May 26, 2020

O ato da criação, ou o reconhecimento existencial da criatividade é uma prática eminentemente social e exclusivamente humana; contacto por proximidade é algo relevante mas também relativo, sugerindo que a orientação, a supervisão e o desenvolvimento processual são actividades possíveis à distância, desde que propostas num quadro de autonomia individual e desempenho normalizado.

1. como preparar os profissionais para a normalização de base processual e metodológica por forma a garantir a avaliação à distancia do seu trabalho individual em ambiente de estúdio?

2. este processo aniquila ou amplifica o potencial criativo de cada indivíduo/colectivo?

3. inserido num sistema metodológico o criativo ganha ferramentas, processos e termos comparativos. Pode assim perder autonomia e potencial de investigação boémia?

4. qual a posição do cliente neste ecossistema?

5. onde estão as ameaças? Perdas? Uso o termo com muita relutância…

6. qual o papel da academia na formação de base do arquiteto na metodologia do processo de trabalho? Considerar o factor de decisão, autonomia e delegação de competência.

May 25, 2020

A presciência, seja ela sobre a vida ou da própria morte é um exercício fugaz, com um impacto residual, prontamente substituído pelo destino incontrolável.

Eu não me sinto ao volante de nada que não da própria sensação de controlo.

Determinismos em perspectiva, tudo o que faço pode ser então determinado a partir do meu ponto de origem, interligado com o meu grupo direto de relações e influenciado pelo nosso grupo alargado e global de elementos orbitais. Cientificamente possível, haja potência suficiente para o estudar, este caso é possível. Relacionar a minha vida com a minha vivência na forma em como o indivíduo se insere no processo coletivo.

Eu sou o que serei amanhã. Eu sou o que sei depois. Eu sou o que ainda não sei.

Nada do que eu possa antever será verdade, tudo depende da próxima interação concluída, intrinsecamente dependente do nada. Volátil, inesperada, espontânea, fatal. Sem qualquer regra possível, nem sequer afeta pela mecânica quântica do próprio significado de aleatória. A vida sem destino é afinal um sonho ou a própria vida explicada pela realidade?

Por um lado explicamos tudo, por outro nada se pode explicar. O binómio bi polar prevalece na nossa demagogia ocidental. É aqui que o limite da nossa compreensão segue pela linha do conforto e da resignação. Há mais hipóteses, sejam extremas, híbridas ou complementares mas há mais hipóteses.

A solução binária encaixa perfeitamente na política de supremacia e divisão segregatária da sociedade humana. A favor ou contra, connosco ou convosco, preto ou branco. Esta definição exige a leitura de uma barreira, um lado, uma convicção, um poder. E basta falar sobre o assunto, apenas identificar os pressupostos para sentir o erro, a falta e a inadequação desta proposição. Uma parte, só.

No entanto, quando penso no indivíduo, a parte, só esse ser, o ponto singular da existência ( e do tal ponto de origem ) penso na definição de unitário. Só essa unidade faz o conjunto e não precisa de mais partes para ser o que é. Precisa do coletivo para prevalecer e prosperar é certo, mas de todos os pontos possíveis com quem se pode relacionar, pode ser o que é com um mínimo de um. Ou dois, se pensarmos na génese biológica do próprio ser animal.

Não pretendo relacionar temas tão díspares como causais, mas não consigo deixar de pensar que precisamos de mais alternativas a partir do ser individual. O que vejo provado e inalterado é o oposto do que descrevo : cada vez menos hipóteses e cada vez mais a diluição da unidade.

A escolha deixou de fazer sentido ou então será aleatóriamente a causa da nossa perdição coletiva. Binário de novo este reacionário viral, contamina demasiado tanto a decisão individual como a coletiva.

Precisamos saltar fora deste ciclo interminável de destruição intelectual. Preciso de uma nova ordem de nada, responsável pela leitura correta das postilhas fundacionais da humanidade que nunca serão escritas, preciso viver nas suas múltiplas aplicações e degenerações positivas ou não, aceitando nada menos que uma construção procedural, genética e sem necessidade de catalogação de todos os envolvidos nesta visão da humanidade.

É assim que antecipo a minha própria liberdade, não porque alguma vez estivesse preso mas porque decidi ver diferente do que me mostraram passado, presente e futuro.

Vivo assim os meus dias, plenos de tudo o que posso e tenho ao redor, vivo assim com a gente que adoro, e no seio do seu amor.

May 22, 2020

I can be seen as arrogant and narcissist. That is mainly due to the way I am able to speak from within, free from guilt and while sharing a deeper insight on existence.

