everything unfolds.

August 19, 2019

First stroke spontaneous genius demands more than a life of hard work and preparations. This is commonly mistaken with talent, while only dedication, failure, perseverance and acknowledging methodology is the necessary key to achieve simplicity, the one of the approach.

When this spiritual awakening translates on to my own personal unsettling and restless mindset.

August 19, 2019

Jack of all trades, master of them all.

July 31, 2019

I will live for as long as I can be loved.

July 31, 2019

Sempre reparei no ar cândido, por vezes dramático e de grande remorso, que a maior parte apresenta quando se fala do passado, da ausência física ou da morte de alguém. Essa incapacidade de lidar com a dor, com a emoção ou com a simples constatação da verdade de facto, garantiu-me curiosidade. Sentir a falta de alguns, não por terem partido, mas porque estiveram presentes, deixa-me com um ar cândido, dramático e por vezes de grande dor. É momentâneo, e resume-se a mim, pois não extravaso. A seguir avanço, e demonstro a todos esse calhau frio e distante que consigo ser e ( acima de tudo ) sem qualquer remorso.

July 30, 2019

Efetivamente o mundo não é literal. Nem na tolerância do que se relativiza diante dos meus anos, consigo abrir a mente para o que se demonstra ser uma forma de vida complexa, incompleta e definitivamente conspurcada, por um tumulto continuado há séculos.

Nem sei como, tanto como sei, como irá manter-se. Insustentável, isso sim, sei que é, e sem razão aparente para sobreviver a esta era de pontos brilhantes – os que ressaltam num novo iluminismo, determinista e puritano. São pontos isolados, visíveis, que brilham por momentos e de pontos isolados. São pontilhados que aceleram o ritmo da sua própria visibilidade e brilham, ora cada vez mais forte, mais tempo, em maior número e com mais frequência. Estão a crescer numa tentativa de sincronização, padronizando novas construções, mais complexas, garantidamente incompletas e ainda conspurcadas pelo ódio puro, que só a vontade de mudança ( necessária, sim ) desenfreada, pode alimentar.

Assim, não és tu que sabe o que fazer, sou eu que não quero acompanhar, assim. Acrescentar mais e mais e mais a tudo, não vai ajudar a olhar para uma vontade escatológica em prevalecer e evoluir.

Sem dominância que não a vida humana em forma humana e de presença social num coletivo de pontos individuais ( incomensurávelmente iguais em brilho, intensidade e frequência ) podemos de facto enveredar pelo caminho oposto.

Simplificar, estruturalmente, uma atitude crítica, construindo novos conteúdos, num processo de decisão individual e onde as regras do coletivo são somente a relatividade das boas práticas, comuns e universais.

É assim que olho este mundo que se condena diante dos meus olhos a mais uma era de destruição e pontos incrementais de brilho terminal. Que pena não pensar em uma catarse sincopada de um brilho comum, talvez pela presença de uma ausência, onde nem a intensidade nem a frequência e muito menos o ponto de onde se emana, são referenciais de evolução.

July 25, 2019

Success is not dependent of the highest achievement, the peak, the epitome or even some kind of rise from the underwhelming life of misfits.

Life is a continuous line, of almost undetectable progressive steps, of cumulative forward loops and of an infinite process of learning and self awareness.

In this context, self preservation takes the role of the famous argument dedicated to the obliteration of egotistical experiences and all ways imposing insecurities : failure is only an option for the ones who see the opportunity to accept the oppositional forces of existence.

July 22, 2019

Vivo envolto numa pedagogia muito própria desde há demasiado tempo : nunca pela institucionalização da minha prática, mas sempre pela sensibilidade crítica da minha abordagem. Para a sustentabilidade dessa ecologia pessoal preciso de modelos de hipótese, de teste, e de análise, lugares onde a minha criação fundacional se iluda e desiluda da sua realidade prática, e ainda, onde as utopias possam dar lugar a novas considerações evolutivas e factuais. 

Esta construção é praticada em ambiente controlado de crítica e criação, modelando a estranheza da abordagem com a minha assertividade, própria de um crítico inquieto. Abraço quotidianamente ( a partir de um estruturalismo imaginado e autoral ) um sistema de sistemas que me permite abordar a universalidade polidisciplinar da minha decisão : criativa, procedural, administrativa, operacional, estratégica e também legal. Este sistema enquanto processo de atividade procedural, age como uma composição de argumentos rasos, envoltos no contexto da decisão e da irrefutabilidade. Desde as propostas e interações provenientes da arquitetura de informação – através das entidades conceptuais criticamente selecionadas – é possível delimitar um plano visionário, que se materializa num conjunto rigoroso de técnicas quantitativas e qualitativas, obrigatoriamente públicas e autoriginais.

O tempo deste sistema é o meu, e por isso comporta um universo de experiências pessoal. Para libertar a análise e a dependência do resultado desse ambiente condicional, proponho a prática da auto verificação e da irrefutabilidade. Este é um dos fatores de maior importância, em falta, nos sistemas de criação, nas práticas de produção e desde as instituições de formação. É por isso necessário discutir uma ética de remoção do ego académico, endogámico e obsoleto. É necessário encaminhar essa política capitalista perante o processo de criação para a extinção, favorecendo a progressão evolutiva do indivíduo criador ao invés da substituição pseudo curativa dos mesmos conceitos pelos mesmos conceitos.

Este ecossistema, prevalece unicamente numa relação de interdependência, entre as suas partes numa leitura antropocêntrica desta entidade autónoma, mas sempre relativa à sua relação humanizada – a garantia da realidade concreta do exercício que outrora ficcional, desde a mente de partida, agora promove a metodologia de modo a evitar propor soluções, propor em substituição a seleção do método, da prática e dos processos enquanto construção e percurso iterativo.

