Para mim, ensinar é aprender que o saber é primeiro uma forma de estar.

Essa posição sobre a propriedade de algo limita a minha vontade curiosa de saber sobre algo com quem ainda não acha que sabe.

Um facto, um dado, um argumento pode ser transmitido sem que isso seja limitado por um acto unívoco de ensinar.

O desconhecimento e o desconhecido são as primeiras etapas de aprender e não precisam depender de um colóquio para acontecer.

Se acontecem num sistema aberto e procedural, todos aprendem (ou ensinam?), sem ser necessário adestrar uma lição ou indicar o caminho da solução.

Tanto tempo perdido nas respostas dadas e conhecidas é também o tempo necessário para sair dessa noção e navegar por entre tudo o resto que ainda não sabemos saber.