Start decolonising methodologies. Defund academic endogamy. Stop conditional knowledge. Refurbish pedagogy. Position systems. Prosper.

October 23, 2020

The opportunity to question what’s instituted and the institutions.

October 18, 2020

O design enquanto disciplina é obra de uma elite intelectual, informada, interessada e participante. O design enquanto manifestação é facilmente confundido com o resultado prático e seguro da solução visual. A metodologia corrente da passividade institucional sobre este assunto não irá transformar um assunto de nicho para uma realidade/generalidade no curto prazo ( ou sequer alterar essa relação de acesso e difusão ). Há quem não queira saber do futebol como há quem não queira saber quem, por comparação a um cão de rua, sugeriu o cinismo como doutrina.

October 18, 2020

Cada dia que passa o dinheiro toma diferentes formas para mim. Pensava eu que as realidades conhecidas de certos objetos, nomeadamente a forma reconhecível do dinheiro, não seriam nunca questionáveis no uso e função. Mas são.

Enganei-me, ou aprendi, não interessa, o que interessa é que a “forma” do dinheiro para mim, mudou. Deixou de ser uma única estrutura de matéria visível, representado as fronteiras e todos os outros limites impostos pela sua presença e passou a ser um conceito abstrato de relativa importância e uso.

Prefiro ter água comigo do que o bolso cheio de notas, pois dependo continuamente da primeira matéria, tanto quanto relativizo a necessidade e a intermitência da segunda.

O dinheiro é um conceito e não um bem, valor, ou comodidade. É um limite, uma condição e uma realidade incontornável para nos deslocarmos sequer no nosso mundo próximo. Mas é também possível de identificar e relativizar. É possível de evitar e propor alternar.

Será esta a primeira oportunidade em que desvendamos a imagem real do mundo. Sem a sua presença percebemos que é necessário somente para que não tem mais nenhuma opção disponível. É desnecessário numa proporção maior do que alguns vez imaginamos e quando assim é os valores maiores que o dinheiro assumem o seu papel individual.

Solidariedade, bondade, empatia e simpatia, cordialidade, urbanidade e cidadania, educação, formação e treino, humildade, dedicação e profissionalismo. Honestidade. Estes são alguns dos meus valores, os principais e impossíveis de comparar em valor com o dinheiro. São estes os meus bens, que guardo e faço render.

São estes os meus valores e a minha fonte de riqueza e que assim me considero e chamo de rico pois esta é a nossa verdadeira riqueza ò Júlia…

October 17, 2020

O egoísmo consumista, supérfluo, superficial, recorrente e transversal, ausentou do espírito o sacrifício.

Perante o novo normal, o sacrifício é só a forma de cuidar, proteger e garantir a liberdade de todos pelo nosso próprio exercício consciente e individual.

Reivindica-se a liberdade pelo barulho dos inconsequentes criminosos que levarão essa virtude à podridão, decadência e morte do princípio básico da vida social, o respeito do meio pelo meio em que nos inserimos e prosperamos.

Assim o prejuízo é maior.

October 11, 2020

A realidade como simulação representa adequadamente a luta entre o presente cognitivo e o acontecimento futuro no passado efetivo. Esta relação de causalidades, ancorada na noção de limite da velocidade da luz e da sua inultrapassável constante de tempo, massa e energia, não me serve.

Para o mundo, esta evidência é um engarrafamento claro entre sinapses e as oportunidades credíveis de avanço e progressão.

Para mim é a ausência de posicionamento crítico, individual, onde o intelecto e a matéria convivem numa velocidade espacial de progressão constante entre a superposição quântica e o inimaginável cenário cosmológico.

A mim, interessa-me a interferência do meu corpo com o interface sensorial dessa realidade consciente e emocional.

Neste contexto mundano, sou relativo à minha massa e energia, sou dinâmico e movimento-me.

Estas regras satisfazem-se somente pelo meu corpo.

