Individuals are context. Even collectives are made from individual context(s), preceded by a notion of individuals collecting relations of individual recognition between them prior to a collective agreement.

This constant unification of fallacies is a simplification method that includes a deep rooted supremacist way of seeing only the macro picture. A normalisation process of the way we see the world as single race induced us to think precariously about ourselves while the globalisation and hegemonic practices of colonisation embedded in white practices were the lubricant that made it all possible.

Capitalism can be blamed, socialism too. So can global organisations and free trade, migrations and scientific exploration, war and peace have their place in this reduced argument as well. I can argue that every single thing that came after the hunter gatherer is an evolution into a common notion of collective predicaments. This is bad in a sense that the concept of the individual didn’t evolved property and should be revisited and revised.

Let’s us star by proper training, readying individuals for contextual positioning. This can be applied through experimentation of the individual decision as a process of observation from a methodology of perception. This has to be developed from a practice within the spectrum of design systems, social studies and anthropological behaviours in the perspective of the individual/collective engagement.

This is the methodologic system that proposes the individual decision as a commonality and not a universal good. This is the singular point of engagement between individual and collective engagement and not another normalisation of the spacetime I live on.

Values and practices are again an individual forward loop towards prosperity and not an achievement of the collective mind of some sort.

August 12, 2020

Vivo numa dinâmica de ciclos gravitacionais, que me impelem para lá de mim próprio. Estes são os eventos que me indicam também quem deixei ficar noutro lugar: o que me classifica provavelmente como inepto, tanto quanto como eminentemente perdulário de tudo o que (se) pode ser social.

Aliás é desta forma que afirmo que a minha velocidade aumenta relativamente e proporcionalmente à massa central numa razão de tempo percorrido e a percorrer. Expulso torrentes de relações em jactos de experiências que não deixo indiferente mas que também escolho purgar. É um cuidado próprio, uma saúde mantida pela perda consciente e salutar do avanço, da interação e da iteração.

Podia definir esta como a categoria de vida sobrante, mais como uma manutenção calma de um fim seguro, mas prefiro afirmar que do tumulto da inquietude vivo numa velocidade impossível de acompanhar, por quem já tentou e por quem ainda vai tentar.

August 10, 2020

A beleza do mundo é ele ser como é e isso nunca chegar para me apaziguar a alma.

August 6, 2020

A casa do menino azul tinha uma janela alta. Era alta porque ele tinha decidido que a queria assim. Não era grande em altura, era alta pelo sítio onde se punha a olhar para a frente. Podia ser porque podia ser ainda mais alta do que as das outras casas mas desconfio que só era alta porque a queria para se sentar no parapeito a ver as tais outras casas. A casa também era alta, tinha uma proporção desengonçada e aquela janela dava-lhe uma ar janota, interessante. Dependendo do ponto de vista a janela enquadrava a casa, tanto quanto a casa quase disputava o sítio da sua própria janela. Estranha mas interessante, era assim que ele a via, e sentava-se à tal janela a falar.

A casa era assim para o empinada, com um remate dourado em volta da janela, amarela e enquadrada por um mármore simples mas elegante. Por isto fazia pensar no valor que afinal a casa tinha, e bem que podia não ser afinal a janela a valer a casa, mas a casa a valer-se da sua própria janela. Poucos sabiam e até tinham pensado, para que servia tão alta, mas que até ali nunca tinha existido memória dela. Mas era bem bonita a janela. Dava à casa um ar convencido, dirigido, pretensioso mas humilde. Talvez existisse desde sempre, mas é certo que nunca ninguém reparou e só quando o menino decidiu que era altura de a mostrar é que todos se puseram a opinar. Fica a dúvida, na certeza que assim estava bem e que foi assim que a casa ficou melhor.

Falar nisto, faz-me pensar nessa primeira vez que fui lá e o menino azul se sentou comigo a falar, no parapeito dessa tal janela alta. Dava para ver muita coisa, não dava para ver tudo, mas dava para ver o que ele queria, e no início ele só queria falar e poder partilhar o que sabia.

– Sinto-me a mudar muito, talvez demasiado. Fico assim, angustiado. Sem susto, mas fico a pensar que mudar custa. Ando mesmo a mudar muito. Mais do que as marés mas não tanto como a lua. Mudo de tempos a tempos e sinto-o na pele. É um ritual, um ciclo que se sente na força da maré e na luz da noite. Parece um folclore pessoal, onde muda o cheiro, o toque e a noção de mim. Fico entusiasmado, mais atento que o normal e mudo. É assim.