Do estúdio que domino, do design enquanto abordagem estruturalista, e do exercício prático tanto quanto real, pretendo ativar tanto o espaço de contacto ficcional, quanto o visitante real, numa participação pedagógica provocadora, onde até o tutor será tentado pela minha abordagem.

Porto Design Biennale 2019

— workshop 4 | 23–27 setembro 2019 [exposição 28 setembro]
DESIGN AS LEARNING: RE-EDIT
Por Jan Boelen e Vera Sacchetti

Porquê fazer design? Qual é o propósito do design? Estas são questões prospetivas para uma disciplina criativa que, mais do que nunca, se afigura esquiva a definições. Num mundo de recursos naturais depauperados, sistemas políticos e sociais exauridos, submetido a uma sobrecarga de informação, há muitos motivos urgentes para repensar a disciplina do design e uma necessidade crescente de nos focarmos na formação em design. Aprender e desaprender deveriam tornar-se processos integrantes de uma prática educativa contínua. Precisamos de novas propostas de organização social e de estruturação governativa, novas formas de viver com – e não contra – o planeta, de aprender a separar factos de ficções e de nos relacionarmos com cada um e, sinceramente, de simplesmente sobreviver. Este workshop toma como ponto de partida a publicação Design as Learning: A School of Schools Reader, produzida aquando da 4.ª Bienal de Design de Istambul, A School of Schools. Através de uma série de leituras coletivas, discussões e visitas in situ, vamos olhar para a formação em design através de diversos prismas, considerando de que modo diferentes modelos pedagógicos educativos têm sido implementados ao longo do tempo. Estas leituras, visitas e reflexões serão repensadas e reeditadas para dar forma a novas reflexões e caminhos alternativos para o design, a educação e a formação em design.

DIREÇÃO
Jan Boelen é diretor artístico da Z33 House for Contemporary Art em Hasselt, na Bélgica, um espaço dedicado à experimentação e inovação e à organização de exposições inovadoras de design e arte contemporânea, e do Atelier LUMA, um laboratório experimental de design em Arles. É curador da 4.ª Bienal de Design de Instanbul (2018). Dirige o departamento de Social Design na Design Academy Eindhoven, na Holanda.
Vera Sacchetti é curadora e crítica de design. Faz diversos trabalhos de curadoria, investigação e edição. Integra a iniciativa curatorial Foreign Legion e é cofundadora da agência de consultoria editorial Superscript. Foi curadora associada da 4.º Bienal de Design de Instamblul e conselheira curatorial da Bienal de Design de Liubliana, na Eslovénia. Os seus textos têm sido publicados na Disegno, Metropolis e na Avery Review, entre outras publicações.

July 16, 2019

A dense, heavily complex, almost exasperating, simplicity formulator.

July 9, 2019

– território um :

Este é o que vivo desde dentro, desde um foco interior ( talvez pessoal ), e admito que está sempre voltado para fora, onde vivo ultrapassando as minhas próprias fronteiras: físicas, tais como resíduos do meu património ou então, imensas coletâneas de um pensamento exportador, comunicante e expositivo de uma forma de ser e estar. A presença do meu corpo em estado público, é admissível como prova de contato real com outros seres, e prova que este conteúdo territorial existe, em meio social e na direção da construção de uma imagem exterior, a partir do âmago que a emite.

– território dois :

De dentro para a infra escala do autoconhecimento e para a noção egocêntrica do indivíduo interior. Talvez dialogante com nada mais do que a proposição de essência, é assim que a construção pessoal, violenta e revoltante tanto quanto inquieta e deslumbrante, se propõe autista. Atingir este lugar implica preparar tanto a paz como a guerra e no meu caso, saio desse campo sangrento vitorioso com o resultado, mas derrotado por não ter sabido evitar a disputa de mim próprio.

– território três :

Sobreviver entre dois pontos antagónicos no espaço, entre dois polos que relativizam o tempo entre eles : pela ausência da presença ou pela presença da ausência. Por isso são complementares, na leitura do corpo que habita tanto o tempo quanto o espaço e se delimita como um volume de fisicalidade e intelecto. Como exemplo, posso referir a distância como um ponto de outro lugar, seja para me refletir nesse espaço disponível para habitar ou então referir um tempo que espera por mim; posso apontar num acontecimento que depende da presença, e na ausência desse tempo afirmar pela leitura de uma memória, que revivo um espaço. Este território mais complexo, de consciência e emulação de uma suposta vida, é perigoso e sintomático. É traumático e inflige mais dogmas do que dores – isto se o reduzirmos a este corpo d@ ágora.

De dentro para fora, de dentro para dentro e entre dois polos reais da memória, são os territórios que habito, e às vezes aflito, atento em como a surdez da realidade comum nos transforma e constrói em grãos de nada, mesmo sabendo o que sei, só para nos devolver à história, como novas tentativas de vida.

Oportunidades.

July 9, 2019

“Instead of moving on, we should be moving forward.”

That’s what I have learned in a recent talk/podcast – with some examples being given on how humans are kept from certain alternatives – about surpassing pain when they face loss or any type of adversity.
I learned that this type of conditional behaviour has to do more with the expected outputs people have on how to deal with some types of emotional stresses, than from finding a true meaningful solution for each one’s way of dealing with the “problem” at hand.

People keep a specific type of r(e)actional consistency at hand. It’s useful and practical for a broad range of problems. It solves all kinds of doubts about how to deal with death, dispair and parting love ones. Still it’s just a general solution, generic and absolute, unrelated to a specific context and engagement of any sort.

I see myself in a specific context about age, mental health and social interactions. I am now an older guy, attracting younger people, who find intellectual development ( and of course, some sort of physical connection ) as an attractive biological characteristic. Those sapiosexual beings, man and woman, are coherently dealing with my existence, between self atonement and dazzled admiration. That’s how they move on, not forward, from the interaction that changes their view of themselves forever, from the relative interaction with me.

