October 18, 2019

A culpa das coisas é das pessoas. A culpa das pessoas é das coisas. As coisas não têm culpa. Só as pessoas podem ser culpados.

October 5, 2019

Cognitive processes defined by self recognition patterns, reflect awareness on each individual understanding of present reality and therefore create absolute human singularity.

Recognitivity!

September 27, 2019

A direção da palavra consentimento é no mínimo omniosa – há já algum tempo que não sentia uma palavra assim. Orienta-se pelo rumo do tino pessoal, unicamente, e mesmo na falta do próprio termo, não deixa de ser só de um. Gosto do implícito que o explícito deixa entender : com ou sem sentimento, o conjunto nunca pára de ter sentido para mim.

September 27, 2019

This is how a non binary, feminist, deprogrammed, social, Marxist, nihilistic, radical and extremist, probably violent reactionary would like to apply as a classification to all humans them/they don’t see as equals.

Privileged white male, binary, living in a heteropatriarchal social-political context, non-vegan and capitalist. Part of a programmed, western educated, endemic discourse and sistemic view of the world – flat by the way. Agent and defender of colonisation, precarious work and insignificant labour, migration opposer and fascist.

This is in itself a binary approach and I don’t agree with this imposed view of the world. We don’t have to choose between being right or wrong in some particular perspective or doctrine just because we were born into this world.

There’s even more states/stages of presence/absence people can relate to than this supposedly non-binary movements can foresee. People rarely shift to the multiple dimensions in which we can live in, or upon, or within, without the need to comply to a specific side or even take part of a specific context.

My poli view of biological life and concurrent human function, materialises in the form of nothing, except my own way of being alive while complying with some objective concepts of human interactions. Choices are the defining moments when actions are the presence of flesh in the conscience of human minds.

September 24, 2019

É nos mais velhos que reconheço a minha cultura. A presença, tanto quanto a ausência, são visiveis sem qualquer distância de leitura ou entendimento. Identifico os poucos, fortes e corajosos, que se mantêm até ao fim na competência de si próprios no juízo, vontade e determinação. A autonomia só depende do ancião, o corpo esse, acompanha sempre.

September 22, 2019

Carta de motivação

Externo

Falar do pós é em si uma imposição clara da prevalência do antes ( seja ele formulado pelo pré, pelo proto ou por outro qualquer prefixo temporal ) numa noção de tempo determinado somente pelo espaço intelectual do seu tema. Este limite, o da percepção, domina a prática. Refiro-me a esse antes, o que persiste na dúvida da melhor abordagem de entendimento a ter : seja porque transportamos o que sempre soubemos ou porque nunca inovamos verdadeiramente qualquer tema. O pós não pode ser assim mais do que um novo nada, dependente sempre da condição de incerteza que só a curiosidade e a exploração intencional de alguém, podem reabilitar do oblívio total.

Sem recurso à necrofilia, assumo que me interesso por esta matéria decomposta ( ou em constante processo de decomposição ) que é a leitura do tempo. Interesso-me pela textura dessas fibras batidas pela química da instituição, coloquiais e assim mais favoráveis à deglutição de grandes pedaços de conhecimento. Por experiência, proponho este consumo com o lubrificante adequado, na indexação etimológica e eminentemente em meio dominado pela semiótica, dessas materialidades epistemológicas. Não é obrigatório, mas em cursos como este é o que se espera : um especialista capaz de deglutir a putrefação endémica do meio de produção académico ocidental.

Este tema, se verdadeiramente trabalhado em grupo, que pela sua experiência, partilha o que tem/sabe/detém no presente do agora, pode desmaterializar o tempo do espaço que se propõe trabalhar. Tanto em curso como em oficina, faça-se Porto em Campanhã ( ou até campanha noutros portos como Gdansk ) e assim as não só parecenças nucleares serão expostas tanto quanto as diferenças de estilo, antropológicas e materiais do curso e dos seus participantes.

Interessa pois, ver e praticar a nostalgia da crítica, na partilha do que ainda não sei sobre um lugar. Acompanhado e acompanhando mais do que o óbvio, na sua transição do antes para um pós que merece ser criticado, pelo menos, quanto ao seu futuro.

Interno

A metodologia de trabalho proposta, a duração e a composição desse plano de trabalhos, o local e a potência do grupo, motivam-me na participação sacramental do tema e do lugar. Desde tempos que me inscrevo na topologia de Campanhã, cada vez mais próximo do problema e sempre na proposta de solução. Desde o curso que estudo, crítico e proponho solução para esta região. Planeio, projeto e estudo, participando e por vezes especulando, mas sempre consciente do potencial instalado e da forma potencial do resultado.