October 7, 2020

Há tanta gente que ama e tão pouca a saber amar.

September 30, 2020

Saudade, melancolia, marasmo, taciturno, bucólico, romântico, são termos apropriados pela maioria para descrever o outono. Talvez seja pela luz, chuva, temperatura ou primeiras tormentas… Decididamente é pelo tempo que agora somos “obrigados” a passar em casa, dentro dos horários urbanos, abrigados e em preparação do pior que está para vir, o inverno. Racionalmente, percebo a questão, principalmente porque o precedente é o oposto, onde geralmente se usam termos como liberdade, atividade, exuberante, estival, alegria, frescura. Acho interessante a perspetiva negativa, depressiva e opressora do estilo de vida ideal que certos humanos têm desta altura do ano.

Essa transição comparativa é em si o grande catalista emocional da época : uma influência do meio, uma circunstância ritual onde identificamos que estamos a passar de um estado para o outro e onde o nosso conforto físico e mental vem instintivamente ao de cima. Também podemos observar o impacto ( bem menor ) que esta transição tem em ambiente urbano, onde até o clima parece regulado. O conforto desta vida ( urbana ) nem sempre é dependente da meteorologia : uma chuvita aqui e ali, um vento mais forte e tal mas, o passeio, a rua e o modo de habitar continua disponível e a funcionar, por isso, nada afeta ou muda.

Ora, fora do contexto urbano, o cenário é diferente. Em aglomerados médios a definição de urbano permanece, mas daqui para menos tudo muda.

A primeira diferença começa no verão, onde o desprestígio da sobrevivência animal ( humano/não ) não dura o tempo das férias normais.

Segundo, a reclusão acontece em grupo, de uma forma comunitária e preventiva.

Terceiro, esta hibernação forçada garante o tempo de purga que o humano urbano não se sabe proporcionar, e que tanta falta lhe faz. Este tempo para si, ti ou para o eu, é um tempo que garante a força necessária para receber a estação que está por vir e aí sim, garantir a preservação basilar da existência individual nesta certa realidade. Em ambiente urbano persiste o desprestígio desta realidade, principalmente pela garantia proporcionada pelo ambiente circundante, onde tudo é dado como adquirido e se na sua falta, basta passar a tema de revindicação para tudo se normalizar.

Já não sabemos sobreviver e isso é que é o nosso habitat natural. Obviamente que não comparo com o tempo de fugir das bestas para não sermos comidos, mas consigo afirmar que quem “come da terra” está a desaparecer. Falo então do ciclo, da doutrina, da rotina e da comunhão natural com o meio, do domínio do habitat pretendido, não pela subjugação do material e da técnica que só o humano impõe pelo engenho, mas pela ecologia do tempo, do ambiente e da necessidade proporcional ao esforço disponível. Tudo agora é demais, é exagerado, é feito para infligir dano, dolo e destruição.

A equação é esta : o contexto sazonal, a condição existencial, o ato convivial e a subjugação do meio, condição do habitat, pela razão da sobrevivência.

O resultado é um factor mínimo para muitos, com taxa de crescimento exponencial para todos e que certamente alguns vão musealizar neste texto num outono do próximo tempo. Vamos todos ser agricultores, trocar cereais entre nós e artesanato às noites, calmas pela ausência da informação digital! Claro que não, os tempos mudaram, e a nossa adaptação foi por adoração. Deixamo-nos ir nessa crença do progresso a qualquer custo. Passamos a notar menos porque tudo tem menos impacto neste ambiente urbano e social.

Basta sair da esfera da cidade para se perceber como isto é óbvio, claro e fundamental. Essa saída não precisa ser física, basta uma cidade capaz de pensar assim enquanto acompanha o raciocínio proporcionado pela dita equação.

Neste tom, significativamente nostálgico, posso cair na razão do que estou a argumentar diferente, mas se pensarem que as minhas férias se passam assim, talvez concordem com o que desperto e incito a rever. Deixem lá o verão passar porque o tempo de viver não escolhe estação, nem lugar, escolhe somente a ética do ser, na humanidade do querer, algo melhor para mim, que só assim pode ser para todos.