Moving on, relates to a time-space event from which you separate yourself when building a nostalgic memory. Moving forward, relates to the learning experience from that same context while carriyng it forward, almost like a rite of some kind.

Neither is acceptable, in my view of a simplified human existence. Whe don’t need to stand on something as much as we don’t need to carry our construction with us as a record of experience. Then…

Thriving is that simplification! From whatever the experience we might have we should thrive. Meaning, we are insightful enough to enlight our own existence, and therefore able to contaminate the view others have of our life and supposed experience. This is always a polar condition of acceptable relational continuum : they either keep close for more or run away from fear of that unknown simplicity and misunderstanding.

In the end, they all fall in love, with my simplified view of life learning how to die. That’s why I’m a vague conundrum for some and a stranded man for the ones who see the beauty about thriving into conditions and not out off them.

July 7, 2019

Carta de motivação

Externo

Desde a presença à participação, ativando outros olhares para a cultura e para o seu manifesto na sociedade contemporânea Este é o legado pós colonial, ruinosamente ocidental e deturpado de virtude livre do seu site specificity, que ainda reúne num protocolo de artistas e intelectuais, a eterna discussão desde a arte, a crítica, a curadoria, a produção, a história e a representação.


Interessa pois, e a partir destes termos, explorar a visão pessoal, cultural, social e sempre institucional que o indivíduo representa neste grupo de trabalho. Interessa ainda sugerir, pela contaminação de novos critérios de análise e sugestão, que o mesmo indivíduo se transforme num ativo universal, proclamando mais e mais camadas descolonizadoras, no sentido possível da noção de contemporaneidade.

Interno

Nunca abafado pelo grito persistente do legado, o processo deve seguir o caminho do reconhecimento desavergonhado dum novo sistema de ética e política de criação : antropológica enquanto lógica; cultural enquanto manifestação universal do tempo e do lugar etnográfico.


Material e imaterial, este procedimento deve abarcar metodologicamente as formas de repressão, tanto quanto as epistemologias de interação crítica com os processos de criação. Só assim é possível garantir as ferramentas assertivas para identificar as instituições originárias de tais sistemas de produção.
Desde o processo, ao método, em perspectiva com o sistema de informação, quero aprender e desaprender as práticas formativas para garantir a minha consciência e presença egossencial.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

CLAIRE BISHOP, NUNO CRESPO (Tutores)

10, 11, 12 e 13 de julho 2019 Com Dora García, Emanuel Lopes (Coletivo Cadjigue), Filipa César, Françoise Vergès, Kader Attia e Marinho de Pina

July 7, 2019

Sejam coisas, ações, verbos e sobretudo adjetivos tudo cabe à partida. Mas há também aquilo que não, e segue no porão. Vistas, listas, pontos de eleição, paragens, paisagens lendárias e outros momentos futuros imaginários, são a carga pesada que é levada a sério. Ou serão apenas um #checkpoint a assinalar numa qualquer #bucketlist, numa demanda em forma de missão que nos obriga, pelos outros, a normalizar a nossa própria viagem? São estes nossos hábitos habitantes.

Mas será que voltamos ainda mais carregados? Será que o peso é maior à chegada do que foi à partida? Será que o que transporta vem afinal carregado de coisas novas, ou tem só o pó superficial deste agora?

Esta procissão de relíquias sagradas tem um propósito claro, eu é que ainda não sei qual é. Talvez no futuro saibamos olhar para trás e entender estes fluxos migratórios temporários ( como fazem os pássaros para sobreviver, ou os gafanhotos para viver ) , numa expectativa de aprender, se o que procuramos quando por aí andamos são recursos, ou é só a humanidade de querer encher relicários andantes. Uma vaidade de quem se cultiva ou a vaidade de outro #milestone alcançado?

Na ironia entre quem parte e quem chega, entre quem se adapta e quem se impõe, vejo muito clara a forma desvendada dos caixões que se passeiam pela rua acima, rua abaixo, cheios de um pouco de todos nós.

Qual a religião deste momento? quais as crenças que nela habitam? quais os deuses a quem se reza? qual o perdão final de quem carrega relicários, cheios de ouro e novidade? Chamar-se-á Economia Turística a deusa que guia essa mesma procissão?

Relicarium 2019 @SharedInstitute – Porto, Portugal

O conteúdo real é afinal uma amálgama de intenções, e não pode ser mais do que isso. Falsetes pessoais que definem uma fraca saúde mental e social, quase sempre comparativa pelos media que tanto impressionam. O indivíduo consciente dissociado do objeto e dependente da experiência para validar-se perante o mundo. Quem comanda quem? Onde está o controle?

Os comerciantes de relíquias e objetos sagrados pessoais traficam a nossa matéria invisível, aquela que se esconde em nós. Cedemos : na oportunidade de vender uma memória conservada para sempre; no futuro possível do argumento egoísta de uma conversa centrada em nós; muitas vezes autista; numa partilha que guarda sem vergonha esta viagem como mais um elo do percurso assoberbante que já não é a vida.

“Hoje eu sou isto e muito devo ao que colecionei.”

Serão muitas as vozes assim, tantas quantas as que deambulam porque sim, sem mais sentido, porque a vida ( económica ) lhes permite essa forma boémia de andar por aí. Afinal esse capital será sempre a carga que chega e a carga que parte.

Porto Design Biennale após,

workshop 1 | 10–12 maio 2019
DESIGN SYSTEMS: IMPOSSIBLE METHODS
Por Luiza Prado & Pedro Oliveira ( A Parede )

July 3, 2019

Every week has its own challenges but the biggest one is always me.

July 2, 2019

O génio seguiu com vontade de ir.

Subiu, subiu e começou a sorrir.

O que via era diferente do que a menina trazia,

pois é real o que agora sentia.

