Vivemos onde, no mesmo sítio que se fala da falta, se vende o excesso; onde, sinalizada a fome, a doença e a morte, permanece o egoísmo, a fantasia e o vício. A sociedade como sistema não tem mais surpresas, pelo menos daquelas que julgamos nem sequer existir e no final, são a rotina de todos, sem exceção.

Vivo e falo por mim, e mesmo assim, junto-me às regras do jogo para poder deixar algo melhor para alguém.

A mudança já não chega, revolução é temporária, violência nunca foi solução. É preciso uma nova posição.

Treinem.

July 26, 2021

O significado da palavra sacrifício está demasiado conotado com a noção de punição, perda e até morte. Ninguém está disposto a largar, afrouxar e até renunciar o que acha que é sei por direito, mesmo que não tenha sido adquirido ( excluo desta missiva a noção de comparação ou até perda sobre qualquer direito fundamental ).

Todos se acham no direito de copiar acefalamente o próximo, progredindo assim o campo de evolução humana, em valores negativos. Educa-se o atalho, sem sequer equacionar o seu possível contexto erudito. Praticam o desprestígio de si próprios através da negação da individualidade, da coletividade participativa e dos valores dedicados à ( extinção da ) antropologia social e cultural. Vivem numa etnografia global, descartável e efémera, no entanto extremamente eficaz e gratificante. São felizes!

Poucos ( pois ninguém é exagero) estão disposto a procurar o sacrifício. O termo, aqui, não implica punição nem sofrimento: só altruísmo, entrega, estudo, posição. Investigando ligeiramente, atingimos uma parte do significado incluído num outro termo que me diz muito: abnegação. Para muitos, até já é demasiado, parece quase nobre, mas mesmo assim não o praticam e como tal caem no vício da falta de sacrifício.

Pais não se sacrificam pelos filhos, no tempo, responsabilidade e dedicação que lhes é exigido, por quem não escolheu vir ao mundo. Filhos seguem os pais, obviamente, e são na maioria a sua imagem fiel. Incluamos grupos, associações, governos, países e entidades mais ou menos globais, onde prevalece o capitalista, o ausente, o egoísta resignado com o seu próximo consumo. A propagação é global.

Relativiza-se assim a importância do valor social que me tentam impingir, seja na rua, no ecrã, no áudio ou no que leio. Prefiro manter a minha atenção na história que deixo para contar, e sem qualquer distinção intelectual afirmar, que o mundo não vai mal, está só a mudar.

July 25, 2021

O que me interessa ter? Quem me interessa conhecer? Quantos mais posso juntar? Será que chegam estes? Em que ponto é demais? Quando posso acabar? No que podemos acordar?

Tudo é nada. Tudo, impede a vontade indómita.

July 24, 2021

When construction is not enough to answer to a specific situation or demand, unbuilding comes as the most appropriate answer.

Constructing only occupies the spectrum of probable solutions, with volumetric space always being conducted to a state of “human like” environment. The term is never dissociated from this enlisting to a categorie of recognisable places, spaces, or faces ( Agnès V. anyone …?! ) and also, is not taken into account the range of possible approaches/solutions that other views, perspectives or coherent positions, in which this occasion may occur.

This can also be a vague statement, but if we defer from the definition of demolition ( the predictable synonym and mental picture the large part of us take into account when considering unbuilding as an action ) most of us can actually impose onto themselves a rather constructive presumption on what actions can be applicable to that activity.

Unbuilding ( or to unbuild ) is therefore the act of conscious decision over a specific habitat, either it has been humanised or have been kept in it’s most natural form.

This semiotic exploration is not in any way exclusively connected to urbanism, architecture or engineering ( as construction actions, but to production as an universal activity ) , and rather as an analytical mechanism conducting specific transactions in our habitat with our presence in any scale, duration and anthropological context. This is not also, a diminished position towards the theoretical anthropocene ( which we strategically do not extend to the boundaries of society, but still regard as a unit in geologic time ) and rather an extension on what proper training, positioning, and perception can induce to us all as useful tactics.

Deconstructing, unbuilding, decolonising are very strong words, that contain the strength of this particular insight on how to propose innovation, in the way we experience systems, methodologies and cosmologies.

July 23, 2021

“… Completa pela bagagem etnográfica da paisagem histórica e cultural de um território e das suas imagens, a representação tem além de todas as provas e camadas do conhecimento universal a leitura no tempo que afetam a noção do espaço onde nos reconhecemos humanos.”.

Sim, reconhecer a nossa posição exige reconhecer a firmeza coletiva dessa sociedade, dos seus valores e dos pescados. Reconhecer a posição é ainda a noção da percepção da forma, na geometria da observação indiciada pela distância relativa do coletivo ao emissor. Reproduzir o óbvio sem transitar para o valor patrimonial do futuro, é uma oportunidade perdida, em participação e humildade. Representar esse processo é a minha opus.

July 23, 2021

O enredo, o segredo, a contemplação. Seja o que for precisa ser contado para alguém, da forma correta, formalizando a política de produção num processo ético e onde a filosofia toma o seu lugar. Publicar, tornar público, sem ser escândalo ou acidente; uma definição reservada para a exclusiva presença dos argumentos da obra, na obra editorial, mais ou menos articulada de forma científica mas certamente intelectual e entendível. Mesmo sem formação há inúmeros exemplos do que agora raramente se faz. Ensaios, manifestos, registos, diários, novelas, dá trabalho escrever. Ninguém lê!

Para mim A exposição é o início e não o fim. Está é A política de produção que pratico. Esta É a obra que componho, e uso quem vê para ser A obra em si. Ciclos.

July 22, 2021

O silêncio que ensurdece, pela falta de uma distinção clara do que entendi. Não é o silêncio que nos ensurdece, mas antes a falta de saber ouvir.

July 21, 2021

De olho na exposição. O artista, a produção, a vernissage. O clímax da vaidade e da energúmena vontade em mostrar. Voyeurs a postos e já está. Consome-se tudo! Quadros, bebidas, narrativas, aperitivos, instala-se uma narcolepsia, cataplexia, que me deixa a mim atónito, paralisado, no quadro alucinatório da obra. Momento medíocre, momento de dúvida, momento de insegurança, momento de julgamento… Momento, nunca epítome prolongada.

Pelo cariz da mesma, a exposição amplifica todas as práticas investigativas reunidas na manipulação da virtude, do pecado e da moral, numa ética de recolha de dados, num ciclo infinito de interação com o público observador.

July 21, 2021

A suprema importância da interação! O artista, a obra, os observadores. Quem serão os participantes? Momentos intermédios de trabalho, provam a importância de uma construção assente num processo de observação a partir de uma metodologia de perceção. Enquanto não houver método não haverá processo. Sem análise não há crítica. Sem conceito podem continuar a jorrar ideias. Sem onerar o público com a parte que lhe cabe, além do bilhete chato é claro, não é possível mostrar o que é a verdade da obra: o medo de ser recusado, negado, repudiado. Abnegação suprema!

July 20, 2021

Emoldurar desvios ilusórios em dilemas sociais: o exercício que fala da falha que falta aceitar: uma imagem repetida pelo espelho que reflete tudo menos sobre o paradoxo da imagem que podia ser vista na noção do tempo que a luz nos trás: os certos locais, que pela sua psicogeografia, demonstram que o espaço não se ausenta do nosso tempo, mas pelo contrário: são esses que nos explicam que somos nós quem descura o habitat que nos contextualiza:

July 19, 2021

Nem uma se faz bem, quanto mais tudo ao mesmo tempo. Complexidade versus a inepta competência de aprender concentrado, de apreciar e ser apreciado, de usar o tempo sem o vagar de outros tempos e mesmo assim atingir o significado que ele tem para todos, decorrer.

July 18, 2021

Ahh… tão pouco é pensado além do pormenor: nem plano pequeno nem maior. A obra evidencia a falta capital: seja de parágrafo, capítulo ou índice nominal. Para quê, se arte se faz do improviso, da vontade, do ego, do que surge e se promete como novo? Método?! Pfff… Nah… Acumular num processo acessível a todos as bases, as que nos dão mais do que o resultado? Mas acima de tudo, propor que o resultado não seja extinto no momento da sua apresentação? E que tal um ciclo contínuo de produção, que ativa pelas suas políticas, uma nova forma de implicar a narrativa do artista no seu público? Eihn…

July 17, 2021

O desenho beaux não está ao alcance de qualquer um, e por isso divagam em supostas ilustrações naïf, como que a suprir a falta de coragem em investir na técnica. Anatomia, biologia, química, física, matemática, sociologia, coreografia, cinematografia, fotografia, enfim, um conjunto de campos que são a soma da tal dedicação… Dão trabalho, muito. São uma teologia, e retiram tempo ao deboche, aos pressupostos que outrora se regiam pela la fée verte líquida (e que agora se fuma). São uma alucinação, pela figuração, para ampliar o reconhecimento individual com os deuses do nada. Uma bande à part do tempo mas dentro do que se espera da moda, e da forma de acabar o golpe, numa glória que só os mesmos conseguem ver, sem uma história nova para contar.

July 16, 2021

Exige-se o contacto com a realidade, pela deambulação. Os espectros da cidade existem, sem sequer ser necessário um filtro paranormal. Basta olhar, mesmo, e ver. O canto, o recanto, a amplitude, a intimidade ou até a falta disto tudo, existe! Cada local faz a sua parte, no entanto, procuram-se sempre as excepções (as mais teatrais possíveis), e ignora-se desta forma o génio de cada lugar, naquilo que o espectro configura como meta momentos de reconhecimento espacial, temporal, cultural e social. Procura-se a foto perfeita e pede-se o encanto da fantasia, bem afastado da realidade da obra.