September 28, 2020

Já nem sei se me estou a despedir ou se me estou a apresentar. Nem interessa, sou só eu.

September 28, 2020

Life is not a binary implementation of a past vision, of values and hysterical societies. Life is a multiple set of layers, opportunities and experimental at its core, in which individuals positions fundamental decisions about existence and absence.

September 27, 2020

Olhar para dentro, recusar o modo de olhar para fora, o desse desdém que já nem incomoda.

September 26, 2020

Num recente exercício em que a marca Porto foi convocada, identifiquei a oportunidade em aplicar um raciocínio inovador e construído a partir da leitura crítica da evolução da marca institucional da cidade.

Uma marca de génese clássica, nominativa e com um sinal simplificado pela tipografia, composta pelo carácter universal da leitura do alfabeto latino. A utilização da moldura gráfica e do glifo é seletiva, garantindo pela necessidade da aplicabilidade, a leitura técnica adequada em dimensão e formato. Pujante, composta por aliterações em relações fonéticas, a manifestação material da marca é adequada, e serviu para mim, como o reconhecimento do quanto a marca implícita é muito mais poderosa do que o dístico explícito que a expõe. Foi elaborada por um designer gráfico e isso nota-se, pois existe só, numa ecologia decorrente norma gráfica ao invés de prosperar numa pedagogia de manual de marca onde o capítulo inicial se prolonga para os também manuais de identidade, comunicação e meios. Da leitura da publicação depreende-se essa vontade em materializar a ideia em inúmeros suportes, com bases e bases de estudo gráfico, visual e iminentemente estético.

Este foi o racional que apoiou o exercício : como ir além do implícito. Mais, como trazer para o conhecimento geral todo o conjunto de valores, assumidos e reais, inenarráveis no sinal que ainda persiste; como e sem perder a confiança do interesse, da descoberta e do reconhecimento pela transformação óbvia da nova atividade ( peculiar ) da marca numa campanha simplória; como, sem desprender os valores instalados e continuar a focar o receptor num conjunto sentimental de argumentos que apresenta a mensagem como a própria marca e introduz um novo tipo de categorização : a emocional.

Depois do desconhecimento dar lugar à curiosidade, a desconfiança deu azo à construção de uma empatia imediata com o conteúdo da mensagem, subliminarmente ligada com a marca original ( leia-se original como no contexto da origem ) e libertou um novo conjunto de endorfinas em apoio coletivo. De tal forma que certas fundações da edilidade “abanaram” como se pretende que um “portuense” faça, sobretudo assim que vê a oportunidade em “vingar”, de novo, perante a inovação e a “adversidade”. Este “orgulho” veio imediatamente à tona e a atividade emocional deu lugar à busca de materialidades e ações concretas. Erro. É normal.

Com esta abordagem de marca não revisito a criação de uma outra marca, originária da cidade, de 2015-17 ligada à produção de cerveja e onde exploro os conceitos etnográficos regionais numa manifestação comercial de interesse turístico.

Esta é diferente, e começa na prossecução de um valor/lucro emocional que o mercado se posicionou em proporcionar e ainda ninguém veio aproveitar. A manifestação da marca emocional não pretende concorrer com o sinal gráfico, ou com campanhas isoladas, mas sim ativar um sentimento coletivo de reconhecimento individual.

Emocionante, instigadora, catalista de uma vontade em ser aquilo que pode ser e que ainda não foi até agora, a marca Porto dará agora os passos na direção certa. Sai do óbvio, ultrapassa a mera utilização do sinal e apresenta um significado realmente antropológico, social e aplicado à realidade comum, enquanto evita ser decorrente da vontade individual de um qualquer departamento pessoal.