Assim viu que tinha aprendido,

mais do que pensava ser possível ganhar.

Esta é a história da menina,

que afinal ensinou o adulto a voar.

July 1, 2019

Buy less

Value everything

Absorb all the nutrients

Be positive

Change the provenance

More plants

Stranded by beauty.

June 30, 2019

About the relations of mutual admiration between inately relative minds, this particular moment in a letter from Albert to Mileva set apart a contrasting insight on the ability to become closer to the intellectual human, conforming a partnership through the body in witch we exist.

“I long terribly for a letter from my beloved witch… only now I see how madly in love with you I am!”

While…

“I’ve been studying a good deal, mainly Kirchhoff’s notorious investigations of the motion of the rigid body. I can’t stop marveling at his great work.”

Stranded by beauty.

LEVENSON, Thomas “Einstein in Berlin”

June 30, 2019

Quando é que o conhecimento, a instrução e o acesso à informação permite o ascendente moral entre iguais? Nunca? Claro.

No entanto, este comportamento está mais presente do que imaginei e também acontece comigo. Não sou impune a quem se acha superior, mesmo quando me torno um objeto inerte perante esses tolos ( como muitas vezes me exponho ) só para ver do que são capazes de acreditar que estão a ser alfas.

Tolos.

June 29, 2019

The hand, approachable at arms length – a natural and regular distance from the mind – resolved a series of necessary tools to express our presence as humans. From those early insights at Lascaux, I question myself on how the finger, the mind and the medium connected. Most of all how this provided us a reasonable definition of art.

Inventing nothing is the expression that only a master would use – and acutely disdain from his own creations. As a matter of fact everything we can appreciate from that enlightened moment on, is nothing but the eternal proclamation on how to propose authorship and originality over and over again.

Art is itself a proclamation, a statement, no matter how bold or how discrete and can relate only to the position of the productive being, in contact with the normalised world.

That’s why our present take on intelligence and awareness is a dichotomous anecdote we keep telling and pushing as an example of creation – to art students, other artists and even ourselves – without compromising on the responsibility of art as a production, still repeating itself from the initial enlightened expression at the cave.

I condone the expressive and apparently free artist, who creates and influences without responsibility and even self awareness.

Liability is art’s biggest power, critic, curator and artist.

June 29, 2019

É na plena continuidade dos coletivos PLÁKA, que me encontro presente, no acionamento da cidade, e pela comunidade que a promove. Sinto a ação formativa, estruturante e pioneira que a cada passo toma controlo sobre a decisão de ser mais, não só alguma coisa, e como isso passou a comandar em cada participante o tempo da sua própria contemporaneidade. Como passei eu, a ser a ferramenta de contexto além da minha abordagem pessoal com o meu outro mundo.
A vivência desde a resistência da política da sobrevivência, uma aposta na perspetiva da ética, filosófica e sedimentada na base do conhecimento como observação do alheio, adjetivou cada participante com a relação dentro do seu ecossistema particular, como a garantia de acesso à camada mais comum.
E agora a prática, o acionamento da rotina pela experiência que suja, ensina, limpa e repete. Metodologicamente, a dissecação de objetivos, competências e responsabilidades, numa taxonomia tutorial de filosofia aplicada, prática. Mesmo temporária, e desde a leitura da escola oficina, pretendo criticar-me na posição que ocupo e dessa forma implicar o contexto que se cruza tangencialmente comigo; como poderá intersetar uma nova realidade aumentada, mais competente e consciente, feita não só de mim como dos outros que também se debatem para nunca parar de aprender.

Carta de motivação MONSTRUKTOR

PARA A ESCOLA E FORA DELA, a relação direta entre o que aprendemos e ensinamos, entre o que dou e recebo.

June 26, 2019

Aguardo uma derrapagem de sentido onde o espírito de um lugar, enquanto um movimento sem novo resultado, não será mais do que uma simples rotação de soslaio no teorema ecológico do momento em que suspiramos, desde as nossas ambições de futuro, uma incerta enquanto sóbria reflexão. Composto pelos fluxos piroclásticos, implícitos aos movimentos intelectuais e geradores de massa crítica, conto com o novo conteúdo – iluminista; com os novos contextos – paradoxos acelerados por um efeito Venturi renovador e lancinante; com as novas propostas – inflamadas pela interminável dúvida do pensador incomum.
Desejo um criterioso controlo da metodologia, procedural, uma execução magistral, na demonstração e/do domínio da forma e/do modo ( acima de tudo do modo ), pela partilha e experiência de atravessamento inter corpóreo, dos tutores e dos seus selecionados, na transmissão do tema proposto. Um rigor analítico, uma discussão revigorante, um registo horizontal que extravasará a performance individual deste grupo, transportado pretensiosamente para os novos horizontes intelectuais urbanos da cidade, além do contexto e da sua história.
Proponho uma seleção de consciência, de nível mitocondrial, onde não só os espaços mas também os sujeitos são acionadas como momentos expectantes, num desígnio estaminal que somente o resultado pela necessidade influenciará a formação definitiva do ato.

Carta de motivação MONSTRUKTOR

A interpretação das POLÍTICAS DE SOBREVIVÊNCIA no contexto do tempo, espaço, matéria e modo.

June 26, 2019

É fácil deturpar o que sentimos com aquilo que queremos realmente dizer. É como se uma vontade maior de impressão tomasse conta de nós e assim nos impeça que a verdade seja dita.

Há quem chame a isso de talento, discurso ou até estilo, mas essa expiração precisa de tutor. Uma cura de dentro para fora, medida para não ser um sopro, na leva constante de coisas sem sentido futuro, que se perdem em si por serem descartáveis.

Nem tudo deve ser denso e profundo, mas tudo deve ser responsável – até porque o que mais vejo é autores a tentar construir arranha céus com palitos.

