Curioso

Quando me interesso é por amor. Aquele amor amoroso não, o outro, o de amador. Amar é um ciclo que revejo facilmente, talvez por isso esteja a escrever perto do fim, o do ano. Amar é também ser curioso, na medida em que se é especial e também, especialmente incapaz de preencher cabalmente a vontade de ver mais e melhor. Curioso e curioso, portanto, um sinónimo de alguém inquieto, insatisfeito mas plenamente capaz de amar. É curioso.

Escrever agora tem o potencial acrescido do tipo do resumo ser do interesse comparativo. Quem lê, talvez espere perceber onde falhou e onde pode copiar para ser melhor. Possivelmente, talvez seja só como o gato, curioso. Duvido, até porque estou habilitado a falar de gatos, agora que sou parte da vida de um (há outros que me visitam, mas este vive cá em casa). Curiosos, há assim muitos, mas nem todos se movem pelo tempo constatado, mas antes pelo tempo que acham ter perdido. E comparam-se a mim, não ao gato. OttáriOs!

Aos que não sabem escrever por si, e aos que são curiosos de mim, aqui vai:

– amigos, menos, cada vez melhores. Conhecidos, alguns, talvez futuros amigos, mas nunca piores.

– gente nova, gente velha e a certeza de que a realidade que te conforma é a mesma que se muda num ápice. Nem tempo tens para pensar o que perdeste, por nem pensar em amar o que tiveste.

– mais do que desafios, a motivação em desafiar.

– desenho, livros e não só, com mais intenção do que pensava ser capaz, e sou!

– um ano… espera lá, um ano porquê? 365 dias, a começar em janeiro, porquê? A astronomia a reger o mundo dos perdidos não implica nada aos ciclos de cada um. Primeira lição.

Até já, ao próximo.

— the monstruktor

Text

December 29, 2021


FOR ANY QUESTIONS