Sem ser preciso desdizer, contrariar ou outra forma qualquer de assumir que não sei, posso concordar que não há problema nenhum em opinar pelo contrário.

Diz ele, que as coisas indizíveis são as mais importantes. Um lírico, irónico e mordaz a quem a importância é tanto relativa para mim, como para ele. Talvez seja por isso que ambos achamos ainda mais importante saber opinar, sublinhar, erudizar.

Eu percebo ao que se refere nas tais coisas indizíveis. São aquelas que sei que existem, mas que para ele são misteriosas e que vivem nesse reino do desconhecimento intencional e praticado.

Prefiro as coisas dizíveis e as suas proclamações, principalmente quando partem da descoberta das coisas indizíveis só para voltarem à sua condição inicial. Prefiro saber e faltar-me assim o que saber a seguir. Num estado sem fim, e não como o seu fim em si.

Vou ter que o ler, para sentir a falta de não saber e descobrir-me nesse caminho de coisas que ora sei, ora como não sei, quero saber.