Era desta forma que o ouvia falar de verdadeiras catarses! Às vezes nem dormia, a pensar no que seria, talvez verdade, talvez sugestão, mas que alguma coisa sentia, isso sim, não se podia negar. Ele bem tentava, até já se protegia e até afastava quem gostava, não fosse esse o modo de mudar demasiado. Via-se que se sentia diferente e isso é normal em gente mas ele não era gente assim. Trazia do início essa amargura mas mais à frente já não pensava na forma. Pensava no modo de mudar, de perder o sentido da direção e simplesmente abraçar o que sabia ser bom para si. Sim, chegou a desistir, a recusar, mas sabia que não podia negar que era assim que crescia.

August 3, 2020

August 3, 2020

The highest, largest, biggest, …. achievement is the process as a measurable product and not the result a perishable production, by an irrefutable margin.

July 31, 2020

Your expectations of me are not my responsibility to make real.

July 31, 2020

There’s a robust elegance in a thoughtful prototype that even a sublime polished result cannot compete with.

July 30, 2020

Stop solving, start creating. Endless loop.

July 29, 2020

O filho carrega os pecados do pai e só ele os pode conter na culpa ou decidir pela sua redenção.

July 29, 2020

I thrive in the relation of art, architecture and design. This relates with the core of my academic training and flourishes from authorship in a concentric structure of eccentric pluridimensional formations.

Positioning architecture and design is engineering and technology.

Positioning design and art is ethics and philosophy.

Position art and architecture is anthropology and politics of production.

Superpositioning all is space and the time I construKt for myself.

mind map

In the core you’ll find ingenuity.

July 28, 2020

The ability to create a machine that endures time beyond a lifetime is not proportionally enough to the sanity of the creator of that machine. That predicament, sanity, remains connected to the scale of that same mind and related to the finite sins of the creator, the father. This special connection between time, work and labour, dictates a special place to be taken as the place of birth, our earth, this home.

My work will endure time and will be relative to the places in which I engaged life as a creator. Still, people will prefer to connect with me in the medium of the afterlife.

July 28, 2020

I see myself on the outside, from the outside and that’s a performance left outside of the inherent tumble from reality usually keeping people from falling deeper within.

July 27, 2020

Questioning things shouldn’t be a sign of belief but of individual committed compromise.

July 23, 2020

contexto

Comunicar por exposição é o ato de equilibrar de uma forma coerente o tipo de conteúdo designado e a sua materialização mais capaz. Este contexto, conteúdo, formulação e forma são tão importantes em conjunto, que parte nenhuma do todo se pode esquecer de propor o seu significado ao novo todo que é assim publicamente apresentado. 

Comunicar é elaborar a mensagem correta no momento apropriado, ao público certo. Quase em falácia, propondo tudo o que é necessário ( e para efeito maior neste caso, na maior generalização possível ) criticamente direcionado à forma e ao conteúdo, que afinal tem tanto de original como de perfeitamente normal. 

Este é o tempo mais desperdiçado de sempre na leitura de um parágrafo escrito por alguém, na descrição obrigatória de algo, o mais genérica possível. Nem reparamos, sempre na busca da erudição do próximo mestre de tudo e afinal, encontramos somente o dono de nada. Este reino de moscas, infantil, mas ao invés da história original, indisponível para a perda da sua própria inocência, é em suma a apoteose do consumo digital, social e inumano em que vivemos atualmente. O instinto, o livre arbítrio, o deleite e a contemplação ficaram para trás, substituídos pela programação do gosto, da apreciação e aprovação pela ausência de uma contrição pessoal, íntima e purgante.

Por isso, adicionado o essencial, mergulhamos no loop da significância e do significado normalizado, e a interpretação da expressão que mais do que descreve um feitio com defeito é isso mesmo, um DEFEITIO.

A análise curatorial desenvolvida em torno do tema DEFEITIO, compromete com o contexto popular da atual sociedade ocidental, um discurso dedicado à percepção e ao significado. O interesse deste estudo sobre a forma como perdemos a autonomia intelectual pela experiência de repetição do gosto comum, recai sobre o comportamento humano individual dentro de um comportamento societário, de grupo portanto, marcado pela tal imitação cooperativa do gosto.