Impossível não é mas…

June 23, 2019

People explaining me by my academic training is so annoying.

They prefer to categorise and normalise what they don’t know, than to embrace a new sort/way of being/doing/achieving.

Starting now I’m going to settle with self taught and see if they get even more confused.

June 23, 2019

Everyone has a boss.

Mine’s an absolute master. I follow it respectfully and with high regards on its assertiveness, rigour, vision, passion and oddity.

Thoroughly and irrefutably.

Personally.

June 17, 2019

A conclusão de um ciclo serve-me de medida para o próximo passo. Essa é a perspectiva infindável de superação que me alimenta o âmago.

Procedo, de passo em passo, acumulando o mínimo, processando-me ao máximo, como se tocasse em novas rodas de oração de cada vez que respiro e aprendo.

Até porque sem isso seria somente ambição.

June 17, 2019

Quantos decidem dar significado às suas vidas? Destas, como considerar o valor individual da escolha para o património colectivo? Até que profundidade vai a leitura desde cada um de nós e que reflexo tem para o território histórico e em sucessão, seja ele descendente ou ascendente? Tema óbvio, mas penso nisto.

June 12, 2019

O engenho do nosso tempo é uma figura de estilo perdida. Achamos nós, espécie dominante, que arcamos a responsabilidade com a facilidade do controlo virtual, sobre tudo o que é matéria conhecida : tangível ou intangível.

Sobrepomos a ordem natural, a biodiversidade racional, a ecologia emocional e até espiritual com a relação perfeitamente devassada entre existência e contacto. Garantimos (?) que a narrativa do grupo nunca ultrapassa o campo individual e que a singularidade é um facto presente, mas esse tempo é normal, é imposto, e aceitamos. Somos meros passageiros, sem influência, onde o tempo faz a sua ceifa e onde nós geramos mais um grão de nada, como sempre.

O engenho é do tempo ( nunca é teu ) e essa certeza compadece muitos, mas há outros que além do presente sabem que esse engenho tem uma parte de acesso. É onde esse conceito dual se apresenta na sua forma tangível ( esse instrumento auxiliar de viagem) , delimitada por um intervalo proporcional à consciência individual de quem o comanda.

Por isto me acusam, de ver no tempo, nesse intervalo que aumentou há bem pouco tempo. É pesada a injúria, custa por dois, pois a quem mostro o engenho não sabe como manipular o instrumento, e magoa-se sempre que tenta; fico curioso quando o mostrar a mais. Vai doer tanto, mas a quem? Por mim não vai ser, que aprendi a dominar a instrução e esse elemento do tempo, mas sei que muitos se vão alarmar.

Mulher, homem, próximo, distante, conhecido, ou ainda não, todos se apercebem do engenho do tempo, mas só da forma como não o conseguem dominar. Vou mostrar.

June 9, 2019

Por vezes a inquietação tem uma calma reflectida, aquela centelha de génio, aquela estranheza de forma, de ser, de ver.

Por vezes a inquietação não se chama inquietação, mas vida.

Aguardo que me vejas assim, não pela imagem que sou mas pelo que vi quando abri os olhos ao mundo.

June 5, 2019

Tackling anxiety from a productive action base methodology, thriving from the initial negativity and surpassing even bohemian positivity.

May 28, 2019

Frortie / Frexit / Frausgang

May 26, 2019

Mudar 1% para melhorar 100%

May 24, 2019

Com toda a vontade do mundo só mesmo o mundo te pode parar.

Os humanos que se atravessam por si são as peças necessárias ao entendimento de uma superação pessoal, tanto quanto dessa desgraça que acolhe a mediocridade pelo contentamento e pela resignação. Talvez por isso é mais fácil desistir, ou será melhor resistir, a essa difícil mudança do pé de apoio, mantendo me puramente são, mentalmente revolucionário, sem que isso impeça o ímpeto, a resolução e a mudança.

May 24, 2019

Nunca, é a altura certa para me render à batalha que travo dentro de mim. Esta guerra não se perde, não se ganha e nunca acaba pois nada morre dessa luta, quando tudo nasce desse sangue que corre de derrota em derrota até que as vitórias são maiores, visíveis e de todos os que estão tanto em volta como comigo até ao fim.

May 19, 2019

É por critério, mas há quem seja por falta de motivação, também acredito que possa ser por ansiedade, dificuldade de entendimento ou até uma outra forma de incompreensão.

Dificilmente sabemos explicar porque fazemos certas coisas e outras deixamos andar. Gosto, vontade ou porque simplesmente somos forçados a encarar algo com a única hipótese de a acabar.

De qualquer das formas ainda não sei muito bem o que dizer, quando há coisas que faço e outras que nunca chegava a fazer. Por isso mudei o que fazia em parte por ter que ser e só organizo em vista o que faço por prazer.

May 19, 2019

A disrupção é um motor de criatividade.

É na contrariedade que se constroi a partir de rotinas de desconforto e erro, tentativas e pequenas hipóteses que nunca pensamos em explorar ( a não ser quando somos impedir de começar pelo mesmo sítio ) que apresentamos resultados diferentes.

Só porque iniciamos num sítio diferente.

May 17, 2019

Um perfeccionista deve ser um pensador livre, nunca exigente de algo tão simples como o rigor, a disciplina e muito menos a competência.

Esse pensador, livre dos modelos instituídos por teologias devassas, precisa atingir o que é fundamental na estranheza da criação além da autoria, na originalidade da visão mundana, na excelência da observação técnica e assumir a notabilidade irrefutável de construir para os outros os portais que deslumbram o seu próprio mundo.

May 15, 2019

Hypocritical is acting in a manner conducent to a perceived view of a champion of strong and noble beliefs while (s)he is lying about the true goals and ambitions (s)he’s trying to achieve.