A catarse de grupo não faz parte deste léxico, desta marca, mas sim a ponderação e a reflexão individual, pelo reconhecimento e empatia do local, pela experiência da sua própria existência e pela sua realidade. São pequenos gestos que constroem esta marca gigante e cada um dos “locais” é um suporte de comunicação potencial. Cada pedra, detalhe, carácter, são polarizações no domínio do implícito e do explícito, como veículos para esta mensagem, que se pode manifestar tanto pelo maior como pelo mais pequeno acto de genuinidade.

Pela primeira vez, efectivamente, transformar a cidade num suporte de comunicação.

Manifestações simples, pistas gráficas, visuais, etnográficas e “locais”, identificáveis, como apropriações possíveis apostadas na transfiguração do território disponível na primeira marca patrimonial de génese emocional.

Certamente o maior projeto de branding alguma vez pensado.

É assim este Porto. Ponto.

Nota : o projeto foi doado à cidade do Porto sob licença de uso e apropriação livre garantindo exclusivamente a propriedade intelectual do autor. Pandemias…

https://www.studium.pt/project/orgulhosamente-porto/

September 24, 2020

A oportunidade da evolução, não é a mesma da da mudança. Se por um lado surge a dita oportunidade e se aplica o termo de modo indiscriminado à forma como esta abertura a algo se permitir alterar é clara, por outro lado, evoluir ou mudar são termos relativamente diferentes.

Aplicados à conjuntura têm definitivamente abordagens diferentes na forma como se ajustam ao resultado esperado e como tal, logo à partida não serão termos complementares. Talvez isso não passe da dificuldade imediata em assumir que é preciso mais do que a simples definição para que a classificação correta da progressão coletiva possa ser percebida cognitivamente e irrefutavelmente. Evoluir é avançar algo existente. Mudar é alterar o curso de algo para outro processo idêntico – ou não.

Avançar algo pelo ajuste do seu trilho primário pode ser considerada uma transfiguração semântica dos significados cognitivos atuais, mas é impossível rejeitar a dificuldade em risco de assumir prevalência de resultado. Posto este risco em risco e novas oportunidades ( em si ) apresentam a força de uma nova cadeia de valor intelectual, coletivo e perseverante no domínio social da mudança pela evolução. Estamos focados nos termos individualmente e não no processo que a aglutinação de significados podem trazer disruptivamente ao resultado.

O país tem na sua história várias oportunidade em aplicar ambos os termos de maneira conveniente, mas, e por diversas condicionantes, as suas aplicações foram sendo subjugadas para um impacto diferente do possível ou até manipulativamente menor do que o esperado.

A forma como nunca fomos afetados pelo conflito em larga escala, como a nossa revolução se deu sem uma catarse violenta da ordem pública, como a(s) crise(s) económica(s) serviram unicamente para o fortalecimento do feudos políticos e industriais baseados na organizado financeira de interesses, ao invés da melhoria das condições de vida da população geral ou até, quem sabe, da criação de riqueza integrada na leitura do potencial instalado do país, defletiu a possibilidade de aproveitar sequer a noção da oportunidade básica então surgida entre tanto perdida.

Assim, nunca fomos de facto capazes de nos purgar e nivelar comparativamente com os outros (com iguais ou diferentes não interessa) com os externos (vizinhos, próximos ou distantes) e com os internos (passivos, agressivos ou corruptos). Fomos sempre aguentando a pressão da economia, da política e dos valores sociais (presentes ou em falta) com esta forma de vida pacata, submissa e boçal em que nos podemos reconhecer.

Os portugueses são assim, uma forma de estar permissiva, pacata e amistosa. São infundidos de um valor natural em perceber a taxa de esforço necessária para algo suficiente, perto da notabilidade mas sem necessidade exclusiva de o ser. É uma racionalidade instintiva que quando dissociada da culpa conservadora, do dogma boçal e aplicada um pouco como um treino de vida, irá ser deslumbrante perceber como algo perfeitamente singular. No dia em que os problemas desaparecem outros tomam o seu lugar mas existe em nós uma capacidade anormal em prosperar, aos poucos, nessa constante da existência em grupo.

