E hoje brado a minha parte de sorte? Essa, que quebra em mil pedaços a mediocridade do ser que ainda não sabe que nunca me pôde carregar, ou a tal, a que nunca vai servir sequer para me dar chão…?

E hoje sinto um tumulto que descansa, uma fúria de calma que cresce e cobre de ser esse ser. Esse prejuízo de humanidade, o que brilha em lucro e permanece em mim como um vírus que corrói a minha própria morte. Quase me abalo, deste tamanho soluço, o que abraça a pura felicidade de saber que a melhor memória é só a próxima.

E hoje é dia em que afirmo, que o melhor será sempre o que está para vir, tão só pois é daqui que parto para o fim. O meu fim. Esse tão simples, o que domino em mim como que sei que a próxima golfada poderá até ser de ar.

E hoje é dia em que a história revira o mundo com a espada que eu empunho, essa varinha do meu condão, de certezas, dessa concórdia inútil que discorda pelo valor desse mesmo ser. O tal ser que nunca será só a minha verdade, mas essa parca subtileza que enalta a diferença de existir ou até proclamar existência.

E hoje é dia que celebro, desde a comunhão do horizonte com o vertical, do sonho que fantasia desde a lição de vislumbre, de um dia ter sido a visão de mim pelo que sei ser melhor assim, e que de espada em punho escrevo por mim.

Obrigado, Sérgio, pelo que sempre serás a seguir.