July 15, 2021

Treinar o exercício de base filosófica, inserido numa purga investigativa, posicionando desta forma, cada indivíduo, perante a sua imagem, em si, a obra. É assim tão difícil esta atividade extra corpórea ser uma prática comum, onde cada pretenso, emula uma visão além dos lugares comuns? O loop interminável de iguais afronta-me, aziado, na inquietude da forma desejada, seja desenho, figura ou bloco de cor…

July 14, 2021

Posicionar o que tende a ser manuseado como figurante. A estratégia infrutífera da ativação pela mensagem erudita, que termina no domínio do emocionalmente social. Sem outra tática que não este acenar descomprometido do outro lado do caminho, com as ferramentas afinadas para o esquecimento, o artista é vítima do que sugere ser o seu próprio dilema.

July 13, 2021

A mesma narrativa geométrica de sempre, onde as mentes quadradas andam em círculos e os ineptos pontos individualistas desenham o coletivo programado. É o desenho clássico pelo pecado, sem vetor pela virtude, com o bloco da marca, do objeto desejado, como o novo protagonista. Viver acordado é um ensaio dramático sobre a narrativa percepcionada.

July 12, 2021

Do macro para o micro, do maior para o menor, fora para dentro, baixo para cima, esquerda para a direita. Assumpção pressuposto, preconceito. Mecanismos compensatórios da falta de práticas pessoais de auto reflexão… Ilusórios desvios ou desvios ilusórios? Não interessa a ordem se não há critérios na prossecução consequente e obrigatória do após… Consumir coisinhas avulsas não.

July 11, 2021

Quão alta tem que ser a arrogância para ser percebida quão baixa é a desilusão? O desfasamento entre a arte e o artista é tão mais amplo quanto o mesmo entre o princípio e a moral. Pelo mesmo painel, a sociedade é equidistante do valor ausente da cultura e da vontade em ter/ser arte. Honestamente, quão baixo desceu o artista em princípios, valores e objetivos? Tanto quanto o seu público?

July 10, 2021

Será que pelos nossos desvios ilusórios em dilemas sociais podemos atingir na testa os ineptos cadáveres que transportam blocos de cor com marca pela rua? Quantos mais vetores serão precisos para aumentar a procura?

July 9, 2021

Descobrir a cidade pelos fragmentos da moral ausente da virtude, em pequenos painéis que incitam ao colecionismo obsessivo da história completa, é em si o tempo perdido na leitura sobre esse espaço que rodeia essa mesma chamada de atenção. Se ao menos essa prática fosse possível na esfera pessoal, o artista não precisava elaborar esse tamanho escândalo.

July 8, 2021

A coerência é o maior desafio do artista, que mesmo sem entendimento, narrativa ou audiência credível continua a procurar a oportunidade em um dia ser ferramenta e capital em leilão.

July 7, 2021

Everything new is immediately past.

July 4, 2021

A felicidade do cansaço que me imponho, que domino e que aceito.

June 23, 2021

Encontrar a oportunidade ou criar a oportunidade?

Aproveitar a oportunidade ou gerir a oportunidade?

Feita para os outros ou será esta a minha?

June 22, 2021

Considering terms, concepts and conditions, conveys me to a state of extremely focused attention to the otherwise neglecting state of human reality.

This meta profusion of my sentient self deep into layers of significance and descriptive narratives proposes new definitions to prior meanings.

Rumination is one of the most important processes on this system of positioning the individual. Is there a possibility for a collective rumination or is it called a forum…? Either way, the importance of this process cannot be neglected, and should be trained as a positive methodology of alignment and basic mental competence.

June 22, 2021

O normal morreu, desapareceu.

Pelo menos até ao novo se instalar.

June 16, 2021

Today I found myself to be a vague entity.

Limits, boundaries and conditions seem to fade with the paradox of knowledge, either acquired or built.

I’m not ceasing to exist in any inevitable manner, but every contradiction I am able to cope with, (con)/eludes me onto a new and much simpler theory.

We are absent of a non binary option.

June 15, 2021

( inquérito aberto )

A minha participação neste inquérito, enquadra uma parte das minhas inquietações, sobre a formação e o desenvolvimento sustentável dos futuros profissionais do design. Abrange ainda na medida do plausível, os interessados em fazer do design uma forma de estar, uma prática geral, sem necessitar para isso de uma formação específica ou até de um diploma académico habilitante.

Que infraestruturas, espaços e redes de apoio faltam ou podem melhorar na sua cidade?
Programas com acesso a treino e formação, aplicados diretamente ao posicionamento individual e coletivo dos cidadãos. Direcionados a todos, mas principalmente aos que pela sua ausência participativa e pela falta de consciência espaço temporal, continuam a perpetrar os mesmos temas, na perspetiva de que algo se altere por si, na repetição endémica de modelos éticos e políticos ultrapassados.

Que novos pequenos negócios, empresas e serviços gostaria que existissem na sua cidade?
Esta perniciosa forma de incluir a perspectiva capitalista no progresso e na prosperidade da sociedade civil, pode ser o melhor negócio jamais criado: o que, num estilo hollywoodesco acorda um grupo para o futuro da sua realidade, não como alternativa mas como a sua vocação. “…pequenos negócios, empresas e serviços…” são termos satirizados, numa pergunta repetida até à exaustão, só permitidos por uma sociedade tiktik habituada ao fragmento, ao resumo e à inepta vontade em aprender. Mas percebo a ironia da pergunta 😉

De que forma o design pode contribuir para uma melhor vivência nas nossas cidades?
Treino e formação, através de ferramentas de análise e posicionamento individual e coletivo.

Como criar igualdade e dar voz às mulheres neste momento de pandemia?
Da mesma forma que é criada e dada a todos, fora dos momentos de pandemia.

Como podemos integrar a atenção às plantas, aos animais e à natureza no nosso quotidiano?
Treino e formação, através de ferramentas de análise e posicionamento individual e coletivo.

Que outras melhorias sugere para a vida das nossas cidades?
Garantia de acesso à leitura crítica do amanhã, onde a praça passa a ter um lugar cimeiro no ajuntamento social, sem recurso a marcas, patrocínios ou autores. O espaço público precisa de uma purga semiótica funcional: descapitalizando o explícito e descolonizando o implícito.

LOCAL é uma iniciativa da Porto Design Biennale 2021 que pretende iniciar um diálogo com os cidadãos sobre como melhorar as cidades de Porto e Matosinhos através do design. Através do inquérito aberto que vai estar disponível durante o período da bienal, convidamos os cidadãos de Porto e Matosinhos a revelarem as suas necessidades e desejos de forma a gerar mudanças. As respostas recolhidas serão disponibilizadas a alunos de Escolas Superiores de Design, que irão ajudar a visualizar possíveis soluções para os problemas e desejos identificados.

Alastair Fuad-Luke

https://portodesignbiennale.pt/pt/events/local?edition=2021

June 11, 2021

Difícil não é viver,
é prosperar.

Sozinho até será acessível,
mas no meio de tantos
fica mais difícil.

Neste meio,
onde todos morrem de medo de morrer,
quando o que não percebem
é o quão fácil,
será apenas desistir de viver.

Pedir serve toda a gente,
mas no silêncio da dádiva
poucos se movem.
Em todas as meias noites
purgam-se pelo que veem,
mas nem aí descobrem a glória em ser ser,
só ser.

Ficam vazios, pobres,
sem nada.
Sentem-se ricos,
donos de tudo,
de uma vida facilmente apagada.

Nem sequer contam as teclas do piano,
as que afinal são almofadas,
e batem em martelos que batem
e vibram as cordas,
como fazem todos,
os que são tolos,
em tentar viver,
para aprender a morrer.

June 7, 2021

Em várias escalas, situações e tantos outros fatores de relação, é possível mostrar a vontade indómita como o motivo para o empenho.

Seja a defender o mundo, o átomo ou a natureza humana, é de uma cabal limitação demonstrar que uma especificidade toma contornos de generalidade, de desejo. É pouco, condicionado e representativo de uma ausente presença de mais.

Há quem saiba e assuma que mais é possível, sem que por isso se perca na ambígua ambição de se elevar só a si.

June 7, 2021

I do not want to return to normal. I am coherently demanding everybody to step further ahead of the last known position.

May 28, 2021


Only through proper training can one face the mental adversity imposed by polluting materials.

Our ecosystem cannot be based in the aftermath of contingent recycling or upcycling, as this has such a small impact in our understanding of the problem and public awareness, that it is almost imperceptible in comparison with what a trained individual can activate.

We demand solar panels, new materials and renewable energy sources. Unfortunately we are only recycling concepts and neglecting that what we are doing is really proposing innovative ways to prolong the same energy conundrums that led us to the present state of things. And all of this while ethically regulating waste politics.

The truly sad thing is that we believe we know everything about climate change, pollution and the subsequent story of renewal and solvable times.

Storms, fires and floods are nothing compared with the political problem in hands: the one about the change we need to implement through proper training and individual positioning to achieve a collective solution.

The fossil fuel industry is thriving on political power and not on materials.

This tunnelling concept prevents us to realise that a solution is achievable at our doorstep and not in a colonised council of a territorial government. We must politicise in order to overcome old politics. We have to start from the organisation of our individual self, thus acknowledging our collective reposition and, organically aligning others to the notion of eat, live, buy, be, better.

Empowering comes from creating momentum, to position and train people, around this need for a new deal with ourselves.

May 28, 2021

Dentro ou fora do erro, não interessa.

Antes olhar pela minha janela de oportunidade, aberta, e nesse arejamento para um novo jardim, é claro. Que frescura matinal a que me invade, despe e enamora. É tanto quanto a carícia que devolvo por somente a sentir. É um toque subtil que nem sempre sinto, que por vezes admito e que desejo, tanto quanto possível, mas que nem sempre consigo alcançar. Sinto-me um fruto, pronto a ser colhido.

Importa manter o comportamento que me constrói, e por isso, mesmo errático, deambulo, derivo e divirjo.

May 19, 2021

Living within the boundaries of fiction, conjuring the heist of reality, an utopia, mostly drugged on capitals…

A fictional tale, about a fictional tale, incepted, provisioned by the only kleptomaniac one cannot accuse of, a reflex of our own demise.