Esta elegância natural, ineficiente e inconsciente no modelo Universal deixa-me últimas vezes em conflito. Se, por um lado, tenho em mim a inquietude que me constrói, por outro, fico consternado com a competência de relativização de alguns. Sem vulgaridade, é possível banalizar a grande parte do que me inquieta e a partir disso prosperar. Aceitar não é resignar e por isso um processo interno que implica o domínio dessa intenção, contrariando assim um pouco da pacatez em causa mas ao estudar a definição reparei na oportunidade de aceitar que um pouco de rebeldia também tempera esta forma de ser e coexistir entre a dimensão do termo e a sua aplicação individual.

September 23, 2020

The current global pandemic context is serving as the justification for a new instalment on how to maintain ( one of ) capitalism’s biggest trend : instigate people to thrive by keeping movement as a commodity.

This is backed by two main arguments concerning an implicit relation with time ( therefore the speed of execution and of availability/access ) and space ( concerning mostly where we produce professional activities ) with the ability to move, commute or even displace our participative capitalist habitat through the notion of mobility.

Time

I can state that 5G is not the answer to the notion of mobility : it’s only a medium in which new approaches and specifically new professionals can develop new and innovative ways to gather more and better information, establish productive connections and enhance existing opportunities to develop pre existing valuables. It’s definitely not radical, it’s possibly harmful and should not be overrated – as it is right now. We can presumptuously do more and call it “better” but only if our intellectual abilities are adjusted in tandem with the new set of digital tools and, in my opinion, they couldn’t be farther away from one another as they are right now. Nonetheless, faster, sooner, quickest are the ( wrongfully ) used terms to describe performance when they represent ignorantly the inherent vice of a poor use of time. This is ironically the status quo in which every single one of us can find comfort when describing work related positions.

We have to realise that it takes time to produce an environmental change able to conduct a forward momentum specifically aimed at surpassing the unaware state in which we can position ourselves and the ( supposed ) ethical, political and productive leaders of our time. It takes time and training, meaningful and restructured training. Prepare individuals, train groups and reset corporations into the ecology of time is an enormous task and again, takes an enormous amount of time itself to be done properly, productively and efficiently. Time is key in this context of mobility as a commodity and speed/connectivity could be the misunderstood relation between execution and process.

Space

Home, individual, collective and almost all of the different categories of living, are not prepared to be used as an indiscriminately answer to the topic. This intimate human habitat is not arranged to be fruitful in the answer to the professional activities we are discussing right now. It does not includes a mandatory set of conditions we can universally acclaim as representative of a modern day workspace. One can have a designated space with a perfect desk, state of the art digital instruments and all the broadband connectivity in the world and still, be missing the biggest asset in this home setup : the implicit mindset of the surroundings relative to the ongoing activities.

As a note take this argument as being applied to the workgroup as well as to the liberal individuals and as a generic statement, representing the need to peer recognition in order to satisfy the social urge to reward composite behaviours by expecting communal reunion routines. Again, not universal.

We have to stop thinking about working from home as a better solution for these times, comparing this with an appropriate workspace at a purpose built office. Cumulatively we cannot deny that a garden or even a public square can make us more productive than an enclosed one in certain moments or conditions. There’s a range of opportunities for us to profit from this, acknowledging first and foremost that this is not an universal truth applicable to everyone but rather a different vision, mostly driven towards a better education and in order to the accepted as a positive change within a much needed diversity in the home-habitat-work context. This is also not a services/desk only based opinion, as we can find that most of production-line workers need differential inputs in order to keep their motivation going and the diversity of spaces during work routines is a proven one. I affirm myself in line with the internal positioning proposition of a space and time relevant only for the individual in every specific task, not as an universal model or even a undisputable solution but a diversified approach to increase equilibrium, hierarchical achievements and a fruitful life-habitat-career curation.

