After some insight over colors named after people there was this immediate urge to write about MONSTRUKTOR’s own identity. It’s characteristic black and blue hues have always been the most notable features and is indeed the deepest visual and intellectual representation of the author besides the name itself — the MONSTER that builds up creative content.

The mesh and the ambience that results from black and blue is a sensitive and very personal interpretation for the author. The blue ( to be more specific ) has such a big impact on the identification of this MAN that is already treated as the MONSTRUKTOR blue. It represents the purest form of a pigment that seeks and finds beyond any doubt the richness of its visuals.

From Klein’s synthetic ultramarine pigment we felt in love for this sort of mangetic color hues that look too odd, too beautiful, too brighter for our human perception. So, how deep is BLAUSTRUKTOR?

azurite . mineral copper via wikipedia

MONSTRUKTOR’s blue has the right amount of texture, deepness, density, equilibrium, madness, calmness, respect, form, meaning and so it goes like this :

through the night i found all colors combined as one
millions of spectrums revealed as an octopus to me
an open shell that still feels like a black hole
a place for my name, for my form, for my understanding, for my authorship
this is the blue in which i painted all my body and all my soul

awcat
curator MONSTRUKTOR

MONSTRUKTOR’s blue . 072C via studium

August 21, 2019

Depois do homem, do ser, do capaz, preciso viver o autor.

August 20, 2019

Sei que busco uma morte por transição, linda. Um momento de reflexão final, calmo e simples, cheio de uma vontade que nunca deixou de existir de dentro de mim, desde bem fundo na minha curiosidade em viver assim. Sei que muitos não precisam de entender essa vontade de morrer, mas para mim é assim que me sinto vivo.

Procuro que esse seja o mote para a celebração, não desse momento conclusivo de todos os outros que afinal passaram, mas de tantas outras ignições que ainda promovo, principalmente não estando cá.

É nesse momento que tudo se resume quando nada mais somos do que a soma final do que fizemos, mas não é isso que busco. O que eu quero é que a palavra não seja dita, que o ato não seja pedido e que a eficiência do que não é necessário referir, do concretamente evitável, seja de facto evitado. Aprender a viver, simplesmente ter uma vida longa e cheia, define um novo léxico de escolhas, decisões e ações. Mais do que isso representa para nós, alimento-me do impacto que isso tem para os outros, sem a mínima influência do altruísmo, pelo contrário, num egoísmo que transcende a filosofia banal do estado humano presente.

Construí uma vida onde a transição dessa ligação com tudo não passa do ato normal de cessar a mera presença entre nós.

August 20, 2019

After a life, everything unfolds.

August 19, 2019

First stroke spontaneous genius demands more than a life of hard work and preparations. This is commonly mistaken with talent, while only dedication, failure, perseverance and acknowledging methodology is the necessary key to achieve simplicity, the one of the approach.

When this spiritual awakening translates on to my own personal unsettling and restless mindset.

August 19, 2019

August 16, 2019

August 13, 2019

August 7, 2019

August 2, 2019

Jack of all trades, master of them all.

July 31, 2019

I will live for as long as I can be loved.

July 31, 2019

July 31, 2019

Sempre reparei no ar cândido, por vezes dramático e de grande remorso, que a maior parte apresenta quando se fala do passado, da ausência física ou da morte de alguém. Essa incapacidade de lidar com a dor, com a emoção ou com a simples constatação da verdade de facto, garantiu-me curiosidade. Sentir a falta de alguns, não por terem partido, mas porque estiveram presentes, deixa-me com um ar cândido, dramático e por vezes de grande dor. É momentâneo, e resume-se a mim, pois não extravaso. A seguir avanço, e demonstro a todos esse calhau frio e distante que consigo ser e ( acima de tudo ) sem qualquer remorso.

July 30, 2019

July 26, 2019

Efetivamente o mundo não é literal. Nem na tolerância do que se relativiza diante dos meus anos, consigo abrir a mente para o que se demonstra ser uma forma de vida complexa, incompleta e definitivamente conspurcada, por um tumulto continuado há séculos.

Nem sei como, tanto como sei, como irá manter-se. Insustentável, isso sim, sei que é, e sem razão aparente para sobreviver a esta era de pontos brilhantes – os que ressaltam num novo iluminismo, determinista e puritano. São pontos isolados, visíveis, que brilham por momentos e de pontos isolados. São pontilhados que aceleram o ritmo da sua própria visibilidade e brilham, ora cada vez mais forte, mais tempo, em maior número e com mais frequência. Estão a crescer numa tentativa de sincronização, padronizando novas construções, mais complexas, garantidamente incompletas e ainda conspurcadas pelo ódio puro, que só a vontade de mudança ( necessária, sim ) desenfreada, pode alimentar.

Assim, não és tu que sabe o que fazer, sou eu que não quero acompanhar, assim. Acrescentar mais e mais e mais a tudo, não vai ajudar a olhar para uma vontade escatológica em prevalecer e evoluir.

Sem dominância que não a vida humana em forma humana e de presença social num coletivo de pontos individuais ( incomensurávelmente iguais em brilho, intensidade e frequência ) podemos de facto enveredar pelo caminho oposto.

Simplificar, estruturalmente, uma atitude crítica, construindo novos conteúdos, num processo de decisão individual e onde as regras do coletivo são somente a relatividade das boas práticas, comuns e universais.

É assim que olho este mundo que se condena diante dos meus olhos a mais uma era de destruição e pontos incrementais de brilho terminal. Que pena não pensar em uma catarse sincopada de um brilho comum, talvez pela presença de uma ausência, onde nem a intensidade nem a frequência e muito menos o ponto de onde se emana, são referenciais de evolução.