May 3, 2021

A exceção não confirma a regra, pois se não, a exceção arrebata a normalidade, seja pela derrota, seja pela vitória.

Há dias assim, onde a normalidade é a regra dos comuns, é pessoal, mas não representa a excêntrica forma de ser e estar de alguns, só evita decifrar o amparo de mente, que esses mesmos, rejeitam ao renascer.

April 26, 2021

É no Regresso que se figura uma oportunidade inquestionável de Reabilitar a relação humana com a escola.

Professores, alunos, famílias, agrupamentos, associações, direções e sindicatos devem ser assumir criteriosamente o seu papel individual neste assunto. É necessário Reposicionar a abordagem metodológica, reciclando o processo presencial e posicionando o meio digital. Desta forma é possível garantir como resultado um ensino eficaz, acessível e distribuído, ativando corretamente a comunidade implicada na pedagogia do amanhã.

Novas abordagens metodológicas e processuais podem ativar não só a curiosidade individual, mas também a política de criação coletiva, onde o local do costume, a escola, evoluiu para um novo lugar, ao jeito da casa de um povo, ao serviço da comunidade. É aqui que se pressupõe o lugar onde se ensina, se formam competências e se treinam certas habilidades. O poder deste local é imenso e deve acumular ainda a possibilidade da educação dos alunos, dos professores e de todos os envolvidos no processo.

Transformar a escola num lugar onde o estudo se pratica, tanto quanto a formação e o treino.

É necessário a ajuda dos professores, que precisam sair das lutas e das divisões sindicais e focar-se no bem mais precioso do nosso país, os jovens e o seu futuro. É necessário aproveitar as férias para mudar a forma de encarar a escola pelos alunos. É necessário implicar os professores e os pais, na abordagem e na renovação das ligações de cumplicidade alargada no apoio e na construção de uma comunidade participante e real.

É preciso aplicar a solução a partir da análise do problema.

April 6, 2021

It’s what I am, it’s why I do it, it’s how I know myself to be who I am, wherever I may roam.

April 4, 2021

O mundo chegou ao limite do que é possível entender da humanidade. Resta-nos avançar para uma nova etapa, assente no que ainda temos por descobrir, a partir da solidariedade, respeito e admiração cultural.

April 1, 2021

Como proteger as pessoas de si próprias?

Polícia, lei ou formação?

O treino pode resolver as lacunas individuais com uma perspectiva correctiva e coletiva.

March 27, 2021

Todos temos mecanismos de defesa: uns mais, outros menos, uns mais fortes, outros menos, mas todos temos.

Por isso nos dedicamos a atacar.

March 24, 2021

I feel the transition of our anthropological sense migrating to a digital world, where we can be a functional human being, while being completely fictional.

March 24, 2021

Há quem aceite, quem negue, quem reduza, quem aumente; há até quem ache bem o que acontece em tanto mal…

Há quem se prepare para o fim do mundo e, há quem espere voltar ao normal.

Há pouco quem aproveite a oportunidade para melhorar a todos a visão do amanhã.

March 22, 2021

Estamos prontos para mudar. A altura é a certa, o momento da evolução é este. Prosperar implica a realização mais profunda da vida de cada um, emagrecer…

Gordos.

March 19, 2021

Um título não me serve de nada, excepto na douta paradoxia de alguém que no mesmo do mesmo, as condições para resolver a existência de tais contradições.

Colocado, inquieto, feliz por mais um desafio.

March 15, 2021

The amount we waste on nothing, when all we need is time.

Usually spent on frivolous entertainment, without any visible result, uncompromising and disposable informational sessions of pure nothing.

Spend more time on your self, your close family and friends, on your education, training and position.

March 11, 2021

It never was anxiety, it was, unquestionably, restlessness.

I have faced death, loss, violence, sadness, despair, drama and obsoletion.

Looking back, I can identify a common definition of anxiety but, giving it a second look, I can now see and translate those events in a deeper view of the moment: I never stopped.

Never got stranded, ever got immobilised in more than a fraction, a protective synapse, and this changes everything! It’s not anxiety. Anxiety incapacitates, and I never felt stronger than during the event (obviously sensing the adrenal/hormonal decay immediately after) but I always fell into a mature acknowledgement of my own personal strengths and weaknesses.

I’m not an alien, I just have built the tools to look at things in spacetime differently.

March 2, 2021

A written description of the fundamental necessity to acknowledge the existence of a manifesto, without manifesting any conflicting intention, classification, while denoting partiality as an obvious human condition.

Being a clear and conspicuous stand on a given subject, visible and evident to the broadest range of every body of knowledge and cultural participation, this observation is clearly undeclaring a new set of motivational values and perspectives beyond the implicit principles of a positioned view on individual ethic, moral and value of political importance.

Through design education, design practice and the ecology of the field itself, one can interpolate anthropology within the social tools of engagement in a political position of relevance, not only in each individual absent position but also within the dynamics of the collective settlement.

This is an incitation to become and not a conditional text of what you should be by now.

March 1, 2021

Polinary state, June 8, 2020

” We are either for or against, pro or contra, agree or disagree…!
Consider this : you are 50% predictable and so is the other part.
Consider this : do something innovative, unexpected, arrogantly humble and simple.
Consider this instead of numerous predictable actions, mostly historically based point of views immediately obsolete from the start, in which you can only state the obvious. Everybody knows the outcome of our actions by now. We have sufficient data to know the result of most of our behaviours and yet we keep expecting a different result repeating over and over the same procedure…
For a moment, think on how you can stop racesexgender discrimination, inequality, privilege, patriarchy, etc… with something as simple as a whisper, inaction, color, overall kindness, rest, ecology, pedagogy and most of all with proper training!!! … An infinite number of advanced techniques of human and social engagement with one another instead of the usual escalation of despair and aggressiveness.
Take a step back, or even better, take a steep without any known direction and stop. Think ominously and reflect on that sensation of engulfing the energy from life itself just to give it all away! Once, to the ones who are not yet prepared to know how to receive it ( or achieve it ) and repeat till the day you become dust.
Rest, and become an agent of the unknown, of the absence of classification.
Binary is not enough to make it worth.
Evolve into the polinary state of your self.


#arbitrary#being#binary#Energy#evolution#life#polinary#positioning#State#thinking#Transitions

In this recent critical analysis about the states of the emitter/receptor/emotional message, one can >position< itself individually in a collective sphere of influence but also of absent creative participation. I propose through >recognition< that we find what we are searching for, interpolating individual and collective >expansions< embedded in the biological connection our ethics have with the Anthropocene. We have to achieve an amateur >pedagogical< context, by introducing core technical arguments such as heritage/ethnography/anthropology in our politics of commission and creation. Curation has fallen into the art of deception, hoarding states of perception and intellectual manipulation in a patriarchal state of ironic sympathy. Only by proposing new states, favourable unequivocally to integration-participation, can we refurbish our dissociation with the intrinsic value of art and culture, change. A solution can present itself in many different frameworks, but solving problems universally with new rules is not my preferred choice, but rather a universal toolkit for solving individual problems, unclassified and omnidirectional, without any given origin except the relation each individual has with himself, the problem and the collective.

This inherently translates my vision for the evolution of the politics of production, for not only the design community, but also to definitely propose the decision process as a >methodological system< of creation through decision, for all. I am asking for your knowledge in order to align these strategies of awareness into political tactics of activation.

An opportunity of re significance through this context of pandemics and global questioning is visible in the realms of art and culture that must be potentiated through the most important instrument of communication and design, our intellectual habitat.

February 28, 2021

Também eu, me entrego, a ser lembrado pela ternura, pela dedicação e na elegante forma de me inquietar.

February 17, 2021

We are on the verge of an enormous leap forward.

1. green power is turning into a reality, with global commitments around hydrogen, wind/solar farms dissemination and the continuous propaganda over building the next gen public infrastructure, becoming increasingly audible. Key points are network hybridisation, flexibility and efficiency. Great for private companies patented technologies and fin market speculative politics.

2. travel is no more the feud of the airplane. Turning itself into a new and expensive alternative, day and night trains undeniable capillarity, and elegant implementation within the decarbonised power movement, are the political flag argument for the next version of the European federal country. The private car will never be obsolete, and ownership will never cease in a credit based capitalist economy. Public transport will become an expensive commodity, dependant of specific social inequality to become universally accessible, only made possible from the public tax funding favourite source formerly known as “middle class”.

3. quantum theory is rising, defining superposition, entanglement and interference as the pillars of our strengthened technocratic religion strategy. Supercomputing and superconductivity are the superheroes called to enforce this tactics of mass distribution to the meanders of our disparagement. Adding to hydrogen, the monopoly of graphene and lithium will be the bases of our own polytheist financial oblivion as a global culture dedicated to hoarding resources.

4. anthropology, ethnography and social theory (AESTH) as a whole is more and more disseminated outside the privileged circles of pseudo intellectuals and academic tycoons. Large bodies of knowledge are increasingly available through social media and public infrastructure, thus giving all the possibility of information, interpretation and training. ETHICS play a fundamental role explaining why no one cares, or participate and is not at all a carrier of our spacetime as a global culture. This collective lack of individual positioning affects moral and will decay into the universal norm giving colonised thought enough context to bloom.

5. pandemic as an igniter makes nationalism a catalyst, and we found the epistemologies of conflict among the rise of nations, groups, classes, race, regions and countries. This religion of economic proportions disseminates the prejudice of divisions and individual collectives as if we are all born equals only to be limited to the space we are allowed to live in. This lack of relation with the anthropocene is beating our personal shores, eroding the process of self knowledge, removing therefor the most basic form of construction, free instinctive wandering.

I take this opportunity to invoke my inner oracle, ontologically connected to the poli dimensional movement I am able to represent in your immediate reflexion. This/my way of looking into the how to be, condensed in a manner of what to be, stepping back within the conundrum of who to be, when we are preferably related to what we do, justifies the vision of decline, of meta erosion, of methodological decay and proclaims the virtuous claim of a revolution. The exchange for another new, a status, is now still a prevolution, capable and ready to be made real, inside the theory of position and omnidiretional thought.