May 19, 2020

The adequate time for a global leap forward, concerning connection, awareness and solidarity. Made from the opportunity of our own available time to reflect, this peculiar event impacted the deepest core of the egocentric capitalist society and provided an insight on alternative paths to perseverance, prevalence and prosperity.

By any means short of humanistic values, my argument surely applies the rule of survival, instinct and evolution by reflecting on less, better and enough. People can decide (rather than be forced into), to practice the application of more, best, or in some cases luxuriously opulent ways of life.

This is innovation in its purest form and it’s being directed undifferentially at the global society as an homogenous mob of individual humans. Children, adults and elderly are being given differentials to deal with but the choice is not made by another human and that changes everything.

This common, resilient factor of union, brings us the presence of enlightenment in quantum states of etymological significance, and therefore must be united with our collective will to ensure equity, elegance and above all, dignity.

When the great depression brought us the viral spread of capitalism, almost a century ago, it would not foresee how this was an appropriate solution but nevertheless a temporary answer to a bigger conundrum of human proportions: how to thrive on adversity.

We, as a race, kind, generous and singular in each mitochondrial iteration for this centuries in which we are our own gods should stand still, enjoying the pendular momentum that brought us here, to this precise space time spark of history, and ignite our future with you, ourselves, in the broadest convocation of all of us. This must be made together, in all the different ways we have learned how to live, and live we must, learning how to die.

Thank you to those that came before me to enlighten my way of empowering awareness from deep inside my real core.

May 17, 2020

MONSTRUKTOR, the author

May 14, 2020

Quanto mais só estás contigo, mais próximo estás de quem gostas, quando estás realmente acompanhado.

May 10, 2020

MONSTRUKTOR, the author

May 6, 2020

A forma como observas a vida dos outros afeta a experiência que tens da tua. O oposto também é verdade, complementar e profusamente elementar.

May 4, 2020

A minha humildade deixa-me atónito, não devia. Sempre que me recuso à passividade, inoperância e quando deixo perceber o repúdio à arrogância de outros fico apático, comigo!

É de uma crueldade atroz, garantidamente criminal, para todos os que persistiram no evolução moral, valórica e ética, assistir à falta de participação no bem comum que se exalta entre círculos públicos e/ou privados.

Cultura do esperto, nada justifica o avanço do homicídio involuntário, perpetrado pelo mais próximo dos mais próximos, justificado pela ignorância sobre o exercício da cadeia de proteção coletiva.

Convicto da minha individualidade, no usufruto do direito de exercer a cidadania como um dever cívico e de responsabilidade coletiva, renego qualquer forma de escusa participativa, por qualquer humano, membro ou não membro de qualquer região administrativa global, em manter tais atitudes na minha definição de saúde preventiva.

Com isto justifico desde já muito do meu mau humor e a minha total falta de paciência com estes comportamentos criminais, irresponsáveis e deploráveis destes homicidas encapuzados. Esta não é sequer a minha verdadeira raiva, pois essa vai de encontro a todos os que acham que temos que dizer o que fazer, ao invés que esperar que cada um faça o que se espera de si.

A minha humildade deixa-me atónito. Percebo melhor o mundo desde que me deixo ficar assim. Páro, reflito e continuo. Nunca na defesa da minha moral mas na constituição da verdadeira sobrevivência da espécie humana: a prosperidade social e intelectual do ser coletivo.

April 27, 2020

Today I have heard for being slightly the same, while exactly different as a distinction of a singular presence, an alien. I connected immediately and felt nothing less than the imprisonment of comparison towards others. As a non-binary thinker I cannot condone this feeling about being alone or even the comfort of vulnerability but instead I have to enjoy the responsibility of the individual self as a constant. This absent choice of conformity relates to strong dynamics between an infinite string of intersecting actions and human beings, and sometimes, other aliens.

April 24, 2020

MONSTRUKTOR, the author

April 22, 2020

Entre ponto, reta e curva há uma intersecção de interesse.

Notabilidade, temporal e cronológica.

Racionalidade, funcionalismo e custo.

Irreverência, sensualidade e domínio.

É assim que definido o meu, o que posso afirmar que intersecto diagonalmente, com esta escrita visual que desenho pela simplicidade.

Mas há algo mais, algo além do plano e da própria construção volumétrica dimensional. Há algo que só a leitura da linguagem densa, detalhada e pessoal pode deslindar. Há uma narrativa singular, tanto quanto cada projeto o é em si, e como se prevê, incomum e irreverente, assoberbante, pelo discurso exaltado de história, referência, inovação e desígnio. A diferença de pares persiste, pois a minha vontade de ego transforma a responsabilização em ser e estar na história partilhada, da qual sou o único responsável em traduzir. Sem submissão aplico esta extensão ao mundo que me rodeia e assim vivo no estilo de ser quem sou por ter em mim todos os outros.