Perfeitamente capaz de gerar ações/reações generalistas ( até em quem lê neste preciso momento este texto pseudo erudito ) a experiência expositiva comunica a epítome da manifestação do discurso atual : aquele que é expectável e óbvio, mas também aquele que sabemos o que provoca e o que significa à partida sob a forma de um reagente pavloviano de aceno coletivo e afirmativo na maioria da minoria ignorante.

A possível experiência do exercício DEFEITIO, debruça-se provavelmente sobre os diferentes discursos estereotipados, talvez originados pelos elementos/atores/temas que compõem uma qualquer típica exposição : o artista, o curador, o comissário, a obra, o público-alvo e o comportamento do visitante. As hipotéticas dinâmicas, interações e criações dubiamente espontâneas de resultado crítico são alvo de uma manipulação obscena e satírica, ao jeito do costume, do valor e da moral do próprio público observador e par.

Este é DEFEITIO. Uma proposta expositiva, que regista o comportamento normalizado individual e coletivo que, pela sua simplicidade permite que o resultado em análise seja efetivo, cru, focado apenas na errática percepção humana sobre o conceito de conteúdo original. Uma experiência em que a exposição são os próprios visitantes na perspectiva crítica dessa mesma visita e da sua formação, informação e manipulação pelo artista e pela sua obra. 

Errática.
Programada.
Atual.
Crítica.
Voraz, sagaz, plena.

… é-me possível afirmar que : “… as pessoas procuram entretenimento porque não tem capacidade de se entreter a si próprias e preferem que seja o mundo a tomar conta delas, ao invés de dominarem o seu próprio conteúdo”. autor

conceito

Neste capítulo encontramos alguns textos que, inicialmente foram projetados para o concurso EXPO’98 no Porto promovido pela câmara municipal. No desenvolvimento da proposta ( que nunca foi submetida a análise ) foram escritos vários textos, frases e pensamentos sobre o tema da exposição e do comportamento humano perante a mesma.

defeitio

01. A designação DEFEITIO é em si um raciocínio abstrato de consolidação dos termos defeito, feitio, forma, significado. Uma palavra nova, estranha que considera desde sempre a necessidade de garantir a metamorfose do conforto, tornando-o num confronto com o pragmatismo linguístico do idioma português.

02. Palavras chave : default, normal, template, norma, standard

imagem resumo das intenções do autor mise en scéne

02.03.19 — defeitio

01. A ambiguidade do que pode ser na certeza do que tem que ser feito.

02. Demonstrar, por mapeamento, por tipologia e por normalização, uma abordagem universal ao design expositivo.

03. A técnica presente, propõe uma abordagem transversal às artes visuais onde os meios se misturam pelos diferentes suportes.

A pintura assume posição de destaque, dominante, desde as noções da escala aos valores da técnica, obrigatória. Representa por si as beau perdidas, muito diluídas e talvez em crise de auto aceitação pós moderna, disposta a sobreviver sem o determinismo de outrora.

A escultura, a dimensão do volume e da espacialidade, particularmente renegada a uma vitrine ou a uma deambulação entre a face do objeto e o seu alçado esquecido. Expositor ou instalação, ou vice versa, ou o contrário, ou o oposto, afinal o quê? Poucas certezas, isso sim.

O design gráfico, traduz uma necessidade, sendo correntemente o vassalo subjugado da leitura objetiva e universal do conteúdo mais peculiar e inacessível possível. É geralmente uma ponte, um meio de acesso entre arte, artista, curador, público, espaço e tempo.

O audiovisual, multimédia ou outros suportes.
Áudio e visual, múltiplos média, são eles outros suportes!

É isso, podemos acrescentar mais, quantidade.
Mapeamento, normalização e crítica.
Sensacional!

16.12.19 — achievements and distractions

Focusing on what I can complete, conclude, finalise. Deflecting distractions from the ambient surround and exterior context of insecurity and unfulfilled ambitions.