July 25, 2019

Success is not dependent of the highest achievement, the peak, the epitome or even some kind of rise from the underwhelming life of misfits.

Life is a continuous line, of almost undetectable progressive steps, of cumulative forward loops and of an infinite process of learning and self awareness.

In this context, self preservation takes the role of the famous argument dedicated to the obliteration of egotistical experiences and all ways imposing insecurities : failure is only an option for the ones who see the opportunity to accept the oppositional forces of existence.

July 22, 2019

Vivo envolto numa pedagogia muito própria desde há demasiado tempo : nunca pela institucionalização da minha prática, mas sempre pela sensibilidade crítica da minha abordagem. Para a sustentabilidade dessa ecologia pessoal preciso de modelos de hipótese, de teste, e de análise, lugares onde a minha criação fundacional se iluda e desiluda da sua realidade prática, e ainda, onde as utopias possam dar lugar a novas considerações evolutivas e factuais. 

Esta construção é praticada em ambiente controlado de crítica e criação, modelando a estranheza da abordagem com a minha assertividade, própria de um crítico inquieto. Abraço quotidianamente ( a partir de um estruturalismo imaginado e autoral ) um sistema de sistemas que me permite abordar a universalidade polidisciplinar da minha decisão : criativa, procedural, administrativa, operacional, estratégica e também legal. Este sistema enquanto processo de atividade procedural, age como uma composição de argumentos rasos, envoltos no contexto da decisão e da irrefutabilidade. Desde as propostas e interações provenientes da arquitetura de informação – através das entidades conceptuais criticamente selecionadas – é possível delimitar um plano visionário, que se materializa num conjunto rigoroso de técnicas quantitativas e qualitativas, obrigatoriamente públicas e autoriginais.

O tempo deste sistema é o meu, e por isso comporta um universo de experiências pessoal. Para libertar a análise e a dependência do resultado desse ambiente condicional, proponho a prática da auto verificação e da irrefutabilidade. Este é um dos fatores de maior importância, em falta, nos sistemas de criação, nas práticas de produção e desde as instituições de formação. É por isso necessário discutir uma ética de remoção do ego académico, endogámico e obsoleto. É necessário encaminhar essa política capitalista perante o processo de criação para a extinção, favorecendo a progressão evolutiva do indivíduo criador ao invés da substituição pseudo curativa dos mesmos conceitos pelos mesmos conceitos.

Este ecossistema, prevalece unicamente numa relação de interdependência, entre as suas partes numa leitura antropocêntrica desta entidade autónoma, mas sempre relativa à sua relação humanizada – a garantia da realidade concreta do exercício que outrora ficcional, desde a mente de partida, agora promove a metodologia de modo a evitar propor soluções, propor em substituição a seleção do método, da prática e dos processos enquanto construção e percurso iterativo.

Do estúdio que domino, do design enquanto abordagem estruturalista, e do exercício prático tanto quanto real, pretendo ativar tanto o espaço de contacto ficcional, quanto o visitante real, numa participação pedagógica provocadora, onde até o tutor será tentado pela minha abordagem.

Porto Design Biennale 2019

— workshop 4 | 23–27 setembro 2019 [exposição 28 setembro]
DESIGN AS LEARNING: RE-EDIT
Por Jan Boelen e Vera Sacchetti

Porquê fazer design? Qual é o propósito do design? Estas são questões prospetivas para uma disciplina criativa que, mais do que nunca, se afigura esquiva a definições. Num mundo de recursos naturais depauperados, sistemas políticos e sociais exauridos, submetido a uma sobrecarga de informação, há muitos motivos urgentes para repensar a disciplina do design e uma necessidade crescente de nos focarmos na formação em design. Aprender e desaprender deveriam tornar-se processos integrantes de uma prática educativa contínua. Precisamos de novas propostas de organização social e de estruturação governativa, novas formas de viver com – e não contra – o planeta, de aprender a separar factos de ficções e de nos relacionarmos com cada um e, sinceramente, de simplesmente sobreviver. Este workshop toma como ponto de partida a publicação Design as Learning: A School of Schools Reader, produzida aquando da 4.ª Bienal de Design de Istambul, A School of Schools. Através de uma série de leituras coletivas, discussões e visitas in situ, vamos olhar para a formação em design através de diversos prismas, considerando de que modo diferentes modelos pedagógicos educativos têm sido implementados ao longo do tempo. Estas leituras, visitas e reflexões serão repensadas e reeditadas para dar forma a novas reflexões e caminhos alternativos para o design, a educação e a formação em design.

DIREÇÃO
Jan Boelen é diretor artístico da Z33 House for Contemporary Art em Hasselt, na Bélgica, um espaço dedicado à experimentação e inovação e à organização de exposições inovadoras de design e arte contemporânea, e do Atelier LUMA, um laboratório experimental de design em Arles. É curador da 4.ª Bienal de Design de Instanbul (2018). Dirige o departamento de Social Design na Design Academy Eindhoven, na Holanda.
Vera Sacchetti é curadora e crítica de design. Faz diversos trabalhos de curadoria, investigação e edição. Integra a iniciativa curatorial Foreign Legion e é cofundadora da agência de consultoria editorial Superscript. Foi curadora associada da 4.º Bienal de Design de Instamblul e conselheira curatorial da Bienal de Design de Liubliana, na Eslovénia. Os seus textos têm sido publicados na Disegno, Metropolis e na Avery Review, entre outras publicações.

July 16, 2019

© awcat

July 15, 2019

© awcat

July 12, 2019

A dense, heavily complex, almost exasperating, simplicity formulator.

July 9, 2019