Derivo conscientemente de tema em tema, interpolando o que inusitadamente se sobrepõe pelo carácter essencial do território, na sua marca patrimonial e na sua génese industrial. Apelo a esta consciência e génio do lugar e ao que tudo isto significa para mim. Com a marca de autor reúno experiências variadas, desde a estratégia e criação em contexto patrimonial industrial ( C.E. Lionesa ) até ao plano e projeto da Fábrica e terrenos circundantes da Praça da Corujeira.

Detenho-me somente pelo sonho acordado em participar, na prosperidade deste velho novo lugar.

CV Abreviado
Porto, 1979
Autor polímata, também conhecido como MONSTRUKTOR.

Desenvolve atividades de explorador crítico, curador de pessoas e mentes, através do seu sistema original de pensamento estrutural, crítico analítico e autoral.

. formação em arquitetura FAAULP
. especialização em Património e Paisagem FAUP
. formação em técnicas avançadas de Captação de Vídeo ESAP
. especialização em Representações Desenho e Imagens do Território FBAUP
. interpola académica e profissionalmente, desde 2000 o design gráfico, web e produto em ambiente de estúdio criativo @ STUDIUM
. dirige a criação e estratégias de marca em agência @ AMMP marcas e gestão

ANETA SZYLAK, INÊS MOREIRA (Tutores)

28 de setembro a 4 de outubro Águas do Porto – Central Elevatória de Nova Sintra Com Anton Kats, Elena Lacruz, Jonas Žukauskas, Jorge Ricardo Pinto, Solvita Krese

September 18, 2019

When avoiding things equal parts pleasure and guilt, one can foresee how relevant the simple things became. Naming a few : food, friendship, sex.

September 17, 2019

I have predestined myself to empower other people. I can see how their eyes cannot lie on how much my self realisation is an aware statement of a mature conductor in front of an audience.

September 13, 2019

A biografia descreve as ações, os pontos notáveis do espectro temporal que defino como meu ou, que o meu contexto selecionado prefere. É a narração da história ou das fantasias em que um Homem pode assentar as suas decisões, tanto quanto as suas ocasionalidades. A tua biografia nunca se esgota entre números, datas, ações, acontecimentos e ainda assim, dela, todos estes temas fazem parte. Uma biografia cheia de tempos, de espaços e tantos há ainda por criar, desenhar, pensar, fazer. Essa é a mordomia que auto-biograficamente a vida acena todos os dias. Em todos os tempos em que decides existir.

Os últimos tem sido de afirmação autoral, de uma voz segura do seu conteúdo e ainda mais da sua forma. E a linha? é mesmo preciso uma linha para definir os passos, um a um que compõe 40 anos de mil a descobrir?

20 de estudo, de prática, de pausa, de estudo outra vez, de perdas e ganhos convencionais, outros 10 de investigação pura, de formalização de metodologias e de formas de olhar as profissões, as ações, os nomes, a seriedade e a abjeção ao ignóbil formato de discussão definida por outro alguém, esses que nos formas e desviam. Mais 10, estes numa intensidade máxima de investimento em descendência — eu.

Essa década de voltar a olhar esperança, de forçar as frustrações até à descoberta de novos estudos, de novos olhos, agora orgulhosos do autor.

És autor.

És o autor polímata.

Uma definição difícil para quem não a entende, fácil, e isso é tudo o que importa — a percepção fiel de um Homem, agora com nome MONSTRUKTOR que escreve, desenha, pensa, forma, forma-se, cria. Cria a uma velocidade de outro lugar que este todo é muito pequeno.

Mais 10 e falamos outra vez.

awcat
curadora MONSTRUKTOR

September 9, 2019

Só o homem maduro aproveita a viagem; o imaturo só quer o destino.

August 30, 2019

substantivo . autoriginalista :
1.
sem género
2. promotor da sua própria tendência, linha de pensamento ou movimento intelectual original
3. de meio filosófico, na sua vertente racional cultural
4. antropológicamente, o ser que evoluiu numa bifurcação, anomalia, e prosperou
5. auto infligido
6. ausência participativa para reflexão e pausa; absentismo coordenado com o regresso de uma nova proposição ou proposta de solução
7. antiguidade relativa
8. história fluída
9. presente que pressiona o futuro em fórum privado
10. posterior ao pós modernismo ( sobre-pos-moderno )

adjetivo :
1. algo que provém de um ato condicional e singular
2. composto autoral e evoluído
3. arrogância criativa
4. distanciamento intelectual desfasado de género, tema, tempo e espaço
5. peculiar, único, irrepetível, marcante, notável, especial, anormal
6. reestruturação, reescrita ou novas roupagens sobre os mesmos modelos; novos modelos não são novos, são os próximos; etc

verbo . autoriginalizar: 
1. conjugação de autor, autoria, original e originalidade
2. contração de multi conceitos polimáticos e a sua consequente usurpação consciente de todos estes termos conhecidos
3. acto autoinfligido e original; vice versa
4. impor