A hipocrisia não passa da desculpa dos fracos sobre a incapacidade em manter a personalidade erecta nos princípios que supostamente defendem.

Hypocrysis is a tensional moment between the acknowledgement ( by the sentient one ) and the uncovering ( of the thief of those valuable human interactions ) ,

Controlar a hipocrisia é como tentar educar humanos a serem reais.

I excell at both.

May 14, 2019

Sou somente uma peça de um significado maior. Esse que atravessa a existência do termo e do conceito mental racional que se explica pelo entendimento entre iguais, os demais. A vida é assim para mim uma definição sem género biológico, político, social ou cultural mas uma comunhão de intenções, ambições e partilhas entre esses seres menos normais.

Vivo nessa assertividade entre o ético e o natural, assente na epistemologia do conhecimento pela indexação do ecossistema proveniente da nossa cultura global e dos seus ativos notáveis; vivo assim com o respeito pela aceitação e pela aceitação de nada menos do que o respeito. Se assim vivo, tenho nas minhas intenções também a forma da morte. Precoce não, cheia sim, plena e marcante, para mim e para os demais a quem eu seja capaz de cruzar o tempo que nos distancia a mente.

May 8, 2019

If I was born 100 years in the past I would probably be an architect. If I was born 100 years into the future ( ! ) I would probably be a designer. Presently I am an author.

May 8, 2019

I expect to learn from and experience my life until I have swallowed all the time I have to fulfill the act of biological notability.

May 7, 2019

I am an old designer while and still a young architect.

I subject myself to that subjective classification only to find and draw what is meant to be built, imposing a systematic approach to either analogue or digital products of a so called imagination, with a procedural mind within an irrefutable process.

May 6, 2019

Enemies are the ultimate external sign of a developed stature. Friends are the prevalent state of infinite scale, from within. Dissidents are the ones in the middle, occupying a dimensional space between those antipodes.

These three territories are a part of my theory conjuring the outer shell ( defensive attacks ) the inner depth ( critic and creationism ) and the obsolete social medium ( unequal procedural structures ).

Exhaling keeps the focus on the personal body ecosystem, inhaling subtracts the politics from the ethical conundrums of the past while breathing proficiently can make up for all the inefficient time spent living as a human.

May 5, 2019

Do I look like I need to fan my fire?

Never, ever I got such a glorious vision of myself. Never sensed the respect, either through admiration or through absolute denial as when I started all those fires. Some where simple superficial burns, others where devastating and cyclic calamities as perfect opportunities to renewal and regrowing.

May 5, 2019

O mundo é factual. As pessoas fazem-no relativo. Eu procuro o absolutismo desse facto. Isso custa muito de mim, exige tudo de mim e no entanto ninguém o reconhece devido à sua relatividade e à minha crédula passividade nesses seres.

May 4, 2019

Pausado, calmo, observante e em controlo. Ponderado e consciente do raciocínio em tempo real. Uma mecânica sináptica, electro química quântica. Dominante e em domínio. Nitidamente em contra corrente, onde prevalece o dísparo contínuo, a rajada de acordo em desacordo e o impacto do fútil. Produtos da preguiça, da desmotivação e da gratificação instantânea são afinal os seus próprios fundamentos dessa inoperante forma de viver a olhar para os pés com um ligeiro desfoque no umbigo – na nítida falta de profundidade de campo.

May 4, 2019

Eu vivo o crime do desassossego e a inquietude é a prova deste corpus. A culpa deste ser anormal tem o ónus na razão de estar vivo, muito pela forma como encaro o que vejo desde o valor que me assalta. Ver é a arma que impacta quem ouve o meu estado imediato, mas letal é a onda ressonante que contamina desde o momento em que se sabe que não foi só esse o assalto.

Interessa para mim o contexto que me rodeia, não só porque me movo nesse compêndio de certezas desde a insegurança de pensar, mas também como acrescento a presença e a imagem de mim à nossa história humana. Estou claro marcado como uns dos que merecem ser procurados e poucos sabem o que ando a preparar.

May 3, 2019

O que será de mim no vazio da palavra…

May 1, 2019

Em meio solúvel, em oficina, estúdio ou gabinete é onde a densidade do criativo do design melhor se enquadra e onde este participa com a marca, a estratégia, o tema e o suporte numa convergência de interesse tão real quanto pessoal e efémero. Em solubilidades diluídas como as de agência ou até de consultoria ( em contexto interno ou externo à equipa de projeto ), a produção do design é um paradoxo de aceitação e canibalismo intelectual, uma sodomia criativa e sobreposição da competência pela técnica e nunca pelo conteúdo.

Em qualquer dos casos, raramente alguém sabe bem o que fazer a partir do como fazer e não do quem fez o quê. Vale tudo e fica bem desde que a prevalência seja a da novidade, a nova. Fazem-se coisas que soam bem, parecem bem e não se garantem irrefutáveis : seja pelo profissionalismo criativo seja pelo incontestável processo de trabalho. Obviamente que a afetação irresponsável da criação a um profissional idealista e sem escrúpulos de si próprio para si próprio não ajuda e claro, deturpa a imagem do processo a quem detém o poder da comissão.
A culpa do design é dos designers e o estado atual dos meios de produção a estes dizem respeito, exclusivamente : senão exigimos o respeito a nós próprios e à profissão, nunca seremos prendados por ninguém ( mercado, academia, outros sectores ) com nada menos do que isso. A este cenário devemos afetar a própria definição de meios de produção : plena de sarcasmo e ambiguidade, voltada aos media, confundindo tudo e todos nos canais e nas ferramentas, desprestigiando os suportes e os conceitos basilares de aplicabilidade, legibilidade e de acesso universal, como se fosse demasiado difícil integrar e mesmo assim, o trabalho ficar com bom aspeto. Preguiça, falta de capacidade, ou pura e simplesmente a banalização do ensino da arte e do design.
São estes meios de produção que me interessa discutir, aprioristicamente e na base fundamental das gerações de criativos que são despejados em mercados de produção sem meios reais de criação. Propor novos sistemas metodológicos, desbloqueadores do acesso pela compreensão e entendimento do verdadeiro papel do criativo no design de comunicação seja ele mais ou menos gráfico.

