O significado da palavra sacrifício está demasiado conotado com a noção de punição, perda e até morte. Ninguém está disposto a largar, afrouxar e até renunciar o que acha que é sei por direito, mesmo que não tenha sido adquirido ( excluo desta missiva a noção de comparação ou até perda sobre qualquer direito fundamental ).
Todos se acham no direito de copiar acefalamente o próximo, progredindo assim o campo de evolução humana, em valores negativos. Educa-se o atalho, sem sequer equacionar o seu possível contexto erudito. Praticam o desprestígio de si próprios através da negação da individualidade, da coletividade participativa e dos valores dedicados à ( extinção da ) antropologia social e cultural. Vivem numa etnografia global, descartável e efémera, no entanto extremamente eficaz e gratificante. São felizes!
Poucos ( pois ninguém é exagero) estão disposto a procurar o sacrifício. O termo, aqui, não implica punição nem sofrimento: só altruísmo, entrega, estudo, posição. Investigando ligeiramente, atingimos uma parte do significado incluído num outro termo que me diz muito: abnegação. Para muitos, até já é demasiado, parece quase nobre, mas mesmo assim não o praticam e como tal caem no vício da falta de sacrifício.
Pais não se sacrificam pelos filhos, no tempo, responsabilidade e dedicação que lhes é exigido, por quem não escolheu vir ao mundo. Filhos seguem os pais, obviamente, e são na maioria a sua imagem fiel. Incluamos grupos, associações, governos, países e entidades mais ou menos globais, onde prevalece o capitalista, o ausente, o egoísta resignado com o seu próximo consumo. A propagação é global.
Relativiza-se assim a importância do valor social que me tentam impingir, seja na rua, no ecrã, no áudio ou no que leio. Prefiro manter a minha atenção na história que deixo para contar, e sem qualquer distinção intelectual afirmar, que o mundo não vai mal, está só a mudar.