Eu sei que há coisas em mim que nem sempre são fáceis de perceber.
Nem eu ao certo sei responder como há em mim coisas tão difíceis de entender.
Eu sei que as há e sei que são parte de quem sou e que sempre serão em mim uma parte do ver.
Sei que apesar de ter um meio, vim de um fim feito, que sempre soube compreender e nunca negar, mas pelo contrário, aceito que sou pelo meio aquilo que me mostra esse fim que anseio mostrar.
É nesse fim que existo e mostro que sei que há coisas em mim que nem sempre de mim partem, mas sei que em mim encontram um fim.
Sei dar a esse mesmo fim um início de alguém que nem sempre dou a mim. Mas dou sem pedir mais coisas, porque as coisas que tenho em mim já são demais para saciar o que ressalta das coisas que mais quero ter.
Sei que não sou mais do que vejo em flecha, aquele ponto ínfimo onde o alvo alinha o tiro e onde a presa se encontra perdida.
Sei por isso mais e sei que vejo. Um nada de tudo que me faz saber mais e ver. Que me atribula a vida pela morte escondida, na medida de cada ser. Não meu, mas de todos. Dos que vejo sem ver e que nada querem saber que há coisas em mim, tal como neles sem dúvida, sem certeza de um possível fim, aquele sem querer.
Numa sentida adstringência recente, somente presente pela consciência voraz, assumo que as coisas de mim, são coisas de gente, que somente são por fim, na mente da gente a quem elas dizem algo mais do que a própria paz.
the MONSTRUKTOR