February 15, 2021

O tempo perdeu o tempo de estar e assim me segue, sem tempo, sequer, para eu ver esse tempo a passar.

February 15, 2021

Love is blind, and sometimes it should be a little bit deaf.

February 14, 2021

Quando me recordo de alguém que não me é próximo, pela notícia da sua morte, sou invadido pela certeza da distância ser, em suma, o catalisador da falta de urbanidade e relação social entre humanos. Estar por estar não é critério, mas antes a leviandade de uma vida ausente e demente na sua forma insana de criar uma parte do nosso mundo.

Ligar mentes, com pontes de querer, bem e simples, não tem comparação com o muito, esse vazio que contrai. A falsidade, um defeitio comum aos tempos crus do agora, é um valor subliminar e presente, neste presente que nos desliga por muito mais que nos chamemos de amigos.

Por vezes, sinto-me próximo de quem não conheço em pessoa, e na música tenho muitos amigos.

February 12, 2021

Stop talking about sex and gender, male and female and start seeing humans, that have to be respected (and respect back), even if you don’t accept their choices. It’s not your business to decide other people’s life, that should be intimate and private, tho…

Refrain yourselves.

February 12, 2021

“Liberdade para todos.
Liberdade de escolha e decisão!!!

… pandemia.

“Estão doidos???!
Liberdade para as pessoas?!?!?
Elas não sabem, nem querem tomar decisões!

Pessoas…

“Digam lá o que é para fazer, para as pessoas decidirem se vão cumprir o que é melhor para elas…

February 2, 2021

Porque decidimos mentir?

Talvez seja porque queremos enganar, talvez seja por insegurança.
Ignorância ou desconhecimento também podem ser identificados nos termos da mentira, mas mais raramente.

O que mais identifico é sem dúvida o logro, o embuste, o desvio, a devassa da verdade, deliberada e consciente.

É uma clara falta de correspondência com a realidade, e aqui divide-se, nos que veem o que querem ver, sem contexto do ambiente, e nos que recusam ver e concordar com a óbvia falta de visão.

February 1, 2021

Quando tudo está mal, tudo é mau e só depende de nós.

Quando isto que nos rodeia é causado pelo mais simples descuidado, negado pela desatenção em quem o provocou sermos nós.

Quando o privilégio (?) do conforto em sequer viver, não é reconhecido à mesa farta, dessa falta de reconhecer que a liberdade é total.

Quando se grita por mais… quando se desperdiça o que já se tem.

Quando tudo é garantido, nada se considera, nada se conquista, tudo perde sabor.

Quando o argumento bacoco, ignorante, violento e criminal é o discurso fluído dos maiores e da sua maioria.

Quando achamos que estamos fora e afinal somos iguais. Diferentes mas iguais. Todos iguais não somos. Somos diferentes. Todos.

Quando nos focamos na critério de base e nem percebemos que isso é dado adquirido, universal e não pode ser comparado, é a base.

Quando paramos para pensar e não pensamos.

Quando tudo é exterior a nós e deixamos de nos posicionar a partir de dentro.

January 21, 2021

This year is the 42nd year since my birth, and I am, as we all are, having less than few reasons to acknowledge any type of celebration.

Recently ( as of the last half a dozen years) I have stopped looking at the day of my birth as a reason to commemorate, at least in a specific date, and together with the ones that are closer to me. It doesn’t mean I’m not close to them, or that I’m not having a sense of age, of maturity or all of the perks of a healthy prolonged existence but rather, that I have stopped looking at a Gregorian measure as a way to define age.

Celebrations became instead an open experience on perfectly random occasions that happen without any predicted chronological stamp and instead from the simple fortuitous way of the happenings happening as they happen. In this way, I can say I had more special occasions in my recent period as a celibate with those who are the ones really close to me, that in the years I’ve been celebrating my birth repeatedly within the yearly cycle – I can surely find one or two exceptions but that is not the point.

This approach, and I can share this uncompromisingly with you, is giving me an extra charge about the way I can summon my strength and resilience, facing these strange times of pandemic proportions. Expectations are dealt within a daily/possibility base, therefore removing the date as a compromise in the social equation. Only if possible, today or tomorrow, sometimes on weekends, but never in a medium/long term assumption of a reunion. Simple organic behaviours, steadily becoming procedural structures of new interactions, expectations and ambitions. On the plus side, these natural quarantine periods became a strong advocate for health & safety and even relational protection. It was my decision, initially taken as a disappointment to all who are part of my private and personal life – familiar or not – but this is just the way they know I’m living my life : according to my own free will and time.

They accept it ( choices and ways of living ) because they have reciprocity, random organic and always when ( safely ) possible. There’s still a strange balance in this that I’m trying to describe to myself, but it is as if I’m always available to be what others expect of me, without being always predictable and nonetheless, being cared and accepted as having this intermittent way of requesting organic engagements rather than periodic social commitment. Being single and having no children, gives me the opportunity to have this type of “life choice” and “social engagement” but also gives me the responsibility to cope with my own predicaments, alone. Living the pandemics alone is no easy task and I can assure you that I take the alone definition pretty seriously. My parents need me to and my view of being part of the solution strengthens my resolve.

I considered myself as being trained on how to be alone and therefore, able to face problems as the need to have simple and practical solutions, without disregarding complexity and awareness of topic and intelectual growth. I can face a crisis with my own personal tools and when I find myself in need I can find support in the realms of the social circle I described above. This call is rare, and mostly due to the need to share a broader spectrum of emotions than rather sharing any type of social weight in the form of a problem.

This system has a direct side effect on them by transforming my presence as if I am an unshakable pilar of strength when I’m not. At least that is how they act upon me when we keep celebrating life regularly with the openness, and kindness of acceptance, even when I ( rarely ) share my insecurities and existencial doubts.

Alone, but together, from afar and yet close enough to keep a private life socially healthy and available to prosper and evolve. This is been the key to consider this a bearable period in this unbearable pandemic times. It’s like as if we have been training to tackle individual needs as a strong social ensemble, embed in a time which blurs everything that each one of us needs as the motivation to continue life.

Analogically there is where fortytwode comes in and strengthens the word fortitude with my age : forty two.

Fortitude is there all along, deep in the relation I have with seclusion, distance, sacrifice and still being able to be a social and healthy human being, specially in face of pain and adversity. This courageous choice of mine has so many good consequences on me and on the ones around me ( proving how strong one can be when facing a challenge ) that by simply acknowledging and sharing it publicly is the best way to celebrate my life.
Strangely, around my 42nd birth day.

January 20, 2021

People are dying. People are buying bitcoin. People are planning the next trip. People are spending online. People are divorcing. People are bending the system. People are lazy. People…

January 5, 2021

January 1, 2021

We have to enjoy a full time occupation. We have to start with being human.

January 1, 2021

Há uma altura em que o especialista não chega. Este, afetado pelas visão de túnel do seu próprio campo de especialidade, esquece inocentemente que o mundo tem variáveis além do (seu) horizonte conhecido, por vezes até insuspeito ou subliminar, e que isso afeta a raíz da solução tanto quando a leitura do problema.

December 28, 2020

We are parasites, members of a dystopian social embankment, hoarding debris and forcing ourselves into the natural habitat, ordaining it’s destruction from the egomaniac collective being, residing comfortably inside our opinions.

We are gods, tyrant rulers of an infinite path of categorised predicaments as of their implicit destruction, lubricated by hypocrisy and disdain, envy, and all of those injustices we can think of, inflicted to the ones who gave their evolution for us to simply achieve conscience and be able to expresse our thoughts.

We are humans, when we propose to others the same way we have, by enforcing our individually achieved personal state, the one when we became a means to a productive end, a good of no capital but to the self and the previous reference cycle, acknowledging it, and still, (why..?) try to get it through.

We are dust, chemically active and physically possible. We are a sort of thing fiction cannot propose except when we define it as reality. We are beautiful, ugly and of all that at the same spacetime context. We are unable to escape a position we defined, by living our life inside this society, and also by consent to each of our ( supposedly given by chance ) ethnographic region.

so anthropologically advanced and still not being able to deflect the differences between wanting to be an indistinct mass of individuals or a specific set of individual connections

I am what I am and I dare to make no judgment. I have made the observation from my own perception and that’s what I am here to contemplate. I brag only on the fact that I see and that I am able to accept the opportunity to pay it forward, from the first intellect capable of being named that way, and into the next presumably functional intelligible one – in spite of their quandary.

We thrive, because we simply cannot stop. In this way, I’m sure there’s room for a purge of some sort, one in which we can accept all others and all things from deep within ourselves. This is made possible only if peace and understanding does not have to concur with any of those predicaments we established to ensure the easiest way to destruction. I find it invigorating to think of it as a peaceful process of slow but decided resolution – both of passed things and things from the past – in which we settle the bases for a better tomorrow.

This is not my wish, this is what I work for everyday, and will work for, as long as I have my strengths – when they leave me I’m sure you’ve read this already.

December 25, 2020

Bragging is like having pity on self esteem.

People deserted silence while searching for peer pressure when they don’t need it. Calm, confident and assured individuals are getting harder to find because their vocabulary is coming from an exterior voice that resonates only the group acceptance.

December 8, 2020

Uma vez ou as vezes restantes…? Cada um escolhe por si.

December 4, 2020

Aceitei a saga do pensamento, resoluto e destemido, como se só da minha coragem pudesse existir. Como se de uma fé irónica se tratasse, destacada pela realidade em querer pertencer aos demais.

Esta viagem pessoal, encadeia tempo e espaço, pessoal e coletivo, numa noção de cultura em constante construção e faz-me pensar em todos os modernos ignorantes que agora são urbanos, muito mais que os provençais.

Que os há, há.

December 2, 2020

1920, não havia testes, nem pagos.

2020, os testes são o bem mais precioso, e são pagos.