Nem tudo vem acabado para a exposição. Por vezes o produto real da criação é a procrastinação exagerada e levada a um limite que afeta a obra. Impensável declínio desde as jornadas decanas dos mestres renascentistas, hoje estamos prontos a receber qualquer rabisco como produto de admirável dedicação do artista, até porque comissão feita é preciso concordar com o resultado. Quase higiénico, este papel liberta os males de todas as caixas, os quais sobrevoam rebanhos de inocentes com todas as ambições falhadas do artista.

Este é o reflexo do momento peculiar em que o artista se redime ao mundo; em que o autor, afinal demonstra a sua capacidade, competência e atitude e por inúmeras vezes, falha. Mas ninguém nota que a mensagem vem incompleta, indecifrável, plena de insegurança e todos acenam que sim em uníssono, incluindo o primeiro aceno que parte do próprio artista.

11.12.19 — get a job, it’s called art.

I wonder : if I call myself an artist should I be given a wage to spend on probable creation and bohemian research conditions? Should  use a chunk of it for irresponsible spending, a piece of that sum for materials and what’s left of the stipend for printing an offer from a friend designer to guide all my ( other ) friends into the chosen venue…

Can artistic and cultural content production be a professional craft or is it fallen art?

Rise you all discussion and conflict makers, and face me. Maybe, instead of aggression and impeachment, why don’t you try something new and work independently, autonomously, producing a proper way of living through a critical perspective on art and on your place in this world. Disappointment and broken dreams are excuses for precarious jobs and cannibal misconducts to those who make it work decently, decentralized and autonomously.

30.10.19

Being humble is not a given state or an achievable goal, rather a way of balancing arrogance from the life form you have chosen to assume.

30.10.19

Media and representations are only relevant as the sub product of the process of decision-taking or of intentional review, otherwise, as consumption they are considered an absent form of creation forcing indulgent behavior.

24.10.19

Being humble is not a given state or an achievable goal, rather a way of balancing arrogance from the life form you have chosen to assume.

23.10.19

All arguments seem to evolve into complexification with more and more layers of questions on top of doubts and systemic insecurity. Recognising when they should be doing the opposite by focusing on probable cycles of irrefutable incremental decisions is the process of acknowledging simplicity.

22.10.19

I am pleased to announce that the International Arts Committee for Design and Pedagogy as selected me to develop an original body of work from my own personal reference to iterate with several international contact points in the Global South and Asia, arriving later in the year 2020 at some western institutions.

sem data — default

Por defeito mas mais como feitio, este default carrega se de vida e de experiência. Nada de base portanto. Uma exposição do universo reconhecido por todos nós quando nos vemos carneiros do “suposto”, quando nós próprios infligimos reconhecimentos natos, perspectivas comuns, encontros imediatos. Esse default mata, esse estado marástico corre como lama que mais uma vez nos encaminha para nada que não o conhecimento que nos foi proposto com anos e anos de semelhança. Não vejam este default como uma crítica canhota, tão virada às boas ascensões de mal dizer e arrogância do contraditório, pelo contrário, que o default seja a construção desinibida de amarras e ressurreições misteriosas do olhar atento. Este é um dos vários textos sobre a nossa exposição.

sem data — no name and no shame

Uma crítica criativa é aquela que se expande para lá dos seus próprios limites. É ela uma análise focada nos modelos existentes e nos modelos projetados, projetores de luz incandescente. Essa metáfora expositiva do que é, do que existe e do que realmente vemos define a forma de todas as coisas. Como fragmentos de um espectro mudo olhamos de vez, de frente e de uma forma perfeitamente sagaz. Perfuramos o conhecido, o desconhecido e a descoberta como se de uma saga violenta se tratasse, porque a atividade de quem vai à frente define se também na violência do ímpeto. E então que nome é este que me dão, ou que forma é esta que se define por números, por matemática ou por senso comum? Neste silêncio purgante da pergunta nasce essa vontade de apagar o vazio e torná lo na pura certeza de que não existe. São olhos fechados que um dia se abrem e levam de forma clara uma matéria de pertença para a frente. Este é um dos vários textos sobre a nossa exposição.

sem data — defeitio ou default

Feita desde o senso e do feitio do autor. Feita desde a perceção do que é realmente ser exposição. Um ato ativo, um ato consciente ou a mera repetição dos sistemas, métodos, objetivos e até censuras?