Porto Design Biennale

April 29, 2019

Em meio solúvel, pelo domínio da técnica de base etimológica ( escrita, desenho, fotografia ) configuro como arte, a ciência da observação estrutural em registos naturais das ferramentas ( pessoais, instrumentos e paisagens ) que constroem um ensaio visual da perspetiva culturalista da catarse criadora coletiva. Finalizo com a expressão autoral.

. MONSTRUKTOR

April 6, 2019

A estrutura do ponto de contacto, desde o território humano ao território natural, desde a presença à ausência, desde a observação à intervenção, livre mas condicional : desde a origem, pela interferência, na exposição e comunicação, esse entendimento que nunca é cosmológico e nunca é quântico. Só uma física expressiva da oposição material entre o imaterial, numa dinâmica intangível que não na esteira do que me reuni até este ponto, na oportunidade do momento singular em que domino o tempo enquanto ele se revela nas camadas opostas de contacto.

. MONSTRUKTOR

April 6, 2019

Entendimento, sobre o território. 1. a noção pela presença habitada, diária e rotineira, quase displicente do que é essa realidade emocional – levada ao extremo da ignorância da paisagem dada como certa. 2. a noção imediata, realidade sensorial, razoável mas extremamente sectária de quem visita e como entende o território – a presunção reina sobre a ínfima capacidade de poucos, emular entendimento. 3. a noção induzida, numa psicose de grupo, onde a mente coletiva prevalece, não pela missão tida em conjunto, mas pela expetativa da realidade normalizada – sem destaque, sem liderança e onde somente a orientação educada e culturalista poderá assumir o papel criador.

. MONSTRUKTOR

April 6, 2019

Na diferença da história que se conta pelo registo do território ou pela representação ( intencional ) do que nos rodeia como património visual e paisagem material. Contar um corte técnico é diferente de contar um desenho simbólico de percurso, experiência e vivência interpretativa do real.

. MONSTRUKTOR

April 5, 2019

Combinações. Azáfama de técnicas que servem unicamente o contacto. Tal como um membro funcional se alonga em partes, também a forma de olhar o tempo se compõe de estratos : misturados milímetro a milímetro têm mais impacto. Captar pela fotografia, produzir pelo desenho e literar pela escrita são uma forma de conexão desde uma linguagem que trava o tempo com a eficácia da velocidade gravítica.

. MONSTRUKTOR

April 5, 2019

O registo exige observação. Essa meditação consciencial, processa o decurso do tempo no estado humano e organiza a noção de continuidade. Há alguma disrupção e distopia pela simples contaminação da presença, mas há de tudo que o ponto de contacto com a realidade ( o ponto de observação ) se permita. Há intensidade, sempre, e velocidade de acordo com a observação; por isso o tempo do registo é indicador de decisão escrita, desenhada ou captada.

. MONSTRUKTOR

April 5, 2019

Registos manuais desde a fonte do tempo ao quadro meandro do espaço. Captar a fotografia é desenhar a ação sináptica do tempo mais longo que o humano pode perceber + produzir um desenho alonga ainda mais a porta dimensional entre o tempo desse presente. Esse é o que se torna passado por quem o vê criar e será sempre uma leitura no futuro de alguém que não esteve lá, nesse tempo. É assim que viajo, nas técnicas do tempo, pelo veículo que me permite olhar o mundo da luz, a mente.

. MONSTRUKTOR

April 5, 2019

Ferramentas : pessoas, instrumentos e paisagens, coisas que têm sentido juntas tanto quanto separadas por mim. O conjunto ou a parte por si não têm a formulação do autor : é preciso autorar ! Arte, criação no verbo curar. Me a mim que junto sou um todo.

. MONSTRUKTOR

April 5, 2019

Para onde olhar… Para mim, para dentro ; para fora, para onde todos olham, estéticos… Para lado nenhum ou só para o lado…? Olha, mas vê, quase nem interessa para onde desde que a seguir digas o que vês! Afinal o que fitas só pode ser bom pois tenho sempre algo mais a dizer.

. MONSTRUKTOR

April 5, 2019

Curadoria, investigativa, interpretativa, subversiva ; a ferramenta constitutiva da construção simbiótica entre o artista e o criador na proporção da personalidade – a gosto ; invenção, engenho, contato e contágio ; a contaminação omnidirecional da comunicação infra pessoal onde o sujeito é a mensagem autoral . O substantivo que só pode ser verbo .

. MONSTRUKTOR

April 3, 2019

Viver na obsessão pela compulsão visual, popular e folclórica, essa das imagens efémeras relativas ao influxo do trauma intelectual de hoje, na construção cíclica do presente POP, enquanto meio cultural ( ? ). Afinal é nesta presença global das imagens que se refletem em nós os conceitos de contemporaneidade para os futuros olhos da história passada; é ainda neste limbo entre a realidade sentida e a realidade inventada, que nos deixamos manipular desde a fonte da informação, até ao mais íntimo e ínfimo detalhe ficcional que nos impõe como verdade e até estilo de vida.

Onde assenta então a crítica? Individual ou coletiva? A prevalência do meio ou da mensagem? Paradigma dos tempos ou paradoxo da própria espécie? O antropocénico ou a egocência? Perguntas ou dúvidas?