2120, que desumanidade pensar que só se tem acesso a pagar pela tecnologia do bem comum.

2220, e pensar que à bem pouco tempo ainda se precisava de dinheiro para sequer viver.

November 15, 2020

A técnica do desenho não prevalece sobre o desenho da técnica.

Espaços, precisam de técnica, é certo, mas a arquitectura faz-se do desígnio, na mais profunda sensibilidade do habitat. Faz-se a partir desse estudo cultural do signo antropológico em permanente evolução.

November 15, 2020

Houve um dia como todos os outros.
Mais a norte mas igual. Foi um dia passado onde quase já nem se distingue a fronteira da vila. É lá, onde se encontra uma âncora, como nessa palavra que trocamos desde sempre e entre nós, sobre o nosso vizinho. Por ali, trauteamos siempre unas piadas, rimos e gostamos.

Da chuva, podemos chamá-la de miudinha, de molha tolos. Do céu, veio um tom cinza e alguns medos; destes que não se sabe muito bem como lidar ( cheios de vírus e de receios do presente ). Mas mais do que um dia estranho de verão, estava um dia solto entre nós. Apesar disso, a atmosfera estava carregada. Era bem visível na expressão barométrica que cada um que cruzou connosco trazia. As caras não mentem, e nessa altura a nossa estava ligeira, quase alegre, por estarmos ali, juntos, só a passear.

Mesmo assim o tempo, foi na praia que o passeio começou.
Por um caminho que agora é fácil percorrer, e do qual já nem onde se sabe bem o fim, nem quem o faz. Começou limpo e direto, num passo calmo e sem destino. Pelo passeio, o da rua, o que pode ser visto ao longe, num tom bem marcado, num decoro urbano até propício. Obrigado pelos vidros de cor e alguns pontos de paragem que rematam a paisagem. Muito simples. Bom.

Contudo, o caminho não foi sempre assim.
Primeiro, porque há partes que afinal desaparecem. Depois, porque temos por hábito fugir do caminho traçado. Este dia não foi exceção, por culpa e de repente, fugimos da capela que se obriga na visita do caminho. Procuramos sempre pelos trilhos das cabras, na pista das suas caganitas ainda brilhantes. Encontramos um belo rebanho com duas separadas e às marradas. Com cheiro de animal e relva recém comida, deu-se uso às botas e como se de uma surpresa de tratasse o caminho faz-se bruma. Rola com o vento frio, que por acaso não estava assim tão contente e faz-nos sentir pequenos, como só o mundo sabe como cria condições de gente. Pedras, irregulares, fazem o caminho mais difícil. A chuva volta e negoceia com o danado casaco o insuportável calor do corpo na humidade da primeira hora de caminhada. O caminho reaparece e assim, decidimos aumentar o passo. Surge no horizonte o objetivo a ganhar para o almoço fora, bem merecido, neste dia de descanso estival. Vamos ao lado de lá, dizer olá do rio ao nuestro vizinho habitual.

Vamos. E continuamos a andar.
Sem arfar, que de velhos estamos pouco, e seguimos num ritmo andante. Lá, fomos. Adoro fazer assim, sair e seguir, sem destino ou plano, sem compromisso que não a contemplar o meu mundo, que hoje se também se fez nosso. Pelo mar, junto, mas também a rodar pela linha de ferro. A ver nas curvas do trilho as histórias de quem por lá passa e de quem de lá vem. Mas também, as de quem de lá é ou de quem de lá gostava de ser. Marcantes, também estes encontros são como os passos : consecutivos e sempre numa direção original.

Hortas,
quintais,
fachadas
e assuntos fulcrais.
Humanidades,
que entre nós
são temas normais.

Neste tom quase dava para cancioneiro, mas até nisso às vezes jogamos, a dois. É só para desafiar e espicaçar a memória. Não seja assim, e perdemos a hipótese de cuidar, de manter a mente e o corpo num só músculo vivo.

Distraídos, damos pelo caminho dividido. Passado o sítio do banhista, acaba a ligação ao mar e temos que voltar à estrada para seguir o trilho do caminhante ou então voltar. Mas, aqui há caminho, pelo pinhal. Onde será que acaba? Óh!

Vamos.

Neste início, acabam os carros.
Mau era, se no pinhal há carros, mas há trilhos de outros assim. Um par, de volta ao urbano deixa-nos essa ideia para trás. Filha instalada no banco, a mala aberta de tralhas que tais e a saída para outro lugar de estar. Um schnitzel brinca vivaço por perto de um rapaz, por coincidência meu conhecido dos tempos de curso.

Seguimos normais e cedo deslumbrados, quase ofegantes, excitados, mas pelo cenário que sempre procuramos, o do tema natural. É por isto que sinto que sou de fácil agrado. Basta pouco e bom, natural e feito pelo tempo e estou em modo de gostar. Ahhhh. Parece mentira. Como viemos aqui dar. Olha, cheira, que maravilha. Que calor. Este casaco, agora à cintura. Sem vento. Raízes, caruma, os finos e afinal triângulos que caem aos nossos pés. Pássaros, barulhos típicos de conversas com tópico naturais. Um tónus da mente, essa massagem pela mensagem do olhar. Assoberbados, de novo, pelo génio do lugar.

Parámos.

Um assobio, um grito e aflito. Uma chamada, de homem. Um pedido de ordem. Passos em trote. Corrida desesperada. O que se passa? Pára. O radar faz a cabeça rodar. Um desafio! Oupa. Que se passa? Ouve! Schhhh. Psst, olha. Quem vem até nós? O que é? Ouve. Deve ser… É.

Anda cá! Schiu. Que imagem gravada em mim. Cheira. As costas da mão. Pára. Junto. Perna, perto. Agarrou. Colo. Protegeu. Acalmou. Parou. Lambeu. Afagou. Pronto…

Fiquei pura e simplesmente parado.
Extasiado e completo.
Esta mulher surpreendente, surpreendeu-me de novo.
Que coisa mais simples de ver e no entanto tão natural nela. Nunca me enganou, digo-lhe tantas vezes : tens tanto de mulher bela como de bela mulher. Naquele pinhal, naquele dia de verão, onde até o céu se abriu por momentos, e luziu até ao chão, vi o que não esperava ver mas que de surpresa teve só o momento.

Devolveu, e o rapaz nem percebeu, o que ali bem se passou.

A calma, o domínio da situação.
Um animal, em fuga, dissuadido pela elegância do seu poder, magnânimo. Que benevolência natural, um animal, desconhecido e possível de fazer mal. Um animal que encontrou nesta mulher o abraço do carinho sem pedir igual. Já nem sei se macho se fêmea, se raça sequer interessa, porte ou afins, mas por certo é, que fiquei na ideia da potência maternal. És mãe. És perfeitamente admirável. És um fenómeno natural.

Forte como só um forte no meio do mar.
Mesmo no centro, no pico da foz, fundeias pelas ancas rígidas de portento e semeias o teu poder ao vento. É nele que navega o teu cheiro e eu sorvo-o à distância,
pois nem só de vista te percebo
e sei como me desprotejo
da tua maresia
e me encanto.
Assim me deixas inanimado,

húmido e tolhido,
colhido pela tua beleza em ser,
só tu.

Ni.

Continuamos, para ganhar o farnel.
Até outra ponta, onde cheiramos o rio.
Decidimos andar, vimos os barcos,
mesmo sabendo não haver destino de estio.

Passamos no meio de gente
perfeitamente sozinhos,
nós não os outros,
e voltamos de comboio,
porque de vinte já ia a conta
e de memórias gostamos tanto.

Voltamos ao nosso dia,
que ganhamos só por existir.

November 13, 2020

São dias assim
que me fazem pensar,
que só um homem cansado
sabe como descansar.

São dias destes
que se fazem inteiros num momento,
que se libertam aos ventos, lestos,
os motivos de tamanho tormento.

São dias claros,
feitos da luz que os acompanha,
simples portentos
de quem declara,
o amanhã.

November 10, 2020

Voltar à normalidade ou aproveitar a oportunidade para começar de novo? Nem sei porque há dúvidas.

November 3, 2020

Vive a pandemia, vive na pandemia ou sobrevive à pandemia.

October 29, 2020

Discuss unbuilt projects, methodologic systems, research in a commercial practice environment, polymathic practices, decolonising architectural training, contextual positioning, architect’s ego, architecture turn/exit and perspectives about the future of the profession.

October 26, 2020

A leitura do não verbal tomou a dimensão humana de assalto. Fez perceber que o que estava garantido, como que desapareceu debaixo dos nossos pés. Esse chão que desapareceu foi somente a realidade a anunciar-se.

October 25, 2020

Start decolonising methodologies. Defund academic endogamy. Stop conditional knowledge. Refurbish pedagogy. Position systems. Prosper.

October 23, 2020

The opportunity to question what’s instituted and the institutions.

October 18, 2020

O design enquanto disciplina é obra de uma elite intelectual, informada, interessada e participante. O design enquanto manifestação é facilmente confundido com o resultado prático e seguro da solução visual. A metodologia corrente da passividade institucional sobre este assunto não irá transformar um assunto de nicho para uma realidade/generalidade no curto prazo ( ou sequer alterar essa relação de acesso e difusão ). Há quem não queira saber do futebol como há quem não queira saber quem, por comparação a um cão de rua, sugeriu o cinismo como doutrina.

October 18, 2020

Cada dia que passa o dinheiro toma diferentes formas para mim. Pensava eu que as realidades conhecidas de certos objetos, nomeadamente a forma reconhecível do dinheiro, não seriam nunca questionáveis no uso e função. Mas são.

Enganei-me, ou aprendi, não interessa, o que interessa é que a “forma” do dinheiro para mim, mudou. Deixou de ser uma única estrutura de matéria visível, representado as fronteiras e todos os outros limites impostos pela sua presença e passou a ser um conceito abstrato de relativa importância e uso.

Prefiro ter água comigo do que o bolso cheio de notas, pois dependo continuamente da primeira matéria, tanto quanto relativizo a necessidade e a intermitência da segunda.