Hoje exposição é diferente de ontem exposição e nós, nós queremos mesmo é a de amanhã exposição. Esse tempo que parece que está longe mas que reflete de facto os atos e as memórias do condicionamento crítico que nos fazem quando qualquer curador, artista ou comissário define aquilo que os olhos irão guardar, a memória recordar ou esquecer num ápice de delinquência ou sobrevivência emocional de nós, gente, tanta falta fazem à atividade cultural.

sem data — acervo

Pela contemplação do objeto-resultado dá-se o desgaste das peças expositivas. Esse olhar sobre o olhar, sobre o olhar seguinte de cada visitante representa a multiplicidade de resultado que definem o sucesso ou não da exposição. Camadas infinitas de observação, de análise, de uhmmm e de tantas outras considerações mais ou menos mudas. Pensar na conservação, no arquivo, no conjunto de objetos-à-vista que são agredidos por todo e qualquer visitante, significa assumir que qualquer ato de mostra é também um ato de desgaste, de envelhecimento da obra.

O acervo faz parte do contexto da exposição, ou pelo menos do léxico reconhecido pelos autores, artistas, curadores (…) nada menos do que isto devemos propor à ação da nossa proposta : reconhecer tanto a obra no ativo como a obra em reserva. Se por um lado é fundamental que possamos reconhecer a obra #01, a obra #mural, etc por outro, é importantíssimo garantir que também o arquivo é alvo de tema expositivo.

sem data — sem nome #01

Apesar da democratização do acesso à cultura, aos equipamentos culturais e à exposição popular, universalizada, os humanos procuram sentir se especiais na hora e no minuto em que se cruzam com uma eventual obra alheia, como um misto de curiosidade, inveja puro desconhecimento da realidade.

sem data — sem nome #02

Defeitio pela forma clara e expressa em que as palavras, os locais, os participantes e o discurso se unem como a verdade histórica de ser exposto e de consagrar uma imagem curada em si e nos outros.

sem data — sem nome #03

Defeitio na estranheza de ser uma hipótese, uma criação, uma linguagem e uma imagem universal, gratificante para o autor mas ainda mais para quem inveja uma não realidade.

sem data — sem nome #04

To be default is to be empty.

referências

Existem algumas referências quanto ao tipo de projeto em causa. Um deles, visto recentemente comprova a forma “templificada” como podemos analisar uma exposição ou um objeto em exposição.GAME, SET, MATCH
TRÊS CONCEITOS DO LIVRO DE ARTISTA

O livro de artista não é um livro de arte.
O livro de artista não é um livro sobre arte.
O livro de artista é uma obra de arte.

Guy Schraenen

A coleção de livros de artista do Museu de Serralves, orientada por Guy Schraenen até à sua morte em 2018, é uma das mais importantes da Europa. Nela estão representadas todo o tipo de tendências deste género artístico que surgiu em finais dos anos 1950, quando os artistas inventaram o conceito de “livro de artista”, uma nova e revolucionária forma de lidar com o espaço do livro para a difusão de ideias e obras.

Por ocasião do 20º aniversário do Museu, a exposição em três capítulos Game, Set, Match apresentará as mais destacadas publicações de artistas visuais em todas as áreas, analisando os três campos principais de investigação dentro do universo dos livros de artista: se no primeiro capítulo da exposição estará em foco a noção tautológica do livro de artista enquanto livro, o segundo capítulo irá refletir sobre o livro de artista como obra de arte de direito próprio, equivalente a uma pintura ou escultura; o terceiro capítulo centrar-se-á em trabalhos que se situam na interface entre livro e objeto. Em conjunto, os trabalhos apresentados são exemplos de como os artistas metamorfoseiam os aspetos correntes do livro: não destruindo as suas ideias-chave, mas antes dando-lhe nova vida e novas perspetivas.

CAPÍTULO I
O LIVRO COMO LIVRO
O livro é desde sempre uma presença constante na obra de arte, quer de forma direta, quer indiretamente. Conhecemos inúmeras pinturas em que o livro tem um papel de destaque.
Escritores e filósofos também dedicaram a sua atenção à criação literária, ao papel do escritor, ao papel do leitor e ao ato de ler.

CAPÍTULO II
O LIVRO COMO OBRA DE ARTE
A obra-chave deste segundo capítulo da exposição é Un coup de dés jamais n’abolira le hasard (1897), de Stéphane Mallarmé, em que o autor liberta o texto da sua disposição tradicional na página. Pela primeira vez na história, já não há página da esquerda e página da direita, mas antes uma cascata de palavras sem esquema definido.