As marcas, os pontos notáveis e as inflexões de raciocínio, assentes na epítome do singular ou do coletivo, fluem no diálogo do contacto inter dimensional, virtual e por vezes, também irreal. Os pontos de contato, as marcas entre os humanos que necessitam de ligação efetiva à linha temporal global, como se a sua sanidade dependesse disso mesmo – do tempo que acham que partilham com os outros. A alternativa não é dada pelo contato com a realidade mas antes pela leitura e interação interpretativa que temos com a território mental que construímos como paisagem cultural. Este conceito, determinista e constitutivo de uma construção individual, nunca foi a verdade. Apetece-me identificar os fatores que nos posicionam a todos perante a noção concreta de tempo e espaço cultural, só para os distorcer ao limite da sua própria razoabilidade e aí, refletir numa sobrevisão omnisciente como num legado para esse grupo de humanos com os quais ainda partilho a minha linha temporal.

É este o verdadeiro paradoxo : entre a vida real individual e o cenário coletivo que nos é imposto; entre a noção de participação induzida e a completa passividade autoral; entre os meios de produção regimentados e as políticas da criação ética; entre a linha temporal da história ( antropológica, biográfica e etnográfica ) e o tempo cultural da massificação capital deformada em estória ( historieta ); é aqui que situo a cultura POPular, onde procuro reconhecer cada vez mais como um ciclo interminável de um tempo presente que se extingue no momento em que é identificado.

Porto Design Biennale

April 2, 2019

Once I said that : the secret of simplicity is living with the essential ; but now I have to evolve that into : the essential simplicity is living truthfully.

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March 31, 2019

Pop culture relies on self indulgence, instant gratification, it’s peer relevant and instructs consumers with negligent codes of happiness.

. MONSTRUKTOR

March 31, 2019

Pop culture is the ultimate delusional collective state of loneliness and stimulated craving.

. MONSTRUKTOR

March 30, 2019

A prática do processo e da criatividade implicam urgentemente uma revisão do sistema metodológico corrente. Denso, pesado e complexo, sem a exatidão que garante processo até ao resultado, apoia-se demasiado na gratificação do produto final, da estética insustentável da moda e do efémero. É perante a curadoria interpretativa dos modelos de pensamento institucionalizados ( tanto quanto da pedagogia estratificada pelo público orgânico, pelo tema e pela mensagem ) que os conjuntos de linguagem devem formar os novos atores do campo do design e da criação. A prática curatorial é um intento auto infligido, que não se treina ou se adquire sem a noção concreta de que esse estilo de vida afeta não só a nossa visão imediata, como também influencia os nossos contatos inter sociais.

Só pela autoria é possível delinear o caminho equilibrado entre a comissão e o processo auto iniciado : esta abordagem pode assim seguir livre pela resistência do eficaz e no ganho da eficiência pela irrefutabilidade e nunca do gosto descartável. E é este significado social descentralizado desde a academia que importa entender, seja pelo sentido mais lato da palavra, seja pela epistemologia do entendimento abrangente ao acesso universal e coletivo. A suficiência da narrativa é implicitamente medíocre e não responsabiliza os participantes da mesma forma – seja quem forma ou seja quem se forma – em mar de iguais ninguém vai querer assumir a diferença.

A responsabilidade da construção ( pessoal, profissional, singular ou coletiva ) deve começar pela base estruturante da desconstrução e veementemente criticar os modelos, pelos dogmas e pela leitura colonizada dos sistemas de produção ocidentais. Para suprir esta falta de crítica consciente e da prática curatorial como razão profissional, o fator de interesse inicial é o que deve ser dedicado ao fator decisão. As tensões visíveis entre os meios de produção bissectam o mundo atual entre as práticas ininteligíveis, próximas do domínio artístico do design e entre a massificação comercial de mensagens estéticas obsoletas e irresponsáveis. Seja qual for o meio, o público, a instituição, a aposta no fator decisão deve simplificar o real acesso ao significado, à promoção consciente do uso necessário, tanto quanto de outros termos mais imediatos.

Esta é uma falha de base que somente a revisão processual, tanto quanto das políticas de criação, pode evoluir e fazer avançar pelo movimento cíclico da decisão, do ímpeto, da iniciativa e da investigação, da inquietude e da infinita vontade cruzada na ambição do discurso notável e responsável metodologicamente.

Porto Design Biennale

March 28, 2019

Pop culture is a featured presentation of ephemeral concepts that only sediment if you anchor taste in ambiguous aesthetics.

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March 27, 2019

Time goes to the person you are when you are a presence in time.

. MONSTRUKTOR

March 26, 2019

Pop culture is in itself a form of continuity, renewing in every cycle the message, the language toolkits and the organic targets. These, as the fundamental parts of any communication system are brought in pop culture to an epitome of visual indexation by a larger group than the initial target. This is a result based on a relation of inversed proportions in which the biggest and unselected group is hit fist only to naturally select the best capital to participate in the time left in each cycle.

. MONSTRUKTOR

March 26, 2019

Pop culture does not reflect objectively the concepts of authorship and authorization and rather the way creatives contribute ( intentionally or not ) to the autonomous structure of a new view of the world from the time specific present.

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March 23, 2019

Pop culture considers iconic representations, literal meanings within figurative language and the direct connection between what we see and what we should be seeing imposed by self built, organic, global trends.

. MONSTRUKTOR

March 23, 2019

Pop culture is defined by two complementary rhythms of time, one being the short strident stroke of seasonal hits and wonders and the other the long deep resonation of large reflections about acceptance/rejection and ironic cynicism.

. MONSTRUKTOR

March 21, 2019

Sistema, visão, assertivo, rigor, paixão, estranheza, pai e nascimento, lua, primavera, luz, futuro, universal, dar, ambição eterna, viver a aprender a morrer.

. MONSTRUKTOR

March 20, 2019

Pop culture gets old when you stop understanding repetition from reprodution and infinite, continuous copies.

. MONSTRUKTOR

March 20, 2019