Towards training

I am proposing that we must be trained to practice how to work hard and how to rest hard; how to identify the difference between personal life and professional character; how to utterly engage our creativity at work at its full potential even acknowledging the lack of context and adequate conditions to submit a different type of intimacy to that limited yet public community scrutiny; how space needs to be adequate to range every set of needs while uses as a definition need to be fundamentally distinct from functions in order to propose individual appropriations.

This reflects itself in an immediate need to dissect time and space as a dissertation of use and function in order to propose the context for the next level professionals. Mobility is key and connectivity is the foundation for this progression to even exist, thus considering time and space as the core instalment of this conundrum.

Despite being able to profit from mobility people prefer to settle. Despite being able to roam the entire hemisphere, remember how the agricultural revolution and individual/small proto urban settlements were dethroned by social gatherings of larger and larger scale. These behaviours are the defense mechanisms of every single ethnographic group in a defined range of identifiable anthropological tactics. Rationality led us to the development of civilisation’s biggest argument : safety within a group of equals. Race defined that we only want to be together because we need to, but I can assure you, we need to be alone most of the time. A time and space for meditation, mediation and self recognition is lacking every time we are not able to admite we should be better with ourselves in order to be better by being in a group. I admit this is a satisfying and comforting way to provide and feel the full dome of safety upon us but I also recognise we are no longer dependant of walls to defend our cities and protect our crops. It’s time to move on, accepting diversity, migrations and mobility beyond just the compulsory behaviour capitalism intended it to be. Travel, transport, move, commute, but deflect the mandatory peer acceptance of social bucket list and the ” have to visit ” politics as they are the categorisation of poor individual mental skills.

Does this mean we should consider the next step in the direction of work as a standstill in mobility? Should we engage in working from home as an evolution of a person career or can we reposition any workspace to start working from within ourselves? Should we engage in new types of social peer recognition in which we stand out and suffer estrangement from workgroups or should we try and start coworking from wherever because my position/activity is no longer geo dependant? Should develop an individual space, indifferent from physical position, established by each one of us through proper training?

It is not hard to acknowledge that even a factory worker can apply this tactics into is individual career strategy, considering time and space as training dependant in order to achieve awareness and sustain an emotional stability conducing to successful equilibrium in individual-habitat-production insight.

Maybe, we can benefit from choices, better ones, about solitude, hermitage and awareness and could become more selective about travelling and spending hours commuting, but surely this is not the point. We must reposition our own perspective on time and space and exchange the expected with the improved, starting from within, and when needed, with proper training. Despite being able to travel without moving, when we do we still don’t go anywhere with a meaningful and progressive state of mind. We travel and visit common places, because we have to and not because we want to, and work is not different in any point from this context. We rarely develop a critical knowledge of where, how and who we cross paths with.

The pandemics is not the excuse but surely can be a catalyst, not for home office and extended work hours while having family interactions in between, but for rethinking our position, value and careers into the future of a participatory workforce disconnected from the expected strain of capitalism and politics of production.

This is a methodological positioning on how to identify the conditions for a solution to be applied in a capitalist context. From home, from an office or even from an unidentified place in the world of nature, one thing that you can not argue is that we only need to work autonomously is to pre-emptively design our mindset.

September 21, 2020

Sinto-me a passar sobre o esperado.

Melhor, ultrapassar. Sim, porque passar é um acto previsível e não demonstra totalmente a superação que vivo. Este termo ( ultrapassar ) define bem o conceito de ultra, último, extremo, superior. Neste caso, superado. Ultrapassar é passar o extremo, e isso é exatamente onde me posso afirmar e situar. Acordado, dominante, vejo com clareza o que me importa e o que me implica. Dessa forma posso ser algo meu e ( aí sim ) passar para um outro estado de programação.