CAPÍTULO III
O LIVRO COMO OBJETO
Os livros escolhidos para este capítulo escapam ao conceito e ao material convencional do livro.
Em vez disso, a sua aparência, conteúdo ou finalidade habituais são usados como modelo; de forma similar a quando, por exemplo, um corpo serve de modelo para uma pintura ou escultura.

projeto

palavras/conceitos-chave :

design, philosophy, science, method, methodologies, process, theory, decolonisation, institution, western, global, north/south, academia, decision, power, democracy, object, result, produce, labour, designer, creative, practice, group, individual, routines, post present, future, opportunity, alternative, proposal, absolute – imposing or not the methodology, generic – imposing or not the methodology, specific free – imposing or not the methodology, indigenous practices, filosofia is a visual despite practice, designing by process or choosing not to design as a process, a methodological system

as figuras da exposição

o artista
A egocência do artista, aquele cuja obra é exposta é o centro das atenções.

Define-se pela criação do material artístico apresentado de forma a todos os participantes ou visitantes da exposição. É sobre ele que recai a expectativa do sucesso e a crítica do insucesso e de tudo o que isso implica. Falo da egocência do artista, o estado de equilíbrio entre o ego ( enquanto mecanismo de auto-conhecimento ) e a sua essência ( o que o define, motiva e move ). Essa expressão define a personalidade, intensidade e criatividade atribuída ao criador em exposição. A DEFEITIO tem como artista o não artista, o anónimo, o incognito, o oculto, o não reconhecido, o artista template mas não o rebelde.

o curador
O papel de quem se dedica a compreender, a selecionar, a ver, a permitir o acesso de todos a uma parte do trabalho do artista. O curador é afinal o cortador? o castrador? ou é na verdade a alma classificada que cria a linguagem da exposição? Que decisor último é este que pelo conhecimento, estética, análise de tendência e objetivo decide encaixar o artista num contexto específico?

O curador é por vezes tido como o herói e outras tantas como a pedra que impede a expressão livre e descomprometida de resultado que não a mera consagração da livre vontade artística. O curador é por vezes descrito ou reconhecido pelo seu exagerado ego que engole vivo o artista, invertendo o foco da atenção. Nesse desentendimento e chatisse consensual, as visões turvam-se e entre guerras de quem é quem não sei quem sai vencedor.

A visão do curador
Quando a exposição já não é sobre a obra ou sobre o artista.
Ah o ego do curador!
Já se chatearam… afinal o artista discorda
Curador, curador, cortador
Afinal quem é o artista?

os suportes de comunicação
Criado de sala
Folha de sala
Entrada de sala
Luz da sala
Pessoal de sala
Sala aberta
Sala fechada
Salinhas no meio da sala
Salas do nada

os componentes da exposição
a obra #01
Pequena obra de contexto, dita o ritmo e demonstra a direção, sinalética pura onde se pode ver o génio do artista mas somente pelos olhos do curador. Geralmente esta obra reflete alguma dúvida, intenção comercial e marketing expositivo (…).

a obra #mural
A obra de grande escala, o momento apoteótico e provinciano de espanto e admiração, ele é boçal, imposto, é distante e quase urbano.

a obra #vídeo do artista
Registo na primeira pessoa do artista com fragmentos de fotogramas ininteligíveis e sem nexo, geralmente de fraca qualidade para aumentar a porosidade do momento com o público. Ligação com o público para o fazer refletir sobre a humanidade do artista e sobre o tema da exposição. Fragmentos do processo de atelier e se ainda vivo, tolices propositadas, como mexer nos óculos, cabelo e demonstrar a sua falta de higiene para o dia a dia.

a obra #performance
Modernices, o artista e a sua performance.
Os senhores da sala já são performance, por isso basta sinaliza-los que temos o problema resolvido.

July 20, 2020

July 17, 2020

Passei anos à minha procura. Agora ando há anos a descobrir-me. Uma vida destas levará um homem a inscrever-se na sua própria história, demostrando para além de qualquer dúvida que o compromisso com a vida depende do laço íntimo e pessoal com a razão e forma de ser quem sou.

July 16, 2020

July 16, 2020

July 15, 2020

July 13, 2020