August 28, 2019

When in a sum of fears, the anxious will always be the brightest spot of failure in a crowd of personal delusions and general disappointments. Often, clarity is by fact the best way to accept the proven effort of how a human can thrive in a self promise of success and his correlation with evolution.

August 26, 2019

I realised I’ve been working on a quantum state all along. Ranging from the area of expertise, field of interest, methodological approach and even physical location I have evolved into a new state of creation/production authoriginally described with the “ket” symbols | MONSTRUKTOR ⟩

August 26, 2019

Como é possível com decisões binárias ( e portanto absolutamente factuais ) garantir a autonomia autoral a partir do sistema metodológico? Com decisões superiores à desambiguação do óbvio, do estilo e da razão identificável nos outros. Por fim, assumindo a capacidade e a sagacidade do intelecto no equilíbrio quântico da expressão pessoal nesse tempo que ainda não é registo. Essas decisões são só os pontos que marcam o trilho no percurso do processo e da inten(x)ão.

August 23, 2019

A nossa relação com os ecrãs é de uma fatalidade suprema. Para os que querem estar sempre ligados, informo que as olheiras serão no futuro a distinção entre a raça humana e a raça social. Serão estes parâmetros visíveis, enquanto sinais incontornáveis da disfuncionalidade de uns ( na presença de outros ) seres antológicos, de relações anteriores a esse estado de espírito ausente. A prevalência deste tipo de comportamento é indicador suficiente da razão inversa que a prosperidade e a evolução nos falhará, fatalmente.

August 23, 2019

After some insight over colors named after people there was this immediate urge to write about MONSTRUKTOR’s own identity. It’s characteristic black and blue hues have always been the most notable features and is indeed the deepest visual and intellectual representation of the author besides the name itself — the MONSTER that builds up creative content.

The mesh and the ambience that results from black and blue is a sensitive and very personal interpretation for the author. The blue ( to be more specific ) has such a big impact on the identification of this MAN that is already treated as the MONSTRUKTOR blue. It represents the purest form of a pigment that seeks and finds beyond any doubt the richness of its visuals.

From Klein’s synthetic ultramarine pigment we felt in love for this sort of mangetic color hues that look too odd, too beautiful, too brighter for our human perception. So, how deep is BLAUSTRUKTOR?

azurite . mineral copper via wikipedia

MONSTRUKTOR’s blue has the right amount of texture, deepness, density, equilibrium, madness, calmness, respect, form, meaning and so it goes like this :

through the night i found all colors combined as one
millions of spectrums revealed as an octopus to me
an open shell that still feels like a black hole
a place for my name, for my form, for my understanding, for my authorship
this is the blue in which i painted all my body and all my soul

awcat
curator MONSTRUKTOR

MONSTRUKTOR’s blue . 072C via studium

August 21, 2019

Depois do homem, do ser, do capaz, preciso viver o autor.

August 20, 2019

Sei que busco uma morte por transição, linda. Um momento de reflexão final, calmo e simples, cheio de uma vontade que nunca deixou de existir de dentro de mim, desde bem fundo na minha curiosidade em viver assim. Sei que muitos não precisam de entender essa vontade de morrer, mas para mim é assim que me sinto vivo.

Procuro que esse seja o mote para a celebração, não desse momento conclusivo de todos os outros que afinal passaram, mas de tantas outras ignições que ainda promovo, principalmente não estando cá.

É nesse momento que tudo se resume quando nada mais somos do que a soma final do que fizemos, mas não é isso que busco. O que eu quero é que a palavra não seja dita, que o ato não seja pedido e que a eficiência do que não é necessário referir, do concretamente evitável, seja de facto evitado. Aprender a viver, simplesmente ter uma vida longa e cheia, define um novo léxico de escolhas, decisões e ações. Mais do que isso representa para nós, alimento-me do impacto que isso tem para os outros, sem a mínima influência do altruísmo, pelo contrário, num egoísmo que transcende a filosofia banal do estado humano presente.

Construí uma vida onde a transição dessa ligação com tudo não passa do ato normal de cessar a mera presença entre nós.

August 20, 2019

After a life, everything unfolds.

August 19, 2019