Programações tenho as minhas, relativas a mim e as que decididamente influenciam Outros. Também as tenho claras, as que aplicam ou impõe vontade e disso tratei em vida para que não reste dúvida de como quero viver após a minha morte. E aqui me situo. Aqui me ponho.

A minha abordagem neste ponto foi então perceber que essa singularidade, onde reconhecemos a posição individual que queremos ocupar perante este mundo, depende totalmente do contexto de originalidade, o que permite o que podemos prosperar. Sendo originalidade o ponto de origem de algo e não a diferença entre algo é também clara a distinção entre o que impomos e o que somos impostos.

Conscientes e inconscientes, por vezes misturam-se em termos e definições arrogantes da mais variada ordem, onde se demostram os limites desses termos comparativos sem qualquer valor adicionado. Um exercício social, naturalmente instintivo e sem programação original.

Originalidade é um estado programado, não é um estado natural, onde termos como vocação ou talento são as fantasias que gostamos de usar para nos afastar de o atingir. Programação é um processo original de posicionamento individual e por isso não depende de aptidões sugeridas ou outras demonstrações de arte ou ofício. Programar depende da origem, do processo e do ponto onde, a partir desse resultado, se aplicam novos processos de posicionamento e construção.

Nada disto importa noutros estados de domínio sobre certas matérias, mas para mim a metafísica impera. Quem sou e o que faço tem sido procedente sobre como sou e como faço e isso deve ser relativo também a esse estado. Para quem importa a forma, o processo não facilita, pelo contrário, impede, atrasa e por vezes não clarifica que ele existe como um ato consciente. Duração, intensidade, profundidade não podem ser evitadas para mim, a quem o processo é fundamental e o resultado é então uma evidência consequente e não o objetivo primário de qualquer acção ou atividade. É na esfera pessoal que temos menor domínio sobre este ponto, onde somente a epitome de qualquer relação é o resultado prático do momento, descurando assim o processo que o proporciona.

Neste estado em que vivo, Vivo de outra forma, procedo de origens em origens para a criação de percursos claros e evidentes do estado de ser original. Programo assim a minha vida em unidades de contacto e interações de duração, intensidade e profundidade originais, e isso é-me devolvido com a força misteriosa e clara da minha Morte.

September 18, 2020

We, as a whole, are the obstacle to prosperity. The one of the planet, the one of our children, the one of a proper cultural and diverse education. We are there invasive reason why progress needs to be adjusted to a balanced ecology of the human brain, with the human body and the inherent habitat in which we must settle as another specie.

Prevailing depends on our reasonable and responsible acts that lead us to behold a dramatically different future.

We must start with education, training and benign acceptance of our students doubts and tribulations.

September 1, 2020

Individuals are context. Even collectives are made from individual context(s), preceded by a notion of individuals collecting relations of individual recognition between them prior to a collective agreement.

This constant unification of fallacies is a simplification method that includes a deep rooted supremacist way of seeing only the macro picture. A normalisation process of the way we see the world as single race induced us to think precariously about ourselves while the globalisation and hegemonic practices of colonisation embedded in white practices were the lubricant that made it all possible.

Capitalism can be blamed, socialism too. So can global organisations and free trade, migrations and scientific exploration, war and peace have their place in this reduced argument as well. I can argue that every single thing that came after the hunter gatherer is an evolution into a common notion of collective predicaments. This is bad in a sense that the concept of the individual didn’t evolved property and should be revisited and revised.

Let’s us star by proper training, readying individuals for contextual positioning. This can be applied through experimentation of the individual decision as a process of observation from a methodology of perception. This has to be developed from a practice within the spectrum of design systems, social studies and anthropological behaviours in the perspective of the individual/collective engagement.

This is the methodologic system that proposes the individual decision as a commonality and not a universal good. This is the singular point of engagement between individual and collective engagement and not another normalisation of the spacetime I live on.

Values and practices are again an individual forward loop towards prosperity and not an achievement of the collective mind of some sort.