Reconheço desta forma o desígnio que aplico a tudo na minha vida, numa naturalidade diária, a de quem sabe aprender a morrer.

April 22, 2020

Esta morbidez, moderna, tele transmitida, atualizada em tempo real, estatística e logarítmica, fruto de uma psicose induzida à escala planetária, pode e deve ser objeto de ponderação, quem sabe, repúdio. Escolho manter a distância que a sanidade informada exige.

April 15, 2020

Os espaços nunca foram feitos de vazio.
Os espaços sempre são uma verdade algures.
Espaços.
Alguns passos.
Alguns E S PA Ç
A D O S entre muito e pouco.
Espaços de gente nossa e de gente alheia.


Espaços que falam muito e que se engolem numa profunda beleza de serem nada ao mesmo tempo que, naquele último suspiro são o tudo.
São as memórias.
São lendas.
São verdades inventadas.
São tempo e sem dúvida, são espaço

preâmbulo de awcat . Catarina Rodrigues . curadora

April 8, 2020

De repente, podemos evitar escolhas. Seja porque alguém, ou até algo nos substitui ou, porque não, ao invés de optar por tomar decisões posso defletir esse processo conflituoso da escolha. Escolha essa, uma reconhecida sentença binária entre umas quaisquer partes, pode ser um subterfúgio para evitar mais decisões, ou é somente o processo da escolha a voltar à cena?

Este ciclo fechado, falacioso pela forma como implica um poder que não é dado, sugere que a liberdade de escolha existe e depende das decisões pessoais de cada entidade em arbítrio. No entanto, deleito-me com a semântica procedural e perfeitamente inorgânica que a sociedade contemporânea impõe subrepticiamente a todos os que a copiam. Esta liberdade presunçosa de muito pouco valor é um dos maiores pregões da nossa história, concorrendo somente com a evolução teológica da espécie e a sua conglomeração racial em estados, nações e ideologias.

Primitivo, embora apelativo, não é a resposta. Progressivo, depende da margem de conflito político (ecológico, ideológico, e até biológico) e que seja possível mitigar. Binário decididamente não.

Um sistema binário é reduzido, insuficiente. A própria definição não se permite evoluir para um contraditório ou antónimo conveniente. Propõe somente o não. Ou é binário ou é não-binário. Isto em si é estranho, num termo de tamanha amplitude filosófica e comportamental.

Quando me confronto com este dilema penso sempre na surpresa que será descobrir o sistema de mais do que duas parte que o conceito e a definição definem como não-binário – e não me refiro a um sistema simplificado ou de uma só parte. Penso assim em singularidades. Um sistema de múltiplas decisões, feitas a partir de escolhas simples, onde um estado de posicionamento relativista apoia (sem repudiar) a característica lógica actual binária, ao propor uma parceria de escolhas e estratégias de distribuição comum. Complexo, até complicado, mas extremamente simples. Mesmo assim, à primeira vista o sistema ativa o pressuposto de que as decisões evitam escolhas e que por sua vez permitem essas escolhas e levam a novas decisões e novas escolhas…

Assim é possível descrever este ponto como o ponto que nos trouxe até aqui. Simples e robusto este sistema é um ciclo perpétuo dedicado a uma espécie de seres simplificados, onde tudo é truncado a partir de um precedente histórico e temporal, e assim dogmático porque é necessariamente antropológico.

Agora sim, aplico eu um sistema binário, ao negar o que descrevo. Imagino a negação de tudo o que conhecemos, imagino como será ser influenciado pelo tempo que há-de vir, pelas decisões que não tomei e pelas escolhas que adiei. Imagino esse caos alternativo na minha cabeça só para justificar o que defendo neste raciocínio : há outras formas de abordar o positivo; não é caindo vezes e vezes sem conta no sistema de onde pretendo prosperar; não é evitando o sistema e no entanto, no que proponho, é tudo.

Um fluxo contínuo, omni sensorial e orgânico, de base procedural, mitocondrial e cosmologicamente quântico.

Basta abster a própria existência como sobrevivência para preparar imediatamente tudo o resto. Prevalecer nessa existência é somente a forma de explicar a morte como o fim de algo, ao invés de justificar a vida pela energia que flui mesmo após esse evento e nos termos que conseguimos explicar, inconsequentes, ao mundo atual.

April 1, 2020

March 31, 2020

March 31, 2020

When rules don’t apply natura naturans.

March 29, 2020

Fala muito quem não sabe ter resposta. Quem não precisa falar sequer, ensina pela prática da próxima ação.

March 25, 2020