Por quem

Nas vezes que definho em palavras, sinto que nem progrido por mim.

Faço-o descriminado pelo tempo que me dão, as pessoas que desfilam no seu tempo, por mim.

Nesse ponto atemporal de pensar em mim não penso, sinto.

Muito pelos outros e muito pouco por mim.

Tenho que o fazer mais, e faço, sinto que sim.

Estou a fazê-lo agora, mas nem assim me sinto assim tanto em mim.

Mesmo a desfilar pelos poucos outros, alguns que me pedem mais que o faça, por mim, sinto que dou o que posso e não posso mais dar de mim.

Mas é assim que me sentem, esses outros que me pedem, que falam e devem tanto a eles, e ainda mais a mim. A dívida cresce, num retrato de mim, por isso retribuo para sempre em quadros de ser, até que…

A obra se mostra, cresce e robusta, vence o pudor do poder e deslumbra quem a vê ver. Afirma-se na frase que extinta, se faz sentida e impera desde esse fim. Um mural de estrela, feito da cidade que o viu nascer, essa obra, prima, que em mim nunca se irá mais ter.

Enfim.

— the monstruktor

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January 3, 2018


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