August 12, 2020

Vivo numa dinâmica de ciclos gravitacionais, que me impelem para lá de mim próprio. Estes são os eventos que me indicam também quem deixei ficar noutro lugar: o que me classifica provavelmente como inepto, tanto quanto como eminentemente perdulário de tudo o que (se) pode ser social.

Aliás é desta forma que afirmo que a minha velocidade aumenta relativamente e proporcionalmente à massa central numa razão de tempo percorrido e a percorrer. Expulso torrentes de relações em jactos de experiências que não deixo indiferente mas que também escolho purgar. É um cuidado próprio, uma saúde mantida pela perda consciente e salutar do avanço, da interação e da iteração.

Podia definir esta como a categoria de vida sobrante, mais como uma manutenção calma de um fim seguro, mas prefiro afirmar que do tumulto da inquietude vivo numa velocidade impossível de acompanhar, por quem já tentou e por quem ainda vai tentar.

August 10, 2020

A beleza do mundo é ele ser como é e isso nunca chegar para me apaziguar a alma.

August 6, 2020

A casa do menino azul tinha uma janela alta. Era alta porque ele tinha decidido que a queria assim. Não era grande em altura, era alta pelo sítio onde se punha a olhar para a frente. Podia ser porque podia ser ainda mais alta do que as das outras casas mas desconfio que só era alta porque a queria para se sentar no parapeito a ver as tais outras casas. A casa também era alta, tinha uma proporção desengonçada e aquela janela dava-lhe uma ar janota, interessante. Dependendo do ponto de vista a janela enquadrava a casa, tanto quanto a casa quase disputava o sítio da sua própria janela. Estranha mas interessante, era assim que ele a via, e sentava-se à tal janela a falar.

A casa era assim para o empinada, com um remate dourado em volta da janela, amarela e enquadrada por um mármore simples mas elegante. Por isto fazia pensar no valor que afinal a casa tinha, e bem que podia não ser afinal a janela a valer a casa, mas a casa a valer-se da sua própria janela. Poucos sabiam e até tinham pensado, para que servia tão alta, mas que até ali nunca tinha existido memória dela. Mas era bem bonita a janela. Dava à casa um ar convencido, dirigido, pretensioso mas humilde. Talvez existisse desde sempre, mas é certo que nunca ninguém reparou e só quando o menino decidiu que era altura de a mostrar é que todos se puseram a opinar. Fica a dúvida, na certeza que assim estava bem e que foi assim que a casa ficou melhor.

Falar nisto, faz-me pensar nessa primeira vez que fui lá e o menino azul se sentou comigo a falar, no parapeito dessa tal janela alta. Dava para ver muita coisa, não dava para ver tudo, mas dava para ver o que ele queria, e no início ele só queria falar e poder partilhar o que sabia.

– Sinto-me a mudar muito, talvez demasiado. Fico assim, angustiado. Sem susto, mas fico a pensar que mudar custa. Ando mesmo a mudar muito. Mais do que as marés mas não tanto como a lua. Mudo de tempos a tempos e sinto-o na pele. É um ritual, um ciclo que se sente na força da maré e na luz da noite. Parece um folclore pessoal, onde muda o cheiro, o toque e a noção de mim. Fico entusiasmado, mais atento que o normal e mudo. É assim.

Era desta forma que o ouvia falar de verdadeiras catarses! Às vezes nem dormia, a pensar no que seria, talvez verdade, talvez sugestão, mas que alguma coisa sentia, isso sim, não se podia negar. Ele bem tentava, até já se protegia e até afastava quem gostava, não fosse esse o modo de mudar demasiado. Via-se que se sentia diferente e isso é normal em gente mas ele não era gente assim. Trazia do início essa amargura mas mais à frente já não pensava na forma. Pensava no modo de mudar, de perder o sentido da direção e simplesmente abraçar o que sabia ser bom para si. Sim, chegou a desistir, a recusar, mas sabia que não podia negar que era assim que crescia.

August 3, 2020