O dinheiro é um conceito e não um bem, valor, ou comodidade. É um limite, uma condição e uma realidade incontornável para nos deslocarmos sequer no nosso mundo próximo. Mas é também possível de identificar e relativizar. É possível de evitar e propor alternar.

Será esta a primeira oportunidade em que desvendamos a imagem real do mundo. Sem a sua presença percebemos que é necessário somente para que não tem mais nenhuma opção disponível. É desnecessário numa proporção maior do que alguns vez imaginamos e quando assim é os valores maiores que o dinheiro assumem o seu papel individual.

Solidariedade, bondade, empatia e simpatia, cordialidade, urbanidade e cidadania, educação, formação e treino, humildade, dedicação e profissionalismo. Honestidade. Estes são alguns dos meus valores, os principais e impossíveis de comparar em valor com o dinheiro. São estes os meus bens, que guardo e faço render.

São estes os meus valores e a minha fonte de riqueza e que assim me considero e chamo de rico pois esta é a nossa verdadeira riqueza ò Júlia…

October 17, 2020

O egoísmo consumista, supérfluo, superficial, recorrente e transversal, ausentou do espírito o sacrifício.

Perante o novo normal, o sacrifício é só a forma de cuidar, proteger e garantir a liberdade de todos pelo nosso próprio exercício consciente e individual.

Reivindica-se a liberdade pelo barulho dos inconsequentes criminosos que levarão essa virtude à podridão, decadência e morte do princípio básico da vida social, o respeito do meio pelo meio em que nos inserimos e prosperamos.

Assim o prejuízo é maior.

October 11, 2020

A realidade como simulação representa adequadamente a luta entre o presente cognitivo e o acontecimento futuro no passado efetivo. Esta relação de causalidades, ancorada na noção de limite da velocidade da luz e da sua inultrapassável constante de tempo, massa e energia, não me serve.

Para o mundo, esta evidência é um engarrafamento claro entre sinapses e as oportunidades credíveis de avanço e progressão.

Para mim é a ausência de posicionamento crítico, individual, onde o intelecto e a matéria convivem numa velocidade espacial de progressão constante entre a superposição quântica e o inimaginável cenário cosmológico.

A mim, interessa-me a interferência do meu corpo com o interface sensorial dessa realidade consciente e emocional.

Neste contexto mundano, sou relativo à minha massa e energia, sou dinâmico e movimento-me.

Estas regras satisfazem-se somente pelo meu corpo.

October 7, 2020

Há tanta gente que ama e tão pouca a saber amar.

September 30, 2020

Saudade, melancolia, marasmo, taciturno, bucólico, romântico, são termos apropriados pela maioria para descrever o outono. Talvez seja pela luz, chuva, temperatura ou primeiras tormentas… Decididamente é pelo tempo que agora somos “obrigados” a passar em casa, dentro dos horários urbanos, abrigados e em preparação do pior que está para vir, o inverno. Racionalmente, percebo a questão, principalmente porque o precedente é o oposto, onde geralmente se usam termos como liberdade, atividade, exuberante, estival, alegria, frescura. Acho interessante a perspetiva negativa, depressiva e opressora do estilo de vida ideal que certos humanos têm desta altura do ano.

Essa transição comparativa é em si o grande catalista emocional da época : uma influência do meio, uma circunstância ritual onde identificamos que estamos a passar de um estado para o outro e onde o nosso conforto físico e mental vem instintivamente ao de cima. Também podemos observar o impacto ( bem menor ) que esta transição tem em ambiente urbano, onde até o clima parece regulado. O conforto desta vida ( urbana ) nem sempre é dependente da meteorologia : uma chuvita aqui e ali, um vento mais forte e tal mas, o passeio, a rua e o modo de habitar continua disponível e a funcionar, por isso, nada afeta ou muda.

Ora, fora do contexto urbano, o cenário é diferente. Em aglomerados médios a definição de urbano permanece, mas daqui para menos tudo muda.

A primeira diferença começa no verão, onde o desprestígio da sobrevivência animal ( humano/não ) não dura o tempo das férias normais.

Segundo, a reclusão acontece em grupo, de uma forma comunitária e preventiva.

Terceiro, esta hibernação forçada garante o tempo de purga que o humano urbano não se sabe proporcionar, e que tanta falta lhe faz. Este tempo para si, ti ou para o eu, é um tempo que garante a força necessária para receber a estação que está por vir e aí sim, garantir a preservação basilar da existência individual nesta certa realidade. Em ambiente urbano persiste o desprestígio desta realidade, principalmente pela garantia proporcionada pelo ambiente circundante, onde tudo é dado como adquirido e se na sua falta, basta passar a tema de revindicação para tudo se normalizar.

Já não sabemos sobreviver e isso é que é o nosso habitat natural. Obviamente que não comparo com o tempo de fugir das bestas para não sermos comidos, mas consigo afirmar que quem “come da terra” está a desaparecer. Falo então do ciclo, da doutrina, da rotina e da comunhão natural com o meio, do domínio do habitat pretendido, não pela subjugação do material e da técnica que só o humano impõe pelo engenho, mas pela ecologia do tempo, do ambiente e da necessidade proporcional ao esforço disponível. Tudo agora é demais, é exagerado, é feito para infligir dano, dolo e destruição.

A equação é esta : o contexto sazonal, a condição existencial, o ato convivial e a subjugação do meio, condição do habitat, pela razão da sobrevivência.

O resultado é um factor mínimo para muitos, com taxa de crescimento exponencial para todos e que certamente alguns vão musealizar neste texto num outono do próximo tempo. Vamos todos ser agricultores, trocar cereais entre nós e artesanato às noites, calmas pela ausência da informação digital! Claro que não, os tempos mudaram, e a nossa adaptação foi por adoração. Deixamo-nos ir nessa crença do progresso a qualquer custo. Passamos a notar menos porque tudo tem menos impacto neste ambiente urbano e social.

Basta sair da esfera da cidade para se perceber como isto é óbvio, claro e fundamental. Essa saída não precisa ser física, basta uma cidade capaz de pensar assim enquanto acompanha o raciocínio proporcionado pela dita equação.

Neste tom, significativamente nostálgico, posso cair na razão do que estou a argumentar diferente, mas se pensarem que as minhas férias se passam assim, talvez concordem com o que desperto e incito a rever. Deixem lá o verão passar porque o tempo de viver não escolhe estação, nem lugar, escolhe somente a ética do ser, na humanidade do querer, algo melhor para mim, que só assim pode ser para todos.

September 28, 2020

Já nem sei se me estou a despedir ou se me estou a apresentar. Nem interessa, sou só eu.

September 28, 2020

Life is not a binary implementation of a past vision, of values and hysterical societies. Life is a multiple set of layers, opportunities and experimental at its core, in which individuals positions fundamental decisions about existence and absence.

September 27, 2020

Olhar para dentro, recusar o modo de olhar para fora, o desse desdém que já nem incomoda.

September 26, 2020

Num recente exercício em que a marca Porto foi convocada, identifiquei a oportunidade em aplicar um raciocínio inovador e construído a partir da leitura crítica da evolução da marca institucional da cidade.

Uma marca de génese clássica, nominativa e com um sinal simplificado pela tipografia, composta pelo carácter universal da leitura do alfabeto latino. A utilização da moldura gráfica e do glifo é seletiva, garantindo pela necessidade da aplicabilidade, a leitura técnica adequada em dimensão e formato. Pujante, composta por aliterações em relações fonéticas, a manifestação material da marca é adequada, e serviu para mim, como o reconhecimento do quanto a marca implícita é muito mais poderosa do que o dístico explícito que a expõe. Foi elaborada por um designer gráfico e isso nota-se, pois existe só, numa ecologia decorrente norma gráfica ao invés de prosperar numa pedagogia de manual de marca onde o capítulo inicial se prolonga para os também manuais de identidade, comunicação e meios. Da leitura da publicação depreende-se essa vontade em materializar a ideia em inúmeros suportes, com bases e bases de estudo gráfico, visual e iminentemente estético.

Este foi o racional que apoiou o exercício : como ir além do implícito. Mais, como trazer para o conhecimento geral todo o conjunto de valores, assumidos e reais, inenarráveis no sinal que ainda persiste; como e sem perder a confiança do interesse, da descoberta e do reconhecimento pela transformação óbvia da nova atividade ( peculiar ) da marca numa campanha simplória; como, sem desprender os valores instalados e continuar a focar o receptor num conjunto sentimental de argumentos que apresenta a mensagem como a própria marca e introduz um novo tipo de categorização : a emocional.

Depois do desconhecimento dar lugar à curiosidade, a desconfiança deu azo à construção de uma empatia imediata com o conteúdo da mensagem, subliminarmente ligada com a marca original ( leia-se original como no contexto da origem ) e libertou um novo conjunto de endorfinas em apoio coletivo. De tal forma que certas fundações da edilidade “abanaram” como se pretende que um “portuense” faça, sobretudo assim que vê a oportunidade em “vingar”, de novo, perante a inovação e a “adversidade”. Este “orgulho” veio imediatamente à tona e a atividade emocional deu lugar à busca de materialidades e ações concretas. Erro. É normal.

Com esta abordagem de marca não revisito a criação de uma outra marca, originária da cidade, de 2015-17 ligada à produção de cerveja e onde exploro os conceitos etnográficos regionais numa manifestação comercial de interesse turístico.

Esta é diferente, e começa na prossecução de um valor/lucro emocional que o mercado se posicionou em proporcionar e ainda ninguém veio aproveitar. A manifestação da marca emocional não pretende concorrer com o sinal gráfico, ou com campanhas isoladas, mas sim ativar um sentimento coletivo de reconhecimento individual.

Emocionante, instigadora, catalista de uma vontade em ser aquilo que pode ser e que ainda não foi até agora, a marca Porto dará agora os passos na direção certa. Sai do óbvio, ultrapassa a mera utilização do sinal e apresenta um significado realmente antropológico, social e aplicado à realidade comum, enquanto evita ser decorrente da vontade individual de um qualquer departamento pessoal.

A catarse de grupo não faz parte deste léxico, desta marca, mas sim a ponderação e a reflexão individual, pelo reconhecimento e empatia do local, pela experiência da sua própria existência e pela sua realidade. São pequenos gestos que constroem esta marca gigante e cada um dos “locais” é um suporte de comunicação potencial. Cada pedra, detalhe, carácter, são polarizações no domínio do implícito e do explícito, como veículos para esta mensagem, que se pode manifestar tanto pelo maior como pelo mais pequeno acto de genuinidade.

Pela primeira vez, efectivamente, transformar a cidade num suporte de comunicação.

Manifestações simples, pistas gráficas, visuais, etnográficas e “locais”, identificáveis, como apropriações possíveis apostadas na transfiguração do território disponível na primeira marca patrimonial de génese emocional.

Certamente o maior projeto de branding alguma vez pensado.

É assim este Porto. Ponto.

Nota : o projeto foi doado à cidade do Porto sob licença de uso e apropriação livre garantindo exclusivamente a propriedade intelectual do autor. Pandemias…

https://www.studium.pt/project/orgulhosamente-porto/

September 24, 2020

A oportunidade da evolução, não é a mesma da da mudança. Se por um lado surge a dita oportunidade e se aplica o termo de modo indiscriminado à forma como esta abertura a algo se permitir alterar é clara, por outro lado, evoluir ou mudar são termos relativamente diferentes.

Aplicados à conjuntura têm definitivamente abordagens diferentes na forma como se ajustam ao resultado esperado e como tal, logo à partida não serão termos complementares. Talvez isso não passe da dificuldade imediata em assumir que é preciso mais do que a simples definição para que a classificação correta da progressão coletiva possa ser percebida cognitivamente e irrefutavelmente. Evoluir é avançar algo existente. Mudar é alterar o curso de algo para outro processo idêntico – ou não.

Avançar algo pelo ajuste do seu trilho primário pode ser considerada uma transfiguração semântica dos significados cognitivos atuais, mas é impossível rejeitar a dificuldade em risco de assumir prevalência de resultado. Posto este risco em risco e novas oportunidades ( em si ) apresentam a força de uma nova cadeia de valor intelectual, coletivo e perseverante no domínio social da mudança pela evolução. Estamos focados nos termos individualmente e não no processo que a aglutinação de significados podem trazer disruptivamente ao resultado.

O país tem na sua história várias oportunidade em aplicar ambos os termos de maneira conveniente, mas, e por diversas condicionantes, as suas aplicações foram sendo subjugadas para um impacto diferente do possível ou até manipulativamente menor do que o esperado.

A forma como nunca fomos afetados pelo conflito em larga escala, como a nossa revolução se deu sem uma catarse violenta da ordem pública, como a(s) crise(s) económica(s) serviram unicamente para o fortalecimento do feudos políticos e industriais baseados na organizado financeira de interesses, ao invés da melhoria das condições de vida da população geral ou até, quem sabe, da criação de riqueza integrada na leitura do potencial instalado do país, defletiu a possibilidade de aproveitar sequer a noção da oportunidade básica então surgida entre tanto perdida.

Assim, nunca fomos de facto capazes de nos purgar e nivelar comparativamente com os outros (com iguais ou diferentes não interessa) com os externos (vizinhos, próximos ou distantes) e com os internos (passivos, agressivos ou corruptos). Fomos sempre aguentando a pressão da economia, da política e dos valores sociais (presentes ou em falta) com esta forma de vida pacata, submissa e boçal em que nos podemos reconhecer.

Os portugueses são assim, uma forma de estar permissiva, pacata e amistosa. São infundidos de um valor natural em perceber a taxa de esforço necessária para algo suficiente, perto da notabilidade mas sem necessidade exclusiva de o ser. É uma racionalidade instintiva que quando dissociada da culpa conservadora, do dogma boçal e aplicada um pouco como um treino de vida, irá ser deslumbrante perceber como algo perfeitamente singular. No dia em que os problemas desaparecem outros tomam o seu lugar mas existe em nós uma capacidade anormal em prosperar, aos poucos, nessa constante da existência em grupo.

Esta elegância natural, ineficiente e inconsciente no modelo Universal deixa-me últimas vezes em conflito. Se, por um lado, tenho em mim a inquietude que me constrói, por outro, fico consternado com a competência de relativização de alguns. Sem vulgaridade, é possível banalizar a grande parte do que me inquieta e a partir disso prosperar. Aceitar não é resignar e por isso um processo interno que implica o domínio dessa intenção, contrariando assim um pouco da pacatez em causa mas ao estudar a definição reparei na oportunidade de aceitar que um pouco de rebeldia também tempera esta forma de ser e coexistir entre a dimensão do termo e a sua aplicação individual.

September 23, 2020

The current global pandemic context is serving as the justification for a new instalment on how to maintain ( one of ) capitalism’s biggest trend : instigate people to thrive by keeping movement as a commodity.

This is backed by two main arguments concerning an implicit relation with time ( therefore the speed of execution and of availability/access ) and space ( concerning mostly where we produce professional activities ) with the ability to move, commute or even displace our participative capitalist habitat through the notion of mobility.

Time

I can state that 5G is not the answer to the notion of mobility : it’s only a medium in which new approaches and specifically new professionals can develop new and innovative ways to gather more and better information, establish productive connections and enhance existing opportunities to develop pre existing valuables. It’s definitely not radical, it’s possibly harmful and should not be overrated – as it is right now. We can presumptuously do more and call it “better” but only if our intellectual abilities are adjusted in tandem with the new set of digital tools and, in my opinion, they couldn’t be farther away from one another as they are right now. Nonetheless, faster, sooner, quickest are the ( wrongfully ) used terms to describe performance when they represent ignorantly the inherent vice of a poor use of time. This is ironically the status quo in which every single one of us can find comfort when describing work related positions.

We have to realise that it takes time to produce an environmental change able to conduct a forward momentum specifically aimed at surpassing the unaware state in which we can position ourselves and the ( supposed ) ethical, political and productive leaders of our time. It takes time and training, meaningful and restructured training. Prepare individuals, train groups and reset corporations into the ecology of time is an enormous task and again, takes an enormous amount of time itself to be done properly, productively and efficiently. Time is key in this context of mobility as a commodity and speed/connectivity could be the misunderstood relation between execution and process.

Space

Home, individual, collective and almost all of the different categories of living, are not prepared to be used as an indiscriminately answer to the topic. This intimate human habitat is not arranged to be fruitful in the answer to the professional activities we are discussing right now. It does not includes a mandatory set of conditions we can universally acclaim as representative of a modern day workspace. One can have a designated space with a perfect desk, state of the art digital instruments and all the broadband connectivity in the world and still, be missing the biggest asset in this home setup : the implicit mindset of the surroundings relative to the ongoing activities.

As a note take this argument as being applied to the workgroup as well as to the liberal individuals and as a generic statement, representing the need to peer recognition in order to satisfy the social urge to reward composite behaviours by expecting communal reunion routines. Again, not universal.

We have to stop thinking about working from home as a better solution for these times, comparing this with an appropriate workspace at a purpose built office. Cumulatively we cannot deny that a garden or even a public square can make us more productive than an enclosed one in certain moments or conditions. There’s a range of opportunities for us to profit from this, acknowledging first and foremost that this is not an universal truth applicable to everyone but rather a different vision, mostly driven towards a better education and in order to the accepted as a positive change within a much needed diversity in the home-habitat-work context. This is also not a services/desk only based opinion, as we can find that most of production-line workers need differential inputs in order to keep their motivation going and the diversity of spaces during work routines is a proven one. I affirm myself in line with the internal positioning proposition of a space and time relevant only for the individual in every specific task, not as an universal model or even a undisputable solution but a diversified approach to increase equilibrium, hierarchical achievements and a fruitful life-habitat-career curation.

Towards training

I am proposing that we must be trained to practice how to work hard and how to rest hard; how to identify the difference between personal life and professional character; how to utterly engage our creativity at work at its full potential even acknowledging the lack of context and adequate conditions to submit a different type of intimacy to that limited yet public community scrutiny; how space needs to be adequate to range every set of needs while uses as a definition need to be fundamentally distinct from functions in order to propose individual appropriations.

This reflects itself in an immediate need to dissect time and space as a dissertation of use and function in order to propose the context for the next level professionals. Mobility is key and connectivity is the foundation for this progression to even exist, thus considering time and space as the core instalment of this conundrum.

Despite being able to profit from mobility people prefer to settle. Despite being able to roam the entire hemisphere, remember how the agricultural revolution and individual/small proto urban settlements were dethroned by social gatherings of larger and larger scale. These behaviours are the defense mechanisms of every single ethnographic group in a defined range of identifiable anthropological tactics. Rationality led us to the development of civilisation’s biggest argument : safety within a group of equals. Race defined that we only want to be together because we need to, but I can assure you, we need to be alone most of the time. A time and space for meditation, mediation and self recognition is lacking every time we are not able to admite we should be better with ourselves in order to be better by being in a group. I admit this is a satisfying and comforting way to provide and feel the full dome of safety upon us but I also recognise we are no longer dependant of walls to defend our cities and protect our crops. It’s time to move on, accepting diversity, migrations and mobility beyond just the compulsory behaviour capitalism intended it to be. Travel, transport, move, commute, but deflect the mandatory peer acceptance of social bucket list and the ” have to visit ” politics as they are the categorisation of poor individual mental skills.

Does this mean we should consider the next step in the direction of work as a standstill in mobility? Should we engage in working from home as an evolution of a person career or can we reposition any workspace to start working from within ourselves? Should we engage in new types of social peer recognition in which we stand out and suffer estrangement from workgroups or should we try and start coworking from wherever because my position/activity is no longer geo dependant? Should develop an individual space, indifferent from physical position, established by each one of us through proper training?

It is not hard to acknowledge that even a factory worker can apply this tactics into is individual career strategy, considering time and space as training dependant in order to achieve awareness and sustain an emotional stability conducing to successful equilibrium in individual-habitat-production insight.

Maybe, we can benefit from choices, better ones, about solitude, hermitage and awareness and could become more selective about travelling and spending hours commuting, but surely this is not the point. We must reposition our own perspective on time and space and exchange the expected with the improved, starting from within, and when needed, with proper training. Despite being able to travel without moving, when we do we still don’t go anywhere with a meaningful and progressive state of mind. We travel and visit common places, because we have to and not because we want to, and work is not different in any point from this context. We rarely develop a critical knowledge of where, how and who we cross paths with.

The pandemics is not the excuse but surely can be a catalyst, not for home office and extended work hours while having family interactions in between, but for rethinking our position, value and careers into the future of a participatory workforce disconnected from the expected strain of capitalism and politics of production.

This is a methodological positioning on how to identify the conditions for a solution to be applied in a capitalist context. From home, from an office or even from an unidentified place in the world of nature, one thing that you can not argue is that we only need to work autonomously is to pre-emptively design our mindset.

September 21, 2020

Sinto-me a passar sobre o esperado.

Melhor, ultrapassar. Sim, porque passar é um acto previsível e não demonstra totalmente a superação que vivo. Este termo ( ultrapassar ) define bem o conceito de ultra, último, extremo, superior. Neste caso, superado. Ultrapassar é passar o extremo, e isso é exatamente onde me posso afirmar e situar. Acordado, dominante, vejo com clareza o que me importa e o que me implica. Dessa forma posso ser algo meu e ( aí sim ) passar para um outro estado de programação.

Programações tenho as minhas, relativas a mim e as que decididamente influenciam Outros. Também as tenho claras, as que aplicam ou impõe vontade e disso tratei em vida para que não reste dúvida de como quero viver após a minha morte. E aqui me situo. Aqui me ponho.

A minha abordagem neste ponto foi então perceber que essa singularidade, onde reconhecemos a posição individual que queremos ocupar perante este mundo, depende totalmente do contexto de originalidade, o que permite o que podemos prosperar. Sendo originalidade o ponto de origem de algo e não a diferença entre algo é também clara a distinção entre o que impomos e o que somos impostos.

Conscientes e inconscientes, por vezes misturam-se em termos e definições arrogantes da mais variada ordem, onde se demostram os limites desses termos comparativos sem qualquer valor adicionado. Um exercício social, naturalmente instintivo e sem programação original.

Originalidade é um estado programado, não é um estado natural, onde termos como vocação ou talento são as fantasias que gostamos de usar para nos afastar de o atingir. Programação é um processo original de posicionamento individual e por isso não depende de aptidões sugeridas ou outras demonstrações de arte ou ofício. Programar depende da origem, do processo e do ponto onde, a partir desse resultado, se aplicam novos processos de posicionamento e construção.

Nada disto importa noutros estados de domínio sobre certas matérias, mas para mim a metafísica impera. Quem sou e o que faço tem sido procedente sobre como sou e como faço e isso deve ser relativo também a esse estado. Para quem importa a forma, o processo não facilita, pelo contrário, impede, atrasa e por vezes não clarifica que ele existe como um ato consciente. Duração, intensidade, profundidade não podem ser evitadas para mim, a quem o processo é fundamental e o resultado é então uma evidência consequente e não o objetivo primário de qualquer acção ou atividade. É na esfera pessoal que temos menor domínio sobre este ponto, onde somente a epitome de qualquer relação é o resultado prático do momento, descurando assim o processo que o proporciona.

Neste estado em que vivo, Vivo de outra forma, procedo de origens em origens para a criação de percursos claros e evidentes do estado de ser original. Programo assim a minha vida em unidades de contacto e interações de duração, intensidade e profundidade originais, e isso é-me devolvido com a força misteriosa e clara da minha Morte.

September 18, 2020

We, as a whole, are the obstacle to prosperity. The one of the planet, the one of our children, the one of a proper cultural and diverse education. We are there invasive reason why progress needs to be adjusted to a balanced ecology of the human brain, with the human body and the inherent habitat in which we must settle as another specie.

Prevailing depends on our reasonable and responsible acts that lead us to behold a dramatically different future.

We must start with education, training and benign acceptance of our students doubts and tribulations.

September 1, 2020

Individuals are context. Even collectives are made from individual context(s), preceded by a notion of individuals collecting relations of individual recognition between them prior to a collective agreement.

This constant unification of fallacies is a simplification method that includes a deep rooted supremacist way of seeing only the macro picture. A normalisation process of the way we see the world as single race induced us to think precariously about ourselves while the globalisation and hegemonic practices of colonisation embedded in white practices were the lubricant that made it all possible.

Capitalism can be blamed, socialism too. So can global organisations and free trade, migrations and scientific exploration, war and peace have their place in this reduced argument as well. I can argue that every single thing that came after the hunter gatherer is an evolution into a common notion of collective predicaments. This is bad in a sense that the concept of the individual didn’t evolved property and should be revisited and revised.

Let’s us star by proper training, readying individuals for contextual positioning. This can be applied through experimentation of the individual decision as a process of observation from a methodology of perception. This has to be developed from a practice within the spectrum of design systems, social studies and anthropological behaviours in the perspective of the individual/collective engagement.

This is the methodologic system that proposes the individual decision as a commonality and not a universal good. This is the singular point of engagement between individual and collective engagement and not another normalisation of the spacetime I live on.

Values and practices are again an individual forward loop towards prosperity and not an achievement of the collective mind of some sort.

August 12, 2020

Vivo numa dinâmica de ciclos gravitacionais, que me impelem para lá de mim próprio. Estes são os eventos que me indicam também quem deixei ficar noutro lugar: o que me classifica provavelmente como inepto, tanto quanto como eminentemente perdulário de tudo o que (se) pode ser social.

Aliás é desta forma que afirmo que a minha velocidade aumenta relativamente e proporcionalmente à massa central numa razão de tempo percorrido e a percorrer. Expulso torrentes de relações em jactos de experiências que não deixo indiferente mas que também escolho purgar. É um cuidado próprio, uma saúde mantida pela perda consciente e salutar do avanço, da interação e da iteração.

Podia definir esta como a categoria de vida sobrante, mais como uma manutenção calma de um fim seguro, mas prefiro afirmar que do tumulto da inquietude vivo numa velocidade impossível de acompanhar, por quem já tentou e por quem ainda vai tentar.

August 10, 2020

A beleza do mundo é ele ser como é e isso nunca chegar para me apaziguar a alma.

August 6, 2020

A casa do menino azul tinha uma janela alta. Era alta porque ele tinha decidido que a queria assim. Não era grande em altura, era alta pelo sítio onde se punha a olhar para a frente. Podia ser porque podia ser ainda mais alta do que as das outras casas mas desconfio que só era alta porque a queria para se sentar no parapeito a ver as tais outras casas. A casa também era alta, tinha uma proporção desengonçada e aquela janela dava-lhe uma ar janota, interessante. Dependendo do ponto de vista a janela enquadrava a casa, tanto quanto a casa quase disputava o sítio da sua própria janela. Estranha mas interessante, era assim que ele a via, e sentava-se à tal janela a falar.

A casa era assim para o empinada, com um remate dourado em volta da janela, amarela e enquadrada por um mármore simples mas elegante. Por isto fazia pensar no valor que afinal a casa tinha, e bem que podia não ser afinal a janela a valer a casa, mas a casa a valer-se da sua própria janela. Poucos sabiam e até tinham pensado, para que servia tão alta, mas que até ali nunca tinha existido memória dela. Mas era bem bonita a janela. Dava à casa um ar convencido, dirigido, pretensioso mas humilde. Talvez existisse desde sempre, mas é certo que nunca ninguém reparou e só quando o menino decidiu que era altura de a mostrar é que todos se puseram a opinar. Fica a dúvida, na certeza que assim estava bem e que foi assim que a casa ficou melhor.

Falar nisto, faz-me pensar nessa primeira vez que fui lá e o menino azul se sentou comigo a falar, no parapeito dessa tal janela alta. Dava para ver muita coisa, não dava para ver tudo, mas dava para ver o que ele queria, e no início ele só queria falar e poder partilhar o que sabia.

– Sinto-me a mudar muito, talvez demasiado. Fico assim, angustiado. Sem susto, mas fico a pensar que mudar custa. Ando mesmo a mudar muito. Mais do que as marés mas não tanto como a lua. Mudo de tempos a tempos e sinto-o na pele. É um ritual, um ciclo que se sente na força da maré e na luz da noite. Parece um folclore pessoal, onde muda o cheiro, o toque e a noção de mim. Fico entusiasmado, mais atento que o normal e mudo. É assim.

Era desta forma que o ouvia falar de verdadeiras catarses! Às vezes nem dormia, a pensar no que seria, talvez verdade, talvez sugestão, mas que alguma coisa sentia, isso sim, não se podia negar. Ele bem tentava, até já se protegia e até afastava quem gostava, não fosse esse o modo de mudar demasiado. Via-se que se sentia diferente e isso é normal em gente mas ele não era gente assim. Trazia do início essa amargura mas mais à frente já não pensava na forma. Pensava no modo de mudar, de perder o sentido da direção e simplesmente abraçar o que sabia ser bom para si. Sim, chegou a desistir, a recusar, mas sabia que não podia negar que era assim que crescia.

August 3, 2020

The highest, largest, biggest, …. achievement is the process as a measurable product and not the result a perishable production, by an irrefutable margin.

July 31, 2020

Your expectations of me are not my responsibility to make real.

July 31, 2020

There’s a robust elegance in a thoughtful prototype that even a sublime polished result cannot compete with.

July 30, 2020

Stop solving, start creating. Endless loop.

July 29, 2020

O filho carrega os pecados do pai e só ele os pode conter na culpa ou decidir pela sua redenção.

July 29, 2020